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SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS
Emblema Legal: Ainda Existe no Clube
| ● Alberto Miguéns ● quarta-feira, 14 de outubro de 2020 | ● 16:45 | 5 Comentários |
COMO COMPROVA ESTE NUMA FOTOGRAFIA OBTIDA HOJE.
Na entrega das assinaturas para tornar viável a candidatura do actual presidente da Direcção ao sexto mandato (depois de 2003, 2006, 2009, 2012 e 2016) para 2020/2024 o seu mandatário nacional, Carlos Móia, entregou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, em exercício, as assinaturas (dez mil votos ou mais) que a tornam possível.
Eis uma das bandeiras que o Benfica tem - conheço três que existem nas instalações do Clube - que estão de acordo com os Estatutos e Regulamento Geral do Clube. Como se pode ver este é o emblema que continua em vigor enquanto os associados do Clube não o revogarem e substituírem por outro. Qualquer emblema que não seja este é ilegal pois são os associados que têm o poder para o alterar.
Eis a assembleia geral que o definiu:
Eis os Estatutos (2010) que o definem:
E o Regulamento Geral que o descreve:
O ponto 5. do artigo 7.º é explicito. E corresponde ao que Félix Bermudes escreveu na letra do Hino:
BenficArte
| ● Alberto Miguéns ● quarta-feira, 8 de janeiro de 2020 | ● 00:00 | 8 Comentários |

Alberto Miguéns
13 de Setembro de 1908: Dia da Benficaligência
| ● Em Defesa do Benfica ● quinta-feira, 13 de setembro de 2018 | ● 00:00 | 3 Comentários |
O Sport Clube de Benfica tinha as infra-estruturas (parte II)
No Verão de 1907, os dirigentes do GSB tentaram que a "falada" extinção do Sport Lisboa pudesse finalmente concretizar tal desejo, mas a teimosia de Marcolino Bragança, Félix Bermudes e Cosme Damião, entre outros, como Silvestre Silva, fez gorar tal possibilidade. Silvestre Silva - para espanto geral - inscreveu a segunda categoria de 1906/07 no campeonato da primeira categoria em 1907/08 organizada pela mesma entidade, a Liga de Football Association. O Sport Lisboa resistia. O GSB aproveitando o amplo espaço na Quinta da Feiteira organizava muitas festas lúdicas e desportivas praticando essencialmente corridas e velocipedia. Também jogos de futebol entre associados chegando a nomear capitães-gerais (Jorge Ribeiro, por exemplo) e escolher os capitães da 2.ª categoria e da 3.ª categoria, respectivamente, Germano Vasconcelos e José Augusto de Brito. Tudo não passou de intenções e nem se atreveram a tentar ter uma 1.ª categoria. Mas para os outros clubes era evidente a capacidade disponibilizada pelo clube de Benfica ao nível das instalações e também dos dirigentes, com muitos associados com origem na burguesia comercial local e aristocracia rural de Benfica. A nível desportivo o GSB chegou a ter uma excelente equipa de atletas que venceram a I Maratona Nacional, disputada em 20 de Outubro de 1907 que foi amplamente divulgada na Imprensa da época (clicar para a revista "Tiro e Sport" n.º 365; páginas 1 a 9). Depois com o Velo Club de Lisboa a contar com Francisco Lázaro, além de José Mascarenhas e José de Brito, o GSB perdeu a possibilidade de conquistar a II Maratona Nacional, realizada em 3 de Maio de 1908 (clicar para a revista "Tiro e Sport" n.º 383; páginas 5 a 8) classificando-se em segundo lugar. É sempre agradável referir que Francisco Lázaro representou, em 1911, o Sport Lisboa e Benfica. Quando faleceu em 1912 na Maratona Olímpica, em Estocolmo, era atleta do Lisboa Sporting Club, emblema criado para lhe optimizar as condições para obter um bom resultado na Suécia.
O Sport Clube de Benfica tinha as infra-estruturas (parte III)
Em Belém, ao Sport Lisboa não passavam despercebidas as boas condições do Sport Benfica bem como os desejos dos dirigentes do clube de Benfica. O que os associados do Sport Lisboa queriam era jogar à bola. Burocracias, papeladas e andar em busca de melhores instalações para Sedes ou de amplos espaços para construir Campos Atléticos (para treinar e jogar) era algo que os transcendia. A aproximação do Sport Lisboa ao Sport Benfica intensifica-se com a inscrição de alguns futebolistas de Belém no clube de Benfica e o pedido para a realização de treinos o que era desde logo atendido. Até a autorização para o Sport Lisboa receber, na Quinta da Feiteira, um dos adversários mais fortes daquele tempo, o Internacional/CIF, em 24 de Novembro de 1907, para o campeonato de Lisboa, numa vitória por 1-0, golo de Eduardo Corga, favorável ao Sport Lisboa (clicar para a página 7 da revista "Tiro e Sport" n.º 367). Pouco tempo depois, em 13 de Setembro de 1908, os futebolistas do Sport Lisboa poderiam utilizar o campo sem ser necessária autorização...
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| Os números indexados a cada nome correspondem ao número de associados do Sport Clube de Benfica continuando a numeração como Sport Lisboa e Benfica |
O emblema do Sport Lisboa é simples mais cheio de simbolismo.
1. O escudo é bipartido com as cores vermelho-e-branco. O vermelho significa alegria, expressão garrida (colorido) e vivacidade, como base de entusiasmo na luta pelo Desporto. Visa facilitar a comunicação entre quem está em campo a jogar e captar a atenção de quem passa pelo local (NOTA: O Sport Lisboa jogava, até 1908, em terrenos públicos);
2. Ao centro do escudo uma Bola de Futebol - o principal objecto do jogo - com a configuração da primeira década do século XX;
3. Em cima da bola um Listão ou Faixa com as cores - castanho claro/amarelo escuro - precisamente os tons dos terrenos nas Terras do Desembargador, às Salésias, onde se disputava a bola. Terrenos públicos que o Clube utilizava para treinar, desafiar ou lançar reptos e aceitar desforras com outros clubes;
4. Em cima do listão simbólico do terreno de jogo, a sigla S.L. (Sport Lisboa) a vermelho, cor base do Clube;
5. Por cima do escudo uma Flâmula com as cores nacionais (até 1911 a bandeira portuguesa era bipartida a azul-e-branco) tendo inscrita a Divisa ou Lema do Clube em latim significando (para eles) Todos Por Um (como Félix Bermudes que acompanhou, em 1904, a elaboração e escolha dos símbolos depois, em 1929, escreveu no Hino do Clube). Legenda admirável como apologia da união e espírito de família entre todos os associados;
6. A encimar o emblema e a agarrar a flâmula e lema elevando-os para o alto/Céu (bem como a todo o emblema/Clube) com as garras nela cravadas uma Águia amarelo-dourada de asas abertas com onze rémiges (penas de voo) de cada lado (o clube foi fundado, em 28 de Fevereiro de 1904, para jogar Futebol). Águia como elevação de propósitos e objectivos, tendo largo espírito de iniciativa e anseio em subir o mais alto possível.




















