Em Defesa do Benfica: FC Barcelona
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

Mostrar mensagens com a etiqueta FC Barcelona. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FC Barcelona. Mostrar todas as mensagens
29/03/2016

Berna. 1961. Munique. 2016

29/03/2016 + 0 Comentários
A UMA SEMANA DO JOGO EM MUNIQUE NADA MELHOR QUE RECORDAR O QUE É BOM.

Dois gigantes do futebol mundial: José Águas (avançado-centro) e Ramallets (guarda-redes)

Mais do que bom. Excelente. As duas finais conquistadas no início dos anos 60 do século passado. A primeira sem Eusébio. A segunda já com ele, mas longe de se saber o que seria década e meia depois. E o que Eusébio significaria para a História do Futebol Mundial.


O treinador Béla Guttmann

As duas finais benquistas: Berna (1961) e Amesterdão (1962)
O Benfica começou por vencer as duas primeiras finais. Aquelas em que não era, claramente, favorito. Nem mesmo em 1962 quando como Campeão Europeu enfrentou o anterior Pentacampeão (Real Madrid CF) na única final que nunca poderá existir. Na sétima edição defrontaram-se os dois únicos campeões europeus existentes. As duas finais beneficiaram muito da capacidade e intuição do treinador Béla Guttmann.

Uma das finais mais emotivas. Quem seria o segundo Campeão Europeu na 6.º final da competição?

Berna (1961)
Quando o FC Barcelona eliminou, nos oitavos-de-final (9 e 23 de Novembro de 1960) o Real Madrid, Pentacampeão Europeu desde a primeira edição (1955/56) recebeu deste o “testemunho mediático”. Seria o próximo Campeão Europeu. Até pela rivalidade. E já estava 0-5 na principal competição para clubes organizada pela UEFA. Ao contrário do que ocorre na actualidade os jogos não se disputavam em simultâneo ou em dias consecutivos. Havia uma “janela” de várias semanas - no Inverno, até meses - para se disputarem. Quando o sorteio das meias-finais emparelhou dois jogos semelhantes (futebol latino frente ao futebol atlético) havia uma certeza que era transversal na Imprensa da época, e tinha lógica (o FC Barcelona eliminaria com facilidade o Hamburgo SV) e na outra meia-final haveria incerteza.

Heróis de Berna. Da esquerda para a direita. Costa Pereira, Coluna, Neto, Germano, José Augusto, Ângelo, Mário João, Santana, Cruz, Cavém e José Águas (capitão). 

Nos jogos desfasados, o FC Barcelona fez 3 e o Benfica, 2. Na final de Berna, em golos, foi o inverso!
O FC Barcelona e o Hamburgo SV agendaram para 12 (Barcelona) e 26 de Abril (Hamburgo) as duas mãos. O SL Benfica e o SK Rapid para mais tarde - 26 de Abril (Lisboa) e 4 de Maio (Viena) – os seus jogos. Há quem diga (Gastão Silva, vice-presidente para o Futebol) que Béla Guttmann “desapareceu” uns dias entre os dois jogos do Benfica: a 9 e a 16 de Abril! Guttmann indo ou não a Barcelona ou se foi alguém por ele, sabia bem como defrontar o futebol germânico (o austríaco era semelhante embora menos poderoso) e antes da final soube dar informações preciosas aos onze Heróis de Berna dos inúmeros pontos fortes do FC Barcelona e das escassas vulnerabilidades do “futuro” Campeão Europeu de 1961. O certo é que enquanto o Benfica eliminou com “tranquilidade” o seu adversário (V 3-0 e E 1-1) o poderoso FC Barcelona esteve na iminência de ser afastado, o que seria um “escândalo”: venceu por 1-0, mas na 2.ª mão esteve a perder, em Hamburgo, por… 0-2 até escassos segundos do final do jogo, quando Kocsis fez o 1-2. Como o regulamento ainda não contemplava vantagem para quem marcava golos em terreno alheio, com 2-2, foi necessário recorrer a um terceiro jogo em terreno/País neutro, em 3 de Maio (ou seja um dia antes do Benfica jogar em Viena). Foi escolhido o estádio Heysel, em Bruxelas, que muitos “terceiros jogos” das competições europeias recebeu – pela sua centralidade, capacidade média e custos pouco elevados - enquanto não foi abolida essa forma de desempate. O FC Barcelona venceu por 1-0. No dia seguinte, em Viena, apurava-se o outro finalista, o SL Benfica.

