SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

Mostrar mensagens com a etiqueta Jimmy Hagan. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jimmy Hagan. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Hagan em Estreia Há 48 Anos

quinta-feira, 2 de agosto de 2018 0 Comentários
ESTE BLOGUE CONTINUA EM DÍVIDA DE GRATIDÃO PARA COM ESTE GIGANTE DO BENFIQUISMO. 



Estava pensado para hoje dar o merecido destaque a um dos mais extraordinários treinadores do Benfica. E para hoje pois passam 48 anos da sua estreia a orientar o "Glorioso". Em Luanda, frente ao Vitória FC (Setúbal) numa vitória, por 2-1.



Nasceu em 1918 (21 de Janeiro) faleceu em 1998 (26 de Fevereiro)
Até 2020 terá de haver neste blogue uma efeméride para fazer um texto que honre este «ás que nos honrou o passado». Até esse dia sempre que for possível vamos recordando este Glorioso Treinador nem que seja com estes pequenos apontamentos. Inesquecível, motivador e merecedor de todos os nossos elogios. 

Obrigado Jimmy Hagan! Grande entre os grandes!

Alberto Miguéns

Ler mais ►
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Hagan no Quarto Anel Há 20 Anos

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018 3 Comentários
MAS AINDA NÃO SERÁ HOJE QUE NESTE BLOGUE SERÁ FEITA UMA JUSTA HOMENAGEM A ESTE EXTRAORDINÁRIO TREINADOR. CONTINUAMOS DEVEDORES PARA COM HAGAN.


Gosto de homenagear os futebolistas e dirigentes assinalando a data em que nasceram pois foi a partir dessa dia que começou a contagem decrescente até honrarem o "Manto Sagrado".

Manias
Os treinadores prefiro assinalar a data em que faleceram pois com este desaparecimento tornou-se irreversível regressarem à Glória no Benfica. Mas também pode ser a data de estreia a treinar o Clube. Depende. No caso de Jimmy Hagan a data que considero ajustada é a da estreia em 2 de Agosto de 1970, pelas mudanças que conseguiu impor no Glorioso Futebol. Ou seja, será num ano destes até 2020, talvez em 2018, data em que completará 48 anos da estreia a orientar o "Glorioso".


O nosso James Hagan foi da geração que a Segunda Guerra Mundial aniquilou como futebolistas. Nascido em 21 de Janeiro de 1918 (durante a Grande Guerra) foi depois em adulto "apanhado" pelo segundo conflito político/bélico 

Um dos melhores de sempre
À parte de Béla Guttmann que nem deveria entrar "nestas contas" tal como Eusébio para os futebolistas, depois de Otto Glória e Sven Eriksson há um grupo de treinadores de excelência (por ordem cronológica): Janos Biri, Fernando Riera e Jimmy Hagan. Talvez os melhores seis treinadores da Gloriosa História. Depois seguem-se outros querendo perfazer uma dúzia: Cosme Damião (embora pré-competições nacionais e internacionais), António Ribeiro dos Reis, Lipo Hertzka, Ted Smith, John Mortimore e Jorge Jesus.



Jimmy Hagan e a Taça Ribeiro dos Reis
Quando o treinador inglês chegou foi desde logo confrontado com a realidade portuguesa. Hagan conhecia o poderio europeu do Benfica, mas também sabia que estava a perder competitividade internacional com a ascensão do futebol do centro e norte da Europa em detrimento do futebol latino. Por isso dizia...«Se pudesse ter três Tonis em vez de um!» A nível interno a "conversa era outra". E entre as conversas com o presidente Borges Coutinho ficou intrigado com uma frase deste, citando eu entre aspas mas não assegurando que tenha sido assim palavra a palavra: «Pois é! Dizem que temos um plantel para fazer duas equipas em que uma é campeã nacional e a outra lutava, pelo menos, pelo terceiro lugar mas nem a Taça Ribeiro dos Reis conseguimos ganhar!» Arguto o treinador perspicaz e fleumático procurou alguém na Direcção do Clube que soubesse inglês e quis saber o que era e que importância tinha o troféu.  


