QUASE DOZE DECÉNIOS CUMPRIDOS E O CLUBE CONTINUA
A RECONHECER AS ASSINATURAS.
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Fundado com princípios de elevação que condicionaram o Futuro
e objectivos simples, mas ambiciosos, o Clube foi sempre fiel aos que o
fundaram. Essa essência diária e coerência secular permitiram um crescimento
imparável com o engrandecimento a colocá-lo entre os melhores do Mundo.
Solidariedade
O Lema “E Pluribus Unum” que para os fundadores
significava “Todos Por Um” como consta da estrofe do Hino, marcou o início
do Clube, então e até 1908, Grupo Sport Lisboa, vincando a Ideia de que o
emblema só singraria se conseguisse ombrear rapidamente com os mais fortes e
enfrentar o domínio que os ingleses exerciam no futebol em Portugal. O Clube
fortaleceu-se, por dentro, com métodos elementares mas exigentes, onde a
entreajuda permitiu ultrapassar dificuldades. Foram anos em que se encontraram
soluções para problemas prementes e, até, começar a ter soluções que antecipassem
problemas previsíveis. O Futebol depressa se tornou «Glorioso», logo em 1907,
sendo o espelho, para o exterior, do que era a realidade vivida no Clube. A
organização dos quatro plantéis ou categorias a participar nos quatro
campeonatos regionais era feita de modo a tornar todas competitivas e
conquistadoras. Eram os futebolistas que estavam ao serviço delas e não as
equipas ao serviço de uns ou de outros. Esta exigência de superação nunca permitiu
fazer distinções, excluir ou vilipendiar quem quer que fosse. Nem sequer os adversários, instituições ou jogadores, que eram respeitados como tal, mas sempre para se tentar vencer, por isso, categoricamente. Todos os que chegavam eram
bem-vindos se viessem ajudar e engrandecer. E assim se foi erguendo um colosso
desportivo com base numa sã solidariedade.
Lisura
A Águia como elemento-símbolo transportou o Clube até à
actualidade fazendo reconhecer o Benfica, entre os portugueses e estrangeiros,
como um emblema que era exemplo, nos processos e no modo como sabia vencer
(quase sempre) mas também perder (quando outros eram mais fortes). Os
portugueses desde cedo se apaixonaram por um clube que além de vencedor e
conquistador era simples, nas atitudes e exemplar, nas decisões. Temerários e
brilhantes os associados, dirigentes e jogadores souberam merecer o apoio de
cada vez mais portugueses. A paixão de uns e outros tornou-se reciproca.
Mesmo nas escassas derrotas e insucessos havia, até dos adversários, um reconhecimento inequívoco. O Benfica era um clube que honrava Portugal e o Desporto,
porque encarava os jogos, as provas e competições com vontade extrema de as vencer, mas
sempre com lisura.
Benevolência
O vermelho-e-branco pontuaram sempre a História do Clube, desde 1904 até 2020. Da
arcaica flanela herdada do século XIX às fibras sintéticas do século XXI. O
vermelho é símbolo de garra, orgulho e brilhantismo. Tolerantes e exigentes, o
vermelho dá o toque da paixão, da fogosidade, emoção e beleza. Atrai quem o vê,
emociona quem o usa. Jogadores e adeptos seguem juntos, irmanados numa
conjugação forte onde impera a benevolência.
S.L.B.
Após 116 anos e outras tantas temporadas a jogar futebol a um
nível sempre elevado, praticando outros desportos praticamente pioneiro em
todos, o Benfica de hoje mantém intactos os valores do início do século XX. Com
a mesma garantia de outrora. O Benfiquismo não é algo exterior que se possa
destruir com facilidade. É muito mais que uma carapaça, até uma impressão
digital. Está dentro de cada um, herdado de gerações anteriores e passada às
seguintes. É um sentimento de pertença em que cada um se entrega, por isso
nunca se poderá temer o Futuro. Não há na globalidade máscaras ou armaduras. Os
Benfiquistas deram de cada um a sua individualidade, como as assinaturas que
mostram em escrita a personalidade de cada um para formar o todo. O conjunto de assinaturas de cada um de nós, por isso de todos, continuam diferentes, mas também continua intacta a
assinatura colectiva:
Sempre
Leais ao Benfiquismo
Carocha, Victor João
Miguéns, Alberto
Miguéns, Alberto
NOTA: Que toque o Hino, interpretado pelo Órfeão do Sport Lisboa e Benfica. Nunca é supérfluo recordar que foi pedido por Félix Bermudes ao maestro Alves Coelho (pai), entre 1928 e 1929, uma melodia intimista para que os futebolistas - até aos Anos 50 todos sabiam a letra do Hino e a melodia - o entoassem em momentos, durante os jogos ou no intervalo, em que a actuação não estivesse a correr À Benfica. Por isso, o refrão incitava-os, reafirmando que tinham condições para redobrar os esforços e tudo correr melhor.




















