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domingo, 28 de junho de 2026

Emblema e Agradecimento

domingo, 28 de junho de 2026 4 Comentários

A ALTERAÇÃO DO EMBLEMA FOI TEMA NAS ASSEMBLEIAS GERAIS DE ONTEM (27 DE JUNHO DE 2026).


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quinta-feira, 4 de julho de 2024

IA (Inteligência Artificial) a Usar o Glorioso Emblema

quinta-feira, 4 de julho de 2024 3 Comentários

FELIZMENTE HAVERÁ NO BENFICA QUEM CONSIGA CHEGAR AOS AUTORES DESTA BRINCADEIRA.



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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Equipamentos: Entre o Rigor e a Bagunça

sexta-feira, 13 de agosto de 2021 6 Comentários

 COM SITUAÇÕES INCOMPREENSÍVEIS.


O equipamento do Clube é sagrado pois além de ser uma marca de identidade há que honrar os Fundadores que optaram por fazer uma escolha inequívoca- camisola vermelha lisa, sem riscas, não ser bipartido, axadrezado ou outros motivos. Um único tom e em exclusivo essa tonalidade na camisola é honrar a História do Clube. Mas os calções sendo peça igualmente importante - embora secundária em relação à camisola - serão brancos, embora...

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sábado, 12 de dezembro de 2020

Emblema: Apesar de Ter Chegado Tarde

sábado, 12 de dezembro de 2020 13 Comentários

HÁ QUE RESPEITAR O TRABALHO DOS BENFIQUISTAS, A SUA DEDICAÇÃO E APEGO AOS VALORES DO CLUBE.



Este blogue recebeu uma proposta e divulga-a.



O certo é que no Benfica quem decide o que é o Clube são os associados

E não são os funcionários. Quem fez - ou mandou fazer - o actual emblema foi um funcionário incompetente para tal (Miguel Bento) ainda durante a presidência de Vale Azevedo. Como é sua personalidade gozou com os associados e com o Benfica. O actual emblema é ilegal pois os Estatutos, mesmo os de 2010, remetem para o Regulamento Geral (aprovado pelos associados) que é explicito e descreve o modo como os associados descrevem o emblema.







Já foi escrito neste blogue

O emblema é ilegal pois não cumpre, explicitamente, o ponto 5 do Artigo 7.º do Regulamento Geral aprovado em Assembleia Geral. E o ponto 1 do mesmo artigo implicitamente também não pis uma roda de bicicleta é muito mais estreita que a do actual emblema.


 


Depois tem "as componentes" em que Miguel Bento decidiu ridicularizar o Benfica e os Benfiquistas

A Águia não é uma águia mas uma ave disforme em forma de fuso, com bicos em vez de penas, com patas de frango, asas de pato a escorregar em cima de um pneu de moto ou BTT de pernas abertas e bico de turquez. É uma vergonha. Porque Miguel Bento sabe que achicalha o símbolo do Clube e ri-se disso!

 


Bico de turquez

Verso bico de Águia.

 




Pernas de frango

Verso garras de Águia.



Asas de pato

Verso asas de Águia.




O que fazer

1. Levar o assunto a uma Assembleia Geral para discutir a composição do emblema, tendo em conta a seguintes decisões:

1.1. Manter a actual redacção do Ponto 5. do Artigo 7.º aprovado pelos associados e que modernizou o emblema mas manteve a ideal inicial dos fundadores: Uma Águia a elevar para o Céu os ideais do Clube; 

1.2. Manter a actual redacção mas fazer um concurso, a nível internacional aberto universalmente - qualquer associado pode apresentar propostas - que serão depois discutidas e aprovadas em assembleia Geral;

1.3. Ratificar o actual emblema;

1.4. Modificar o actual emblema com proposta da Direcção do clube ou Administração da Benfica Futebol SAD.


Vocês são uma vergonha

 

Alberto Miguéns


NOTA: Este emblema caracteriza, no entanto, na perfeição o Clube desde que foi oficalizado, desde 1997: Um Benfica gordo, disforme, aburguesado, sem garra, sem bico de rapina, de perna aberta a descansar em cima de um pneu e de asas abertas a queixar-se de tudo e todos quando está em repouso e descansado a comer ar.


