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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Hóquei em Patins Centenário em Ebulição

segunda-feira, 26 de junho de 2017 2 Comentários
A FEDERAÇÃO VAI PUNIR O BENFICA COM UMA DERROTA POR 10-0 COM O FC PORTO NA MEIA-FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL EM 2016/17. 



DESTA NÃO NOS VAMOS ESCAPAR AINDA QUE O BENFICA POSSA EXIGIR QUE DESISTÊNCIA COMUNICADA NÃO É FALTA DE COMPARÊNCIA.

Em 1984/85 o Benfica, mais cinco dos oito clubes de Lisboa (APL) conseguiram, ao não participarem na Taça de Portugal (e o Sporting CP também na Supertaça) forçar a Federação a deixar de apoiar financeiramente o Hóquei a Norte em detrimento da fomentação da modalidade a Sul. Os cinco clubes foram: SL Benfica, Sporting CP, CF "Os Belenenses", CD Paço de Arcos e Associação Académica da Amadora. Clubes muito fortes na modalidade durante o início da década de 80.

Já tenho a digitalização encomendada (jornal A Bola) quando estiver disponível coloco (em 28 de Junho de 2017, pelas 18 horas)


Por enquanto fica provisoriamente a do jornal Diário de Lisboa que é menos significativa.



A realidade de 1984/85 não tem comparação com o que se passa em 2016/17. A força do Hóquei em Patins está no Minho (OC Barcelos, AJ Viana, Valença HC e HC Braga), Aveiro (UD Oliveirense) e à volta e dentro da cidade do Porto (FC Porto, AD Valongo e CIS). Mesmo o Sporting CP que retomou a secção com vigor há três temporadas está mais próximo do FC Porto que do Benfica.



Não me parece que o "Glorioso" tenha muitas alternativas para que o boicote à meia-final da Taça de Portugal tenha consequências.

Não se colocam as hipóteses:

1. Suspender a modalidade. O Hóquei em Patins (1916) depois do Futebol (1904) e do Atletismo (1906) é a modalidade com mais temporadas ininterruptas, pois no dia 19 de Agosto de 1917 completa cem anos a competir e nunca falhou um ano entre 1917 e 2016/17;

2. Seguir o exemplo do Basquetebol e fazer descer o plantel sénior ao segundo escalão não tem interesse. Basquetebol e Hóquei em Patins em Portugal têm duas realidades internacionais incomparáveis. O Basquetebol em Portugal é terceiromundista! Devem existir mais de cem clubes com mais potencial que o campeão português na Europa. O Hóquei em Patins é do melhor do Mundo (ainda que seja um Mundo curto resumindo-se a S.Juan (Argentina), Centro de Itália, Galiza e Catalunha em Espanha e Norte (Minho, Grande Porto e Aveiro), Grande Lisboa e Turquel/Torres Vedras. Mas a possibilidade de conquistar a Liga Europeia e a Taça CERS, bem como a Taça Continental e Intercontinental são muito elevadas. 

O que é que se pode fazer:

1. Um Super-investimento para dominar em Portugal que permita aumentar as probabilidades de conquistar o campeonato nacional e a Taça de Portugal (mesmo com as arbitragens mal-intencionadas) mais a Liga Europeia. É manter o actual plantel reforçando-o com Pedro Henriques, Vieirinha e um hoquista como Marc Torra;

2. Contactar a Liga Espanhola no sentido de fazer um alargamento que permita ter o Benfica e mais um clube português, bem como os dois primeiros classificados do campeonato italiano (Amatori Lodi e HC Forte dei Marmi) se estes estiverem de acordo. Teríamos aqui o "ensaio" para o que poderá ser o futuro Campeonato Europeu de Clubes, em Futebol.

Não vejo outra alternativa. Até porque em 2017/18 o "Glorioso" será um alvo a abater em Portugal.

