SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

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quinta-feira, 6 de março de 2025

Diz Não ao Roubo

quinta-feira, 6 de março de 2025 2 Comentários

NÃO TE DEIXES ENGANAR COMPRANDO O QUE É GRATUITO.


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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Fernando Seara? Nem Obrigado!

sexta-feira, 1 de outubro de 2021 17 Comentários

NESTE É QUE EU NUNCA VOTAREI. 



Como é possível alguém que é o contrário da Alma Benfiquista - ser pusilânime - candidatar-se, pela segunda vez, aos Órgãos Sociais do Clube. É não ter noção.

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sábado, 5 de junho de 2021

Quem Fala Assim Não é Gago

sábado, 5 de junho de 2021 3 Comentários

O BENFICA DECIDIU CRIAR UMA NOVA MÁXIMA NO FUTEBOL.



Em equipa que ganha tem de se mexer...e muito. Quanto mais melhor!

 

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domingo, 17 de novembro de 2019

Sabes Que Não é Verdade

domingo, 17 de novembro de 2019 1 Comentários
O BENFICA GANHA MAIS TAL COMO TODOS OS CLUBES QUE SÃO MAIORES POR SER UM GIGANTE.



Quando comparado com o FC Porto ou o Sporting CP. Desta vez inventou umas frases para se colocar na fila, não vão os quase 82 anos do seu presidente fazer mossa. E prestou-se a mais uma manobra de ilusionismo social como se pode ler.

Quando tem tino acerta como nestas declarações em 2012. Daqui: MASTER GROOVE




Vá lá António Oliveira é melhor viver na realidade que inventar ilusões.

Que serão sempre vãs por falsearem a realidade

Alberto Miguéns
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dia (Quase) Perfeito...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019 1 Comentários
COM MUITO TEMPO A BENFICAR E POUCO PARA IRRITAR.



Claro que para ter um dia com muito Benfica foi preciso começar a trabalhar muito cedo mas também não se pode ter tudo. Depois de sete horas de trabalho pela uma da tarde começou-se a Benficar. Iniciava-se a perfeição.

Almoço no «Cardozão» com o Master Groove
Em grande. Como sempre tudo previsível mas do bom. Que melhor local para almoçar que junto ao Jardim das Amoreiras com aquelas árvores chinesas, as Gingko Biloba, do tempo dos dinossauros douradas de Inverno até perderem as folhas de ouro. Com o fantástico senhor Cardoso adepto indefectível do «Glorioso», de Cardozo e do presidente Luís Filipe Vieira. E o Master Groove (MG) como sempre "irritado" com o abuso neste blogue do peso das fotografias e digitalizações. Estou sempre a levar na cabeça e não tenho emenda. Como não sinto o peso não me lembro. Desculpa-me MG! 

Havia que rumar mais a sul para ocupar a tarde
E antes do compromisso previsto para as cinco da tarde. Mas o filme na Cinemateca não era "apetecível" então nada como ir até à Baixa passar a tarde pelas redondezas do "Jardim do Regedor" e...



... ir tomar um café junto daquela que foi a primeira Sede do «Glorioso» na Baixa, hoje o Hotel Metrópole.




Depois foi rumar ao encontro do «Panda Bear»
E ao virtuoso americano Noah Lennox que tem um dos grupos mais interessantes das canções anglo-saxónicas, o «Panda Bear» que tem uma canção "Benfica" num disco editado em 2011.



Americano Benfiquista Músico
Com muitos materiais acerca destes temas pela internet (clicar para «Diário Notícias») (clicar para revista «Blitz»)   (clicar para jornal «Público»).



Some might say that
To win's not all that it's about
It's just not something to say
But there is nothing more true…


Some might say that
To win's not all that it's about
It's just not something to say
But there is nothing more true


Or natural than wanting to win
There's nothing more to life
Nothing more to life


Compositores: Noah Benjamin Lennox

Letras de Benfica © BMG Rights Management US, LLC

Alguns podem dizer que
Vencer não é tudo 
Simplesmente nada há a dizer
Mas não há nada de mais verdadeiro ...