O capitão e o troféu. Fica Bem, Bem-Fica!

Da final (31 de Maio) já tudo se sabe
Béla Guttmann considerava o FC Barcelona mais poderoso e reconhecido como favorito. Era inquestionável. Tinha eliminado o Pentacampeão Europeu que era o seu grande rival em Espanha (e no Mundo) e já levava cinco troféus de atraso. O poderoso clube de Barcelona estava obrigado a ganhar. Tudo o resto seria o caos. O impossível depois de ser possível afastar da competição o Real Madrid CF! Mas o Benfica tinha um colectivo que não era inferior, jogava para fazer do impossível, possível e conhecia os pontos fortes e fracos do adversário. E iria explorar isso. Como todos reafirmavam que só faltavam 90 minutos para o FC Barcelona ser campeão europeu. Enquanto o FC Barcelona lia/ouvia todos agradecerem-lhe o título europeu, o Benfica andou tranquilo pela Suíça (Berna e arredores) a preparar-se para mostrar que estavam quase todos enganados. Durante o jogo o “Glorioso” teve sorte?! Teve! Mas a sorte em Berna deu muito trabalho. E muita sagacidade. E provará sempre que por muito que haja favoritos (como o FC Barcelona ou o FC Bayern Munique), embora num jogo seja mais fácil que a duas mãos, haverá sempre um SL Benfica disposto a mostrar que o Futebol é mesmo assim…

Como já vai longo, Amesterdão.1962 fica para amanhã. E as semelhanças entre o SL Benfica e a Juventus FC para depois de amanhã!


Acredita Benfica!

Alberto Miguéns
Ler Mais ►
08/12/2012

O Que É a Mística?

08/12/2012 + 0 Comentários


OPINIÃO



CONFESSO: Ainda tenho aquele empate “atravessado”

Não vou definir o que é a mística, por que até pelo valor sentimental do conceito cada um define, para si e por si, o que um sentimento significa. E ainda para mais estar esta, a mística, relacionada com o Benfica. Vou apenas, e só dar a minha opinião. E acrescentar – aliás primeiro até vou descrever – o que alguns dos futebolistas dos anos 20/30 diziam ser ou como eles entendiam o que era a Mística.

Mística pelos que a criaram
Já não consegui falar com muitos dos futebolistas do “Glorioso” que jogaram no tempo em que na Imprensa se começou a escrever que o “Benfica jogava com Mística”. E estes escritos aparecem no início dos anos 30, principalmente após o inesperado sucesso no Campeonato de Lisboa, em 1932/33, dado como perdido, que a equipa conseguiu levar para uma finalíssima, derrotando por 2-1, o CF “Os Belenenses” depois de 1-0 (Augusto Dinis, aos 35’), 1-1, aos 56’ e 2-1 (Vítor Silva, aos 57’). O nosso adversário era favorito. É que nas últimas 5 épocas (1927/28 a 1931/32), o CF “Os Belenenses” tinha conquistado 4 (quatro!) campeonatos de Lisboa, incluindo 1931/32, ou seja defendia o título em 1932/33. O Benfica há 12 temporadas (desde 1919/20) que não era campeão regional. Em 1932/33, o Benfica tinha um internacional português, Vítor Silva. O CF “Os Belenenses” tinha… quatro: o capitão de Portugal (Augusto Silva), César, João Belo e José Luís. Durante a 1.ª fase do Regional o Benfica ao perder muitos pontos, o título foi dado como “impossível, mais uma vez, há 13 anos”. Depois recuperou, terminou em igualdade com o CF “Os Belenenses” forçando uma final. Que contra a opinião alheia (menos a dos Benfiquistas) o “Glorioso” venceu, conquistando o título mais importante desse tempo (não havia campeonato nacional), algo que fugia ao Benfica desde 1919/20. De referir que na competição seguinte, que fechava as épocas, o Campeonato de Portugal (depois alterou o nome para Taça de Portugal) o Benfica foi eliminado pelo FC Porto (quartos-de-final) e o vencedor foi o… CF “Os Belenenses” (V 3-1, ao Sporting CP).