NOTA (às 15:02 horas): A substituição do emblema para chegar ao actual foi um "Processo" que terá de ser contado neste blogue com mais pormenor e mostrando os documentos do Clube. Resumindo:

1. Quando apareceu, em 1995 e depois em 1996 (já não era erro era para ficar), um "emblema" a substituir o anterior - que também não estava devidamente correcto pois o S.L.B. sempre foi dourado nunca estando de luto - depois de indagar quem se atrevera a fazer aquilo foi indicado para falar, com o para mim ainda desconhecido, Miguel Bento. Este justificou que para poupar dinheiro tinham pedido ao senhor Altino da reprografia para desenhar um emblema. Emblema? Isto é um borrão, não é um emblema. Um emblema tem que ser feito por um desenhador e ter a aprovação dos sócios. Não me venhas com essas histórias! Não? Vou levar isto à próxima Assembleia Geral. Antes será feito um texto no jornal "O Benfica" a mostrar esta vergonha e falta de respeito para com o principal símbolo do Clube;

2. Entretanto Miguel Bento recua e volta ao emblema anterior(1997);

3. Um ano depois, em 1998, surge o emblema actual com Miguel Bento todo lampeiro a dizer. Este já é de um desenhador. Pode ser mas é ilegal. Além de não ser uma Águia está de perna aberta em cima de uma roda de mota e não eleva para o Céu a divisa do Clube, como decidiram os pioneiros. Eh pah! Só tu é que sabes isso, fazer este emblema, licenciar e colocá-lo em todos os produtos de "mechadaisingue" custou mais de 200 mil contos. Quero lá saber disso! Tem de ir a uma assembleia geral para alterar o artigo 7.º do Regulamento Geral. Como nunca mais ia à Assembleia Geral fui ter com Vale Azevedo que entretanto saiu (31 de Outubro de 2000) e depois com Manuel Vilarinho mas este também saiu (3 de Novembro de 2003) e com Luís Filipe Vieira é tempo perdido. Até podia estar um canguru em vez de uma Águia.



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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Emblema Legal: Ainda Existe no Clube

quarta-feira, 14 de outubro de 2020 5 Comentários

COMO COMPROVA ESTE NUMA FOTOGRAFIA OBTIDA HOJE.


Na entrega das assinaturas para tornar viável a candidatura do actual presidente da Direcção ao sexto mandato (depois de 2003, 2006, 2009, 2012 e 2016) para 2020/2024 o seu mandatário nacional, Carlos Móia, entregou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, em exercício, as assinaturas (dez mil votos ou mais) que a tornam possível.

Eis uma das bandeiras que o Benfica tem - conheço três que existem nas instalações do Clube - que estão de acordo com os Estatutos e Regulamento Geral do Clube. Como se pode ver este é o emblema que continua em vigor enquanto os associados do Clube não o revogarem e substituírem por outro. Qualquer emblema que não seja este é ilegal pois são os associados que têm o poder para o alterar.

Eis a assembleia geral que o definiu:



Eis os Estatutos (2010) que o definem:


E o Regulamento Geral que o descreve:



O ponto 5. do artigo 7.º é explicito. E corresponde ao que Félix Bermudes escreveu na letra do Hino:
«Essa Águia heráldica e suprema... Erguendo ao alto o nosso emblema». A simbologia da Águia com as garras na flâmula com o lema e as asas abertas, como se estivesse a iniciar voo - tem esse objectivo. Dar dinâmica - elevar para o Céu - o que é estático.


Mas o emblema do Benfica é imutável? Claro que não! Já foi alterado em 1908, 1911, 1929 e 1966. 

