Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

15/11/2018

Todos, Muitos, Alguns, Poucos, Um

15/11/2018 + 3 Comentários
O QUE SE ENTENDE POR "ADEPTOS DO BENFICA"?


Não vou escrever acerca de um programa específico que nem vi, muito menos utilizar uma imagem para definir um comportamento. Por isso este texto não é acerca de qualquer programa, de um canal de televisão ou de um comentador. É acerca das generalizações que se vão tornando hábito. E são perigosas porque encerram uma ideia de totalitarismo.

Cada um é livre de dizer o que pensa
E assume essa responsabilidade.

O que está em causa são as generalizações
É impossível definir "Adeptos do Benfica". É uma multidão de milhões. De associados ainda são duas centenas de milhares. Simpatizantes/adeptos (nunca percebi a diferença) são milhões. Como é que é possível definir o comportamento de milhões de adeptos?

Mesmo que fosse possível definir (e não é)
A crítica é sempre positiva desde que tenha sentido e seja assumida por alguém que seja possível identificar para avaliar a coerência.



Foi a crítica que fez do Benfica o maior clube português
Permite que quem o vai dirigindo desde 28 de Fevereiro de 1904 tenha oportunidade de ouvir outras opiniões acerca do rumo do Clube. Nunca foram, não são, nem nunca serão obrigados a aceitar o que muitos ou alguns simpatizantes pensam dever ser o futuro. Se tiverem ideia contrária. Saber ouvir e depois retocar, mudar ou manter o rumo não é fraqueza é virtude de quem dirige.

São os adeptos que permitem mudanças profundas no Clube
Em 1926, Cosme Damião percebeu que não concordavam com ele e afastou-se;
Em 1946, Félix Bermudes teve de aceitar que os associados não queriam um estádiozinho, queriam aquilo que seria uma "Catedral" e apesar de ser um pioneiro e referência com tantos anos quantos os do Clube foi derrotado quando se propôs à reeleição.
Foram as críticas, por vezes ferozes, que mantiveram forte e no rumo certo o Benfica durante os Anos 60 e seguintes...
Num clube acrítico nunca haveria Borges Coutinho. 


Quem não sabe viver com a crítica não sabe o que é o Benfica nem poderá ter responsabilidades no "Glorioso".

Alberto Miguéns

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14/11/2018

João Tomás 101

14/11/2018 + 2 Comentários
JONAS IGUALOU JOÃO TOMÁS COM 101 GOLOS MARCADOS NO CAMPEONATO NACIONAL.



Há no entanto uma grande diferença. Jonas marcou 101 golos com o "Manto Sagrado". João Tomás em 101 marcou...19, ou seja, 19 por cento. Por isso - e não só - há uma diferença abissal quanto à importância dos dois na Glorioso História. Além do número de temporadas: Jonas em cinco e João Tomás em 12. E Jonas vai marcar mais que 101 golos.

NOTA INICIAL: As informações referentes à carreira de João Tomás serão reduzidas ao essencial. Será maximizado o que interessa (época e meia mais um pouco, ou melhor, meia-época + época-inteira + início de época no"Glorioso") e minimizado o antes e o depois. O "antes" será mais desenvolvido para fazer o enquadramento da sua chegada ao Clube. O "depois" será despachado a grande velocidade. O "antes" resulta da conversa que tive com ele enquanto Glorioso Futebolista. Para quem não é leitor deste blogue desde o início - pois já escrevi acerca disto - é bom saber que comecei a colaborar obsequiosamente, como fizemos questão de assim ser os dois, eu e o Glorioso Presidente - com o Benfica, a pedido do presidente Jorge Brito, desde Setembro de 1993. Em 1993/94 comecei a fazer entrevistas a actuais e antigos futebolistas/dirigentes/atletas. Foi assim até 2005/06 quando o assessor (João Salgado) do actual presidente proibiu. Eu continuei essa "actividade" na clandestinidade até à temporada de 2008/09. Daí para cá nunca mais falei com os que iam chegando. E já são... 162 (só futebolistas com estreia nos "AAs"). Resta dizer que há, pelo menos, duas boas entrevistas, ambas em 2018, disponíveis na internet, por isso, na NOTAL FINAL1 indicarei essas ligações para quem quiser saber os pormenores ou mais pormenores biográficos. Vamos ao que interessa.

