03/01/2020 - 04/01/2020 | Em Defesa do Benfica -->
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

31/03/2020

Chalana 1980/81: Supertaça, Campeonato, Taça

31/03/2020 12 Comentários
A TEMPORADA DE 1980/81 ERA FUNDAMENTAL PARA O BENFICA. TODOS SABIAM DISSO.


O «Glorioso» vivia épocas de incerteza desportiva. Há três temporadas que não conquistava o título, desde o TRI  de 1976/77 e até piorara, com o terceiro lugar em 1979/80 depois de dois segundos lugares, em 1977/78 e 1978/79, atrás do FC Porto. Desde 1953/54 que o Benfica não estava três temporadas consecutivas sem sagrar-se campeão nacional e desde 1961/62 que não se classificava em 3.º lugar.


A esperança dos adeptos
Reflectia-se nas intervenções em assembleias gerais e nas bancadas. Fazia falta, de novo, um treinador húngaro, pois "eram estes os que sabiam pôr a equipa a jogar «À Benfica»" e questionava-se se Chalana, o melhor futebolista português de finais dos Anos 70, conseguiria "voltar a ser o que já fora!" depois da grave lesão na época anterior. Ambos corresponderam e superaram o que os simpatizantes queriam.


Antes de escrever acerca do craque, o elogio a quem mais merece: Baroti
Esquecido por “só ter ganho um campeonato", Lajos Baroti terá sempre a minha eterna gratidão. Os números são madrastos e escondem as dificuldades. O Benfica pela sua grandeza, comparativamente aos outros clubes portugueses, está sempre condenado a vencer mais. Mas há títulos conquistados em situações de menor dificuldade pois o Clube pode vir de períodos com hegemonia e outros em que é necessário iniciar a hegemonia. Baroti tinha um respeito enormíssimo pelo Benfica – que considerava um dos melhores clubes do Mundo – e respeitava o Futebol. Não teve qualquer receio do desafio que tinha pela frente. Fez um trabalho notável em coerência, boas decisões e respeito pelos valores do «Glorioso». No campeonato nacional utilizou 20 futebolistas, com 19 a serem titulares – Alberto Bastos Lopes e José Luís apenas um jogo – e Toni como suplente utilizado no seu jogo, para o campeonato nacional, de despedida. Baroti soube estar no Clube e ser treinador a um nível muito elevado. Na questão táctica, quando foi necessário, em alguns jogos, substituiu o defesa-direito – geralmente António Bastos Lopes - por um médio mais ofensivo ou fazia as trocas nos centrocampistas ou entre os avançados. O Clube fez três aquisições: Veloso (do SC Beira-Mar), Vital (do Real Bétis depois de ter iniciado a temporada no FC Porto) e Joel (do Amora FC). Um polivalente e dois avançados. O plantel tinha mais quatro avançados: Néné, Reinaldo, Jorge Gomes e César, embora Néné fosse uma adaptação, pois era extremo-direito. E Chalana que era avançado começou a jogar na ala esquerda como médio, pois Baroti preferia actuar em 4.4.2 com Chalana a permitir um 4.3.3 devido à sua versatilidade.

     TITULARES NAS 30 JORNADAS DO CAMPEONATO NACIONAL

Chalana teve uma – mais uma – grande temporada
Em 56 jogos realizados pelo Benfica, participou em 46 encontros – falhou dez em três períodos para curar mazelas – com 45 a titular e um em que entrou ao intervalo depois de quatro encontros ausente. Dos 45 jogos a titular, completou 40 encontros, sendo substituído em cinco: 75, 81, 79, 69 e 73 minutos. Nos Anos 80 deixou de marcar muitos golos para dá-los a marcar.