Uma grande dupla presidente/treinador: Borges Coutinho/Jimmy Hagan. Ao nível de Bogalho/Otto Glória e Maurício Vieira de Brito/Béla Guttmann

A Taça Ribeiro dos Reis em 1970/71 (Parte I)
Foi-lhe dito que se disputava no final da época, exactamente para prolongar esta no tempo, que se iniciava quando terminava o Campeonato Nacional jogando-se em simultâneo (aos domingos) com a Taça de Portugal (com esta no início dos anos 70 quase toda concentrada após terminarem os campeonatos nacionais da I e II Divisões ainda resquício do modelo do Campeonato de Portugal disputado depois de terminado o Campeonato da I e da II Liga) e que os clubes inscritos podiam apresentar o categoria de Honra ou a da Reserva, optando o Benfica pela Reserva. Mas...o que geralmente acontecia era serem Mistos e a dificuldade em a conquistar estava no facto dos clubes com melhores plantéis, sendo eliminados precocemente da Taça de Portugal, apresentarem depois os melhores futebolistas na Taça Ribeiro dos Reis. Se até esse momento não tivessem perdido muitos pontos passavam a ter as melhores condições para a conquistar. E claro foi-lhe dito que Ribeiro dos Reis era uma das maiores Glórias do Benfica, onde foi de tudo, desde jovem futebolista nos anos 10, treinador desde meados dos anos 20 e até à década de 50 (embora com muitas interrupções nesses trinta anos) e depois presidente da Mesa da Assembleia Geral praticamente até falecer. Hagan respondeu à Hagan, mais ou menos assim: «Se a Taça tem o nome de UM BENFICA é do Benfica!» Ninguém percebeu muito bem... Mas ainda faltava quase um ano! Agora acrescento eu: A Taça Ribeiro dos Reis também era uma forma do popular jogo Totobola ter 13 jogos para conseguir existir nos meses em que deixava de haver calendários com jogos definidos impossibilitando a impressão dos boletins...atempadamente! 



A Taça Ribeiro dos Reis em 1970/71 (Parte II)
Quando o campeonato nacional chegou ao seu final, em 2 de Maio de 1971, com Hagan a estrear-se no Clube e logo como campeão nacional engendrou um plano - como britânico todas os jogos e as competições devem ser respeitadas - de acordo com o treinador adjunto José Augusto para que «Se a Taça tem o nome de um Benfica é do Benfica!» Nesta décima edição (que seria a última) os clubes foram divididos geograficamente em sete séries com seis vencedores de cada série - um ficava isento - a apurarem-se para os quartos-de-final que definiam três presenças nas meias-finais a que se juntava o clube isento dos quartos-de-final para serem estes quatro emblemas a apurarem os dois finalistas cuja final seria realizada no estádio do Restelo, bem como o jogo para apuramento do 3.º classificado disputado como aperitivo. 


Matine, Zeca e Jaime Graça, em 9 de Maio, já estavam em campo na vitória, por 5-2, sobre o Grupo Desportivo de Peniche (1.ª jornada da 5.ª série da Taça Ribeiro dos Reis)

A Taça Ribeiro dos Reis em 1970/71 (Parte III)
O Benfica tinha de facto um plantel poderoso. A competir na 5.ª série, os adversários eram o Atlético CP (1.º na II Divisão/Sul), GD Peniche (4.º na II Divisão/Sul), Clube Oriental de Lisboa (8.º na II Divisão/Sul), SCU Torreense (9.º na II Divisão/Sul) e SU Sintrense (10.º na II Divisão/Sul). Dez jornadas a duas voltas com dois pontos por vitória e um por empate. Logo na primeira jornada (9 de Maio) Hagan aproveitou o facto do primeiro jogo da Taça de Portugal ser a 16 de Maio devido ao jogo da selecção nacional (12 de Maio) para entrar a "matar", na "Saudosa Catedral" frente ao GD Peniche, numa vitória por 5-2, com um Misto onde dominavam os oito futebolistas da Reserva. Mas estes com Zeca, Matine e Jaime Graça no onze titular era "outra loiça". Depois a competição decorreu em simultâneo - geralmente os dois jogos no mesmo domingo - com a disputa da Taça de Portugal - sete jogos para a Taça Ribeiro dos Reis e seis jogos para a Taça de Portugal, pois as eliminatórias desta eram a duas mãos - até à final da Taça de Portugal, em 27 de Junho de 1971. Em 1970/71 a Taça de Portugal disputou-se integralmente depois da 26.ª jornada do campeonato nacional da I Divisão. Os jogos para a Taça Ribeiro dos Reis eram problemáticos, pois os futebolistas escolhidos dependiam dos convocados para a Taça de Portugal e quando os jogos para esta competição eram em terreno alheio os titulares e suplentes na jornada da Taça Ribeiro dos Reis levavam uma "razia". Mas o "Glorioso" lá foi indo, jogando e pontuando. Por exemplo, frente ao SU Sintrense, tanto se vencia, por 12-1, na "Saudosa Catedral", como a vitória era por 3-2 (em Sintra)! Então não se dizia que o plantel dava para fazer duas equipas: uma campeã nacional e uma quase-campeã nacional?!   