De Oliveira do Bairro um sportinguista surge no pós-25 de Abril, em pleno PREC
JOÃO Henrique Pataco TOMÁS nasceu, em 27 de Maio de 1975, na vila de Oliveira do Bairro (cidade desde 2003). Com o pai Benfiquista a jogar futebol no Oliveira do Bairro SC não foi difícil ao filho mais velho iniciar-se no clube da sua localidade natal. Entre 1986/87 e 1992/93, dos onze aos 18 anos, João Tomás percorreu todos os escalões de formação do clube. Sportinguista por influência de um tio numa família que começara por ser portista quando chegou o sim ou não para ser profissional foi dispensado.

Comer o pão que o diabo amassou (em termos futebolísticos)
Depois de sete temporadas na Formação, chegou a sénior, chegou a dispensado... Querendo continuar a jogar foi para clubes dos Distritais de Aveiro: 1993/94 - AR Aguinense, 1994/95 - GD Águas Boas (Oiã); e depois na III Divisão, em 1995/96 - Anadia FC. O 4.ºlugar deste clube na série C deu visibilidade a muitos futebolistas, entre eles um "calmeirão delgadinho" (1,88 metros e 78 quilogramas) goleador, com 21 anos, de nome "fácil": João Tomás.

De centrocampista para avançado
Foi durante a temporada de 1994/95, no clube de Oiã, que o futebolista se evidenciou como médio goleador. E passou a ser ponta-de-lança até ao final da carreira lá para 2013/14, em Angola. Entre 1995/96 e 1996/97, os dirigentes do OAF da Associação Académica de Coimbra (AAC) depois de uma época desastrosa, em 1995/96, no segundo escalão (15.º lugar em 18 sendo os três últimos - 16.º, 17.º e 18.º - despromovidos)"assustados" por terem-se safado por dois pontos trataram de reforçar o plantel. Eis que João Tomás ingressa na AAC para competir no segundo escalão em 1996/97 com o clube a assegurar o 3.º lugar e a promoção ao primeiro escalão com um novo herói: João Tomás. Em 1997/98 e 1998/99 João Tomás competiu no primeiro escalão com pouco destaque, mas em 1999/2000 tudo mudou. A primeira volta foi de excelência com 19 golos em 17 jogos. O seu empresário (José Veiga) conseguiu, perante alguma euforia (entre uns) e o desespero (de outros dirigentes da AAC-OAF) transferi-lo para o "Glorioso".


1999/2000
Com Cadete lesionado e Pepa imberbe era necessário alguém para substituir Nuno Gomes com João Pinto atrás e Sabry ao lado. O presidente Vale Azevedo e o treinador Jupp Heynckes concordaram. João Tomás é necessário. Depois de três jornadas - 20.ª, 21.ª e 22.ª - sem sair do banco de suplentes estreou-se, na 23.ª jornada do Campeonato Nacional, em 27 de Fevereiro de 2000, frente ao CF Estrela da Amadora, no estádio José Gomes (Reboleira) numa derrota por 0-3, entrando aos 76 minutos a substituir Kandaurov pouco depois do adversário ter marcado o segundo golo. Num tempo em que eu ainda via jogos no terreno dos adversários... Nesta meia-temporada inicial fez doze jogos, com mais seis como suplente não utilizado. Nesses doze encontros foi titular em quatro com apenas um completo, o da 31.ª jornada. Em oito foi suplente utilizado. Dos doze, nove foram no campeonato nacional marcando dois golos (FC Alverca e CF "Os Belenenses", ambos na "Saudosa Catedral"). Os três últimos estão integrados na ida a Beja (dois golos ao CD Beja) e depois digressão de final de temporada aos EUA, com jogos frente à AS Roma e Selecção Nacional da Colômbia. Pouca utilização: 462 minutos, ou seja, uma média de 39 minutos por jogo com 116 minutos para marcar um golo. Contando apenas o campeonato nacional foi tudo mais rápido: 272 minutos, ou seja, 30 minutos por jogo e um golo a cada 136 minutos. A expectativa para a temporada seguinte era elevada pelo facto de Nuno Gomes sair para Itália.   


2000/2001
A dupla Vale Azevedo/Jupp Heynckes fizeram logo no início desta temporada outra dupla, João Tomás e Van Hooijdonk (1.93 metros e 84 quilinhos) este contratado ao clube holandês SBV Vitesse. Por esta dupla passariam depois outras tantas: Vale Azevedo/José Mourinho, Manuel Vilarinho/José Mourinho e Manuel Vilarinho/Toni. Resultado? A pior classificação de sempre do "Glorioso" no campeonato nacional com um impensável 6.º lugar e o afastamento, pela primeira vez desde 1960/61, das competições da UEFA. Nesta temporada João Tomás marcou 23 golos em 48 jogos mas apenas 2 791 minutos, ou seja, o equivalente a cerca de 31 jogos a 90 minutos. Van Hooijdonk em 44 jogos (3 392 minutos, ou seja, o equivalente a cerca de 38 jogos com 90 minutos) marcou 26 golos. Coexistiram em 38 jogos, 15 com os dois a titular, 15 em parte do jogo e oito em que um substituiu o outro. Ao contrário do que se possa pensar não foi sempre João Tomás a ser figura secundária relativamente ao holandês. Dos 15 jogos em que um deles entrou quando o outro era titular, em três João Tomás era o titular. Dos oito em que se substituíram, em dois foi Van Hooijdonk a entrar para sair João Tomás.   


2001/2002
Depois de tempos conturbados, João Tomás durou pouco em 2001/2002. Fez a pré-temporada com Toni, jogando cinco dos seis jogos, sempre como suplente utilizado, ou seja, não-titular, mas apenas 123 minutos marcando um golo, o seu último Golo-rioso, em 17 de Julho de 2001, ao FC Gland, no estágio na Suíça. Foi suplente não utilizado na 1.ª jornada, entrou aos 80 minutos na 2.ª jornada, substituindo Sokota, em 19 de Agosto de 2001, na "Saudosa Catedral", frente ao SC Salgueiros, já com o resultado final (V 2-0) concretizado. As apostas não eram nele. Eram nas duas aquisições: Sokota e Mantorras; com mais dois jovens da Equipa B: Pepa e Mawete. Ele seria o 3.º, talvez o 4.º ou 5.º! Ainda estaria no banco de suplentes, não sendo utilizado, na 3.ª jornada, em 25 de Agosto. Depois rumaria ao Real Bétis Balompié, seguindo para Sevilha onde já estava José Calado que "mais apressado" saíra durante a pré-época. Para nunca mais voltar.    


Eficaz e generoso
A única temporada em que se pode avaliar o potencial de João Tomás é a segunda (ou única completa) em 2000/2001, quando fez uma dupla a titular, foi utilizado como suplente ou a par na segunda parte de alguns jogos com Van Hooijdonk. Completavam-se na perfeição, ou quase, pois a perfeição não existe. O Benfica tinha um poder ofensivo enorme mas depois sofria muitos golos pressionado por adversários (aqui também incluo os árbitros). Comparar as arbitragens da segunda década do século XXI com as dos Anos 90 e primeira década deste século é pura brincadeira. Ou de quem come muito queijinho fresco! Van Hooijdonk (1.93 metros) era letal em minúcia e argúcia. João Tomás em velocidade (para aquele corpinho esguio com 1.88 metros) e insistência. Nunca desistia, nunca se dava por vencido, nunca se intimidava mesmo perante as «bestas» que lhe tocavam em sorte. Alguns agora bem falantes. 

Cifras pequenas mas valiosas
João Tomás com o "Manto Sagrado" disputou 66 jogos, num total de 3 376 minutos marcando 28 golos. Como falar de épocas é complexo pois são três mas só uma - a do meio - foi completa, marcou um golo a cada 123 minutos (boa cifra) e fez uma média de 51 minutos por jogo. Em 66 jogos, foi titular em 35 - 15 completos e vinte substituído - com 31 a suplente utilizado. Nunca foi expulso mas foi admoestado com o cartão amarelo em três jogos. Quando jogou em 4.4.2 realizou 27 jogos na esquerda e oito encontros do lado esquerdo. Dos 28 golos que marcou 22 foram de bola corrida, 17 com o pé (dois fora da grande-área) e cinco de cabeça. Restam seis de "bola parada": quatro de cabeça após pontapé de canto e dois após livre marcado de forma indirecta, ambos com o pé mas um no interior da grande-área e outro no exterior. E o mais importante: 28 vitórias, 21 empates e 17 derrotas. Balanço pouco agradável, mas mesmo assim positivo.

E aquele jogo no "Dérbi de Lisboa"
Em 66 jogos marcou 28 golos em 21 encontros, com um golo em 16 jogos, dois golos em três jogos e três golos em dois jogos. Se marcou três golos ao Vitória SC, em Guimarães, para o campeonato nacional, na 12.ª jornada com o verdadeiro "hat-trick" (três golos consecutivos - 59, 84 e 89 minutos - na vitória por 4-0, cabendo a Chano marcar o 1-0 aos 38 minutos). Mas nenhum outro jogo ultrapassa o da jornada seguinte, o de 3 de Dezembro de 2000, na 13.ª jornada do campeonato nacional, em plena "Saudosa Catedral". Depois de Van Hooijdonk ter feito o 1-0 (42 minutos) é substituído, aos 61 minutos por João Tomás que ainda vai a tempo de fazer dois golos, aos 77 e 81 minutos colocando o resultado em 3-0. Para José Mourinho e Manuel Vilarinho, ao desentenderem-se, "borrarem a pintura" no dia seguinte. E João Tomás fala desse jogo (clicar) num depoimento recolhido por Isabel Paulo, publicado no jornal "Expresso", Tribuna Expresso, em 20 de Abril de 2017. 



Depois do Benfica muitas temporadas fez João Tomás
Praticamente toda a de 2001/02 no Real Bétis tal como em 2002/03 seguindo-se o empréstimo ao Vitória SC Guimarães, em 2003/04, para acabar o contrato com o clube andaluz. Assinou pelo "vizinho" minhoto do SC Braga onde jogou em 2004/05 e 2005/06 para rumar, por empréstimo, ao Qatar jogando em dois clubes - Al-Arabi SC, de Doha e Al-Rayyan SC - em 2006/07 com regresso ao SC Braga, para cumprir a derradeira temporada (2007/08) como futebolista braguista. Em 2008/09, seguiu-se o Boavista FC, entretanto "caído em desgraça" a competir no segundo escalão. Depois o Rio Ave FC em 2009/10 com empréstimo em 2010 para o Al-Sharjah FC (em português CDC Sarja) dos Emirados Árabes Unidos. Regresso ao Rio Ave FC para as derradeiras três temporadas ao mais alto nível: 2010/11 a 2012/13 (até Dezembro de 2012). E a despedida, como futebolista, em Angola, na cidade de Calulo, no CRD Libolo, em 2013, aos 38 anos. Em 2016/17 e 2017/18 foi Director desportivo do FC Famalicão. que tenha muita sorte no futuro.  

Obrigado...João Tomás

Alberto Miguéns

NOTA FINAL1: Nos últimos tempos há duas excelentes entrevistas de João Tomás que estão disponíveis na internetUma publicada, em 4 de Fevereiro de 2018, no jornal "Expresso", Tribuna Expresso, por Alexandra Simões de Abreu (clicar). Outra feita por André Cruz Martins, publicada na "Paraeles" (clicar), em 9 de Junho de 2018.

Em relação à primeira entrevista duas curiosidades:

1. O clube Arbiscal nunca existiu. Pelo menos a AF Aveiro desconhece. João Tomás deve ter feito confusão com o AR Aguinense onde se lembram dele ter jogado. Aguim é uma freguesia do concelho de Anadia.


  
2. O treinador andróide que ele recusa dizer o nome é o mister Vítor Manuel.



NOTA FINAL2: João Tomás viveu tempos conturbados no Benfica, mas em 1999/2000 o Benfica foi 3.º classificado. Só com Manuel Vilarinho, em 2000/2001 o Benfica foi 6.º classificado e em 2001/2002 foi 4.º. O actual presidente do "Glorioso" chegou à Benfica Futebol SAD, como principal administrador, em 25 de Maio de 2001. Há sempre uma dualidade que me "tira do sério". E já era assim aquando da minha participação obsequiosa nos programas em directo da Benfica TV (Benfica dez-horas às segundas-feiras, Em Linha, Pré e Pós-jogos). Entre colegas de painel e telespectadores era insuportável ouvir alguém tanto dizer que o Benfica nesses tempos perdia porque tinha jogadores fracos e medíocres como perdia porque o FC Porto "roubava". Decidam-se. Foi por uma coisa ou foi por outra. Pelas duas não pode ter sido, pois o argumento da primeira anula o da segunda. O "pior" é que ainda hoje é assim. Há Benfiquistas que às segundas, quartas e sextas-feiras dizem que o Benfica não valia nada nos anos 90 e início do século XXI. E os mesmos às terças, quintas e sábados dizem que é porque o "Porto roubava" nesse tempo. Aos domingos é dia de descanso pois estão a olhar para o jogo do "Glorioso". O FC Porto chegou a ter equipas superiores ao Benfica porque viciando nos Anos 90 fez o "Glorioso" entrar em contradições internas - em vez de combater a corrupção pintecostista -  enfraquecendo-se.
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13/11/2018

Calçada da Glória

13/11/2018 + 0 Comentários
EM 85 EDIÇÕES DO CAMPEONATO NACIONAL – COM CERCA DE SETE MIL MARCADORES (EXCLUINDO OS AUTOGOLOS) APENAS 44 FUTEBOLISTAS MARCARAM CEM OU MAIS GOLOS.



O golo marcado por Jonas, em 11 de Novembro de 2018, na 10.ª jornada, a chegar ao nono minuto de jogo,  permitiu ao goleador do “Glorioso” atingir os 101 golos marcados no campeonato nacional, igualando João Tomás (mas apenas 19 pelo Benfica). É, para já, o 42.º melhor marcador de sempre no campeonato nacional, ex-aequo com João Tomás. Um registo notável que merece ser acompanhado, aqui neste blogue, durante esta 85.ª edição da principal competição do futebol português.

Jonas-marcador merece ser tema musical
Dedicado à sua classe concretizada em golos. Mas principalmente ao prazer que dá aos Benfiquistas! Ele é o flautista que surge durante a Primavera numa floresta encantada para nos indicar o caminho das escadas para o Paraíso e que ao marcar golos nos faz subir essa escadaria.




Jonas faz parte de um restrito grupo
Em 85 edições - 84 concluídas - do campeonato nacional foram muito poucos os que ultrapassaram a centena de golos. O EDB evocará o(s) feito(s) de Jonas recolocando-o entre os melhores, actualizando os seus valores e homenageando – independentemente do clube representado - o goleador “ultrapassado” por Jonas que não for do Benfica ou o que igualar sendo do "Glorioso", pois todos eles estão entre os melhores avançados que passaram pelos campos de futebol em Portugal e (alguns) no Mundo.  

MELHORES MARCADORES CAMPEONATO NACIONAL 
Esta listagem pode não estar completa. São pelo menos 44, mas podem ser mais a marcar, pelo menos, 100 golos. Para elaborar este quadro, utilizei uma recolha do jornal Record, em 2014, corrigi os erros no número de golos (em relação aos futebolistas do Benfica), indexei os golos por clube (para quem tenha marcado por mais de um emblema) e acrescentei os nomes de Francisco Rodrigues e Cavém (que não constavam da lista "trapalhona" do "Record"). Acrescentei ainda mais dois nomes: Edmilson (112 golos) e Gaúcho (103 golos) por informação do portal zerozero.pt, mas tenho muitas reservas quanto à informação estatística deste portal. Só que enquanto não pegar na papelada que tenho com todos os golos nas 85 edições do campeonato nacional e fazer as contas não resta alternativa se não aceitar.

N.º
SLB
FCP
SCP
Outros
Golos por clubes
1
Peyroteo
331
2
Eusébio
320
SL BENFICA
SC Beira-Mar
317
3
3
Gomes
318 (*)
FC Porto
Sporting CP
288
30
4
José Águas
289
5
Nené
264
6
Manuel Fernandes
243
GD CUF
Sporting CP
Vitória FC (S.)
16
189
38
7
Matateu
218
CF “Belenenses”
Atlético CP
209
9
8
José Torres
217
SL BENFICA
Vitória FC (S.)
GD Estoril-Praia
152
52
13
9
Jordão
215
SL BENFICA
Sporting CP
Vitória FC (S.)
62
141
12
10
Arsénio
211
SL BENFICA
GD CUF
152
59
11
Vasques
192
Sporting CP
Atlético CP
191
1
12
Jardel
186
FC Porto
Sporting CP
SC Beira-Mar
130
53
3
13
Julinho
167
Académico Porto
SL BENFICA
15
152
14
António
Teixeira
163
SL BENFICA
Vitória SC (G.)
FC Porto
SC Braga
6
17
133
7
15
Artur Jorge
159
FC Porto
As. Ac. Coimbra
SL BENFICA
CF “Belenenses”
1
72
72
14
16
José Augusto
158
FC Barreirense
SL BENFICA
45
113
17
Nuno Gomes
154
Boavista FC
SL BENFICA
SC Braga
23
125
6
18
Hernâni
136
FC Porto
GD Estoril-Praia
127
9
19
Bentes
134
As. Ac. Coimbra
134
20
Martins
134
21
Rogério
133
SL BENFICA
Cl. Oriental Lis.
127
6
22
Lourenço
132
As. Ac. Coimbra
Sporting CP
37
95
23
Jesus Correia
131
Sporting CP
GD CUF
130
1
24
Araújo
121
25
Rui Águas
121
Portimonense SC
SL BENFICA
FC Porto
CF Estrela Amad.
10
77
30
4
26
Patalino
118
SL Elvas // “O Elvas” – CAD
Lusitano Évora

106
12
27
Albano
118
28
Iaúca
117
CF “Belenenses”
SL BENFICA
85
32
29
João Pinto
117
Boavista FC
SL BENFICA
Sporting CP
SC Braga
22
64
28
3
30
Liedson
116
31
Francisco
Rodrigues
114
Vitória FC (Set.)
SL BENFICA
68
46
32
Figueiredo
114
Sporting CP
Vitória FC (Set.)
111
3
33
Manuel António
113
As. Ac. Coimbra
FC Porto
82
31
34
Edmilson

112
CD Nacional
CS Marítimo
Vitória SC (G.)
SC Braga
23
48
29
12
35
Cardozo
112
36
Correia Dias
110
37
Custódio Pinto
109
FC Porto
Vitória SC (Gui.)
92
17
38
Oliveira
107
FC Porto
FC Penafiel
Sporting CP
70
10
27
39
Domingos
105
40
Yazalde
104
41
Gaúcho

103
CF Estrela Am.
CS Marítimo
Rio Ave FC
54
35
14
42
João Tomás

101
As. Ac. Coimbra
SL BENFICA
Vitória SC (G.)
SC Braga
Rio Ave FC
8
19
3
31
   40
43
Jonas
101
44
Cavém
100
SC Covilhã
SL BENFICA
22
78
NOTA(*): Na realidade são 317 pois o golo que lhe foi atribuído pelo árbitro Alder Dante, em 18 de Outubro de 1975, aos 57 minutos, da 7.ª jornada do campeonato nacional de 1975/76, frente ao Sporting CP, no estádio das Antas, foi “marcado” por um apanha-bolas do FC Porto, José Maria Ferreira de Matos. (H) À FC Porto


ELEVADOR DA GLÓRIA

MELHORES MARCADORES DE “MANTO SAGRADO” POR COMPETIÇÃO (EXISTENTES NA ACTUALIDADE) EMBORA AS COMPETIÇÕES DA UEFA ENGLOBEM TAMBÉM A TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS

NO
JOGOS
TOTAIS
JG. CMP.
OFICIAIS
CAMP.
NACIONAL
TAÇA PORTUGAL
COMP.
UEFA
LIGA
CAMPEÕES
LIGA
EUROPA
TAÇA
LIGA
SUPER
TAÇA
1.º
Eusébio
638
Eusébio
482
Eusébio
317
Eusébio
98
Eusébio
57
 Eusébio
46
 Cardozo
22
Jonas
10
 Nené
3
2.º
J. Águas
483
J. Águas
378
J. Águas
289
J. Águas
70
Cardozo
34
 J. Augusto
24
 N.Gomes
12
Cardozo
7
 Manniche
2
3.º
Nené
474
Nené
371
Nené
264
Nené
67
Nené
28
 J. Torres
19
 Simão
9
Rodrigo
6
 Diamantino
2
4.º
Arsénio
350
J. Torres
240
Arsénio
152
J. Torres
57
J. Augusto
25
 J. Águas
18
 Filipovic
8
Talisca
5
   Jonas
 2
5.º
Rogério
287
Arsénio
233
Julinho
152
Arsénio
54
N. Gomes
23
 Nené
15
 Saviola
7
Raúl
5
   C. Manuel
1
6.º
J. Torres
284
Rogério
208
J. Torres
152
Rogério
51
J. Torres
20
 Cardozo
12
 Nené
6
J. Garcia
4
  César
1
7.º
Julinho
272
Julinho
203
Rogério
127
V. Silva
39
J. Águas
18
 Coluna
11
 Di María
6
Gaitán
4
  Vital
1
8.º
Valadas
218
J. Augusto
177
N. Gomes
125
J. Augusto
36
Isaías
13
 N. Gomes
11
 Isaías
5
Salvio
4
  J. Gomes
1
9.º
J. Augusto
207
Cardozo
172
J. Augusto
113
Valadas
35
J. Pinto
12
 Simões
8
 Luisão
5
F. Adu
3
  Rui Pedro
1
10.º
V. Silva
202
N. Gomes
166
Cardozo
112
Julinho
25
Simão
12
 Santana
7
 Lima
5
C. Martins
3
  Dito
1
11.º
E. Santo
199
Valadas
162
Jonas
101
Coluna
25
Coluna
11
 Yuran
7
 Rodrigo
5
Saviola
3
  Vata
1
12.º
Cardozo
198
E. Santo
155
Valadas
89
A. Jorge
24
Luisão
11
 Gaitán
7
 Salvio
5
Jara
3
  Lima I
1
13.º
N. Gomes
183
Coluna
129
Coluna
88
Manniche
23
Salvio
11
 Jordão
6
 Eusébio
4
Lima
3
 Magnusson
1
14.º
A. Jorge
152
Jonas
126
E. Santo
78
Diamantino
21
Jordão
10
 C. Brito
6
 V. Paneira
4
Mitroglou
3
  Iúran
1
15.º
Coluna
150
V. Silva
120
Cavém
78
Cavém
20
Filipovic
10
 Isaías
              6
 Pacheco
4
Katsouranis
2
  William
1
16.º
J. Teixeira
142
J. Teixeira
119
Rui Águas
77
Cardozo
19
Iúran
          10
 Luisão
              6
 Zahovic
4
N. Gomes
2
  Iúran
1
17.º
Jonas
130
Cavém
105
Simão
75
Rogério Sousa
18
Jordão
          10
 Salvio
              6
 Chalana
3
Di María
2
  Cervi
1
18.º
Rog. Sousa
125
Rui Águas
104
Artur Jorge
74
Santana
18
Rui Águas
          8
 Serafim
5
 Valdo
3
Witsel
2
  Pizzi
1
19.º
Cavém
125
Artur Jorge
103
Magnusson
64
Simões
18
Simões
          8
 Rui Águas
5
 Tiago
3
Luisão
2
  Seferovic
1
20.º
Rui Águas
123
Rog. Sousa
102
João Pinto
64
Luís Xavier
17
Santana
          7
 Magnusson
              5
 Gaitán
3
Pizzi
2
  Raúl
1
NOTA: Nas competições europeias é o que é (três golos - em 17 jogos - na Liga dos Campeões) e na Taça de Portugal (com dez golos em dez jogos) é o 46.º com mais golos! Na Taça da Liga é o melhor (10 golos com tendência para aumentar) e na Supertaça o segundo melhor, a par de Manniche e Diamantino.

Jonas lá vai fazendo o seu caminho
Rumo aos 150 Golo-riosos.

Só mais uns quantos, Jonas

Alberto Miguéns

NOTA: Esta escalada de Jonas é um bom pretexto para escrever acerca da Gloriosa História. Não havendo impedimentos ou acontecimentos de última hora está escolhido o título do texto de amanhã: João Tomás 101
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