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sábado, 28 de abril de 2018

Em Defesa do FC Porto

sábado, 28 de abril de 2018 1 Comentários
COMPLETAM-SE HOJE 106 ANOS EM QUE SE REALIZOU O PRIMEIRO JOGO COM O FC PORTO.



O texto de hoje não é acerca disso pois já foi por duas vezes feita a respectiva evocação. Aquando do Centenário (em 28 de Abril de 2012; clicar) e quando este blogue homenageou os pioneiros em cada tipo de viagem, pois para realizar esse jogo o "Glorioso" fez a primeira longa viagem de comboio, sem ser a Carcavelos ou à Amadora, mas sim à cidade do Porto (em 30 de Agosto de 2016; clicar). 



O texto de hoje é acerca de uma promessa que foi publicada neste blogue, em 12 de Outubro de 2011 para desmentir uma vigarice a propósito da Fundação do FC Porto. É que o pintecostismo quer fazer passar a ideia que o FCP durante 82 anos, até 1988 comemorou o aniversário em 2 de Agosto referente a 1906 porque não se tinha "descoberto" que afinal a fundação era 13 anos antes. Só em 1987, isso foi possível, quando o topogigio Rui Guedes descobriu ao publicar a «Fotobiografia do FC Porto». Ora isso é uma mentira gigantesca pois sempre se soube que houve uma tentativa de fazer um FCP em 1893, só que também sempre se soube que a notícia de 1893 nada tem a ver com a verdadeira fundação em 2 de Agosto de 1906. Sempre se soube porque os fundadores sempre negaram e isso foi diversas vezes publicado em jornais da época. E isso foi escrito neste blogue como se pode comprovar (clicar)  Pois hoje são publicadas digitalizações de uma dessas justificações. Há muitas outras, mas esta, a de hoje, foi publicada na página 5 do jornal "Mundo Desportivo", em 20 de Outubro de 1954. Há mais de 63 anos. Segue-se o comprovativo que foi publicado neste blogue em 2011 e a seguir publicam-se as digitalizações de 1954. 



A NOTA FINAL completa desse texto publicado neste blogue em 12 de Outubro de 2011:



Quem vicia a própria Fundação e os nomes dos Fundadores pode viciar tudo. Mesmo tudo. TUDO! É gente sem vergonha, inqualificável e sem valores nem pingo de honestidade

Alberto Miguéns

NOTA FINAL: O texto de António Martins foi publicado, na edição de 1 de Março de 1926, do extinto semanário «O Tripeiro» editado na cidade do Porto. De referir que António Nicolau de Almeida certamente que o leu e não contestou pois viria a falecer em 21 de Fevereiro de 1948, ou seja, 22 anos depois da descrição da Fundação feita por António Martins e publicada num jornal da cidade!
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domingo, 18 de outubro de 2015

Em Defesa do FC Porto

domingo, 18 de outubro de 2015 15 Comentários
NÃO ACREDITO QUE OS PORTISTAS DEIXEM QUE ISTO ACONTEÇA.



Talvez por desconhecerem o assunto. Mas a partir de agora têm aqui neste blogue um defensor do rigor histórico no nobre clube da cidade do Porto.

Enquanto fazia pesquisas na passada semana para saber o dia em que o FC Porto se tinha estreado em Basquetebol percebi que os dirigentes do FCP andam equivocados. E por desconhecimento enganam os seus adeptos e todos os outros, incluindo os media.

Os jornais da cidade - O Primeiro de Janeiro, Comércio do Porto e Jornal de Notícias - assinalam, pelo menos, desde 1918 o aniversário do clube. E fizeram-no todos os anos, até há bem pouco tempo, em Agosto de cada ano. 

Eis um exemplo para 1926, no 20.º aniversário, pois fiz digitalizações de várias notícias - a propósito do Basquetebol - e é essa noticia que aqui deixo publicada. É d' "O Primeiro de Janeiro", mas podia ser de qualquer outro Jornal. E antes de 1926 e depois de 1926. Esta é de 1926 porque foi digitalizada da mesma página onde retirei a notícia da primeira participação do Basquetebol do FCP numa competição, a "Taça António Cardoso" datando pela primeira vez a estreia do FC Porto, pois nem o Clube (e o Museu do FCP) o fizeram até hoje! Vamos primeiro ao mais importante. O nascimento do Clube.

O Primeiro de Janeiro; Página 2; 2 de Agosto de 1926
Não faz sentido
Que António Nicolau de Almeida que faleceu em 1948 deixasse que o FC Porto andasse décadas a comemorar o aniversário na data errada. Aniversários anunciados todos os anos, em pelo menos três jornais diários da cidade e nos anos "redondos" 1931 (25 anos), 1936 (30 anos) e 1946 (40 anos) com pompa e circunstância. Que interesse teria alguém ter fundado um clube e deixar que o ignorassem como fundador durante, pelo menos, 42 anos (1906-1948). Mesmo que se quisesse esconder ou tivesse vergonha do clube, não é possível acreditar que deixasse que o clube incorresse em tão grave erro, nem que nunca contactasse um jornal da cidade para esclarecer tão importante assunto para qualquer ser, biológico ou social. A data exacta em que nasceu ou foi criado. Seria um malfeitor se tal tivesse acontecido.