Não pode é ser alterado sem o consentimento dos associados e isso foi feito em 1997/98. À socapa. E mantido ilegal até ultrapassando para lá das marcas do bom senso (se este existe na ilegalidade) com os "monocromáticos" que até são bicromáticos ou tricromáticos!

As Direcções do SL Benfica querem alterar os símbolos? Têm direito a isso! Levem a proposta a alguma das duas assembleias ordinárias que o Clube tem estabelecidas estatutariamente e os associados pronunciam-se. Ou convoquem uma assembleia geral extraordinária.

Alterar o símbolo nas "costas dos associados" como se não existisse Clube mas apenas uma empresa é transformar um símbolo que foi criado com propósitos e objectivos nobres apenas num "logo comercial" baseado em questões de gosto de alguém.

Os símbolos do Benfica pertencem aos associados não estão ao serviço de interesses comerciais, a menos que os sócios aceitem. E são soberanos.

Alberto Miguéns  


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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Emblema/Equipamentos: Tudo Tem o Seu Tempo

sexta-feira, 31 de julho de 2020 13 Comentários

VÁRIOS LEITORES PEDIRAM A MINHA OPINIÃO PESSOAL E LEGALIDADE ACERCA DOS EQUIPAMENTOS E EMBLEMA.





Para mim o tempo agora é de Taça de Portugal. É isso que me faz Benficar nestes dias.

Depois da final (e conquista) do troféu escreverei acerca disso.

Agora serei breve.

O Benfica sempre foi um Clube de associados, por isso além dos Estatutos (uma espécie de Constituição) tem um Regulamento Geral (uma espécie de conjunto de Leis Base) que "regulamenta" e concretiza o que está definido nos Estatutos.




O último Regulamento Geral pode estar desactualizado mas continua em vigor pois foi aprovado pelos associados em Assembleia(s) Geral(ais) por isso só pode ser revogado pelos associados do Clube noutra Assembleia Geral ou revisto.



A actual revisão estatutária (apesar de execrável) tem legitimidade pois foi aprovada em Assembleia Geral. E continua a remeter para o Regulamento Geral alguns artigos (antes remetia mais). Mas remete por exemplo o dos símbolos. Como se prova e comprova.



Quando ao símbolo o Regulamento Geral descreve o seguinte:

Tudo é demasiado simples e explícito para que se acrescente mais neste dia que antecede a final da Taça de Portugal, mas há mais a dizer...

1. Não me admiro que alguns dirigentes e funcionários do Clube escarrem nos Estatutos e Regulamento do Clube pois nem do Benfica são;

2. Admira-me como é que os associados actuais pactuam com isso e não querem honrar os associados que nos antecederam fazendo respeitar (enquanto não se modificar) aquilo que decidiram;

3. Os símbolos não são uma questão que esteja relacionada com gostos pessoais, mas sim com o que está regulamentado;

4.  Neste assunto não há "ses nem meios-ses" nem interpretações. Só uma palavra, ideia e justificação. Respeito;

5. Um Clube para ser respeitado tem que se dar ao respeito. Os associados de agora se querem ser respeitados pelos do Futuro têm que respeitar os do Passado. Foram eles que nos deixaram este magnífico Clube. Não se pode ser ingrato e desrespeitar as suas decisões.

O Benfica somos nós, os que nos antecederam e os que nos vão suceder.

Alberto Miguéns

NOTA: Não há uma componente, uma cor, de agora ou de 1904 que não tenha um significado simbólico ou uma razão de ser assim e não ser de outro modo, feitio ou tom.
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Passa Por Mim no Benfica

terça-feira, 7 de julho de 2020 1 Comentários
A HISTÓRIA (AINDA MAL CONTADA) DE UMA CADERNETA DE CROMOS.


Um belo dia o presidente Manuel Damásio disse que queria falar comigo. Apresentou-me ao dirigente Silva Gomes (vice-presidente para o Marquetingue e Cultura) pois a ideia era o Benfica responder a uma empresa espanhola (Magic Box International) que queria fazer no Benfica o que já fizera no Real Madrid e FC Nantes, entre outros. Uma caderneta de cromos dividida em duas partes: História (1/5) e plantel actual (1995/96) em 4/5 da caderneta.

