Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

15/12/2018

Organizem-se...

15/12/2018 + 0 Comentários
QUAIS OS NÚMEROS QUE ESTÃO CORRECTOS?


Os do Benfica (clicar) ou os da Liga? É que não coincidem como se pode constatar.


Jogo com o Rio Ave FC em 20o9/10


Jogo com o SC Braga em 20o9/10


Jogo com o CD Nacional em 2015/16


Jogo com o Vitória SC Guimarães em 2016/17
Jogo com o FC Porto em 2016/17



 
Assim só há duas hipóteses (mas há muito mais jogos com diferenças...)
1. O Benfica indicou os valores correctos e a Liga tratou de os modificar/adulterar;
2. O Benfica forneceu os valores, após o jogo, que a Liga publica e depois alterou-os.

Bom e bem era o Benfica e a Liga entenderem-se. Em que números confiar?


Alberto Miguéns















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14/12/2018

Garrancho: Eterno Campeão

14/12/2018 + 0 Comentários
COM O FALECIMENTO DE GARRANCHO - DEPOIS DE LIVRAMENTO - O "CINCO INAUDITO" DOS ANOS 60 E 70 FICOU REDUZIDO A TRÊS: RAMALHETE, CASIMIRO E JORGE VICENTE.



Durante uma década formaram a melhor equipa do "Glorioso" em que apenas pormenores impediram títulos europeus. Foram em muitos campeonatos da Europa e do Mundo o "cinco base" de Portugal que conquistou os respectivos títulos frente a selecções de Espanha que eram mais fortes que os clubes espanhóis que impediram a consagração europeia da melhor geração portuguesa de Hóquei em Patins.


O Rinque histórico do Benfica (1916/1966). Em 2018 (cima) e 1964 (em baixo).

O prometido acerca de Garrancho pode demorar tempo mas acontece (clicar).

Torcato Ferreira (24 de Janeiro de 1922 - 2 de Agosto de 1985): Mestre de Campeões e Campeonatos

E tudo o treinador Torcato Ferreira forjou
Quando em 30 de Novembro de 1957 o treinador chegou ao Benfica o Hóquei em Patins sofreu uma pequena revolução, com a formação de equipas seniores que faziam da modalidade uma arte entre patinar e jogar alicerçada em formar jovens para renovar os plantéis. Só que a "fornada" júnior de 1964 nunca permitiu a renovação pois quatro dos cinco (a excepção era Livramento nascido em 28 de Fevereiro de 1943) tinham nascido entre 8 de Dezembro de 1946 (Ramalhete) e 23 de Abril de 1947 (Casimiro e Garrancho que nasceram no mesmo dia). Jorge Vicente nasceu em 17 de Março de 1947.



Quando o "Glorioso" conquistou o título em 1963
Numa competição disputada como campeonato nacional mas com o troféu designado por "Taça de Portugal" não se adivinhava que esta equipa formada nos juniores do "Glorioso", durante o final dos anos 50, no cimento do rinque da Sede (avenida Gomes Pereira) durasse tão pouco tempo "arrasada" pela fornada júnior de 1964.



Juniores
Com um plantel de luxo os juniores do "Glorioso" dominaram a temporada de 1964. Entre eles quatro nomes que seriam a referência do Hóquei em Patins português durante quase duas décadas: Ramalhete, Casimiro, Garrancho e Jorge Vicente.


1964
Uma época que não correspondeu ao esperado para o plantel sénior ao classificar-se em segundo lugar atrás do CD Malhangalene (campeão de Moçambique) ao invés do plantel júnior campeão regional e nacional. Entre os juniores: Torcato Ferreira convoca-os para a equipa principal, já com a temporada a terminar: Ramalhete (guarda-redes) e Jorge Vicente (avançado) estreiam-se a jogar. Casimiro (defesa) e Garrancho (médio) são suplentes não utilizados. 