Só como absurdo pode ser entendido
Como foi possível António Nicolau de Almeida deixar que o clube que fundara em 28 de Setembro de 1893 andasse a honrar José Monteiro da Costa como fundador e a data de 2 de Agosto de 1906, todos os anos, pelo menos desde o 12.º aniversário (1918)? E que os três principais jornais da cidade o fizessem anualmente?! É inverosímil, impossível. Só o absurdo pode justificar tamanho desprezo de António Nicolau de Almeida pelo FC Porto. Entre 1906, 1918 (nos jornais da cidade) até 1948! Nunca repôs a "verdade". O que actualmente os dirigentes do FCP e os media que dão cobertura a tudo isto o que fazem é desprezar António Nicolau de Almeida. A sua memória. Ele enquanto esteve vivo nunca permitiu tamanha mentira. Se fosse ele o fundador do clube anunciava-o. Esclarecia. Explicava. Assim que alguém sem respeito por ninguém nem coisa nenhuma se apanhou na "Cadeira do Poder" o que fez foi inventar o que nunca existiu. Apanharam-no morto e vexaram a memória de António Nicolau de Almeida. Estou para ver quando voltam a ter vergonha e repõem o que nunca devia ter sido alterado. Honrando José Monteiro da Costa e António Nicolau de Almeida. Que não são personagens. Não são ficção. Foram gente. São personalidades da cidade. Mereciam mais respeito!


Jornal "O Porto" n.º 1; última página; 24 de Maio de 1949; Semanário (terças-feiras)
Em 1970 com publicação ao sábado

Agora o Basquetebol Portista
No fundo foi através da pesquisa acerca do dia da sua estreia que me apercebi que anos antes e anos depois de 1926 a fundação do clube foi amplamente anunciada e honrada nas páginas dos jornais. Deixo apenas uma notícia de "O Primeiro de Janeiro" por ser económico. Era o que mais me havia de faltar. Gastar dinheiro com assuntos do FC Porto. Cada digitalização custa 35 cêntimos do Euro. Os portistas que o façam. A notícia que publico surge por acréscimo. Não custou mais. Veio junto às notícias dos primeiros jogos de basquetebol do FCP. Que era o que me interessava saber. Quanto tempo teve de avanço, do Benfica, o basquetebol portista?
É que a história publicada pelo FCP era muito vaga. Eis o que se escreveu acerca do assunto e que é o que está no Museu do FCP (pelo menos estava quando o visitei pela última vez):


História do FC Porto (1906-1956); Rodrigues Teles; Página 453 (extracto inicial)
Considero esta história muito bem feita, bem estruturada (neste aspecto é superior à do Benfica) pois no final de cada ano civil tem uma tábua cronológica. A do ano de 1926 ocupa três páginas (da 544 à 546) com 32 datas (há dias com mais de uma citação) mas nenhuma referência ao Basquetebol. Publico a "cabeça" do ano (1926) e o mês (Junho) que "interessa para o assunto":



Páginas 544 e 545 (extractos) da obra citada
Depois de ter começado em 1 de Janeiro de 1926, consultado os três jornais da cidade, percebi que seria em "O Primeiro de Janeiro" que conseguiria melhor o que queria por este dar destaque às modalidades, não apenas ao futebol. Fui correndo dia-a-dia até chegar ao que pretendia:
Jornal "O Primeiro de Janeiro"; Página 2; 19 de Junho de 1926

Jornal "O Primeiro de Janeiro"; Página 2; 17 de Agosto de 1926

A partir de hoje deixa de existir qualquer dúvida. O Basquetebol do FC Porto estreou-se em 20 de Junho de 1926, na 1.ª jornada da "Taça António Cardoso", torneio organizado pelo Clube Fluvial Portuense. O seu primeiro adversário foi o Grupo Acemista (ACM/ Associação Cristã da Mocidade), num encontro jogado no campo do Grémio do Candal, com início (previsto) pelas 16 horas!

Eis um Benfiquista a dar uma borla aos portistas. Aproveitem-na. Tal como José Monteiro do Costa deve ter imaginado que os seus seguidores fariam!


Alberto Miguéns
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Que intrujice… À FC Porto

quarta-feira, 12 de outubro de 2011 42 Comentários



O prometido é devido (em 28 de Setembro de 2011)

NOTA1: No EDB, tal como prometido, mostraremos a mentira do “Dia de Farsa” de 1893, com documentos coevos, em jornais, de Nicolau de Almeida e José Monteiro da Costa, precisamente evocando este no dia do seu nascimento em 12 de Outubro de 1881.

Tal como ficou escrito em 30 de Setembro de 2011 na nota acima transcrita do texto "Em Dia de Farsa Mais Uma Mentira", segue-se a Demonstração dessa Mentira com 33 anos.

