Em Defesa do Benfica: Fernando Seara
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Seara. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Seara. Mostrar todas as mensagens
10/05/2012

Um Bufo, o Bufas e Dois Bufarinheiros

10/05/2012 + 20 Comentários
OPINIÃO
Imagem extraída do blogue "Master Groove"

O que é que estas quatro alminhas estariam a tramar no Gambrinus? É que sendo quem são, encontrá-los juntos, só se for para andarem a conspirar contra alguém ou algum clube.

NOTA PRÉVIA: Fernando Seara come e confraterniza com quem quer, o que quiser e onde quiser. Era o que mais faltava, em pleno século XXI, ter de dar satisfações da sua vida privada. Mas... ao querer ser figura pública conotada com o Benfica, e mais do que isso, pretensamente, estar em programas televisivos e na Imprensa escrita, supostamente, a "defender" o Benfica não basta "Ser Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não foi isso o que ele fez! 

Agora entendemos porque é tão palerma a falar do Benfica! Será que recebe instruções dos companheiros do "comes e bebes"? Será que pactua com anti-Benfiquistas? Será que estabelece compromissos? Será que faz acordos? Será que troca favores? Será que define ou lhe definem estratégias? Será que combina estratagemas? Será que...? Será que...?


Não basta intitular-se e fazer passar-se por " Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não é isso que ele faz!

Tudo Bons Rapazes

Um autarca português? Está tudo dito. A corrupção, de duas patas, em potência, se bem que este esteja protegido da Imprensa pelo lado conjugal. Espertalhão. Este Seara! O típico personagem de Eça de Queirós: DÂMASO SALCEDE ( de Os Maias)


 
Repare-se no nome: Dâmaso Cândido de Salcede. E, logo de seguida, no cartão de visita: por baixo do nome, "as suas honras" - COMENDADOR DE CRISTO, ao fundo a sua "adresse", corrigida para dar lugar a "esta outra mais aparatosa - GRAND HÔTEL, BOULEVARD DES CAPUCINES, CHAMBRE Nº 103".

Depois de uma apresentação como esta, nada a fazer. Dâmaso Salcede está condenado a ser o que é; lisboeta novo-rico, janota e pedante, filho de agiota, o velho Silva, e sobrinho de "Mr. De Guimaran", ele é, para mais, fisicamente caricato: um "moço gordo e bochechudo", de face quase sempre corada e ostentando essa coxa roliça que a palavra perversa e arguta de Eça constantemente põe à vista do leitor. 

Mas se Dâmaso é o que é, deve-o ao modelo a que se atrela; a figura de Carlos da Maia é, para ele, obsessiva. A religiosa adoração por Carlos, a quem imita e segue para todo o lado "como um rafeiro", torna-o grotesco; e a imbecilidade das suas opiniões e "toilletes", a inconveniência das suas maneiras e da sua linguagem, tudo acaba por fixar-se num tique expressivo que é, ao mesmo tempo, uma imagem de marca: "chique a valer". 

Com as mulheres, nem se fala. Capaz de provocar paixões avassaladoras - tenha-se em vista aquela actriz do Príncipe Real, "montanha de carne" que, em desespero e por causa dele, procura a morte, tragando uma caixa de fósforos -, este homem fatal tudo faz para merecer o cognome de que certamente se orgulha. Dâmaso é, em suma, "o D. João V dos prostíbulos".

Por fim, Dâmaso Salcede acaba como convém: casado, traído, mas igualmente feliz e cheio de si. Ninguém como João da Ega para tudo sintetizar, em conversa com Carlos da Maia: "Coitado, coitadinho, coitadíssimo... Mas como vês, imensamente ditoso, até tem engordado com a perfídia!".  

Um ministro português? Está tudo dito. Este menino é do grosso. Arreda, arreda. Vem aí o Relvas todo emproado. Belicoso, papá, deixa lá! Quando o actual governo fizer “Boooommm” ele já era. E depois lá vai ele, para o ninho que anda a preparar. O típico personagem de Eça de Queirós: O CONSELHEIRO ACÁCIO ( de O Primo Basílio)  



O Conselheiro Acácio é a caricatura do "formalismo oficial", "nunca usava palavras triviais" e "sempre que dizia 'El-Rei' erguia-se um pouco na cadeira". Porque o Conselheiro Acácio é também um patriota atento e venerador; por isso mesmo, "dizia sempre 'o nosso Garrett, o nosso Herculano'".

E contudo, este antigo director-geral do Ministério do Reino tem culpas mal escondidas no seu cartório privado; como se não bastasse que os seus sisudos livros ficassem por vender, Acácio cultivava singulares leituras de cabeceira : as poesias obscenas de Bocage, compartilhadas, no retiro austero da Rua do Ferregial, com a criada com quem vivia amancebado.

É alguma coisa disto que D. Felicidade, beata e pateta, vem a saber. O desgosto é grande, naturalmente porque D. Felicidade nutria pelo conselheiro uma antiga paixão e também uma fixação: "Havia sobretudo nele uma beleza, cuja contemplação demorada a estonteava como um vinho forte: era a calva."
 
Para o imaginário queirosiano ele veio a transformar-se numa das personagens que de certa forma passaram para o mundo real. Pensando decerto neste burocrata para quem as "curiosidades" do Alentejo eram "de primeira ordem", Eça de Queirós referiu-se várias vezes à mentalidade conselheiral, quando quis aludir à oca solenidade que lembrava esta sua personagem. Longe estava Eça de saber que a língua portuguesa havia de cunhar o adjectivo "acaciano", precisamente derivado do nome da criatura que por ele nos foi legada.

Um empresário português? Está tudo dito. Dívidas, contabilidades, construtivismo, enriquecimento e charutadas. Depois de D. Afonso Henriques que conquistou Lisboa, vindo de Guimarães, eis que anda por Lisboa este d' Oliveira, peralvilho encartado e mui desenrascado. O típico personagem de Eça de Queirós: CONDE D'ABRANHOS ( de O Conde de Abranhos)


Alípio Severo Abranhos é conde e motivo de uma biografia caricata e caricatural.

Em si mesmo, Abranhos satiriza o político do constitucionalismo, a sua  mediocridade e o postiço  que o atormenta; doutro ponto de vista, ele é sobretudo  a falsificação do talento e da habilidade política. Em síntese, a ironia de Eça no seu máximo fulgor.

Se há figura que, na galeria das personagens queirosianas, ilustra  a ambição política que não olha a meios para atingir os fins, essa figura é o conde d'Abranhos. Finalmente ministro da Marinha, o conde ocupava-se "sobretudo de ideias gerais"

A questão - vexatória "só para os espíritos subalternos" - estava em que  o ministro situava Moçambique na costa ocidental da África. Quando interpelado por uma oposição zelosa de minúcias, o conde dá uma resposta que o biógrafo classifica de "genial": "- Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!"   

Um futeboleiro português? Está tudo dito. Uma vida septuagenária feita de corrupção, lodaçal, tráfico de influências, diatribices, traições e mentiras. Entre o gala.pito e Pinto. Pela frente, entre e da Costa. Vaidoso e arrivista, o típico engana tolos, ou seja, especialista em atrair… necessitados, ou seja, políticos portugueses – autarcas e ministros – para a sua beira. Estou quase a abrir as garrafas do espumante douriense. Faço questão. O típico personagem de Eça de Queirós: TEODORICO RAPOSO ( de A Relíquia)


Astuto e atrevido, o "Raposão" maduro que fala ao leitor, deixa para trás uma odisseia de aventuras amorosas e de vistosas devoções. 

Teodorico é o herdeiro potencial da "horrenda senhora", sua tia, D. Patrocínio das Neves que, com o seu "carão lívido", o acolhe em sua casa, depois da morte do pai Raposo. Começa então a disputa pelos dinheiros e pelas propriedades da Titi, contra um rival de respeito: o próprio Jesus Cristo. 

O estratagema que há-de desbancar o rival diz muito de uma mentalidade que o Eça anticlerical trata de caricaturar. Teodorico empreende uma viagem à Terra Santa; de lá virá a relíquia que deveria converter a tia às virtudes do sobrinho. Só que Deus não dorme e a coroa de espinhos que o sábio Topsius cauciona é misteriosamente trocada pela camisa da "namoradinha de ocasião" Mary, rescendendo ainda aos delírios amorosos do "portuguesinho valente". Expulso do seio da Titi, Teodorico não perde tudo e herda um óculo: "- Para ver o resto de longe! - considerou filosoficamente Justino".
 
Em constante equilíbrio entre beatice e devassidão, Teodorico vai mais longe do que parece. Perpassa, no seu atribulado trajecto de aventuras e desventuras, uma reflexão sobre a hipocrisia e a duplicidade humanas.

Estes quatro juntos?! Chamem a Judite…

Alberto Miguéns

NOTA: E o Pedro Proença. Não estava na jantarada!? Tontos! Estava! Só que não o viram. Tinha ido à casa de banho, melhor ao WC, compor os “dentes”



Imagens extraídas do blogue "Blog do Manuel"
Ler Mais ►

Subscrever este blogue