Carrega Benfica

Alberto Miguéns

NOTA1: Já agora aproveitem para repor a verdade na sequência dos troféus. O Benfica conquistou mais um campeonato nacional e menos uma Taça de Portugal. A FPP dominada pelo FC Porto tenta equilibrar retirando o título de 1962/63 ao Benfica denominando a competição Taça de Portugal, tal como em 1963/64, esta conquistada pelo CD Malhangalene (que já cá não está para se queixar). Ao troféu podem-lhe chamar o que quiserem, mas a fórmula de competição (a pontuar a duas voltas) é inequívoca. A FPP mantém esta iniquidade porque a listagem de troféus favorece o FC Porto. Por muito que façam somatórios de títulos como se uma Liga dos Campeões (ou Europeia) tivesse o mesmo valor de uma Supertaça portuguesa, todos sabem que um Campeonato "vale mais" que uma Taça de Portugal. E a FPP nem se preocupa com o ridículo (porque os seus dirigentes são ridículos). Olhem para um país (Portugal) que era Campeão Europeu e Mundial a nível de selecções nacionais e afinal não tinha campeonato nacional em 1962/63 e 1963/64 para seleccionar hoquistas para representar a selecção! Além de criar um hiato de duas temporadas num dos campeonatos nacionais mais antigos (desde 1939) de Portugal. Falta de respeito pelo Hóquei em Patins por quem mais devia zelar por ele. Em vez de zelarem pelos interesses "interesseiros" do FCP!

"Taça de Portugal" em 1962/63



"Taça de Portugal" em 1963/64



Estas competições já foram explicadas com enquadramento na antecessora (1961/62) e sucessora (1964/65) que se disputaram com a mesmo fórmula e designaram-se campeonatos nacionais (clicar)

NOTA2: Temos Federações sui generis. A FPF organizou durante 17 temporadas (1921/22 a 1937/38) uma competição que era Taça de Portugal (por eliminatórias) chamando-lhe Campeonato de Portugal. A FPP decidiu duas épocas criar um troféu denominado «Taça de Portugal» que foi disputado como os campeonatos dos anos 60 (por isso em 1962/63 e 1963/64 desapareceram, como volatilizados, os campeonatos de Hóquei em Patins portugueses). Federações às avessas. Ainda a propósito do Campeonato de Portugal nada como terminar em Glória estas NOTAS (que são assim por pouco terem a ver com o texto de hoje) com a opinião acerca do assunto de uma das maiores figuras do Benfiquismo. a par de Cosme Damião talvez as duas maiores figuras que nunca foram presidentes da Direcção: António Ribeiro dos Reis.



Para o original (clicar)



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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Até as Crinolinas Escrevem

sexta-feira, 23 de junho de 2017 3 Comentários
COMO É QUE ALGUÉM QUE JOGA COM UMA DAQUELAS ARMAÇÕES QUE AS MULHERES DO SÉCULO XIX USAVAM PARA ARMAR AS SAIAS TEM MORAL.



Para falar de algum assunto importante, que deixe de usar a armadura para tapar a baliza de Hóquei em Patins e depois apareça.



Infelizmente este blogue sente-se obrigado a dar importância a quem não a merece.


Dois guarda-redes: Um regulamentar (91) e outro (61) que é o DDT (Dono Disto Tudo)

Alberto Miguéns
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Depois de Casa Roubada....

8 Comentários
MAS NÃO SE PODE CONSIDERAR INÉDITO O BOICOTE DO BENFICA À TAÇA DE PORTUGAL DE HÓQUEI EM PATINS.


Em 1983/84 o "Glorioso" não participou na X edição da competição juntamente com mais quatro clubes: Sporting CP, CF "Os Belenenses", CD Paço de Arcos e Associação Académica da Amadora.



Inédito mas pouco
A diferença entre 1984/85 e 2016/17 está em que na X Taça de Portugal o "Glorioso" boicotou a competição logo no início e nesta 42.ª edição boicota nas meias-finais. Comunicado do Clube na íntegra (clicar).