EFEMÉRIDE

José Monteiro da Costa 12 de Outubro de 1881 / 30 de Janeiro de 1911 
Fundador do FC Porto em 2 de Agosto de 1906


Hoje, completam-se 130 anos do nascimento, em 12 de Outubro de 1881, de José Monteiro da Costa, fundador do FC Porto, em 2 de Agosto de 1906, falecido aos 29 anos, em 30 de Janeiro de 191

José Monteiro da Costa foi durante muitos anos honrado pelos portistas como seu fundador, entre 1906 e 1987, ou seja, durante 81 anos. Até que Pinto da Costa, intrujão, decidiu que o FC Porto tinha sido fundado, em 28 de Setembro de 1893, por António Nicolau de Almeida, nascido em 19 de Outubro de 1873 e falecido, aos 74 anos, em 21 de Fevereiro de 1948.

A intrujice é tão grosseira que nem necessita de ser desmontada tão absurda é a aldrabice. Mas vamos aos factos.

Primeira intrujice: A suposta fundação
Em 28 de Setembro de 1893 um jornal de Lisboa, actualmente inexistente denominado “Diario Illustrado”, publicava a seguinte notícia.




A apropriação desta notícia como fundação do FC Porto é uma mentira que só lembra a aldrabões e é propagada (em propaganda), desde 1988, por idiotas que são cúmplices da aldrabice.

Há algumas questões que importa, desde já, salientar.

Por que saiu a notícia num jornal de Lisboa (que não eram lidos no Porto, a não ser esporadicamente e um dia depois), não havendo qualquer referência à fundação de um clube, nos onze jornais da cidade do Porto que se publicavam nesse tempo, incluindo os três maiores: Jornal de Notícias, Primeiro de Janeiro e Comércio do Porto? Nenhuma notícia em jornais da cidade onde o clube era fundado e interessava publicitar para atrair sócios?

Por que se assume a data de saída do jornal (em Lisboa) como data de fundação, sem que nada, acerca desse assunto, se refira no texto, pois não se escreveu “Fundou-se, hoje, no Porto…”

Por que se lança um repto a clubes de Lisboa, quando se sabia que na cidade do Porto a colónia inglesa da cidade disputava, pelo menos desde 1892, jogos no Campo Alegre (Campo dos Inglesinhos) entre associados do Oporto Cricket Club, do Oporto Tennis Club e de grupos episódicos de futebolistas ingleses?

Porque se destaca a popularidade do ciclismo (cycles)?

Para perceber a notícia – e as quatro questões - é necessário entender o futebol português entre a última década do século XIX e a primeira do século XX.

Três factos
O futebol era praticado, e visto, por um grupo muito restrito de pessoas. Os pouquíssimos jogos (por vezes 2/3 por… ano) eram realizados em terrenos públicos ou propriedades privadas. Os clubes, muitos com existência efémera, não tinham Sedes, nem Campos, nem moradas e telefones para contactos. Não havia competições oficiais ou oficiosas calendarizadas, mas apenas, e só, jogos esporádicos e raros, entre equipas.

Para combinar a realização de treinos ou jogos só existiam duas possibilidades. Combiná-los nas tertúlias, de sábado à noite e domingo, que reunissem alguns praticantes que depois podiam atrair outros jogadores nos dias seguintes, nos locais de trabalho, estudo e lazer. Lançar reptos através da publicação de notícias em jornais, desafiando outros futebolistas a jogar. As notícias em jornais eram mais difíceis de conseguir (era necessário uma “cunha”, o que em Portugal, até nem é difícil!), mas, obviamente, proporcionavam melhores resultados por serem públicas: mais divulgação (mais visibilidade), mais interesse (por haver mediatismo) e outro tipo de pessoas que não apenas os intervenientes, pois até quem não jogava podia passar pelo jogo como espectador.

O futebol em Lisboa estava muito mais desenvolvido que no Porto. Em Lisboa, praticava-se por ingleses e portugueses, desde 1888, em Cascais e 1889, em Lisboa. Havia jogos em propriedades privadas de empresas inglesas (Quinta Nova em Carcavelos e Cruz Quebrada) e em terrenos públicos – Campo Pequeno e Terras do Desembargador, às Salésias de Belém. Havia clubes bem organizados, já com histórico. Havia acompanhamento, ainda que rudimentar, da imprensa lisbonense. Havia divulgação pública e mediática.


No Porto, o futebol era jogo de ingleses, praticamente privativo, no Campo Alegre, apenas acessível a portugueses que fossem amigos de ingleses que jogassem. Daí que em 1906 é famosa a frase do sócio n.º 3 do FCP, António Martins que escreve a propósito das dificuldades em transformar o Grupo do Destino em FC Porto: "...o desconhecimento completo, por parte de todos os sócios, de tal jogo..."


Perceber a notícia
Tendo em conta o futebol da época, em particular no Porto, os portugueses que quisessem começar a jogar futebol dificilmente o poderiam fazer defrontando os mais experientes ingleses. Se em Lisboa, era muitíssimo difícil aos portugueses defrontarem ingleses, no Porto seria impossível. Sabe-se que a colónia inglesa portuense, ainda era, socialmente mais elitista que a lisbonense. O futebol, e o desporto, não seriam excepção, em relação às outras actividades sócioculturais. Em Lisboa, os futebolistas portugueses tinham de se “afamar”, ou seja, ganharem notoriedade de muito bons/ imbatíveis perante os outros grupos de futebolistas portugueses para serem aceites como adversários pelos ingleses. No Porto, além do elitismo inglês, nem sequer havia tradição de disputas futebolísticas entre portugueses. Ou seja, no Porto, os portugueses que quisessem aprender a jogar futebol tinham de o fazer entre eles, entre quem não tinha experiência. Não podiam “contar” com os ingleses. Caso complicado!

Sabe-se, porque há notícias e documentação, que António Nicolau de Almeida (ANA) pertencia ao Velo Club do Porto (fundado em 29 de Outubro de 1892), grupo que evoluiu a partir do Clube Velocipedista Portuense, fundado em 9 de Março de 1880. A primeira competição “desportiva” de ciclismo, no Porto, realizou-se em 18 de Julho de 1880, entre a Alameda de Matosinhos e o Passeio Alegre, na Foz. Depois de algum declínio, o interesse pelo ciclismo aumenta entre os portuenses, com a reorganização, em 1892, do Velo Club do Porto (VCP), depois de 1894, designado por Real Velo Club. É muito provável que os associados do VCP, essencialmente portugueses, se interessassem, também, pelo futebol. Com poucas possibilidades, ou mesmo impossibilitados, de o jogar com quem já tinha experiência (os ingleses do Porto), sabendo pela Imprensa e conversas de café que em Lisboa o futebol florescia entre os portugueses e que o melhor modo de defrontar clubes de futebol lisbonenses, era arranjar um “nome de futebol”, publicitá-lo num jornal de Lisboa e lançar um repto aos clubes e futebolistas de Lisboa. Parece a única – pelo menos a mais verosímil – explicação para entender a notícia do “Diario Illustrado” de 28 de Setembro de 1893.

Pelos documentos da época, em 1893, os elementos do Football-Club do Porto eram, tal como ANA, sócios do VCP. É evidente que se quisessem ter credibilidade para conseguir defrontar futebolistas de Lisboa, não podiam noticiar que o “Velo Club do Porto apure um grupo rijo de jogadores…”. Era a galhofa total em Lisboa. Então velocipedistas portuenses sem experiência de futebol desafiavam futebolistas com experiência em Lisboa? Ridículo! Precisavam de se afirmar como futebolistas para serem aceites. Precisavam de um nome que os individualizasse e demarcasse do ciclismo. E mesmo assim era difícil. Como foi! Aliás, o jogo nunca se realizou!

Resposta às quatro questões:
A notícia saiu num jornal de Lisboa (e em nenhum do Porto) por que os sócios do VCP, interessados em jogar futebol – arranjando um nome simples que os identificasse Futebol, Club e Porto – queriam divulgar em Lisboa que havia futebolistas na cidade do Porto e que estes tinham interesse (e iriam ter capacidade) para defrontar os de Lisboa. Os sócios do VCP nem queriam mais ninguém, a não ser eles, se não divulgavam o clube nos jornais do Porto para atrair mais jogadores. Não necessitavam de divulgação pública, pois encontravam-se regularmente, porque eram sócios, no VCP.




Dia da fundação como dia do jornal! Quando em 1988, se decidiu ultrajar a história do FCP, alterando a fundação, não havendo documentos, nem NADA, a não ser uma data de saída de uma notícia num jornal, o FCP deixava de ter data exacta (2 de Agosto de 1906) de fundação para um qualquer dia de 1893. Não havendo datas, restava uma data, a do dia da saída da notícia num jornal de Lisboa. Isto é ridículo. Isto devia envergonhar os portistas. A data de fundação do seu clube é a data de um jornal chamado “Diario Illustrado”! Que nada diz acerca de ser esse dia o da fundação do pretenso Football-Club do Porto! Uma aberração! Em concreto, 28 de Setembro de 1893 é a data de saída de uma notícia. Não é a data de fundação desse Football-Club do Porto. Esta ninguém sabe qual é. Podia ser antes ou depois. Ou não passar de uma tentativa, por que ao escrever-se “Fundou-se” estava-se já a afirmar o clube perante os futebolistas de Lisboa. Mesmo assim ninguém lhes ligou. Olhem se ainda fossem escrever: “Vai fundar-se…” ou “Vai tentar fundar-se…”. Era a risota e o descrédito total.

O repto é lançado num jornal de Lisboa, para futebolistas de Lisboa, devido à dificuldade (impossibilidade) em jogar no Campo Alegre, onde se realizavam, ainda que episodicamente, jogos entre equipas de ingleses, com acesso muito restrito, a não ser aos ingleses ou amigos destes. A possibilidade era defrontar outros portugueses, mas estes, só de Lisboa, onde se sabia haver, já, um número elevado de praticantes portugueses.

Se a notícia foi publicada em 28 de Setembro de 1893, teria de ser escrita algum tempo antes, pois ainda demoraria algum tempo a chegar a Lisboa, vinda do Porto e outro tanto tempo até ser decidida e concretizada a sua publicação. Estamos em 1893… a menos que já houvesse telemóveis e internet!

A referência no final da notícia, ao ciclismo, serve para credibilizar os futebolistas. Sendo os “futebolistas” associados do VCP, a modalidade era o ciclismo, que já ganhara importância (e renome) entre os desportistas. Como está escrito, queriam ser no futebol, o que já eram no ciclismo “...para animar os desafios de football como já o são as corridas de cycles.”


Segunda intrujice: A suposta existência
Em 2 de Março de 1894 realizou-se um jogo de futebol entre futebolistas de Lisboa e do Porto. Mas não do Football-Club do Porto. Nos jornais que noticiam a realização do encontro não há qualquer referência a clubes, mas unicamente a cidades, até porque o troféu destinava-se a jogos entre cidades, entre selecções de futebolistas de cidades, não de clubes, como se constata na foto da equipa vencedora, a da cidade de Lisboa (ver bola) e da crónica do jogo.

A Taça (hoje no CIF) tem a seguinte legenda: “Football Championship das Cidades de Portugal”.


Diario Illustrado (Lisboa) 5 de Março de 1894




É mentira que fosse um jogo entre o Club Lisbonense e o Football-Club do Porto. Não há nenhuma notícia em qualquer dos jornais que o relatou, depois de 2 de Março de 1894, referente ao jogo, que fale em clubes ou no nome de clubes. É sempre de cidades. O que há é na actualidade uma tentativa de dizer que é o Football-Club do Porto, para dar a este clube uma prova de existência, de pelo menos cinco meses, com um jogo, depois da notícia de 28 de Setembro de 1893.

Se aos jogadores portuenses é mais difícil atribuir-lhes “o clube de origem” pelo facto do futebol nessa cidade ser assunto interno de ingleses sem divulgação conhecida em jornais ou publicações, já os que jogaram por Lisboa consegue-se com facilidade (e justificação em notícias) saber em que clubes jogavam. Então temos:

Posição
Futebolista
Clube
Guarda-redes
Guilherme Pinto Basto
Club Lisbonense
Defesa à direita
M. Keating
Carcavellos Club
Defesa à esquerda
R. Locke
Lisbon Cricket Club
Médio à direita
C.D. Raskin
Lisbon Cricket Club
Médio ao centro
Clyde de Barley
Club Lisbonense
Médio à esquerda
Paiva Raposo
Club Lisbonense
Ponta à direita
F. Palmer
Carcavellos Club
Meio-ponta à dir.
Carlos Villar
Real Ginásio Club
Avançado-centro
J. Pittuck
Carcavellos Club
Meio-ponta à esq.
Afonso Villar
Club Lisbonense
Ponta à esquerda
J. Thompson
Carcavellos Club

Assim, temos uma selecção/ misto de onze jogadores a representar a cidade de Lisboa que jogavam, habitualmente, em três clubes: Club Lisbonense (4), Carcavellos Cricket and Football Club (4), Lisbon Cricket Club (2) e Real Ginásio Clube (1).

Quanto aos jogadores portuenses, localizar os clubes onde jogavam é mais difícil, optando por indicar para além do clube o ano em que aparecem referenciados como alinhando pelo clube. É fácil de perceber que o ano é posterior a 1894, pois só em finais do século XIX os jornais portuenses começam a relatar os esporádicos jogos de futebol realizados na cidade.

Posição
Futebolista
Clube (1897)
Guarda-redes
Mac Geock
Oporto Cricket Club
Defesa à direita
F.Guindarans
indeterminado
Defesa à esquerda
A. Nugent
Real Velo Club
Médio à direita
Arthur Dagge
Oporto Cricket Club
Médio ao centro
Mac Millan
Real Velo Club
Médio à esquerda
Albert Kendall
Real Velo Club
Ponta à direita
F. Hugh Ponsonly
Oporto Cricket Club
Meio-ponta à dir.
Adolfo Ramos
indeterminado
Avançado-centro
Mac Kechnie
Real Velo Club
Meio-ponta à esq.
R. Ray
Oporto Cricket Club
Ponta à esquerda
Alfred Kendall
Real Velo Club

Assim, temos que em 24 de Fevereiro de 1897, no Campo Alegre, defrontaram-se os dois únicos clubes com futebol, então existentes, na cidade do Porto. O Oporto CC venceu, por 3-0, o Real VC. Dos onze jogadores que haviam jogado pela cidade do Porto, dois não jogaram em 1897, quatro jogavam no Oporto CC e cinco no Real Velo Club, que era tudo indica a origem, em 1893, de uma espécie de secção denominada Football-Club do Porto, nome utilizado para não serem ridicularizados como ciclistas do Porto que queriam defrontar futebolistas de Lisboa.

Finalmente uma pergunta, pois perguntar não ofende.
Deixamos, em baixo, a lista com “Os primeiros 100 sócios da fundação” do FC Porto, como anota António Rodrigues Teles: “De Agosto de 1906 a Abril de 1907, inscreveram-se 100 associados”.




Página 68 da História do FC Porto publicada por António Rodrigues Teles


Numa lista com cem nomes, não há qualquer um que se chame António Nicolau de Almeida. A menos que utilize pseudónimos ou heterónimos.
Então o FCP teve um fundador, presidente e tudo mais que se lhe quiser acrescentar, porque só aumenta o número das mentiras, que nunca foi sócio do FC Porto?

António Nicolau de Almeida (ANA) não consta dos primeiros 100 associados, nem dos restantes! Nunca houve um registo de associado com o seu nome, como demonstra António Rodrigues Teles (que sabia dessa história de 1893, escrevendo que não havia relação entre uma notícia de jornal e as entrevistas que fez a fundadores e associados mais antigos), no 3.º volume da História do FC Porto, publicado em fascículos, em 1956, para comemorar as “Bodas de Ouro do FCP”.

ANA viveu no Porto, foi personalidade no meio financeiro do negócio vinhateiro, certamente conviveu com alguns portistas, viu jogos do FCP e nunca foi sócio do FCP? Mas foi fundador, presidente e tudo o mais que a imaginação lhe queira acrescentar!



António Nicolau de Almeida nunca foi sócio do FC Porto. Se fosse teria, até falecer em 1948, um cartão semelhante a este. FUNDADO EM 1906.


ANA faleceu em 21 de Fevereiro de 1948, ou seja, durante 41 anos (entre 2 de Agosto de 1906 e a data do seu falecimento) ignorou, sempre, o clube que fundou!?



Placa inventada em 2011 no âmbito do projecto "Viver a Rua". Tentam tudo para apagar o passado (verdadeiro) e fazer vigorar a mentira criada em 1988


Um leitor sugeriu outra pergunta

ANA faleceu 41 anos depois de 1906. O FC Porto homenageou todos os anos, em 2 de Agosto, entre 1911 (falecimento de José Monteiro da Costa) e 1948 (falecimento de ANA) - depois até 1987 - o seu fundador José Monteiro da Costa fazendo romagens anuais ao cemitério de Agramonte. Então ANA, estando vivo, nunca corrigiu o erro, nunca esclareceu o que se passou no início do clube, nunca se indignou com tamanha inexactidão, repondo a verdade? Esteve vivo até 1948 e deixou que fosse atribuído a José Monteiro da Costa a paternidade do FC Porto? Nem ele, nem os seus familiares, estes até entre 1948 e 1987, reivindicaram a fundação do clube? Como foi possível? Foi... porque ANA não era mentiroso. Sabia que não tinha sido ele a fundar o FC Porto, mas sim José Monteiro da Costa. ANA era honesto, ao contrário de Pinto da Costa e dos seus cúmplices nesta mentira rasca de fazer o FCP... 13 anos mais velhinho! Lérias...

O Football-Club do Porto fundado em 1893 não tem actividade desportiva em 1893...1894...1895...1896...1897...1898...1899...1900...1901...1902...1903...1904...1905...1906 (até 2 de Agosto...).

Mentirosos! Vocês são, mesmo, muito mentirosos!


Com mentiras tão grosseiras, inventadas e cultivadas pelo portismo e seus cúmplices, só se deixa enganar quem quer ser enganado... Chega!




Com estas notas encerra-se a explicação dessa aberração que é considerar o FC Porto com data de fundação referente a 28 de Setembro de 1893. A intrujice é tão grosseira que nem merece que se perca mais tempo com ela. Estão aí as notícias, os factos e as explicações. Para bom entendedor meia palavra basta...

Alberto Miguéns

NOTA FINAL: Ao contrário do que inventaram para justificar a "descoberta" da «verdadeira data da fundação do FCP», em 1987, como uma novidade de Rui Guedes - ao pesquisar informação, fotografias e documentos - para publicar em livro a «Fotobiografia do FC Porto», seguindo-se a tomada de conhecimento de Pinto da Costa e posterior aceitação dos associados em assembleia geral, desde sempre se sabia da existência de uma tentativa para organizar, por António Nicolau de Almeida, um clube denominado Footballl Club do Porto, em 1893, posterior insucesso e mais tarde, em 2 de Agosto de 1906, da fundação do FC Porto, por José Monteiro da Costa e os seus comparsas do "Grupo do Destino". Há várias referências em jornais do século XX, em artigos muito anteriores aos anos 80 que têm documentação e descrições dessa situação.
Nos anos 50 abundam essas notícias, por isso não vai ser difícil encontrar. Quando tal suceder será publicado neste blogue. Vai ficar provado, que ao contrário da desonestidade intelectual da justificação que só em 1988 o FCP passou a fundação de 1906 para 1893 pois só em 1987 isso foi descoberto a realidade é que desde sempre - pelo menos desde os anos 30 - que se sabia da existência de uma tentativa de fundar um FCP sem sucesso e da real fundação do FCP actual, por José Monteiro da Costa, em 2 de Agosto de 1906, sem qualquer relação com o tal FCP de 1893. Aliás no Grupo do Destino, antes de Monteiro da Costa descobrir o Futebol em Inglaterra no início desse Verão de 1906, ninguém do "Grupo do Destino" conhecia que existia esse jogo na cidade do Porto nem em qualquer outro local do Mundo.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quem renega os seus... é capaz de tudo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 34 Comentários
OPINIÃO
             
JOSÉ MONTEIRO DA COSTA
(1882 - 30 de Janeiro de 1911)

Passou o 2 de Agosto, dia da fundação do Futebol Clube do Porto (FCP) e ao contrário do que aconteceu até 1988, não se ouviu, viu nem leu qualquer notícia acerca do assunto. São 105 anos de uma história importante que até o próprio clube decidiu olvidar. Os dirigentes portista (uns a vigarizar e outros, minoritários,envergonhados) e os media coniventes, por isso cúmplices, escondem uma história real de 105 anos para promover, daqui a dois meses (28 de Setembro) uma história virtual de 118 anos, acrescentando 13 anos iniciais (1893-1906) de vácuo, inexactidões, interpretações sem contexto e abusivas, sem nexo. Mas com propósitos. Lamacentos e de podridão.

Porquê revelar este “assunto” no EDB se diz respeito ao FCP?
Quem renega os seus antepassados, ignora os seus fundadores, faz revisionismo (baseado em pretensos documentos), reescrevendo a história é capaz de tudo. Mesmo tudo! Se o FCP ignora José Monteiro da Costa! Se o FCP ignora os primeiros associados, como António Martins e Camilo Monis, entre outros, ou seja, aqueles que tornaram possível a existência do clube! Se o FCP ignora António Rodrigues Teles, que tornou (e permite) conhecer com detalhe a história do clube! Se a Comunicação Social lhes dá cobertura! Nós dizemos NÃO! E NÃO! Vocês, no FCP, são trapaceiros. Trapaceiros e mentirosos. Como um vómito. Se não têm pejo em enxovalhar a vossa história também não têm ética, desvirtuando o desporto no passado, presente e preparando-se (como de costume, de forma vil e ardilosa) para o fazer no futuro! E vocês, media,TODA sem excepção que dão cobertura a esta mentira, distorcendo a vossa própria história, revelando-se incapazes de tomar posição acerca do que é real e do que é desvirtuado no dia-a-dia nos recintos desportivos, não sentem vergonha de "matar" a memória e a honestidade dos grandes jornalistas que vos precederam?
 De que têm medo? De perder o "pasto".
 Ao Benfica,nunca incomodaram os adversários, antes serviram para nos enaltecer,lutando para os superar de uma forma, limpa e leal. Mas, incomoda e sempre incomodará, a impunidade daqueles que criaram poderes paralelos,controlaram poderes que deveriam ser imparciais e um exemplo para fazer de Portugal qualquer coisa de asseado, fazendo do país uma pais de "animais de engorda e vistas baixas", como dizia Guerra Junqueiro.

A História (Real) do FCP
Os dirigentes e associados do FCP tiveram durante muito tempo, até (pelo menos...) 1989, ou seja durante (pelo menos...) 83 anos muito orgulho na história do seu clube. Isto porque, entre os principais clubes – e os mais antigos – cabia ao FC Porto a primazia de, em tempo devido, ter um historiador (António Rodrigues Teles) que desde muito cedo acompanhou, registando-a, a actividade do Clube e entrevistou alguns dos fundadores, ainda vivos. Por isso está tão detalhada, quer a fundação, quer os primeiros anos e as actividades iniciais do FCP. Não há clube fundado na primeira década do século XX (pelo menos em Portugal) que tenha a fundação e as primeiras iniciativas tão bem documentadas como o FCP. António Rodrigues Teles, portista e jornalista em publicações (por exemplo no jornal “Sporting”) da cidade do Porto e correspondente no Porto do jornal “Os Sports” (depois “Mundo Desportivo”) publicou duas histórias do FC Porto, onde ilustra, com rigor e paixão clubística, a fundação do seu clube. A primeira em 1933 e a segunda (por fascículos) em 1956 (ver imagens).

A HISTÓRIA DO FC PORTO 1906 - 1933
António Rodrigues Teles

A HISTÓRIA DO FC PORTO 1906 - 1956
António Rodrigues Teles

António Martins (sócio n.º 3 e o “primeiro” 1.º secretário do FCP em 1906) descreve a fundação do clube
António Martins é peremptório na descrição da fundação do FCP logo em 1926 (1 de Março), ou seja, o clube ainda nem duas décadas completara. A descrição é “deliciosa” e esclarecedora, mas há que ressalvar duas frases: “... 1.º, o desconhecimento completo, por parte de todos os sócios, de tal jogo (entre 1904 e 1906)” e “Sómente existiam (no Porto) dois clubes onde se fazia esse jogo, que eram o Oporto Crickett e o Boavista Foot-ball...”


                                       
Então o pseudo-fundador, o "tal Nicolau d`Almeida?




                                               Onde está o "tal" Nicolau d`Almeida ?



HISTÓRIA DO FCP 1906 - 1933 Páginas 11 a 14
                                                        Então o Nicolau d`Almeida ?