1965
Estava a chegar o tempo da renovação pois o "Glorioso" apesar de bons plantéis era pouco consistente. Um impensável 4.º lugar no campeonato de 1965 apressou as mudanças. Garrancho estreia-se, em 3 de Maio de 1965, como suplente utilizado nas meias-finais do Torneio de Barcelos, com o Benfica a derrotar, por 4-1, o Clube Infante de Sagres e na final, também por 4-1, o FC Porto. Em 2 de Maio de 1965, na fase zonal (Sul) do Campeonato Nacional, estreia a titular com um golo, na vitória por 4-1 (que sina...) frente ao Sporting Clube Leiriense no rinque da Sede, na avenida Gomes Pereira. O pavilhão de Desportos (no interior do Terceiro Anel) foi inaugurado em 16 de Maio mas o Benfica continuou a alternar jogos no recinto da Sede (que tinha uma tradição desde 1916, mas ao "ar livre" e com piso em cimento) e o novo recinto, dotado do melhor que havia à época.



1966
O Benfica esteve ao seu nível. Três competições, três conquistas. Torneio de Abertura em 11 de Julho de 1966, numa vitória por 3-2, frente ao CA Campo de Ourique, no Pavilhão dos Desportos (Parque Eduardo VI, em Lisboa). Campeonato Regional do Sul (que apurava três clubes para o Campeonato Nacional) em 26 de Outubro de 1966 com uma vitória na 22.ª jornada, por 5-2, frente ao CF "Os Belenenses", no recinto do Restelo. Campeonato Nacional em 12 de Dezembro de 1966, no Pavilhão dos Desportos, frente ao AD Valongo, por 4-3. Uma temporada a anunciar tempos inolvidáveis face à juventude do cinco titular. Livramento (23 anos), Ramalhete (20 anos), Casimiro, Garrancho e Jorge Vicente (19 anos). Notável o trabalho de Torcato Ferreira e o virtuosismo/abnegação destes cinco hoquistas em patins.  




1967
Uma temporada com 86 jogos! Depois de um inacreditável segundo lugar no Torneio de Abertura (atrás do CD Paço de Arcos). Depois foram as conquistas esperadas: Campeonato Regional do Sul (apurava quatro clubes para o novo Campeonato Metropolitano) com uma vitória por 6-2 frente ao GDS Cascais, no pavilhão do SLB, em 6 de Outubro de 1967, na 22.ª jornada, a competição mais longa da época. O Benfica regressou pelo segundo ano consecutivo aos Açores para mais uma digressão triunfal. Campeonato Metropolitano (agora seria o Campeonato Nacional) com uma vitória, por 2-1, frente ao AD Valongo, no Pavilhão dos Desportos (Lisboa), na 14.ª jornada. O Campeonato Nacional foi disputado em Moçambique (Lourenço Marques), no rinque do Sporting Clube de Lourenço Marques, no Verão local, com seis jornadas: o campeão metropolitano, dois clubes de Moçambique e o campeão de Angola. O Benfica saiu de Lourenço Marques invicto. Bicampeão Nacional.   

Explicar o inexplicável
O Benfica participou (estreou-se) na III edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Iniciou a competição na primeira eliminatória (correspondente aos quartos-de-final com o campeão europeu, Réus Deportiu - isento) e foi eliminado. Uma senda que duraria décadas. Quantas vezes o Benfica não foi, entre meados da década 60 e meados dos anos 70, o "cinco-base" da selecção nacional que conquistou Campeonatos da Europa e do Mundo frente à congénere de Espanha e depois perdiam-se eliminatórias e finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente a equipas de clubes espanhóis que cediam um ou dois titulares...



1968
O Benfica que conquistara três Bicampeonatos - 1951 e 1952; 1956 e 1957; e 1960 e 1961 - consegue em 1968 três títulos consecutivos - 196, 1967 e 1968 - numa temporada dominada desde início com a primeira presença na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Do início para o fim. E com Ramalhete a cumprir serviço militar na Guerra Colonial. Torcato Ferreira perspicaz aproveitando as características físicas (altura com braços longos dando-lhe capacidade de rematar forte de longa distância) e técnicas (bom patinador com capacidade para ser certeiro mesmo longe da baliza) recua Garancho passando a ser defesa/médio. Uma inovação hoje vulgarizada. Torneio de Abertura ao 11.º jogo, em 31 de Maio de 1968, frente ao HC Sintra por 5-4, no rinque do Estoril (AJ Salesiana). Campeonato Regional do Sul (22 jornadas que apuravam os quatro primeiros para o campeonato metropolitano) em 23 de Setembro de 1968, no pavilhão do SLB, frente ao AJ Salesiana, por 5-4. Campeonato Metropolitano na 14.ª jornada, em 18 de Novembro de 1968, no pavilhão do Clube Infante de Sagres (Porto) frente ao FC Porto, numa derrota por... 0-6! Isto numa competição com dez vitórias, três empates e essa derrota, com 50/28 em golos. Campeonato Nacional em 27 de Novembro de 1968 no empate, a dois golos, na 6.ª jornada, frente ao campeão de Moçambique - CD Ferroviário de Lourenço Marques  - no pavilhão dos Desportos. O Campeonato Nacional era rotativo: Lourenço Marques (1967), Lisboa (1968), Luanda (1969), Porto (1970), etecetra.