O adversário (Seixal FC) passou à eliminatória seguinte
De facto o Benfica não participou na 10.ª edição da Taça de Portugal realizada entre 30 de Setembro de 1984 (reservada a clubes da II Divisão) e 1 e 8 de Dezembro de 1984 (duas mãos da final). Em 13 de Outubro de 1984, nos dezasseis-avos-de-final os clubes da I Divisão entraram no sorteio, excepto Benfica (emparceirou com o Seixal FC), Sporting CP, CF "Os Belenenses", CD Paço de Arcos e Associação Académica da Amadora que não se inscreveram na competição. Entre os clubes da I Divisão filiados na Associação de Patinagem de Lisboa (APL) apenas participaram três emblemas: AD Oeiras, GDS Cascais e GD Sesimbra. De notar que a 1.ª jornada do campeonato nacional realizou-se em 15 de Dezembro de 1984. Como se percebe o hóquei em patins já teve vários modelos competitivos. A final da Taça de Portugal actualmente realiza-se depois da última jornada do campeonato nacional. No início realizava-se antes da primeira!


O Sporting CP não compareceu na Supertaça
O que queriam os clubes da APL para que a tomada de decisão fosse tão "forte". Por exemplo o Sporting CP nem compareceu na 1.ª mão da Supertaça, em 29 de Setembro de 1984, com o troféu a ser entregue ao outro finalista (FC Porto) (clicar). E os "cinco rebeldes" apenas participaram no campeonato nacional depois de verem as suas pretensões contempladas (NOTA: Quem quiser saber os pormenores do que estava em causa pode ler a notícia da época no final de um texto publicado neste blogue em 15 de Junho de 2014 (clicar).

...Trancas à Porta

Alberto Miguéns
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domingo, 15 de junho de 2014

1984 - Ano Grande de Benfiquismo no Hóquei em Patins (Pôr os pontos nos iis)

domingo, 15 de junho de 2014 2 Comentários
UMA HISTÓRIA QUE FASCINA, UM COMPORTAMENTO QUE ENCANTA E UM BÓNUS NO FINAL



Quem faça a História do Benfica ou leia o Benfica no passado (fazer a história sem ter a preocupação de a estar a fazer, mas apenas a conhecer o Benfica de antigamente) encanta-se com o vigor desportivo - sempre a ganhar mais do que a perder, mesmo que isso no final não se traduza em competições conquistadas - e com o comportamento irrepreensível dos dirigentes - o contrário são excepções em 110 anos! Ou seja, tem a vida facilitada. O trabalho torna-se prazer (por descobrir, assinalar e recolher vitórias) e enche todos de orgulho (por se perceber que ao defender o Clube naquelas circunstâncias e daquele modo, teve implicações no Benfica "actual").

Na semana passada como nas outras
Verifiquei isso mais uma vez, a propósito de um assunto que sabia "por alto" ter existido mas não tinha aprofundado por ser lateral aos resultados desportivos. Foi a propósito dos jogos de hóquei em patins do Benfica com o FC Porto, em 8 de Junho de 2014. E até mereceu da minha parte o seguinte:
NOTA EXPLICATIVA: Estes devem ser os valores certos. E digo devem porque para "ilustrar com números" este texto descobri que tendo feito há mais de 15 anos a pesquisa de todos os jogos de hóquei em patins do "Glorioso" esqueci-me de resolver - por o tempo fazer esquecer - um imbróglio dos que em Portugal é facílimo existirem. Mesmo no plural porque são imbróglios aos montes e molhos! Há um facto que vou procurar saber - o tal que ficou esquecido: o que se passou na Taça de Portugal na temporada de 1984/85. A indicação que tenho anotada na matriz dessa temporada - há mais de 15 anos - é que: Uns jornais dizem que o Benfica e os clubes de Lisboa (filiados na APL) recusaram participar na competição por incompatibilidade - em solidariedade com a APL - com a FPP por esta proteger a AP Porto e desprezar a AP Lisboa. Outros dizem que o Benfica foi afastado numa derrota por 3-5 sem indicar o adversário (que poderia ser o FC Porto ou não, pois foi finalista com a AD Sanjoanense). Isto em tempos onde a Taça de Portugal disputava-se até final do ano civil, neste caso até 31 de Dezembro de 1984. Para descobrir o que, realmente, se passou é necessário "peneirar" diariamente a imprensa - vários órgãos de imprensa - dos últimos quatro meses do ano de 1984.