O que sofri (antes)
Os espanhóis queriam menos páginas de história e eclectismo nem pensar! O azar deles foi terem-me dado as duas cadernetas, principalmente a do Real Madrid CF com várias páginas acerca do Basquetebol. Então a do Real Madrid tem Basquetebol e a do Benfica não pode ter? Mas no Real Madrid é só Basquetebol. Azar do Real Madrid. O Benfica é melhor que o Real Madrid! Claro que aceitaram. Era feita de "borla" só com a obrigação de me darem um exemplar completo já com os cromos colados que eu nunca tive paciência para isso! 


E a ginástica para fazer textos acerca de alguns futebolistas
Que tinham duas tábuas nos pés e eu tive que colocar-lhes chuteiras tele-guiadas! É que são textos pessoais, ainda que curtos, acerca de... 26 futebolistas. Alguns fraquinhos, mas quem tinha a culpa era o presidente Damásio e Companhia. Eles se tivessem sido contactados para jogar no «Glorioso» e recusado por entenderem que não tinham qualidade é que estavam a apequenar o Clube. Assim quem ficará para a história da inaptidão para os lugares no clube glorioso é o presidente que os contratou e o treinador que os colocou a jogar. Foi, é e será sempre assim no Benfica. Por muitas "tangas" que inventem, conforme a imaginação de cada um permita!

Os espanhóis levaram não só o que não queriam
Mas com o que eu entendi. Ainda coloquei duas páginas com o «Futebol Juvenil»: fotografias dos quatro plantéis - Juniores, Juvenis, Iniciados e Infantis - e quadro com os títulos nacionais e regionais (campeonatos), além de alguns troféus internacionais prestigiados. Silva Gomes encolhia os ombros. Eh! Pá! Ele tem "mau feitio"! Para nós era como vocês queriam! Queriam! Um-a-zero!



Como é habitual (apesar da insistência)
Não apresentaram a caderneta para ser revista. E tinham prometido. Daí ter erros inadmissíveis. Quando questionei o porquê de não terem cumprido, a resposta óbvia. Prazos apertados. Ainda acaba a temporada de 1995/96 e os cromos não estão em banca! Lembrassem-se mais cedo! A época começou em Julho, vocês chegam em meados de Dezembro. O que têm até foi feito em tempo recorde. Já tem o treinador Mário Wilson quando quem iniciou a temporada foi Artur Jorge. E só não foi incluída a "contratação de Inverno" (Mauro Airez) porque não quiseram "repaginar". Eu queria, pois assim conseguia "enfiar" mais quatro páginas. Em vez de 40 (as que tem) passava a 44 (as que devia ter). Afinal os portugueses têm fama de trabalharem no desenrasca mas vocês, espanhóis, não lhes ficam atrás! Lá foram de regresso a Madrid. Mas levaram a deles avante. Um-a-um!


Os espanhóis estiveram muito bem
Conseguindo - tal como tinham reservado na maqueta - as páginas 28 e 29 com dezasseis caricaturas de grande qualidade (do melhor que vi nos anos 90, a menos conseguida foi a de Mário Wilson) de um artista que nunca soube o nome, apesar de gostar de saber quem foi e dar-lhe os parabéns.



Nem a posso ver à frente (por isso está escondida na arrecadação)
Aquele emblema só na cabeça da espanholada. Além do fundo ser branco, os aros amarelos e, claro, o S.L.B. sobre a faixa azul é amarelo dourado.


Fui uma luta contra o tempo
Só com a preciosa ajuda de um grande fotógrafo foi possível tanta fotografia e com tanta qualidade, do passado ao presente. Dos troféus (em fundo vermelho) aos dirigentes. Com Roland Oliveira não só este tinha ideias excelentes como era possível transformar as dos outros em fotografias que superavam o que se imaginava e geralmente é o contrário...