De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Livramento (capitão), Casimiro, Garrancho e Jorge Vicente; Nogueira, Carlos Alberto, Luís Gema e Rodrigues

1969
O desfasamento entre o calendário de competições em Portugal e Espanha começava a criar problemas. O calendário português estava formatado para beneficiar a selecção e o de Espanha ou Catalunha para beneficiar os clubes da Catalunha. O facto do Benfica ter atingido a final europeia (para Portugal) de 1968 só em Abril de 1969 inviabilizou a participação do "Glorioso" no Torneio de Abertura. O 4.º lugar (quando passaram a ser apenas três os apurados) no Campeonato Regional do Sul inviabilizou disputar o Campeonato Metropolitano - numa edição com duas zonas (Norte e Sul) e depois fase final com os dois melhores de cada zona) e muito menos o Campeonato Nacional, realizado em Luanda. O FC Porto venceu o "Metropolitano" e o Clube Desportivo de Lourenço Marques o "Nacional". O Benfica brilhou em Itália no Torneio São Gaudenzio, em Novara. Livramento mostrou que era o melhor hoquista do Mundo e rumou a Itália, ao HC Monza. 



1970
Apesar de Torcato Ferreira ter abandonado o Clube após 13 anos como treinador, foi uma temporada extraordinária com o Benfica a mostrar que não era "Livramentodependente". E até começou mal com o segundo lugar no loooooongooo (17 jogos) Torneio de Abertura, conquistado pelo CD Paço de Arcos. Depois disso foi «Tudo Benfica». Campeonato Regional do Sul (46.ª e última edição, numa competição que teve início em 1921) conquistada pela 24.ª vez, em 22 jornadas, a última em 25 de Agosto de 1970, no rinque do GDS Cascais, sobre este clube, por 6-2. Campeonato Metropolitano (em duas fases), com 12 jogos, em 25 de Outubro de 1970, no rinque do Lima, propriedade do Académico FC (Porto), num empate a cinco golos com o FC Porto. Campeonato Nacional disputado em seis jornadas, na cidade do Porto (pavilhão do Clube Infante de Sagres) com o Benfica a reconquistar o título, em 21 de Novembro de 1970, frente ao Sport Luanda e Benfica, numa vitória por 10-0.


1971
As temporadas continuaram a disputar-se em anos civis mas houve reorganização dos nomes embora fosse substituir uns pelos outros. Ao antigo Campeonato Regional do Sul (que qualificava os primeiros para o Campeonato Metropolitano) passou a designar-se por... Torneio de Qualificação (Zona Sul) também com 22 jornadas. Este qualificava oito clubes que se juntavam dois do Torneio de Qualificação (Zona Centro) para dez emblemas jogarem, 18 encontros, o Campeonato Metropolitano (Zona Sul) que apurava dois clubes para se juntarem aos outros dois da Zona Norte. A época correu muito mal para o Benfica. Classificou-se em primeiro lugar no Torneio de Qualificação, mas o terceiro lugar na fase zonal do Campeonato Metropolitano arredou o clube do Campeonato Metropolitano (conquistado pelo Clube Infante de Sagres) e consequentemente do campeonato Nacional, disputado em Lourenço Marques, em que triunfou o emblema da "casa", o Clube Desportivo de Lourenço Marques. Havia que reorganizar o plantel.


Da esquerda para a direita: Livramento, Jorge Vicente, Garrancho, Casimiro e Ramalhete. Cinco do Benfica e da selecção nacional.