José Torres, Matine e Diamantino Costa, em 4 de Julho, já estavam em campo na vitória, por 10-0, sobre o Clube Oriental de Lisboa (9.ª jornada da 5.ª série da Taça Ribeiro dos Reis)

De manhã na Tapadinha, à tarde no Jamor
O dia 27 de Junho de 1971 é o Dia do Martírio Glorioso.
1. Comecemos pela Idade da Inocência que troca a ordem do tempo. À tarde o meu pai decidiu-se finalmente a levar-me a ver um jogo a sério. A final da Taça de Portugal entre o Campeão Nacional e o Sporting CP. Finalmente o futebol para mim não eram cromos a duas dimensões em movimento, eram mesmo os jogadores com as camisolas vermelhas que os televisores a preto-e-branco (as gerações mais novas nem sequer imaginam) escondiam. O Benfica perdeu por...1-4. O meu pai (que nem era muito de clubismos - dizia que era o Mundo ao Contrário em que os pobres (adeptos) ficavam mais pobres para os ricos (futebolistas) ficarem mais ricos - embora tivesse queda para o SLB embora ele negasse) devia estar, no início tão eufórico, mas mesmo tanto que me comprou uma bandeira que tinha cosido um poster em papel cartão do plantel campeão nacional 1970/71. Essa bandeira no final do jogo foi motivo de gozo pelos sportinguistas, entre o Estádio Nacional e Algés, onde estava o autocarro da CARRIS que nos auxiliou a chegar ao bairro da Graça. Muito gozaram eles com a bandeira-poster. Se ia ao vento diziam: «Essa é que é a equipa campeã nacional que só não levou quatro secos porque o árbitro benfiquista teve pena do clube de que é adepto e marcou um penáltie para o Eusébio não sair a chorar como no Mundial?!». Eu enrolava-a. Quando estava enrolada: «Então tens vergonha de ser do Benfica? Muda para o Sporting!» Aqui era "atacado" pelos dois lados: sportinguistas e Benfiquistas unidos contra um pobre miúdo com dez anos! Eu desenrolava-a. E assim se foi passando a hora a seguir aos 1-4. O meu pai só dizia: «Se tivesse jogado o Toni nada disto tinha acontecido. Este treinador vem lá com as suas inglesices»! Eu até ficava admirado porque afinal o meu pai até discutia futebolistas e treinadores. Espanto!  





A equipa do Dia do Martírio Glorioso (a da parte da tarde). De cima para baixo. Da esquerda para a direita: Jimmy Hagan (treinador), Zeca, Adolfo, Matine, Humberto Coelho, Almirante Américo Tomás (Presidente da República), Malta da Silva e José Henrique; Jaime Graça, Néné, Artur Jorge, Eusébio e Simões (cap.) 

2. Alguns anos mais tarde, muitos anos mais tarde, descobri que o Toni - que passava mais tempo na recruta do quartel em Mafra que na Luz a treinar - até tinha jogado nesse dia pelo Benfica, mas...de manhã na Tapadinha. Na 8.ª jornada da 5.ª série da Taça Ribeiro dos Reis, pela Reserva, que perdeu, por 5-7 (é mesmo, repito: cinco-sete) frente ao Atlético CP. Com este resultado o ACP (12 pontos) encostou no Benfica (13 pontos) a duas jornadas da final da série. Depois as duas vitórias finais colocaram o Benfica nos quartos-de-final. Jimmy Hagan/José Augusto tinham ganho a "aposta" e agora era gerir pois o plantel principal tinha ido de férias após a final da Taça de Portugal. E a Taça Ribeiro dos Reis ia durar até à final, em 21 de Julho, já com o plantel principal de regresso pois o Benfica tinha agendado o primeiro jogo de 1971/72, para 31 de Julho de 1971, na festa de homenagem e despedida a José Torres, frente ao Arsenal FC (Londres), na "Saudosa Catedral". Pois foram de férias, mas não foram todos. Houve futebolistas que nesse ano (1971) para se conquistar a Taça Ribeiro dos Reis não tiveram férias. Os que fizeram os últimos três e decisivos jogos.