Roland Oliveira foi extraordinário!

Alberto Miguéns

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

BenficArte

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020 8 Comentários
COMO É QUE OS CRIADORES DE ARTE PORTUGUESES SENTEM O BENFICA?



A propósito de um texto eis o pretexto para colocar neste blogue o que não foi possível fazer aquando do Centenário do Clube.

O Benfica é o Clube do Povo
Mas é muito mais do que isso. É um clube agregador, abrangente, dinâmico, ardente e consequente que tem tido durante a sua existência alguns dos maiores protagonistas da Cultura Portuguesa a terem pelo «Glorioso» tanta simpatia como a mais analfabeto e inculto entre os portugueses. O Benfica é de todos.

Quando pensas em Benfica pensas em quê?
Como é que um artista, enquanto criador de Arte, sente o Benfica no imediato. Como o sublima em Música, Pintura, Desenho, Escrita, Cinema ou Fotografia? O que é para um criador “Sentir-se Benfiquista”.

Esta era uma das Ideias que tive aquando do Centenário do Clube no plano que fiz «100 Anos, 100 Ideias» e que nunca foi feito
Por responsabilidade de Seara Cardoso se bem que este dissesse que foi de Luís Filipe Vieira (embora o presidente da Direcção fosse Manuel Vilarinho), tal como Fialho Gouveia que dizia que a “culpa” era dos dois. De Seara Cardoso porque criticara Luís Filipe Vieira e deste que não respeitava o Benfica! A "Comissão do Centenário» (composta por associados do Clube sem qualquer remuneração, nem um tostão - e bem - para custear despesas) foi empossada pelo presidente Manuel Vilarinho pelas onze da manhã e às três da tarde já estava dissolvida! Isto em Abril de 2003, a menos de um ano do Clube comemorar o seu centenário! Inacreditável! Tudo porque foram almoçar - eu não fui pois trabalhava de tarde - e quando voltei às instalações do Benfica - então em Cabo Ruivo - não vi ninguém para a primeira reunião que estava marcada para as 19 horas logo desse primeiro dia. Telefonei ao saudoso Fialho Gouveia (que me tinha convidado para a Comissão) e ele diz: Então não lhe disseram? Disseram o quê, senhor Fialho Gouveia. Não lhe disseram que já não há Comissão? Como assim, então fomos empossados ao final da manhã de hoje! Pois, mas desentenderam-se ao almoço e o Luís Filipe Vieira acabou com a Comissão porque o Seara Cardoso - que é portuense e Benfiquista - foi criticá-lo por festejar golos do FC Porto ao Benfica no Estádio das Antas. Chegou aos ouvidos de Luís Filipe Vieira e este mandou o Vilarinho dissolver a Comissão! Veja lá! Um calhau com dois olhos que nem cargos tem no Benfica e conseguiu acabar com a Comissão de Um Centenário de um Clube como o Benfica! Miguéns tente junto do Seara Cardoso fazer com que o seu projecto vá para a frente!» Pois, pois... eu bem tentei, mas está bem, está... Foi-se! Mas isso agora não interessa para nada. Vamos ao que interessa.

Stuart Carvalhais I
Ando há algum tempo à procura de informação para assinalar os 59 anos do seu falecimento (2 de Março de 1961) ou comemorar os 133 anos do seu nascimento (7 de Março de 1887). A escolha do dia 2 (segunda-feira) ou do dia 7 (sábado) depende dos jogos do Benfica. Terá que ser em alternativa. O Benfica terá o encontro para a 23.ª jornada da Liga NOS nesse fim-de-semana jogando na quinta-feira anterior (27 de Fevereiro) a segunda-mão dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa na «Catedral» por isso o jogo frente ao Moreirense FC, também, na «Catedral» será muito provavelmente no domingo. O jogo da 24.ª jornada do campeonato nacional, em Setúbal, frente ao Vitória FC, será no fim-de-semana (6 a 9 de Março) pois vai depender da passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa, cuja primeira-mão está marcada para 12 de Março. Há que preparar o texto e lustrações para depois escolher a data mais interessante para assinalar a efeméride de um dos mais ilustres artistas (desenhador) do Benfica.