1972
Depois de uma temporada desastrada o "Glorioso"  tinha que reagir. E fê-lo inequivocamente. Tudo o que havia para conquistar foi conquistado. Torneio de Abertura em 14 jornadas com a conquista a ser confirmada, em 23 de Abril de 1972, no pavilhão dos Desportos (Parque Eduardo VII), na vitória por 6-5 com o clube AD Oeiras. Domínio nas 18 jornadas da fase zonal Sul do Campeonato Metropolitano com apuramento de dois clubes: SL Benfica e Sporting CP. O Campeonato Metropolitano foi disputado com mais dois clubes apurados na Zona Norte: FC Porto e Clube Infante de Sagres. Em seis jornadas o Benfica conquista o "Metropolitano", a 15 de Outubro de 1972, no pavilhão do Lima, do Académico FC (Porto) com vitória, por 6-2, frente ao Clube Infante de Sagres. O Campeonato Nacional disputado em Lisboa (Pavilhão dos Desportos) em seis jornadas foi conquistado na penúltima jornada. Na derradeira, em 3 de Novembro de 1972, a única derrota (6-7) frente ao campeão de Moçambique. Na primeira volta, vitória por 8-3. O Campeão estava de volta!


1973
Uma temporada do "quase". Faltou tão "poucochinho". No Torneio de Abertura o Benfica discutiu a liderança até à 12.ª jornada. Uma decisão absurda fez alterar o momento do jogo decisivo, frente ao Sporting CP, a pedido deste sem dar conhecimento ao "Glorioso". O Benfica não compareceu e na jornada seguinte (e última) jogou a Reserva. Resultado: segundo lugar. Seguiram-se as 18 jornadas da fase zonal (Sul) do Campeonato Metropolitano que apurava os dois primeiros para a fase final. No Campeonato Metropolitano o Benfica conquistou a competição, em seis jornadas, a 30 de Setembro de 1973, no pavilhão dos Desportos (Parque Eduardo VII/Lisboa), frente ao FC porto, com uma vitória por 4-1. Foi o representante da Metrópole no Campeonato Nacional disputado em Luanda. Como era habitual, sendo em Angola, esta colocava dois clubes (Banco Colonial de Angola e Sport Luanda e Benfica), Portugal/Europeu, um (SLB) e Moçambique, um, o Clube Desportivo de Lourenço Marques que conquistou o título. O "Glorioso" foi segundo tal como foi finalista na Taça dos Clubes Campeões Europeus, frente ao FC Barcelona que à época era Club Fútbol Barcelona. Um ano depois deixou de haver Metropolitano pois deixou de haver Colónias e dois anos depois o CF Barcelona retomou a designação catalã de FC Barcelona.



1974
Mais uma temporada À Benfica. Com o Torneio de Abertura da APL aberto a equipas de Reserva o Benfica jogou com esta categoria classificando-se em 3.º lugar. O cinco-base: Albino; Vítor Sousa e Manuel Vasques (capitão); Ferreira ou Chorincas e José Virgílio. No Torneio Preparação da APL em seis jornadas o Benfica foi finalista no sétimo jogo frente ao CD Paço de Arcos, derrotando-o por 5-0, no pavilhão do Estoril (AJ Salesianos) em 16 de Março de 1974. Estava conquistado o primeiro troféu oficial. Seguiu-se a fase zonal (Sul) do Campeonato Metropolitano com 18 jornadas para apurar quatro clubes para se juntarem a outros tantos da zona Norte. Face aos Regulamentos das competições para 1974 preverem o habitual campeonato nacional com os campeões de Angola e Moçambique e tal não poder ocorrer, devido ao 25 de Abril de 1974, adaptou-se o formato: a fase final do Campeonato Metropolitano passou a designar-se Campeonato Nacional. O "Glorioso" sagra-se Campeão Nacional, em 26 de Setembro de 1974, no pavilhão dos Desportos, frente ao CD Paço de Arcos, com uma vitória por 6-2.