José Augusto depois de assegurar a orientação do plantel, em 1969/70, depois da saída de Otto Glória fica como treinador adjunto em 1970/71 (e o treinador da Reserva) e vai ser fundamental para garantir a conquista da X Taça Ribeiro dos Reis, a terceira conquistada pelo Benfica. Outro técnico Fernando Cabrita orientava o Futebol Juvenil. Na fotografia três ases, pois Eusébio é Eusébio!

Quartos-de-Final
Quase houve "mosquitos por cordas" pois os clubes exigiram à FPF que os três jogos, disputados em campo neutro, tinham que se realizar em recintos relvados quando estiveram para se fazer em "pelados". Como o objectivo, hoje, não é fazer a história da Taça Ribeiro dos Reis passemos rápido por ela que ainda faltam três jogos para a final. O Benfica em Leiria venceu, por 4-o, o União CI Tomar (3.º na II Divisão/Sul), em 14 de Julho, com golos de José Torres (2), Raul Águas e Toni (que jogou a defesa-esquerdo). 

Meia-final
Em 18 de Julho, no estádio da Tapadinha (do Atlético CP) o "Glorioso" repôs a normalidade naquele recinto, vencendo por 6-1, o FC Barreirense (11.º classificado na I Divisão), com o guarda-redes adversário Bento a encaixar os seis golos: Praia (3), Raul Águas (2) e Diamantino Costa.

Final
O árbitro até veio da cidade do Porto. A equipa do Benfica não deu tréguas - mas teve que haver prolongamento de 30 minutos - ao SC Braga (6.º na II Divisão/Norte) que até tinha sido o clube isento nos quartos-de-final. Com o jogo a começar pelas dez da noite, o "Glorioso" aplicou 3-1 no clube que tem a mania que é arsenalista e despachou-os para Braga. O capitão José Torres despedia-se em beleza do Benfica com um troféu tendo nele gravado o nome de um grande Benfiquista e rumava ao Vitória FC (Setúbal) com mais uns quantos futebolistas e muita ma$$a, uma pipa dela, em troca da maior esperança do futebol português: Victor Batista. O Benfica só poder ter futebolistas portugueses fazia com que os outros emblemas sabendo da dificuldade do Benfica em conseguir bons futebolistas portugueses, usavam e abusavam, dessa fraqueza que para a tradição Benfiquista era força.

Da esquerda para a direita. Em cima: Fausto Pires (dirigente), Carlos Manuel, Soares, Humberto Coelho, Carlos Pereira, Matine, Jaime Graça, Marques, Messias, Fonseca e José Augusto (treinador); Em baixo: Praia, Vítor Martins, Raul Águas, José Torres (cap.), Diamantino Costa, Jorge Calado e Toni Legenda possível (e apenas provável) face à qualidade do papel do jornal "O Benfica" desse tempo e à mania de publicar fotografias e não as legendar 
Sempre a jogar (e a bem-jogar)
A competir desde 2 de Agosto de 1970 (Fonseca, Messias, Matine, Vítor Martins, José Torres e Raul Águas) outros pouco depois dessa data inicial em 1970/71 (Toni, Carlos Pereira, Praia, Jorge Calado, Marques e Diamantino Costa) houve futebolistas que jogaram a final da Taça Ribeiro dos Reis (21 de Julho) e dez dias depois já estavam no arranque da temporada de 1971/72 (Fonseca, Messias, Toni e Diamantino Costa). Ou outros (Marques, Matine, Jorge Calado, José Torres, Raúl Águas, Praia e Carlos Pereira) prosseguiram noutros clubes. Vítor Martins esteve parado mais tempo acusando o esforço. Férias para eles em 1972? Só para 1973! Taça Ribeiro dos Reis de 1970/71 a quanto obrigaste! A conquista teve um misto de loucura e desejo mas foi por "uma boa causa"!