Stuart Carvalhais II
Considero que o mestre Stuart Carvalhais ainda tem hoje o emblema do «Glorioso» melhor conseguido e data de 1929, quando trabalhava em parceria – era cenógrafo – com Félix Bermudes na organização das peças de teatro deste. Aquando das Bodas de Prata (25 anos), em 28 de Fevereiro de 1929, Félix Bermudes fez a letra, pediu ao maestro Alves Coelho (pai) para musicar a letra do Hino do Clube e solicitou a Stuart Carvalhais que “redesenhasse e modernizasse” o Glorioso Emblema. E assim foi. Um emblema que obedece aos propósitos e ideais dos nossos fundadores – Félix Bermudes não cedia um milímetro – em termos de cores e simbologia. As garras da Águia bem assentes na flâmula nacional onde estava escrito o lema do Clube tendo a Águia as asas abertas como que dando uma ideia dinâmica de elevar para o Céu o lema, ou seja, o Clube e as nobres intenções dos Fundadores. Félix Bermudes na letra da Hino é inequívoco.



Stuart Carvalhais III
As pesquisas acerca de Stuart Carvalhais “levaram-me” até junto de familiares. E não é que um deles (que não mostrou interesse em que o seu nome seja revelado) deu-me um original do trabalho do notável desenhador Benfiquista! Que é a digitalização que ilustra o texto de hoje! Foi este o pretexto para não só fazer o texto para hoje como criar uma espécie de secção – que ficará disponível na barra horizontal vermelha de assuntos do blogue – onde vou procurar colocar Arte relacionada com o Benfica. Como sentes na tua sensibilidade de artista o Benfica? Se disser Benfica como expressarias o Ideal? Vou tentar, não sei se conseguirei.   

Há muito Benfica entre os Artistas que criam a Arte Portuguesa
Vou procurar ter, essencialmente, obras de artistas contemporâneos, ou seja, que eles "façam Benfica a meu pedido" mas para os que já estão no «Quarto Anel» (como Stuart Carvalhais ou o poeta António Boto) serão publicadas “obras” onde esteja o Benfica (como é hoje o exemplo de Stuart Carvalhais) pois apesar de ter o original feito por ele, em 1953, num desenho a tinta-da-china sobre cartão branco, o trabalho não é inédito pois até sei onde está publicado.

Há muitos Benfiquistas entre os grandes nomes da Arte em Portugal
Abrangendo todas as gerações e todas as áreas. Eis alguns contemporâneos que vou tentar contactar.

Arquitectura
Procurarei esboços/esquiços de Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura, Manuel Salgado e Tomás Taveira, entre outros de que não me lembro o nome ou não sei que são Benfiquistas.

Banda Desenhada
Conheço poucos, mas tentarei contactar José Carlos Fernandes, Luís Louro e Marco Mendes.

Cinema
Quem sabe se será possível ter uns segundos/minutos de imagens criadas por António-Pedro Vasconcelos, Edgar Pêra, Leonel Vieira, João Botelho, João Canijo, Joaquim Leitão e Ricardo Costa, entre outros.

Fotografia
Contactar Alfredo Cunha e Eduardo Gageiro. Há mais, mas não quero arriscar errar!

Literatura
São quase todos do Benfica, desde António Lobo Antunes, António Mega Ferreira, João de Melo e José Rodrigues dos Santos até José Luís Peixoto, Pedro Mexia e Rodrigo Guedes de Carvalho.

Música
Com tantos tão bons nem faço listagens de nomes pois a maior parte ficaria fora da lista. Até arrisco duas listas com três nomes, cada, de muitos mais. Dos mais experientes: Carlos Alberto Moniz, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. Dos mais recentes: Ana Bacalhau, António Zambujo e Mariza Liz.