Conclusão (I)
De facto o Benfica não participou na 10.ª edição da Taça de Portugal realizada entre 30 de Setembro de 1984 (reservada a clubes da II Divisão) e 1 e 8 de Dezembro de 1984 (duas mãos da final). Em 13 de Outubro de 1984, nos dezasseis-avos-de-final os clubes da I Divisão entraram no sorteio, excepto Benfica (emparceirou com o Seixal FC), Sporting CP, CF "Os Belenenses", CD Paço de Arcos e Associação Académica da Amadora que não se inscreveram na competição. Entre os clubes da I Divisão filiados na Associação de Patinagem de Lisboa (APL) apenas participaram três emblemas: AD Oeiras, GDS Cascais e GD Sesimbra. De notar que a 1.ª jornada do campeonato nacional realizou-se em 15 de Dezembro de 1984. Como se percebe o hóquei em patins já teve vários modelos competitivos. A final da Taça de Portugal actualmente realiza-se depois da última jornada do campeonato nacional. No início realizava-se antes da primeira!

Conclusão (II)
O que queriam os clubes da APL para que a tomada de decisão fosse tão "forte". Por exemplo o Sporting CP nem compareceu na 1.ª mão da Supertaça, em 29 de Setembro de 1984, com o troféu a ser entregue ao outro finalista (FC Porto). E os "cinco rebeldes" apenas participaram no campeonato nacional depois de verem as suas pretensões contempladas (NOTA: Quem quiser saber os pormenores do que estava em causa pode ler a notícia da época no final deste texto em arquivo que digitalizei e coloquei ao dispor de todos).

Resumindo e concluindo
Em termos gerais nos clubes da APL estavam contra o apoio financeiro, e por acréscimo moral, que a FPP canalizava para a Associação de Patinagem do Porto (APP) retirando-o aos clubes e desprezando a APL. Além disso com um executivo autista a FPP tomava decisões arbitrárias sem consultar e respeitar os clubes, em detrimento do FC Porto, através de Ilídio Pinto, que dominando a APP - ao contrário da APL que não era dominada por nenhum clube - usufruía de uma posição invejável, sendo assustadora por mostrar ter poder com evidentes prejuízo dos adversários dos clubes da APP, em particular, do FC Porto. Essa tomada de poder e mostra de tratamento privilegiado permitia ao FC Porto ser beneficiado pelas instâncias federativas e temido pelas arbitragens. O "velho problema" do desporto em Portugal, desde 1982, digo eu!  


Agora o bónus
Tal como foi durante alguns anos considerado a Taça de Portugal iniciou-se apenas em meados dos anos 70 e não teve duas edições isoladas nos anos 60 - temporadas sem campeonato nacional mas hoquistas seleccionados nos clubes para representar Portugal - para depois ficar 13 anos a "hibernar" (faz-me lembrar a estorieta da fundação do FCP em 1893 para "desibernar" em 1906). A prova:

A Bola; 10 de Dezembro de 1984; página 14

Fazer a História do "Glorioso" ou saber mais sobre o seu passado grandioso...
É viajar à essência de um clube lutador, fora e dentro, dos recintos de jogos e competições. É perceber O BENFICA!


É assim o Benfica Histórico. Muitíssimo mais orgulho que vergonha...


Alberto Miguéns

NOTA FINAL: As digitalizações publicadas foram feitas em dois jornais. A primeira parte (reportagem da reunião no Record, pois A Bola não a fez ou se fez não publicou). O comunicado é reproduzido de A Bola apesar do Record também o ter publicado. Mas devido ao formato diferenciado dos jornais nesse tempo, o de A Bola exigiu menos colunas por isso é de melhor leitura.






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