A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.
DOIS GLORIOSOS FUTEBOLISTAS. UM LEMBRADO E OUTRO MUITO ESQUECIDO.
AMBOS COMPLETARIAM 90 ANOS EM 2020 Alberto Miguéns NOTA: O nosso Príncipe de Sempre faleceu, aos 70 anos, em 10 de Dezembro de 2000.Zézinho (Príncipe do Montijo) faleceu, aos 85 anos, em 30 de Agosto de 2015.
DOIS GLORIOSOS FUTEBOLISTAS. UM LEMBRADO E OUTRO MUITO ESQUECIDO.
AMBOS COMPLETARIAM 90 ANOS EM 2020 Alberto Miguéns NOTA: Zézinho (José Gouveia Martins) faleceu, aos 85 anos, em 30 de Agosto de 2015. O nosso Príncipe (José Águas) faleceu, aos 70 anos, em 10 de Dezembro de 2000.
Estas declarações da «Realeza Benfiquista» personificadas em Costa Pereira e José Águas dão sempre um prazer ilimitado. Clicar para reportagem da RTP em 1962. Estes dois Bicampeões Europeus têm classe para "dar e vender"!
Há 69 anos, em 20 de Agosto de 1950, no Lobito
José Águas comprometia-se a representar o «Glorioso» depois de ter jogado (e marcado) frente ao Benfica, pela selecção do Lobito, na tarde do dia 19 de Agosto, na digressão do Campeão Latino (desde 18 de Junho de 1950) a África. À noite (conta Rogério Lantres de Carvalho) no jantar entre os componentes da digressão do Benfica e os futebolistas e dirigentes da selecção do Lobito, o treinador Ted Smith concordou que José Águas seria elemento importante para integrar o plantel do Clube. José Águas disse que teria de falar com a família nessa noite, quando chegasse a casa, reservando para o dia seguinte a resposta. Que foi afirmativa. E rápida pois o Benfica jogaria a 21 de Agosto mais a sul, em Benguela. Um «Nobre do Benfiquismo» estava a caminho.
A estreia de José Águas com o «Manto Sagrado», em 25 de Agosto de 1950, no jogo em Sá da Bandeira, frente à Selecção de Huíla-Lobango, numa vitória por 7-0, com três golos desta "rara especiaria do Lobito"
Costa Pereira chegaria quatro anos depois, em 2 de Agosto de 1954
Integrando o Benfica, com Rogério Lantres de Carvalho, na despedida deste "Glorioso Futebolista", em 5 de Setembro de 1954, com José Águas a entrar, aos 15 minutos, para Rogério sair. O quarto de hora em que coexistiram, em campo, dois gigantes do Clube, dois génios da bola: um deu os últimos toques e um outro - Coluna - estreou-se. Além de Costa Pereira, Alfredo e Naldo.
Com 48 anos de diferença a mesma ideia: em "luta" o adversário não nos será superior Há a curiosidade de José Águas dar a mesma ideia, em Abril de 1962, que Cosme Damião tinha dito no Verão de 1914 a propósito de uma pergunta acerca do que se dizia de um Benfica enfraquecido com a saída de Artur José Pereira para o Sporting CP:
Orgulho Benfiquista
Alberto
Miguéns
NOTA (às 12:34 horas): Tive curiosidade de confirmar as sábias palavras de Croft de Moura que sublinhou que no ano anterior Béla Guttmann acedera falar. E ouvir mais uma vez José Águas (clicar para RTP 1961).
ENQUANTO ESPERO PELA FINAL EM FUTSAL RECORDEI UMA CONVERSA HÁ MEIA DÚZIA DE DIAS COM OUTRO BENFIQUISTA.
Enquanto Benficávamos numa esplanada da avenida da Liberdade (Lisboa) surgiu uma questão. Qual seria a melhor e a pior - excluindo as que mostram tragédias e lesões graves - fotografia da Gloriosa História? Eu escolhi estas:
MAS APENAS UM AGRADECIMENTO À FILHA MAIS VELHA DO CAPITÃO JOSÉ ÁGUAS.