Pintura
Com o amigo Manoel Barbosa, actualmente a expor na «Galeria Zé dos Bois» (clicar) não deve ser difícil que alguns possam trazer o seu Benfica, o Benfica de todos nós, visto pelo olhar crítico e acutilância artística, dos pintores Benfiquistas, para este blogue. NOTA: Como muito bem lembrou, em 9 de Janeiro, um dedicado leitor do blogue, Paula Rego tem ascendência e "linhagem" Benfiquista, no Sport Clube de Benfica!

Vamos ver no que isto vai dar…

Alberto Miguéns

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Grupo Sport de Benfica

sexta-feira, 26 de julho de 2019 3 Comentários
FOI FUNDADO HÁ 113 ANOS, EM 26 DE JULHO DE 1906.


Como é evidente ninguém acredita que os 15 fundadores fossem desmazelados (no sentido de não terem cultura, erudição ou Ideais) para fazer um emblema sem nexo, pois nem é a preto-e-branco.  O que está a preto são os contornos (silhuetas) dos cinco elementos, separando-os, que o constituem:

1. Sigla (G.S.B.)
2. Listão (ou faixa) oblíquo;
3. Bola oval;
4. Escudo;
5. Ciclo (roda de bicicleta)



Desmazelados? É que podemos até dizer antes pelo contrário
Pois muitos (provavelmente todos...) eram da elite burguesa, financeira e política de Benfica. Um deles, Luís Carlos de Faria Leal até "vai fazer questão" depois amplamente aceite pelo outros, de compor (sobrepor) os dois emblemas - Sport Clube de Benfica (designação depois do Regicídio, em 1 de Fevereiro de 1908 do Grupo Sport de Benfica) e Sport Lisboa - aquando da junção em 13 de Setembro de 1908.

Pode ser que um dia se consiga saber
Com exactidão a cores de um emblema que tem tanto de simples como de harmonioso. Saber bem tal como se sabem as cores e evolução, entre 1904 e 1908, do emblema do Grupo Sport Lisboa.

A sigla (G.S.B. depois S.C.B) pode ser a amarelo-dourado
Pois sabe-se que antes da junção a sigla (S.L.) do Sport Lisboa era vermelha passando o S.L.B. a amarelo-dourado. Funcionando a lógica seria amarelo-dourada a menos que o listão fosse amarelo-dourado e então o GSB/SCB até podia ser azul-marinho, cor de Portugal Monárquico. Mas o clube tinha tal posição na sociedade de Benfica que o "amarelo-de-ouro" parece "encaixar". Mas será sempre uma suposição até aparecer um documento colorido ou declarações de alguém.

Não ter equipa de futebol
Dificulta a interpretação. Há fotografias do G.S.B. em competição mas é em Velocipedismo (Ciclismo) a nível individual/isolado ou Pedestrianismo (Atletismo) na I Maratona Nacional. Nesta competição todos os clubes correm de branco (clicar para «Revista Tiro e Sport», n.º 365, de 31 de Outubro de 1907) ou ficar por aqui com a principal fotografia.

A equipa vencedora da I Maratona Nacional, em pose, equipada de outra forma: António Fernandes (2.º), Carlos Marques (vencedor) e Augusto Jorge (5.º)

O perigo da "riscas" (livra-te delas...)
Quando o G.S.B. tentou organizar equipas de futebol aparecem num treino umas camisolas às riscas, com a particularidade de, sendo fotografias a preto-e-branco, poderem ser interpretadas como riscas alternadas a branco e outra cor que pode ser qualquer uma desde que tenha tons claros, excepto o preto. Até porque nesse tempo não havendo segundo equipamento os clubes procuravam fazer camisolas que os distinguissem dos outros clubes já existentes. E o preto-e-branco há muito que tinha "dono" e estava "cativo": o Internacional ou C.I.F. (Clube Internacional de Futebol).