Alguns podem dizer que
Vencer não é tudo 
Simplesmente nada há a dizer
Mas não há nada de mais verdadeiro ...

Ora natural é querer vencer
Não há nada mais na vida
Mais nada para a vida

(tradução da minha responsabilidade)




Com consideração
Nada como envolver o Benfica com o cachecol.






Antes já tinha começado a ficar irritado pois ao comprar uma revista com um nome em português moderno «Time Out»
Com uma entrevista muito recente ao Americano Benfiquista Músico (páginas 52 a 54) trazia esse brinde mas também esta fava na página 11 com uma série de mentiras, certamente por ignorância.






Ora é difícil encontrar tantas «patacoadas» em tão pequeno texto
1. Pouca informação acerca deste jogo? Há resmas de informação até nos diários generalistas como o "Diário de Lisboa";



2. Em 22 de Abril de 1928 era propriedade do Sporting CP? Qual Sporting? Só em 30 de Abril de 1937 e por arrendamento! (clicar para wikipédiaSCP);



3. Quantas são várias finais da Taça de Portugal? Duas: em 1939/40 e 1941/42. Só nas Salésias (propriedade do CF "Os Belenenses") foram cinco! Mesmo contabilizando as finais quando a competição ainda se designava "Campeonato de Portugal" foram mais seis: 1926/27, 1932/33, 1933/34, 1934/35, 1935/36 e 1937/38. No Campo Grande foram quatro e no Arnado (Coimbra) foram três.

A trabalhar desde cedo e Benficar desde o início da tarde 
Foi petiscar, fazer este texto, ficar surpreendido e desgostoso com o falecimento do guarda-redes da selecção de Inglaterra no Mundial de 1966. E antes de chegarem as oito da noite, a pensar nos Romanos e Lusitanos, toca a agendar este texto para a meia-noite que depois alguém há-de partilhar no "Rostos-em-livro".  



Que acorde na manhã de 14 de Fevereiro para te ver ao final da tarde!



Alberto Miguéns
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sábado, 9 de julho de 2016

Entrevista de Félix Bermudes

sábado, 9 de julho de 2016 18 Comentários
ERA PARA SER PUBLICADA NO DIA 4 DE JULHO (clicar), MAS...



Imponderáveis de circunstância impediram que pudesse ficar disponível.

Eis a última entrevista de Félix Bermudes ao Rádio Clube Português. Em 17 de Junho de 1958 a poucos dias do nosso Félix Bermudes completar 84 anos. Embora a gravação seja uma retransmissão após o seu falecimento em 5 de Janeiro de 1960.

Veja-se a categoria deste Benfiquista, «rigorosamente tripeiro», como ele faz questão de dizer nesta entrevista.


No Verão de 1958, aquando da entrevista, já se sentia cansado. Pensava ser da avançada idade. Foi-se agravando. Em Novembro, a filha Cesina (médica) percebeu que o pai teria agranulocitose. Pediu-lhe para fazer exames. Estamos a falar de finais dos anos 50. Chegou a estar tão fraco que necessitou de 12 transfusões de sangue nas últimas cinco semanas que ainda viveu. A filha Cesina disse-me que a doença era uma forma específica de leucemia. Mesmo doente trabalhou incansavelmente para terminar o seu último livro: "Sem Armas No Meio das Feras - A Vida na Selva".



Veja-se a qualidade deste Benfiquista que foi um dos pioneiros do Sport Lisboa (1905); eleito em assembleia geral (22 de Novembro de 1906) para capitão da 2.ª categoria (1905/06); "subiu" à primeira equipa, em 1907/08, com a deserção - no Verão de 1907 - para o Sporting CP de cerca de 20 associados (oito futebolistas); esteve na junção com o Sport Benfica (1908) e o Desportos de Benfica (1916). Foi ele que propôs, em 1908, que o clube passasse a designar-se Sport Lisboa e Benfica!