1970/71 ligou-se "electrizante" a 1971/72
Depois de uma época prolongada para muitos futebolistas com início em 2 de Agosto de 1970 e finalizada em 21 de Julho de 1971 (num jogo com 120 minutos) alguns jogadores tiveram dez dias sem jogos apresentando-se, em 31 de Julho de 1971, para defrontar o Arsenal FC (Londres): Messias jogou 45 minutos, Diamantino Costa (15 minutos) e Fonseca (seis minutos) além dos dois minutos do homenageado José Torres. Mas todos eles (os 12 utilizados e mais os quatro suplentes não utilizados) prosseguiram a temporada de 1971/72 no enfiamento de 1970/71. No "Glorioso" ou nos clubes para onde foram transferidos vários futebolistas da categoria de Reserva, entre eles: Carlos Pereira, Marques, Jorge Calado, Matine, José Torres, Praia, Raul Águas, Inguila, Soares, Carlos Pereira e Diamantino Costa. E se a Reserva é herdeira da 2.ª categoria a equipa B é herdeira da Reserva por isso deixem de inventar estatísticas ajustadas aos interesses individuais. No Benfica conta o colectivo. E PLURIBUS UNUM. Desde 28 de Fevereiro de 1904. Não é desde anteontem.



A evolução do Futebol em Portugal tudo levou
O alargamento da I Divisão, de 14 para 16 clubes, com mais quatro jornadas (de 26 para 30 jogos por clube) e com os encontros para a Taça de Portugal "espalhados" pela época deixou de fazer sentido uma competição como a Taça Ribeiro dos Reis.

Grande Hagan: o modo como ele soube conquistar o que tinha de ser conquistado

Alberto Miguéns

NOTA: Um grande obrigado de saudade a quem contou parte da história, o inigualável Francisco Campas, pois outra parte foi o próprio Jimmy Hagan, em Cascais, neste caso mais a propósito da sua "metodologia pró-físico".

Ler mais ►
quinta-feira, 3 de julho de 2014

É Bom Não Emprenhar Pelos Ouvidos

quinta-feira, 3 de julho de 2014 6 Comentários
(com o que se diz e lê por aí)


Para não termos dissabores em 2014/15 como tivemos em:
1987/88
1989/90
1991/92
1994/95
2005/06
2010/11
Épocas em que não conseguimos o segundo título de campeão nacional consecutivo!


Significado histórico do título de 2013/14 (parte I)?
Acima de tudo é o 33.º campeonato nacional conquistado pelo "Glorioso" quando já via o terrível número de 27 segundos lugares aproximar-se do número de primeiros. Mas num clube como o Benfica os números são sempre para desactualizar. O 33 é para passar rapidamente à história ou não fosse há 80 edições, desde 1934/35, o Benfica o principal candidato a conquistar os títulos de campeão nacional!

Duas Glórias do Benfica: Jimmy Hagan e Jaime Graça. Jimmy Hagan é a referência para técnico do Clube. O único tricampeão em 1970/71, 1971/72 e 1972/73. Exemplo a seguir...
Significado histórico do título de 2013/14 (parte II)?
Este título em termos históricos terá muito mais sentido se for o primeiro de uma série de alguns consecutivos. Como não pode haver Tri sem primeiro serem conquistados dois consecutivos, o 81.º campeonato nacional, em 2014/15 tem de ser "Glorioso". E todos têm à partida iguais responsabilidades cada um no seu lugar ou "galho"! Os futebolistas, os técnicos, os dirigentes, os associados e restantes adeptos. Nem é preciso dizer o que cada um ou melhor "uns" têm de fazer porque todos já andamos há muitos anos nisto para o sabermos de "cor e salteado"! Só com dois ou três campeonatos consecutivos o Benfica poderá iniciar aquilo que foi habitual na sua história. Em cada período "médio" de dez temporadas conquistar, pelo menos, quatro ou cinco títulos de campeão nacional. Esta é que é a norma!