Chegaram duas informações contraditórias
Mas verosímeis o que "ainda torna tudo" mais difícil. Há poucas fotografias das tentativas de organizar equipa de futebol pelo GSB/SCB, mas há. E como atrás se escreveu, qualquer cor - excepto o preto - desde que com tons claros (verde, azul, vermelho ou castanho-claro) pode estar nas riscas escuras. As informações que chegaram foram dadas pelo inesquecível funcionário do «Glorioso» Joaquim Macarrão (5 de Maio de 1920 - 25 de Janeiro de 2008) que apesar de funcionário administrativo (pouco mais que a 4.ª classe) amava a Gloriosa História, na qual era Doutorado.



Luís Joaquim Gato
Que é sócio fundador n.º 10 do GSB e era  associado n.º 1 do SLB em 1979 quando entrei para sócio do «Glorioso» dizia que eram vermelhas.


Luís Joaquim Gato provavelmente - também foi associado e atleta no Internacional/CIF - como ciclista em representação do GSB
 O dirigente José Augusto de Brito (certamente depois de uma competição em ciclismo) tendo a seu lado outros dois dirigentes do GSB: Luís Carlos de Faria Leal (militar) e António dos Santos Sobral Júnior. Este era o sócio n.º 1 com Luís Carlos de Faria Leal como n.º 2 na inauguração da «Saudosa Catedral». Como se constata o GSB/SCB ao contrário do Sport Lisboa - sempre camisola vermelha, calção branco e meias pretas - não primava pelo rigor e coerência quanto ao equipamento 

José Augusto de Brito
Que é sócio fundador n.º 3 do GSB (e dirigente) era o pai da senhora com a qual Joaquim Macarrão viveu praticamente até falecer garantindo-lhe ser azul-marinho ou claro por serem todos (ou quase todos...) fervorosos monárquicos, por isso as cores de Portugal até 1911, quando foi escolhido o vermelho-e-verde.

Um emblema reduzido a contornos negros e elementos sempre brancos é que não se adequa. Nem é bem um emblema. É mais uma silhueta.

Alberto Miguéns

NOTA FINAL1: Já depois deste texto elaborado eis que o dedicado Victor João Carocha fez chegar um postal que não sendo a cores deixa "entender" melhor o emblema, pois trata-se de uma reprodução de um documento da União Velocipédica Portuguesa (actual Federação Portuguesa de Ciclismo) organismo onde o clube estava filiado. Ampliando é possível constatar que as letras não são a negro - nem simples, mas largas - e que a bola é o elemento mais escuro.




NOTA FINAL2: É que o emblema que há muito é divulgado foi retirado de recibos de quotas do clube. Ora as quotas ou folhetos não são um bom meio pois pretendem ser feitos ao menor custo possível. Sempre foi assim. Até agora se fazem emblemas do clube a uma cor, preto ou vermelho para embaratecer os custos, quanto mais em 1906 ou 1907!


Copiar símbolos (emblemas) mesmo de documentos oficiais é um risco demasiado elevado

NOTA FINAL3: É dificílimo para não dizer impossível saber, com os elementos que há disponíveis quais as cores do emblema do GSB/SCB. O certo é que o que é divulgado não corresponde a um emblema, mas aos contornos a preto para se poderem distinguir os cinco elementos que o constituem. Há sempre quem deseje saber como seria. Eu não sei. Pelos dados que existem, tendo em conta que a maior parte dos 15 fundadores "eram fervorosos patriotas monárquicos" da secção de Benfica, do Partido Regenerador-Liberal de João Franco, só se podem fazer conjecturas. Pode ser tudo ao contrário ou com cores completamente diferentes. Eu por dedução avanço com as seguintes, mas recuso fazer - também não o saberia fazer - um emblema colorido, pois seria uma pura invenção a 100 por cento:


Azul monárquico (bandeira nacional): Sigla (G.S.B.);
Amarelo-dourado: Listão oblíquo ou faixa na diagonal;
Castanho claro: Bola oval;
Branco monárquico (bandeira nacional): Escudo;
Prateado/cinzento claro com raios pretos: Ciclo (roda de bicicleta)

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