Xavier, Albino e Cardoso
Do plantel dessa época falei com três Glórias: Luís Xavier (1907-1986), Francisco Albino (1912-1993) e Fernando Cardoso (1915-1996). Mas os que se seguiram, nos anos 30, e com os quais consegui falar: Valadas, Espírito Santo, João Correia e Macarrão diziam o mesmo. Eles relacionavam a mística com a vontade que toda a equipa tinha em vencer. Acreditavam que se todos estivessem imbuídos do mesmo sentimento, necessidade e crença em vencer esta ficava mais fácil de obter. Acreditavam e jogavam, até ao apito final, para conseguir o melhor para a equipa. Por que tinham consciência que a equipa estava a representar não apenas cada um deles que estavam a jogar, mas os que estavam de fora (por castigo, lesão, doença ou “baixa de forma”), mesmo todo o clube, todos os adeptos. Havia que fazer tudo, o melhor de tudo, para conseguir vencer. Ou o melhor resultado. Todos. A Mística.

Mística para mim
É a capacidade em acreditar que é possível vencer. Se a equipa acreditar (e jogar com atitude positiva e solidária) pode mais facilmente atingir a vitória ou conquistar títulos. Não é só ter atitude, porque isso qualquer boa equipa tem. É transcender-se em defesa de um emblema, de um Ideal, que se considera merecedor dessa entrega.

Se o Benfica é Mística, o valor será sempre o de todos e nunca o de alguns utilizarem todos

Alberto Miguéns

NOTA: Tudo isto porque não consigo “digerir” o empate (com sabor a derrota) do Benfica em Barcelona. Já perdemos com o FC Barcelona porque o clube catalão foi-nos superior (até muito superior em jogo e classe) ou porque o jogo não correu bem, nem para nós nem para os árbitros… Mas perder assim, por falta de crença e jogo solidário. Não consigo, nem “digerir”, nem entender o que se passou no Camp Nou, sendo o Benfica… a Mística! Não dá para entender! Não quero entender!

        OS 20 JOGOS DO 
        GLORIOSO” COM FC BARCELONA
Época
Cmp
Res.
Cidade
S
Estádio
1921/22
Par
D 0-5
Barcelona
F
Calle Indústria
D 2-5
1930/31
Par
D 1-5
Barcelona
F
Les Corts
1931/32
Par
D 2-5
Lisboa
C
Amoreiras
1940/41
Par
D 2-4
Barcelona
F
Les Corts
1957/58
Par
V 4-0
Lisboa
N
Restelo
1960/61
TCE/F
V 3-2
Berna
N
Wankdorf
1961/62
Par
E 1-1
Barcelona
F
Camp Nou
1963/64
TRC/mf
V 3-2
Cádis
N
Ramon Carranza
1966/67
Par
E 1-1
Barcelona
F
Camp Nou
V 1-0
Lisboa
C
Luz
1990/91
TTH
D 0-2
Corunha
N
Riazor (Teresa Herrera)
1991/92
LC
E 0-0
Lisboa
C
Luz
D 1-2
Barcelona
F
Camp Nou
1993/94
TPC
V 2-1
Lisboa
C
Luz
2002/03
Par
D 0-1
Lisboa
C
Luz
2005/06
LC1/4
E 0-0
Lisboa
C
Luz
D 0-2
Barcelona
F
Camp Nou
2012/13
LC:2
D 0-2
Barcelona
C
SLB
LC:6
E 0-0
Barcelona
F
Camp Nou
     NOTAS: TRC - Troféu Ramon de Carranza; TTH - Troféu Tereza Herrera;
                    TPC - Taça Pepsi Cola
Ler Mais ►

Subscrever este blogue