Em termos desportivos o Presidente dos presidentes. O nosso Borges Coutinho. Eleito pela primeira vez em 12 de Abril de 1969, a três jornadas do final do campeonato nacional de 1968/69 que só foi conquistado na última em 27 de Abril de 1969. Três dias antes (24 de Abril) tomou posse como 26.º presidente da Direcção do Glorioso. Até 2 de Junho de 1977, data em que passou o cargo a José Ferreira Queimado, o Benfica conquistou - para Borges Coutinho o Benfica é que conquistava ele era "apenas" o timoneiro - além desse campeonato de 1968/69, os campeonatos de 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76 e 1976/77. Uff. Até foram poucos. Faltou o de 1969/70. E também o de 1973/74! A referência como Dirigente do Glorioso!
Comparar as duas últimas temporadas. Uma de quase tudo (ganho) e outra de quase nada (ou tudo mas... perdido)!
Não é difícil perceber que em termos qualitativos e quantitativos - embora faltando o principal... as conquistas - 2012/13 foi melhor que 2013/14.

   RESUMO POR COMPETIÇÃO FUTEBOL DA
   EQUIPA DE HONRA DO SL BENFICA EM 2012/13
Competição
J
V
E
D
GM
GS
Campeonato Nacional
30
24
5
1
77
20
Liga Europa
9
6
1
2
15
9
Taça de Portugal
7
5
1
1
20
3
Liga dos Campeões
6
2
2
2
5
5
Taça da Liga Portuguesa
4
2
2
-
6
4
Particulares/Torneios
11
6
4
1
26
11
TOTAIS
67
45
15
7
149
52

Mais 26 golos, apenas mais um golo sofrido e menos uma derrota, mas também menos um jogo e menos duas vitórias
Não sei se os avançados têm de ser "móveis, armários ou electrodomésticos", sei é que o Benfica necessita de marcar mais golos em 2014/15 - semelhante a 2012/13 - do que aqueles que marcou em 2013/14 e sofrer sensivelmente a mesma meia centena de golos na época e 20/22 no campeonato que passará a ter mais quatro jogos devido ao alargamento de 16 para 18 emblemas.

   RESUMO POR COMPETIÇÃO FUTEBOL DA
   EQUIPA DE HONRA DO SL BENFICA EM 2013/14
Competições
J
V
E
D
GM
GS
TOTAIS
68
47
13
8
123
51
Campeonato Nacional
30
23
5
2
58
18
Liga Europa
9
6
3
-
14
4
Taça de Portugal
7
6
-
1
15
5
Liga dos Campeões
6
3
1
2
8
8
Taça da Liga Portuguesa
5
4
1
-
6
0
Taça de Honra de Lisboa
2
-
1
1
1
2
Troféus
3
1
-
2
4
5
Particulares*
6
4
2
-
17
9
NOTA: * Todos jogos internacionais

Em 2014/15 a temporada, se for bem sucedida, terá cerca de 70 jogos
Mais quatro no campeonato nacional e mais um na Supertaça, mas menos nas competições europeias - de 15 para 10 ou 12 - pois o "Glorioso" terá de "riscar" da temporada que se inicia hoje, a Liga Europa pois o destino será tentar os quartos ou meias-finais da Liga dos Campeões. O Benfica terá de fazer respeitar o facto de estar no pote 1, por isso deverá ser primeiro do seu grupo e assegurar ser cabeça-de-série no sorteio dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.


   PREVISÃO POR COMPETIÇÃO DO NÚMERO
   DE JOGOS DO FUTEBOL DA EQUIPA DE HONRA
   DO SL BENFICA EM 2014/15
Competições
J
V
E
D
GM
GS
TOTAIS
70
?
?
?
???
??
Campeonato Nacional
34
??
?
?
??
??
Liga dos Campeões
12
?
?
?
??
?
Taça de Portugal
7
?
?
?
??
?
Liga da Liga Portuguesa
5
?
?
?
??
?
Supertaça Portuguesa
1
?
?
?
?
?
Taça de Honra de Lisboa
2
?
?
?
?
?
Torneios
2
?
?
?
?
?
Troféus
2
?
?
?
?
?
Particulares
5
?
?
?
?
?