Que completa dia 16 deste mês, 62 anos, pois nasceu em 16 de Junho de 1956. Ei-la com menos de dois anos:
Ao final de mais de 40 anos
Falei - telefonei - com «Lena d'Água» no final da semana passada para preparar um texto a editar neste blogue dia 13 de Junho, dia de Santo António. Falei com José Águas uma dúzia de vezes e com o filho/irmão Rui Águas meia dúzia.
Curiosamente dos "Águas" o primeiro que vi foi a Helena
Pois nunca vi José Águas jogar e Rui Águas só muito mais tarde. A Helena Águas vi-a num espectáculo - ela pelo telefone ainda se recordava desse dia, não de mim (claro!) mas eu recordo-me dela. Foi num espectáculo do grupo musical a que então pertencia, os «Beatnicks" no Ginásio do Liceu Nacional de Queluz. Em finais de 1976, 1977 ou início de 1978. Eu ainda não era associado do "Glorioso".
Helena Águas era muito diferente do que depois foi
Tinha uma postura "hippie" com o grupo «Beatnicks» do qual era líder Ramiro Martins (viola-baixo), aquele que seria o seu único marido e pai da sua filha Sara. Casaram-se, em 20 de Setembro de 1975, ele com 21 anos e ela com 19 anos. A primeira vez que a vi estava muito diferente das "outras vezes seguintes", numa longa túnica 'florida'.
Uma das mais belas canções
Quando a oiço lembro-me sempre de Ramiro que morreu extremamente novo, talvez com 44 anos, em 1998.
Era de noite, lembro-me bem como se fosse agora e aqui
O frio cortava como navalha e a malta muda e sem se mexer
como as pedras da calçada
Tinhamos vindo ainda há pouco da casa do João na avenida
Tudo bem alto, ninguém sonhava então que ia entrar num beco sem saída
Ele era meu amigo desde os dias de escola
Gostava de brincar comigo aos índios e aos cowboys
E eu sonhava poder vir a ser a sua companheira
Mas o meu herói quis outra heroína
O meu herói quis outra heroína
Estava deitado sobre o meu colo como Jesus ao colo de Maria
Fechou os olhos e eu tive medo de o perder naquela noite fria
A morte veio, e sem dizer nada ele partiu com ela na montada
E eu fiquei rouca de gritar por dentro mas já de nada serviu o lamento
Ele era tão bonito e tocava viola
No grupo lá do bairro que ensaiava na garagem do Zé
A gente costumava ir juntos ver o Sol nascer na praia
Mas o meu herói quis outra heroína
O meu herói quis outra heroína
No grupo a "Salada de Frutas" ou em a "Banda Atlântida"
O guitarrista chegou a equipar «à José Águas".
Em cima e no centro, na Praça de Touros do Campo Pequeno. Em baixo, no "Rock Rendez-Vous" com Zé Carrapa (guitarra-solo) e Guilherme Inês (bateria)
Vi depois muitos outros, com mais rigor...apenas alguns, espectáculos
Mas nunca falei com ela...até dia 1 de Junho de 2018 com início às 17:25.
Obrigado Lena d'Água pela preciosa - e fundamental - ajuda! Viva o Benfica!
QUE GANHÁMOS A FINAL E NO FINAL O FOTÓGRAFO ALBERTO GOUVEIA REGISTOU O MOMENTO MAIS ICÓNICO DE TODA A GLORIOSA HISTÓRIA.
Os receios na entrevista à partida para jogar a partida/jogo/desafio/prélio/encontro de Berna (clicar) tinham justificação mas depois tudo correu bem. Graças a todos vocês. Senhores do "Quarto Anel"
Parabéns ao Benfica Alberto Miguéns NOTA: O fotógrafo Alberto Gouveia trabalhava no jornal "Diário da Manhã"