                                               Camilo Monis
Outro dos primeiros associados do FCP descreve (num “Boletim do FC Porto”) transcrito, em 1956, por António Rodrigues Teles a fundação do clube. Em destaque (página 18): “E tais desejos (José Monteiro da Costa) manifestava de no seu regresso o pôr (ao futebol) em prática dentro do Grupo do Destino que os de cá já se sentiam jogadores do desconhecido jogo.” Outro (página 19): “Embora já existissem no Porto dois clubes que praticavam futebol, este jogo continuava a ser, por assim dizer, desconhecido em virtude desses clubes serem constituídos por ingleses e a entrada nos seus parques de jogos só ser permitida aos sócios e suas famílias. Um, o Oporto Cricket and Tennis Club, de que fazia parte a maioria da colónia inglesa e que ainda hoje existe no mesmo local, na rua do Campo Alegre; o outro, o Boavista Footballers Club, do Bessa, formado quase sempre na sua totalidade por empregados da Fábrica Graham e donde mais tarde nasceu o Boavista Futebol Clube, mas com o campo de jogo em sentido oposto ao actual.” E ainda outro (página 20): “O futuro Clube, dizia ele (José Monteiro da Costa) devia chamar-se «Futebol Clube do Porto», por os seus fundadores serem na sua quase totalidade tripeiros natos, a sua sede na cidade do Porto e o principal desporto a que se ia dedicar – o futebol.”






HISTÓRIA DO FCP 1906 - 1956 Páginas 17 a 21


Em tantos depoimentos ninguèm fala do "tal" Nicolau d`Almeida?

                        Pinto da Costa e o aniversário portista
Em 2 de Agosto, o presidente portista Pinto da Costa, tal como os antecessores, deslocava-se numa romagem de saudade ao Cemitério de Agramonte, a fim de homenagear o fundador José Monteiro da Costa. Foi assim em 1986 (como a revista “Dragões” documenta). Em 1989, Pinto da Costa decidiu interromper uma homenagem “com décadas” ao fundador pois havia “criado... outro fundador”.



Revista "Dragões" n.º 10 em SETEMBRO de 1986
                                   Até Pinto da Costa não fala do "tal" Nicolau d`Almeida ?


                 José Monteiro da Costa (já não) descansa em paz...

Apesar de deixarem de existir as romagens da “Nomenclatura Portista” a 2 de Agosto, há associados (a nível individual) e adeptos do FC Porto que continuam a respeitar o legado e a memória do fundador. A campa (em 201o) é a mesma que foi visitada em 1986 (ver fotografia de 2010 – de frente - comparando-a com a fotoreportagem da revista, com foto das traseiras da campa).


A CAMPA DO FUNDADOR E PRIMEIRO PRESIDENTE DO FC PORTO
Homenagem portista em 1963
Fotografias tiradas no Cemitério de Agramonte em 2010


Quando Pinto da Costa assinava em papéis com a data do registo de nascimento do FC Porto. 2 de Agosto de 1906
O orgulho na data de fundação do Clube (por estar bem fundamentada) levava-a a figurar no papel timbrado do emblema portista (tal como nos cartões de associado). Pinto da Costa utilizava o papel timbrado do FC Porto, como é evidente. Veja-se esta carta datada de 5 de Junho de 1985. E assinada pelo “Querido Líder”!


Papel timbrado do FCP com a data de fundação com assinatura de Pinto da Costa


Quando a Imprensa assinalava o aniversário “real” do FC Porto em 2 de Agosto de cada ano, referente a 1906
Invariavelmente, cada vez que o calendário anual passava pelo segundo dia de Agosto, a Imprensa nativa assinalava a data, quer dando os parabéns ao clube aniversariante, quer noticiando as actividades comemorativas desse acontecimento anual, repetido ciclicamente. Publicamos alguns exemplos.

Jornal "A Bola" em 3 de Agosto de 1950


Jornal "Record" em 4 de Agosto de 1956


"Jornal de Notícias" em 2 de Agosto de 1976


"Jornal de Notícias" em 3 de Agosto de 1976

Ao que se vê todos eram unânimes com os fundadores do clube. Dirigentes e todos os jornais.
Depois "mataram-nos"


Segundo os "aldrabões do Porto", Nicolau d'Almeida não foi autorizado a jogar futebol pela esposa, por ser um desporto muito violento. Mas, pergunta-se: ser sócio de um clube também é violento? Ou a senhora já tinha premonição do tipo de comportamentos que um dia viriam a ser implementados?
Como é possível ser tão "cúmplice" de José Monteiro da Costa e nenhum relato da inventada "tese de reactivação" do clube falar sobre tal personagem?
E tudo fica turvo, impune, silencioso, quando as evidências documentais são tão claras.
Jornalistas cobardes, políticos cobardes e muitos deles cúmplices de toda esta forma de estar deixarão que isto se arraste e imponha como verdade e ordem de um país à deriva.



Quando TODOS (os influentes neste Portugal esquizofrénico) nos querem aldrabar com uma vigarice histórica, gritamos: VOCÊS A NÓS, NÃO NOS ENGANAM!

Alberto Miguéns
António Melo

NOTA: Em 28 de Setembro de 2011, daqui a dois meses, regressaremos a este assunto, quando o FCP e os media nacionais, assinalarem os 118 anos virtuais do FCP. Com documentos de 1893. Desmascararemos esta patranha. “Barrete” grosseiro. Mas, que...vão enfiando a muitos papalvos desde 1989, há 21 anos!
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