De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Adolfo, Toni, Humberto Coelho, Cruz, Raul e José Henrique; Praia, Eusébio, Coluna, Simões e José Torres. Esta "equipazinha" vale: Seis Taças dos Clubes Campeões Europeus, 41 Taças de Honra de Lisboa, 42 Taças de Portugal e 86 (repito... 86) Campeonatos Nacionais da I Divisão! Poucochinho...

Juntando os clubes e campeonatos percebe-se melhor
O "Glorioso" tem de conseguir suportar o FC Porto a "morder-lhe" os calcanhares e na 34.ª jornada ou próximo dela despachá-los para o 2.º lugar. Não acredito que o FC Porto faça duas épocas consecutivas abaixo dos 75 pontos. Se em 2013/14 fez 61 pontos (dos 90 em disputa) em 2014/15 deverá fazer cerca de 85 pontos dos 102 que estão em disputa, ou seja 83 por cento (75 para 90 é igual, em termos relativos, a 85 para 102).

Todos juntos. Todos Por Um. Todos pelo Benfica
Como não quero ser "parvo" não trocava 2013/14 por 2012/13 mas...
Como se percebe com um FC Porto igual a 2010/11, 2011/12 ou 2012/13 as dificuldades em 2013/14 para conquistar o campeonato seriam enormes. O "Futeluso" não acabou por decreto. Acabará quando o Benfica arrumar com dois ou três campeonatos nacionais de rajada.

ÚLTIMAS CINCO EDIÇÕES DO CAMPEONATO NACIONAL (Clubes que fizeram mais de 60 pontos - 67 por cento dos pontos possíveis - em 30 jogos)
Clube
Pos.
Época
Pt
J
V
E
D
Gm-gs
GM
GS
FCP
V
10/11
84
30
27
3
0
57
73
16
FCP
V
12/13
78
30
24
6
0
56
70
14
SLB
2.º
12/13
77
30
24
5
1
57
77
20
SLB
V
09/10
76
30
24
4
2
58
78
20
FCP
V
11/12
75
30
23
6
1
50
69
19
SLB
V
13/14
74
30
23
5
2
40
58
18
SCB
2.º
09/10
71
30
22
5
3
28
48
20
SLB
2.º
11/12
69
30
21
6
3
39
66
27
FCP
3.º
09/10
68
30
21
5
4
44
70
26
SCP
2.º
13/14
67
30
20
7
3
34
54
20
SLB
2.º
10/11
63
30
20
3
7
30
61
31
SCB
3.º
11/12
62
30
19
5
6
30
59
29
FCP
3.º
13/14
61
30
19
4
7
32
57
25

Sem margem para dúvidas
O treinador Jorge Jesus vai passar a ser na 30.ª jornada o treinador do Benfica com mais jogos do campeonato nacional a orientar o "Glorioso". Na 1.ª jornada "desdobra-se" de John Mortimore, na 12.ª ultrapassará Toni, na 17 será Eriksson que ficará "para trás" e finalmente Otto Glória que será desdobrado na 30.ª jornada, lá para Maio de 2015, uma proeza que Otto Glória alcançou em 8 de Fevereiro de 1970, há quase 45 anos, na derrota, por 0-1, frente ao GD CUF, na 23.ª jornada (em 30) que aliás ditou o seu despedimento e substituição pelo jogador José Augusto que passou a ex-futebolista, mas continuou uma Glória do Benfica porque as Glórias do Benfica são eternas, como o ouro e os diamantes.

TREINADORES DO SL BENFICA COM MAIS JORNADAS NO CAMPEONATO NACIONAL

Treinador

P/J

J

V

E

D

GM

GS
Títulos
33
1.º
Otto Glória
2.17
179
118
35
26
456
147
4
2.º
Sven Eriksson
2.35
166
118
37
11
380
94
3
3.º
Toni
2.04
161
94
47
20
285
119
2
4.º
John Mortimore
2.37
150
108
31
11
303
92
2
5.º
JORGE JESUS
2.39
150
112
23
15
340
116
2
6.º
Janos Biri
2.27
143
104
12
27
507
255
3
7.º
Béla Guttmann
2.33
101
72
19
10
303
113
2
8.º
Mário Wilson
2.22
96
65
18
13
234
71
1
9.º
Ted Smith
2.07
90
57
15
18
276
127
1
10.º
Jimmy Hagan
2.61
89
74
10
5
249
49
3
NOTA: P/J - Pontos por jornada (com V = 3 p)

Jorge Jesus não engana
Os valores são de excelência, conquistando em média 2.39 pontos dos três em disputa. Entre os dez Gloriosos Treinadores com mais jogos apenas Jimmy Hagan conseguiu melhor (embora fazendo uma equivalência pois as vitórias no seu tempo traduziam-se no ganho de dois pontos e não três como na actualidade). Há treinadores com valores muito semelhantes a Jorge Jesus (2.39): John Mortimore (2.37), Eriksson (2.35) e Guttmann (2.33). Tudo gente grande!