Foi o padrinho de todos os Benfiquistas! Foi o primeiro (4 de Setembro de 1908) a pronunciar o nome que nos enche Hoje de orgulho! Estreou o Atletismo no Clube em 2 de Dezembro de 1906. Foi presidente da Direcção por duas vezes (1916 e em 1945, com mandatos anuais). Autor da letra do Hino (1929) e mentor da ideia da música (maestro Alves Coelho/pai) e da reformulação do emblema (Stuart Carvalhais, em 1929) grandes artistas que colaboravam com ele no meio teatral.

(clicar em cima da imagem para melhor visualização)


Compare-se a entrevista de um Homem esclarecido aos 84 anos. Agora imaginem aos 48. Ou pelos 42 ou 71 anos quando foi presidente e falava de improviso, sem precisar de papéis com discursos feitos por outros.

Que se perceba como se conseguiu fazer de um "clube de pele-e-osso", o colosso que é Hoje, dando-lhe tecidos, ligamentos, carne, tendões e "nervo". Uma mina para os homens que o queiram dirigir na actualidade. Mas foram Homens como Félix Bermudes que permitiram que isso Hoje possa ser uma realidade.

Que o Benfica da actualidade cheira muito a dinheiro. A muita movimentação de jogadores já todos sabemos. No tempo dele cheirava a classe! A rodos! Às toneladas! Por isso se fez de um pequeno clube... o Clube! Dos portugueses, cá dentro e lá fora!

Alberto Miguéns


NOTA1: Agradecimento à RTP pela rapidez com que me deixou ouvir a entrevista (nas suas magníficas instalações) e depois respondeu ao meu contacto para a comprar. Para eu, através deste blogue, poder disponibilizá-la. Urbi et Orbi.

NOTA2: Os últimos são os primeiros. Agradecimento especialíssimo ao Master Groove que editou o som e o valorizou com imagens. Ficou mais agradável. Só é possível disponibilizar o registo sonoro porque há um Benfiquista que preza o Benfiquismo (de borla).

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terça-feira, 28 de julho de 2015

Obrigado Master Groove

terça-feira, 28 de julho de 2015 4 Comentários
AS MELHORIAS NO ASPECTO GRÁFICO DO BLOGUE DEVEM-SE AO BLOGGER BENFIQUISTA MASTER GROOVE.




Sendo Alberto Miguéns e António Melo dois info-excluídos o trabalho incansável de Master Groove é fundamental para melhorar a apresentação de conteúdos num blogue com muita carga informativa. Ele é um especialista em tecnologia fazendo neste blogue um trabalho de formiguinha sempre à procura das melhores soluções e do enquadramento que permita uma leitura mais escorreita. Além de tudo isto (e já não é pouco) ele consegue que este blogue se apresente com a "Insustentável Leveza do Ser".

Obrigado Master! Trabalhar de borla! Só entre Benfiquistas!

Alberto Miguéns
António Melo

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Bufo, o Bufas e Dois Bufarinheiros

quinta-feira, 10 de maio de 2012 20 Comentários
OPINIÃO
A revelação é do blogue "Master Groove"

O que é que estas quatro alminhas estariam a tramar no Gambrinus? É que sendo quem são, encontrá-los juntos, só se for para andarem a conspirar contra alguém ou algum clube.

NOTA PRÉVIA: Fernando Seara come e confraterniza com quem quer, o que quiser e onde quiser. Era o que mais faltava, em pleno século XXI, ter de dar satisfações da sua vida privada. Mas... ao querer ser figura pública conotada com o Benfica, e mais do que isso, pretensamente, estar em programas televisivos e na Imprensa escrita, supostamente, a "defender" o Benfica não basta "Ser Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não foi isso o que ele fez! 

Agora entendemos porque é tão palerma a falar do Benfica! Será que recebe instruções dos companheiros do "comes e bebes"? Será que pactua com anti-Benfiquistas? Será que estabelece compromissos? Será que faz acordos? Será que troca favores? Será que define ou lhe definem estratégias? Será que combina estratagemas? Será que...? Será que...?


Não basta intitular-se e fazer passar-se por " Benfiquista" tem de parece-lo, também. E não é isso que ele faz!

Tudo Bons Rapazes

Um autarca português? Está tudo dito. A corrupção, de duas patas, em potência, se bem que este esteja protegido da Imprensa pelo lado conjugal. Espertalhão. Este Seara! O típico personagem de Eça de Queirós: DÂMASO SALCEDE ( de Os Maias)


 
Repare-se no nome: Dâmaso Cândido de Salcede. E, logo de seguida, no cartão de visita: por baixo do nome, "as suas honras" - COMENDADOR DE CRISTO, ao fundo a sua "adresse", corrigida para dar lugar a "esta outra mais aparatosa - GRAND HÔTEL, BOULEVARD DES CAPUCINES, CHAMBRE Nº 103".

Depois de uma apresentação como esta, nada a fazer. Dâmaso Salcede está condenado a ser o que é; lisboeta novo-rico, janota e pedante, filho de agiota, o velho Silva, e sobrinho de "Mr. De Guimaran", ele é, para mais, fisicamente caricato: um "moço gordo e bochechudo", de face quase sempre corada e ostentando essa coxa roliça que a palavra perversa e arguta de Eça constantemente põe à vista do leitor. 

Mas se Dâmaso é o que é, deve-o ao modelo a que se atrela; a figura de Carlos da Maia é, para ele, obsessiva. A religiosa adoração por Carlos, a quem imita e segue para todo o lado "como um rafeiro", torna-o grotesco; e a imbecilidade das suas opiniões e "toilletes", a inconveniência das suas maneiras e da sua linguagem, tudo acaba por fixar-se num tique expressivo que é, ao mesmo tempo, uma imagem de marca: "chique a valer". 

Com as mulheres, nem se fala. Capaz de provocar paixões avassaladoras - tenha-se em vista aquela actriz do Príncipe Real, "montanha de carne" que, em desespero e por causa dele, procura a morte, tragando uma caixa de fósforos -, este homem fatal tudo faz para merecer o cognome de que certamente se orgulha. Dâmaso é, em suma, "o D. João V dos prostíbulos".

Por fim, Dâmaso Salcede acaba como convém: casado, traído, mas igualmente feliz e cheio de si. Ninguém como João da Ega para tudo sintetizar, em conversa com Carlos da Maia: "Coitado, coitadinho, coitadíssimo... Mas como vês, imensamente ditoso, até tem engordado com a perfídia!".  

Um ministro português? Está tudo dito. Este menino é do grosso. Arreda, arreda. Vem aí o Relvas todo emproado. Belicoso, papá, deixa lá! Quando o actual governo fizer “Boooommm” ele já era. E depois lá vai ele, para o ninho que anda a preparar. O típico personagem de Eça de Queirós: O CONSELHEIRO ACÁCIO ( de O Primo Basílio)  



O Conselheiro Acácio é a caricatura do "formalismo oficial", "nunca usava palavras triviais" e "sempre que dizia 'El-Rei' erguia-se um pouco na cadeira". Porque o Conselheiro Acácio é também um patriota atento e venerador; por isso mesmo, "dizia sempre 'o nosso Garrett, o nosso Herculano'".

E contudo, este antigo director-geral do Ministério do Reino tem culpas mal escondidas no seu cartório privado; como se não bastasse que os seus sisudos livros ficassem por vender, Acácio cultivava singulares leituras de cabeceira : as poesias obscenas de Bocage, compartilhadas, no retiro austero da Rua do Ferregial, com a criada com quem vivia amancebado.

É alguma coisa disto que D. Felicidade, beata e pateta, vem a saber. O desgosto é grande, naturalmente porque D. Felicidade nutria pelo conselheiro uma antiga paixão e também uma fixação: "Havia sobretudo nele uma beleza, cuja contemplação demorada a estonteava como um vinho forte: era a calva."
 
Para o imaginário queirosiano ele veio a transformar-se numa das personagens que de certa forma passaram para o mundo real. Pensando decerto neste burocrata para quem as "curiosidades" do Alentejo eram "de primeira ordem", Eça de Queirós referiu-se várias vezes à mentalidade conselheiral, quando quis aludir à oca solenidade que lembrava esta sua personagem. Longe estava Eça de saber que a língua portuguesa havia de cunhar o adjectivo "acaciano", precisamente derivado do nome da criatura que por ele nos foi legada.

Um empresário português? Está tudo dito. Dívidas, contabilidades, construtivismo, enriquecimento e charutadas. Depois de D. Afonso Henriques que conquistou Lisboa, vindo de Guimarães, eis que anda por Lisboa este d' Oliveira, peralvilho encartado e mui desenrascado. O típico personagem de Eça de Queirós: CONDE D'ABRANHOS ( de O Conde de Abranhos)


Alípio Severo Abranhos é conde e motivo de uma biografia caricata e caricatural.

Em si mesmo, Abranhos satiriza o político do constitucionalismo, a sua  mediocridade e o postiço  que o atormenta; doutro ponto de vista, ele é sobretudo  a falsificação do talento e da habilidade política. Em síntese, a ironia de Eça no seu máximo fulgor.

Se há figura que, na galeria das personagens queirosianas, ilustra  a ambição política que não olha a meios para atingir os fins, essa figura é o conde d'Abranhos. Finalmente ministro da Marinha, o conde ocupava-se "sobretudo de ideias gerais". 

A questão - vexatória "só para os espíritos subalternos" - estava em que  o ministro situava Moçambique na costa ocidental da África. Quando interpelado por uma oposição zelosa de minúcias, o conde dá uma resposta que o biógrafo classifica de "genial": "- Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!"   

Um futeboleiro português? Está tudo dito. Uma vida septuagenária feita de corrupção, lodaçal, tráfico de influências, diatribices, traições e mentiras. Entre o gala.pito e Pinto. Pela frente, entre e da Costa. Vaidoso e arrivista, o típico engana tolos, ou seja, especialista em atrair… necessitados, ou seja, políticos portugueses – autarcas e ministros – para a sua beira. Estou quase a abrir as garrafas do espumante douriense. Faço questão. O típico personagem de Eça de Queirós: TEODORICO RAPOSO ( de A Relíquia)


Astuto e atrevido, o "Raposão" maduro que fala ao leitor, deixa para trás uma odisseia de aventuras amorosas e de vistosas devoções. 

Teodorico é o herdeiro potencial da "horrenda senhora", sua tia, D. Patrocínio das Neves que, com o seu "carão lívido", o acolhe em sua casa, depois da morte do pai Raposo. Começa então a disputa pelos dinheiros e pelas propriedades da Titi, contra um rival de respeito: o próprio Jesus Cristo. 

O estratagema que há-de desbancar o rival diz muito de uma mentalidade que o Eça anticlerical trata de caricaturar. Teodorico empreende uma viagem à Terra Santa; de lá virá a relíquia que deveria converter a tia às virtudes do sobrinho. Só que Deus não dorme e a coroa de espinhos que o sábio Topsius cauciona é misteriosamente trocada pela camisa da "namoradinha de ocasião" Mary, rescendendo ainda aos delírios amorosos do "portuguesinho valente". Expulso do seio da Titi, Teodorico não perde tudo e herda um óculo: "- Para ver o resto de longe! - considerou filosoficamente Justino".
 
Em constante equilíbrio entre beatice e devassidão, Teodorico vai mais longe do que parece. Perpassa, no seu atribulado trajecto de aventuras e desventuras, uma reflexão sobre a hipocrisia e a duplicidade humanas.

Mais? Esta Condessa de Gouvarinho é uma artista de emoções fortes que transforma um simples repasto num "ninho de Bíblias" tal o desejo carnal. A estouvada.




Estes quatro juntos?! Chamem a Judite…

Alberto Miguéns

NOTA: E o Pedro Proença. Não estava na jantarada!? Tontos! Estava! Só que não o viram. Tinha ido à casa de banho, melhor ao WC, compor os “dentes”



Imagens extraídas do blogue "Blog do Manuel"
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