Ingratidão a quanto obrigas
Depois do 25 de Abril de 1974 houve quase um «Levantamento de Rancho» nas modalidades do Clube - mesmo nos plantéis femininos de Atletismo, Badmington, Basquetebol, Ténis de Mesa e Voleibol, por exemplo - no sentido de quererem ter vencimentos muito mais elevados mesmo sabendo que o Benfica era o Clube que melhor pagava porque evitava ter estrangeiros embora apenas no Futebol a tradição vedasse a sua contratação. O presidente Borges Coutinho foi obrigado a intervir pois apercebeu-se que havia concertação de A a Z nas modalidades. Reuniu os capitães e capitãs e informou, algo do tipo (confirmado por Casimiro e Madalena Canha, por exemplo): «Se conseguirem trazer aos vossos jogos o que conseguem os futebolistas o Benfica paga-vos o mesmo! Não conseguindo trazer 70 mil pessoas mas 700 espectadores serão pagos de acordo com a diferença». Responderam que também eram desportistas como os futebolistas e assim preferiam ir jogar em clubes que davam a devida importância às respectivas modalidades. O Benfica era o clube com mais sucesso ecléctico no início dos Anos 70. Multicampeão em mais de dez modalidades. Ficou reduzido a quem tinha amor pelo Clube e menos pelo dinheiro do Clube. Mas foi-lhes dito, por Borges Coutinho, que teriam sempre a porta aberta se quisessem aceitar o que o Benfica podia pagar.

Interregno (duas temporadas)
Entre 1974/75 e 1975/76 foi jogar (a pagar?) com Casimiro para um pequeno clube dos subúrbios de Lisboa, Associação  Académica da Amadora. Ramalhete rumou ao Sporting CP e Jorge Vicente foi jogar para Itália. Para Livramento o Banco onde estava empregado organizou-lhe uma equipa, o Banco Pinto & Sotto Mayor. Ramalhete, Casimiro e Garrancho regressariam ao "Glorioso" aceitando o que o "Glorioso" podia pagar...


1976/77

A retoma foi penosa. O regresso de Casimiro e Garrancho foi insuficiente para conseguir reconquistar o título de Campeão Nacional. No Torneio de Abertura o terceiro lugar. Na Taça de Portugal eliminação precoce em Oeiras. No Campeonato Nacional o "Glorioso" foi 6.º classificado entre oito clubes.  



1977/78
Com o regresso de Ramalhete o Benfica melhorou mas ainda insuficiente para recuperar a hegemonia. Conquista do Torneio de Abertura, em 19 jogos, com a vitória por 3-2 no rinque da Amadora, frente ao Parede FC. No Campeonato Nacional o Benfica melhorou pouco. Foi 4.º classificado entre oito emblemas. Mas foi a meio da temporada, em 11 de Fevereiro de 1978, que o Clube regressou aos títulos nacionais, conquistando a Taça de Portugal, frente ao AD Oeiras, na vitória por 6-3, no pavilhão dos Desportos, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. O último jogo de Garrancho com o "Manto Sagrado" foi em 6 de Agosto de 1978, na derradeira jornada do Campeonato Nacional, no pavilhão do Clube Infante de Sagres, na vitória por 6-3, com Garrancho a marcar três golos ao clube da "casa".



E depois do adeus

Garrancho continuou a jogar - até passou pelo Sporting CP - na época em que o Benfica foi Bicampeão (1979/80) e ainda seria Tricampeão. O hoquista falecido, em 26 de Novembro de 2018, é um dos melhores de sempre do Hóquei em Patins português. Entre milhares é um dos dez com mais títulos - entre clubes e selecção nacional - e qualitativamente está entre os 30 melhores de sempre e entre os dez melhores médios da modalidade em Portugal. No entanto quando faleceu pareceu que tinha falecido apenas mais um hoquista septuagenário. Nem pensar!

1963 - SL BENFICA (juniores) 
1964 - SL BENFICA (juniores) 
1965 - SL BENFICA
1966 - SL BENFICA
1967 - SL BENFICA
1968 - SL BENFICA
1969 - SL BENFICA
1970 - SL BENFICA
1971 - SL BENFICA
1972 - SL BENFICA
1973 - SL BENFICA
1974 - SL BENFICA
1974/75 - Associação Académica da Amadora
1975/76 - Associação Académica da Amadora
1976/77 - SL BENFICA
1977/78 - SL BENFICA
1978/79 - Sport Benfica e Alenquer
1979/80 - Sporting CP
1980/81 - GD Sesimbra


Cifras notáveis
Foram 657 jogos, com 624 golos (apesar de jogar atrás - médio - tinha remate forte) capitaneando o "Glorioso" em 76 jogos, com destaque para a temporada de 1977/78 em que sucedeu a Casimiro.




Foram doze épocas inolvidáveis
Seis Campeonatos Nacionais (dois melhores do campeonato metropolitano mais os campeões da Angola e Moçambique): 1966, 1967, 1968, 1970, 1972 e 1974;
Uma Taça de Portugal: 1977/78 frente ao clube AD Oeiras, em que como capitão ergueu o troféu;
Cinco Campeonatos Metropolitanos (apuravam para o campeonato nacional): 1967, 1968, 1970, 1972 e 1973;
Cinco Campeonatos Regionais (apuravam para o campeonato metropolitano e a partir de 1972 para o campeonato nacional/zona sul): 1966, 1967, 1968, 1970 e 1971 (última edição);
Quatro Torneios de Abertura: 1966, 1968, 1972 e 1977/78.  

Obrigado, Garrancho

Alberto Miguéns

NOTA: Até 1974 a temporada correspondia aos anos civis "tradição" com origem nos rinques que eram ao "ar livre" evitando o Inverno e o piso molhado ou jogos com chuva e tempo adverso (vento, por exemplo). Em 1974/75 iniciaram-se as épocas com um modelo semelhante ao actual, embora, durante muito tempo se prolongassem até final do Verão.

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13/12/2018

Edimburgo, Meu Amor!

13/12/2018 + 0 Comentários
CONVIDADO PELO "ESTATÍSTICO" ESCOCÊS QUE TAMBÉM É ADEPTO DO HEARTS OF MIDLOTHIAN.



O emblema escocês de Edimburgo (segunda maior cidade escocesa e capital da Escócia) foi o primeiro a defrontar o "Glorioso" Na caminhada para a conquista da Primeira, em 31 de Maio de 1960. Em 1959/60 foi a última vez que o clube dos Protestantes de Edimburgo conquistaram o título escocês.


Finalmente... apesar de nos anos 80
Ter passado 26 dias a correr todo o Mundo Britânico desde o Sul da Ilha da Grã-Bretanha a Inverness/Dunnet (Norte da Ilha) e ainda a da Irlanda de Dublin a Belfast/Derry não foi possível visitar o estádio onde o "Glorioso" conseguiu a primeira vitória (ao terceiro jogo, primeiro em 1960/61) na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Desta vez é certo que é possível sendo convidado.


Um clube muito especial
Será uma honra visitar o estádio de Tynecastle e falar desse memorável "Hearts" frente ao Benfica em Edimburgo e na «Saudosa Catedral».


Garrancho: Muito mais do que se disse (Parte I)
Vou aproveitar estes quatro dias escoceses para pôr em dia duas promessas. Uma foi depois do falecimento do Glorioso Garrancho. Uma jóia formada pelo treinador Torcato Ferreira no rinque da Sede na avenida Gomes Pereira. Que ainda existe pois a antiga Sede do Benfica é a Sede da Junta de Freguesia de Benfica.



Garrancho: Muito mais do que se disse (Parte II)
Quando morre qualquer pessoa é sempre uma tragédia. E os que da morte se libertaram, por exemplo, os desportistas campeões da Europa e do Mundo ou com dezenas de títulos internos merecem destaque. Mas nem todos os desportistas tiveram o mesmo valor ao conseguirem ter desempenhos com sucessos diferenciados. Escrever que Garrancho fez parte de grandes equipas do Sporting CP é simplesmente patético. Jogou uma temporada (1979/80) classificando-se sempre em segundo (Campeonato Nacional e finalista na Taça de Portugal) como se pode ver nos registos sportinguistas (clicar).


1963 - SL BENFICA (juniores) 
1964 - SL BENFICA (juniores) 
1965 - SL BENFICA
1966 - SL BENFICA
1967 - SL BENFICA
1968 - SL BENFICA
1969 - SL BENFICA
1970 - SL BENFICA
1971 - SL BENFICA
1972 - SL BENFICA
1973 - SL BENFICA
1974 - SL BENFICA
1974/75 - Associação Académica da Amadora
1975/76 - Associação Académica da Amadora
1976/77 - SL BENFICA
1977/78 - SL BENFICA
1978/79 - Sport Benfica e Alenquer
1979/80 - Sporting CP
1980/81 - GD Sesimbra

TRICAMPEÕES NACIONAIS EM 1968. Em cima. Da esquerda para a direita: Carlos Alberto, Vítor Sousa, Jorge Vicente, Casimiro, Livramento (capitão), Nogueira, Garrancho e Mário Santos. Em baixo, ao centro: Torcato Ferreira (treinador)

Garrancho: Cifras notáveis
Foram 637 jogos, com 545 golos (apesar de jogar atrás - médio - tinha remate forte) capitaneando o "Glorioso" em 76 jogos, com destaque para a temporada de 1977/78 em que sucedeu a Casimiro.

Maiores assistências na "Catedral"
Houve um leitor que aquando do assinalar dos 15 anos da "Catedral" afirmou que faltou fazer a listagem das maiores assistências. Mas não foi esquecimento. Foi intencional.


Há um desfasamento entre cifras
Que não permitem saber correctamente quais os valores correctos e isso impede fazer destaques neste blogue enquanto isso não ficar esclarecido. Mas isso está programado para a passagem de quinta-feira para sexta-feira. 

É sempre um orgulho Ser Benfiquista

Alberto Miguéns

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12/12/2018

Obrigado, Grimaldo

12/12/2018 + 4 Comentários
NO BENFICA O DESTAQUE FOI SEMPRE O COLECTIVO MAS ISTO NÃO ESTÁ FÁCIL.


1-0 por Grimaldo. Golo-rioso n.º 13 179


Se fosse fácil também não era para o "Glorioso", diz Rui Vitória.

NOTA: Depois deste «massacre emocional» há que comer qualquer coisinha (estes jogos a começar pelas oito da noite não dão para uma coisa nem outra) e talvez voltar aqui que escrever acerca do Benfica é como fazer poemas a namoradas. 

Há que alterar o rumo de tantos insucessos
Esta foi a sétima temporada na Liga dos Campeões com a sequência Casa-Fora-Fora. Em 2014/15, também se perdeu na primeira jornada com o "Glorioso" a terminar no último lugar do grupo. É necessário no futuro repensar tantos insucessos nas fases de grupo da Liga dos Campeões. Em 15 participações: dois primeiros lugares (12 pontos duas vezes), quatro segundos lugares (10 e 8 pontos, três vezes), sete terceiros lugares {10, 8, 7 (3x), 6 (2x)} e dois quartos lugares (5 e zero pontos). Seis "passagens" (40 por cento) em quinze... Uma análise interessante para um destes dias futuros! 

     SLB NA LIGA DOS CAMPEÕES (JORNADA-A-JORNADA)
Época
C
F
C
F
C
Pt
F
C
F
C
F
Pt
FINAL
Clas
Pt
1991/92
-
D
E
-
E
2
E
V*
D
-
-
3
3.º
5
1994/95
V
E
V
-
-
7
E
V
E
-
-
5
1.º
12
1998/99
-
D
V
D
-
3
-
E
-
V
E
5
2.º
8
2005/06
V
D
-
E
-
4
-
D
E
V
-
4
2.º
8
2006/07
-
E
D
D
-
1
-
V
-
V
D
6
3.º
7
2007/08
-
D
D
-
V
3
D
E
V
-
-
4
3.º
7
2010/11
V
D
-
D
-
3
-
V
D
D
-
3
3.º
6
2011/12
E
V
-
V
-
7
-
E
E
V
-
5
1.º
12
2012/13
-
E
D
D
-
1
-
V
-
V
E
7
3.º
8
2013/14
V
D
E
-
-
4
D
-
V
V
-
6
3.º
10
2014/15
D
D
-
E
-
1
-
V
D
E
-
4
4.º
5
2015/16
V
V
-
D
-
6
-
V
E
D
-
4
2.º
10
2016/17
E
D
-
V
-
4
-
V
E
D
-
4
2.º
8
2017/18
D
D
D
-
-
0
D
-
D
D
-
0
4.º
0
2018/19
D
V
-
D
-
3
-
E
D
V
-
4
3.º
7
NOTAS: * Dois pontos por vitória (com a pontuação fazendo corresponder três pontos a uma vitória seriam seis pontos)
Épocas a vermelho - Primeira volta com dois jogos em "casa"
Épocas a verde - Primeira volta com dois jogos "fora"; 
Em destaque a situação casa-fora-fora actual


Primeira parte (0-0)
Domínio inconsequente. Assim não se pode ganhar. é preciso provocar desconforto na equipa contrária e isso consegue-se desequilibrando-a várias vezes. Nulo aceita-se. Os dois guarda-redes não fizeram qualquer defesa.


Segunda parte (1-0)
Poucas melhorias mas as suficientes para criar perigo - Seferovic merecia - mas acabou opor ser Grimaldo a marcar um livre directo à Grimaldo (semelhante ao que marcou à Juventus FC na pré-época). Nesse jogo numa falta sobre Castillo.


A.E.K. FC
Toscos tacticamente.

O(s) senhor(es) gajo(s) árbitro(s)
Era penálti senhores árbitros. Os de baliza servem para quê? Para levantarem o cheque?

Videoárbitro
Não houve. Só na fase a eliminar onde não estará o "Glorioso".

 CALENDÁRIO DE JOGOS
(DEZEMBRO/2018 - JANEIRO/2019)
Mês
Dia
Adversário
Competição
Local
D
E
Z
E
M
B
R
O
1
SÁB
V 4-0
85.ª Primeira Liga.11
SLB/Casa
5
QUA
V 2-0
12.ª Taça da Liga.02
SLB/Casa
8
SÁB
V 1-0
85.ª Primeira Liga.12
Setúbal/Fora
12
QUA
V 1-0
64.ª Liga Campeões.6
SLB/Casa
16
DOM
CS Marítimo
85.ª Primeira Liga.13
Funchal/Fora
19
QUA
CDC Montalegre
96.ª Taça Portugal.1/8
Montalegre /Fora
23
DOM
SC Braga
85.ª Primeira Liga.14
SLB/Casa
25
TER
NATAL
28
SEX
CD Aves
12.ª Taça da Liga.03
V. Aves/Fora
J
A
N
E
I
R
O
2
QUA
Portimonense SC
85.ª Primeira Liga.15
Portimão/Fora
6
DOM
Rio Ave FC
85.ª Primeira Liga.16
SLB/Casa
9
QUA
12
SÁB
CD Santa Clara
85.ª Primeira Liga.17
Ponta Delgada/Fora
16
QUA
?
96.ª Taça Portugal.1/4
? /?
20
SÁB
Vitória SC (Gui.)
85.ª Primeira Liga.18
Guimarães/Fora
23
QUA
?
12.ª Taça da Liga/ Meia-final
 Braga/?
26
SÁB
?
12.ª Taça da Liga/ FINAL
 Braga/?
30
QUA
Boavista FC
85.ª Primeira Liga.19
SLB/Casa

Nunca mais é domingo!
Para sonhar com a aproximação a um dos três lugares da dianteira no Campeonato Nacional.

TEMPORADA 2018/19
Competições
Clas
Fase
J
V
E
D
GM
GS
TOTAIS
32 (39)
18
8
6
56
34
Primeira Liga
4.º
12 (22)
8
2
2
24
11
Liga Europa
1/16
- (9)
-
-
-
-
-
Taça de Portugal
1/8
2 (5)
2
-
-
5
1
Taça da Liga
1.º Gr A
2 (3)
2
-
-
4
1
Liga dos Campeões
3.º Gr E
10
4
3
3
13
14
Torneios
V
4 (*)
1
3
-
7
4
Troféus
D
1
-
-
1
2
3
Particulares
-
1
1
-
-
1
0
NOTA: Entre parêntesis os jogos que faltam disputar em 2018/19 prevendo-se que o Benfica joga as finais das competições a eliminar; * O terceiro jogo do Torneio "Taça Internacional dos Campeões" coincide com o troféu "Taça Eusébio/Eusébio Cup"
                           
Vamos, Benfica!

Alberto Miguéns


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