Um treinador, Duas Taças dos Clubes Campeões Europeus e Dois Campeonatos Nacionais. Dois futebolistas, Três Taças dos Clubes Campeões Europeus, Oito Taças de Honra de Lisboa, Onze Taças de Portugal e 21 Campeonatos Nacionais. As referências como futebolistas

Continuaram referências...

E continuam referências...

O Benfica nunca está feito, no sentido de estar concluído
O Benfica é eterno. Está sempre incompleto. Sempre a fazer-se. Geração após geração. Com ambição. Os Benfiquistas têm um vício. Querem deixar sempre um Benfica maior do que aquele que encontraram. Maior do que aquele que lhes foi legado. Impacientes e exigentes é o que nós somos. E ainda bem, Benfica!


Se o campeonato for "taco-a-taco" - como é previsível - até à 34.ª jornada é necessário vencê-lo! Para acabar com o "Futeluso". Ou seja, fazer um Bicampeonato para poder vencer mais vezes consecutivamente.

Alberto Miguéns

NOTA FINAL (Pelas 00:43 da manhã): Só agora vi a reportagem da RTP-não-sei-quê sobre as declarações de Enzo Perez. Tenho muitas dúvidas que o nosso jogador não esteja a responder a uma provocação de alguém que fala depois do erretepedista (jornalista da RTP) o ter questionado. Até parece ser uma mulher. A ideia que dá é que quando Enzo podia responder ao erretepedista, enquanto caminha alguém se sobrepõe, desviando a sua atenção para essa pessoa. Os juízos de valor do erretepedista acerca de Enzo Perez, para mim, valem muito pouco. Quase nada. A menos que Enzo se refira a Portugal ou aos portugueses. Só assim não estaria com Enzo Perez. E como não me parece. Dou-lhe ao benefício da dúvida. A quem? Ao Enzo! Não ao erretepedista, a esse erretepedista,  que é useiro e vezeiro em interpretar à sua maneira, de acordo com as suas conveniências. Por isso diz que Enzo Perez se refere a Portugal. Adepto do Lumiar, está no Brasil?! Entreviste o Casagrande ou o Jardel. Está bem, está!

Plano para Julho
(Previsão sempre à meia-noite)
De 03 para 04: O Outro Lado do FC Porto: Jardel Depois de Casagrande;
De 04 para 05: Mestre Cândido de Oliveira;
De 05 para 06: Notícias da Nossa Selecção (parte V);
De 06 para 07: Três Dias do Futsal (Última década);
De 07 para 08: Três Dias do Futsal (2013/14);
De 08 para 09: Três Dias do Futsal (Todos os campeões);
De 09 para 10: Notícias da Nossa Selecção (parte VI);
De 10 para 11: Três Dias do Voleibol (Última década);
De 11 para 12: Três Dias do Voleibol (2013/14);
De 12 para 13: Três Dias do Voleibol (Todos os campeões);
De 13 para 14: Notícias da Nossa Selecção (parte VI);
De 14 para 15: Tanta e Tanta Glória Benfica (Golo 27 mil);
De 15 para 16: Centenário da Gloriosa Natação (parte II);
De 16 para 17: Eu Benfiquista no Museu do FCP by BMG (parte II);
De 17 para 18: Fundação da Primeira Filial (Portalegre),
De 18 para 19: Três Dias do Hóquei em Patins (Última década);

De 19 para 20: Três Dias do Hóquei em Patins (2013/14);
De 20 para 21: Três Dias do Hóquei em Patins (Todos os campeões);
De 21 para 22: Gostava Tanto Que...
Ler mais ►

Artigos Aleatórios

Apoio de: