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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Banalidades de Circunstância

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 9 Comentários
OUVIR OU LER DECLARAÇÕES DE PEDRO PROENÇA É VER O MUNDO GIRAR AO CONTRÁRIO.


Já quando arbitrava era assim. Sempre uma banalidade de circunstância, qual baboseira... (clicar). Quando não lhe dava para ser ruim. Ruinzinho!

Futeluso contra o Mundo
Vamo-nos lá entender. O campeonato português sempre foi um dos campeonatos europeus mais “fechados”, talvez seja mesmo o mais fechado, tirando provavelmente o de Gibraltar. Em Portugal, desde sempre, apenas houve três clubes candidatos ao título de campeão nacional, de duas cidades: Lisboa (SL Benfica e Sporting CP) e Porto (FC Porto). Depois, em 81 edições, há mais dois campeões episódicos (apenas por uma vez), mas das mesmas duas cidades: CF “Os Belenenses” (Lisboa) e Boavista FC (Porto)! Ora, a transformação da Taça dos Clubes Campeões Europeus em Liga dos Campeões e a formatação desta no modelo actual (praticamente reservada aos emblemas de Espanha, Alemanha e Inglaterra, por vezes de Itália) transformou os campeonatos nacionais destes países, dos mais “abertos” em competições praticamente idênticas à portuguesa. Quase sempre os mesmos vencedores ou com domínio alargado (enquanto o investidor…investir) de determinados clubes! A tendência é para serem sempre os mesmos a conquistarem os títulos ou conseguirem classificar-se nos lugares de acesso à Liga dos Campeões! Portugal que sempre foi assim agora vai mudar “contra a lógica” dos outros que estão a ficar como Portugal!? Não é para levar a sério.

Orçamentos não conquistam campeonatos nacionais, mas ajudam…
E muito! Em Portugal o futebol é muito “opaco” para utilizar um eufemismo, mas do que se vai dizendo (e publicando) as diferenças são colossais. Sempre foram! Por isso sempre explicaram o facto de ser um campeonato nacional com poucos candidatos (três). Que é o que a actual Liga dos Campeões formatada para isso tem potenciado em toda a Europa. Embora não acredite nos valores divulgados para Portugal como são o que existe, terá de ser o que este blogue publica.

Não encontrei informação actualizada credível. Resta esta de 2013/14 (clicar). E depois clicar em cima de cada emblema.

Comparando orçamentos para 2015/16
Referentes ao FC Porto, SL Benfica, Sporting CP, SC Braga e Vitória SC Guimarães.


Em cima: Revista "Record", em Agosto de 2015; Em baixo: Revista "O JOGO", em Julho de 2015
Como é que clubes com orçamentos diminutos podem conquistar campeonatos com 30 ou 34 jogos? Ridículo. A menos que…

Ele sabe do que fala
Os árbitros equilibrem o que a sociedade portuguesa – simpatizantes por clube – desequilibra desde os anos 20!

Impossibilidade estatística
O “Futeluso” é uma competição muito aldrabada. Além disso criou o “futebolês”. Uma série de lugares comuns, frases e ideias feitas que se repetem como verdades absolutas que nunca ninguém prova! Entre outras: “Nos derbies/clássicos o clube que está pior vence”! “No final do campeonato, entre prejuízos e benefícios das arbitragens, as contas ficam equilibradas”! “Se há clubes prejudicados (sempre os árbitros ao barulho) são os pequenos”! Tudo isto é "treta". Então a última, que até ex-dirigentes dos chamados “Grandes” gostam de palrar, é uma impossibilidade estatística. Por exemplo, nesta edição - 2015/16 – dos 306 jogos (9 x 34 jornadas) os chamados “Três Grandes” vão realizar 96 jogos (34 + 34 + 34) – (2 + 2 + 2) = 96. Ou seja, os chamados “pequenos” jogam 210 encontros que representam 69 por cento dos jogos! A menos que consigam prejudicar-se em simultâneo é uma aberração estatística, pois a maioria dos jogos são entre os “pequenos”. Face aos orçamentos (e alguns resultados) dá a ideia é de ser ao contrário, embora isso também seja difícil de provar pois as características do futebol fazem deste o desporto mais imprevisível. Mas num ou noutro jogo, nunca numa competição-maratona como é o caso de um campeonato nacional com três dezenas ou mais de jornadas.

SC Braga: mais perto de ser despromovido
Acredito mais que numa época que vem por aí, no futuro próximo, para o SC Braga ou o CS Marítimo seja mais fácil tombarem no 2.º escalão do que conquistarem o título de campeão nacional. Só com muita ajuda dos ex-colegas de Pedro Proença podiam conseguir tal proeza!

OS CLUBES ACTUAIS NO PRIMEIRO ESCALÃO
Clubes
N.º épocas
Subida
Estreia
Consecutivas
TOTAIS
SL BENFICA
82
82
1934/35
1934/35
FC Porto
82
82
1934/35
1934/35
Sporting CP
82
82
1934/35
1934/35
SC Braga
41
60
1975/76
1947/48
CS Marítimo
31
36
1985/86
1977/78
CD Nacional
14
17
2002/03
1987/88
Ass. Académica Coimbra
14
64
2002/03
1934/35
Vitória FC Setúbal
12
68
2004/05
1934/35
FC Paços de Ferreira
11
18
2005/06
1991/92
Vitória SC Guimarães
9
71
2007/08
1940/41
Rio Ave FC
8
22
2008/09
1979/80
GD Estoril Praia
4
24
2012/13
1946/47
CF “Os Belenenses”
3
75
2013/14
1934/35
FC Arouca
3
3
2013/14
2013/14
Boavista FC
2
53
2014/15
1935/36
Moreirense FC
2
6
2014/15
2002/03
CF União Madeira
1
6
2015/16
1989/90
CD Tondela
1
1
2015/16
2015/16

A caminho de uma Liga Europeia
O caminho do futebol europeu devido ao actual modelo da Liga dos Campeões será sempre a criação de uma Liga Europeia com 24/28 clubes (46/54 jornadas) nunca voltar para trás. E na minha opinião só ainda não foi criada porque a Bolsa de Londres é um paraíso fiscal onde o futebol tem parte importante na vigarice que grassa na financeirização da economia europeia. São milhões branqueados às escuras porque não há Poder Político (nem o da Comissão Europeia) que intervenha onde grassa a paixão. Os políticos actuais andam ao beija-mão. Não têm envergadura, nem estaleca, nem dimensão ética para irem contra as paixões dos povos. Atingirem os clubes que são o último reduto dos pobres e dos desiludidos. Os dirigentes dos clubes sabem disso. Esses políticos de pechisbeque eram trucidados pelos dirigentes dos clubes. Com simples demagogia. Como fez o presidente do FCP a Catroga no caso da penhora das Antas afirmando que "até a retrete foi penhorada"!

Pedro Proença que se preocupe com o que é da sua competência (parte 1)
Melhorar as competições da sua responsabilidade, particularmente a de maior visibilidade, o primeiro escalão (actual Liga NOS) reduzindo o número de clubes de 18 para 16 ou 14. A competição a 18 é um absurdo porque grande parte dos clubes são dependentes – por exemplo, através de empréstimos de futebolistas - dos outros com os quais supostamente competem!

Pedro Proença que se preocupe com o que é da sua competência (parte 2)
Com o facto dos dirigentes dos clubes se perpetuarem no poder, morrendo como presidentes, mostrando que ser dirigente de um clube – devido à opacidade dos negócios e impunidade perante o poder político - é uma “mina”. Ao contrário daquilo que se passava há uns anos em que as famílias exigiam não ser deserdadas a favor dos clubes agora pedem é para ficarem por lá mais uns mandatos  e mais e mais, enquanto as extremosas esposas e outros apêndices andam entretidas/entretidos a fazer compras nos shopingues e lojas chiques! Mesmo que digam que nada recebem! Pois não! Não recebem é pouco!

Acorda Benfica!


Alberto Miguéns

NOTA: O presidente do SC Braga é portista. Publicamente já o assumiu. Será associado do FC Porto? Já tentei saber, mas levei com uma boa resposta: "Não tem nada a ver com isso"! Se é associado (se não for também se podem fazer Estatutos à sua "medida-e-peso". É que não sei de sabem, estamos em Portugal!) ele será - em minha opinião (redundância mesmo assim sempre necessária de fazer apesar de estar a escrever num blogue) - o sucessor do actual presidente portista quando a biologia lhe tratar da saúde de uma vez por todas!
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