Jorge não fez qualquer jogo sendo o guarda-redes da Reserva, Alberto a recuperar de lesão grave (fractura) não fez qualquer jogo sendo depois cedido ao Boavista FC, José António continuou no GD Estoril Praia (talvez mantendo o empréstimo), Araújo (vindo do FC Barreirense contraiu uma lesão grave nunca se estreando na equipa de Honra) e Diamantino (cedido por empréstimo ao Amora FC envolvido nas contrapartidas pela transferência de Joel)

Supertaça: a primeira de todas...
Depois dos jogos no Canadá, a ida ao torneio do Real Madrid CF e o jogo de apresentação aos adeptos, a Supertaça era o primeiro objectivo para ser jogado e conquistado. Numa competição organizada pelos clubes – podiam ser realizadas mais que duas substituições – esta segunda edição foi disputada a duas mãos. Na primeira Supertaça, o Boavista FC conquistou o troféu ao FC Porto num jogo, no terreno do… FC Porto. Antevia-se uma conquista complexa, pois o Sporting CP era campeão nacional e contava com quatro futebolistas formados no Benfica, com a cultura de vitória do «Glorioso»: Jordão, Artur, Fidalgo e Eurico. Jogavam sempre em “alta rotação” frente ao Benfica. E ainda bem pois é sempre sinal de grandeza para o adversário. O jogo no terreno do Sporting CP era considerado tão difícil que eu - que nunca ia ao terreno dos adversários – até fui gritar pelo Benfica a Alvalade. Depois de um empate, a dois golos, no estádio José Alvalade, o Benfica conquistou o troféu na «Saudosa Catedral», com uma vitória por 2-1.



Campeonato Nacional: sempre na vanguarda
O Benfica foi categórico estando sempre na liderança da competição nas 30 jornadas e isolado desde a terceira, em 7 de Setembro de 1980. Nas primeiras sete jornadas registaram-se sete vitórias com um parcial de 19/0 em golos. O título foi conquistado na penúltima jornada, frente ao Vitória FC Setúbal, com Baroti a fazer uma substituição de cortesia, para a estreia de Toni na competição, sagrando-se campeão nacional com estes 31 minutos em campo. Na «Saudosa Catedral» Toni entrou, aos 59 minutos, saindo Carlos Manuel. À Benfica. Saiu aquele que era considerado o futuro titular na posição da Glória do Clube, Toni. No campeonato nacional apenas Bento jogou todos os 2694 (faltaram seis minutos) pois o último jogo em Espinho só teve 84 minutos devido à invasão de campo. Foi o melhor guarda-redes com 14 golos sofridos “em campo” e mais um na “secretaria” devido à invasão de campo. Alves também foi titular nas 30 jornadas, mas foi substituído em seis jogos e expulso em Guimarães. Pietra jogou 30 jogos, sendo titular em 29 (nunca foi substituído). Sheu jogou as 30 jornadas, com 29 encontros a titular, substituído em seis jornadas. Curiosamente na 1.ª jornada (Bessa frente ao Boavista FC) foi Alhinho a jogar nos terrenos que Sheu sabia utilizar com mestria, entrando este, aos 74 minutos, para sair João Alves. Néné esteve irrepreensível como só ele sabia, marcando 20 golos, em 13 jogos, das 30 jornadas. Foi o melhor marcador da competição. Alves foi terceiro com 14 golos. Chalana foi o sétimo futebolista mais utilizado (2088 minutos) com 23 jogos como titular (substituído num, aos 69 minutos) e suplente utilizado, entrando ao intervalo, na 9.ª jornada, para a saída de Sheu. Uma referência à importância da aquisição de Veloso para a temporada, vindo do SC Beira-Mar, que foi 12 vezes titular em quatro posições, à esquerda e à direita. Nesses 12 jogos nunca foi substituído jogando mais onze como suplente utilizado. Dos 14 futebolistas com dez ou mais jogos a titular Veloso, Pietra e Bento nunca foram substituídos. Chalana tinha outras funções. Era um “abre-defesas” para fazer assistências de encostar. Marcou um golo mas fez 27 assistências para os 70 marcados pelos futebolistas do Benfica, ainda com mais dois autogolos, nos 72, mais 19 tentos que o segundo melhor ataque (53 do FC Porto).   



Taça de Portugal: o FC Porto pagou mais uma vez com "juros" o autogolo de Veloso
O «Glorioso» conquistou a Taça de Portugal jogando sempre fora, nos seis jogos que foram permitindo chegar até à final, que repetiu os mesmos adversários da temporada anterior. Nas meias-finais, o CF “Os Belenenses” (11.º classificado) foi eliminado (por 1-0) no estádio do Restelo. Na final, no Estádio Nacional, o Benfica voltou a derrotar o FC Porto (2.º classificado), em 1980/81, por 3-1, depois do 1-0 da temporada anterior e o adversário ter iniciado o jogo a vencer, beneficiando do azar de Veloso. Chalana jogou seis, dos sete jogos, incluindo a final.




Taça dos Vencedores das Taças: inglórios tantos remates para um golo insuficiente
Faltou tão poucochinho. Aquela primeira mão das meias-finais (com Chalana magoado por isso impedido de jogar) em Jena, num impensável 0-2, deitou tudo a perder. Na segunda mão, em 22 de Abril de 1981, se ainda estivéssemos a jogar no dia de hoje, o resultado mantinha-se em 1-0… tantos os remates, sem êxito, à baliza do FC Carl Zeiss.




E no final de temporada
Festa de homenagem a Artur e despedida de Toni. Na «dobradinha» o Benfica terminou a temporada com a realização de dois jogos. Em 3 de Junho de 1981, uma deslocação ao terreno do Sporting CP para uma vitória, por 2-1 para homenagear Artur Correia. Seguiu-se a final da Taça de Portugal, em 6 de Junho. Na recepção à selecção nacional da China, em 26 de Junho de 1981, uma vitória por 2-1, com a estreia do “terceiro estrangeiro” (Filipovic) depois de Jorge Gomes e César. A cinco minutos do final, saiu o capitão Néné para entrar o «Capitão» (Néné tira a braçadeira e coloca-a no braço dele). De Toni. O adeus aos campos de futebol como jogador a capitanear o seu Benfica. Ele que tinha nascido “Belenenses” como o seu querido pai e passara pela “Briosa” como adversário do «Glorioso».

O infortunado Artur Correia vítima de um AVC, em 24 de Setembro de 1980 (clicar para jornal «Diário de Lisboa»). Benfiquista de alma, sportinguista profissional de deixar tudo em campo. Mas no tempo de "todos os jogos à mesma hora" ficou famosa a sua frase, aquando do intervalo dos jogos do Sporting CP quando chegava ao túnel, questionando logo o primeiro funcionário do Sporting CP que encontrasse: «Como é que está o Benfica?»


Venha 1981/82…



Alberto Miguéns
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30/03/2020

Chalana 1979/80: A Época da Grave Lesão

30/03/2020 1 Comentários
FORAM OITO MESES SEM CHALANA VÍTIMA DE GRAVE LESÃO.



Lesionou-se em 11 de Novembro de 1979 e só regressou no final da temporada num jogo frente ao Real Madrid CF, em Caracas, no dia 14 de Junho de 1979.




Uma temporada perdida
Que até teve um bom início mas depois descambou com a impensável eliminação frente ao FC Aris (Salonica). Chalana fez apenas 16 dos 57 jogos do «Glorioso». Mas nos primeiros 17, entre 3 de Agosto de 1978 e 11 de Novembro de 1979, apenas falhou quatro. Depois esteve nos últimos três encontros da temporada jogando 45 minutos em cada um deles.  



Campeonato Nacional
Participou em oito das dez jornadas iniciais pois a lesão ocorreu na 10.ª jornada, no estádio do Varzim SC, numa derrota por 0-2. O Benfica treinado por Mário Wilson - que o fizera estrear em 1975/76 - teve um campeonato desastroso classificando-se em 3.º lugar depois de dois segundos lugares. Ainda piorara. O SLB já não era 3.º classificado desde 1961/62 e não ficara "em branco" três épocas consecutivas desde 1950/51 a 1953/54, quando o Sporting CP conquistou os quatro títulos consecutivos. Além disso a edição de 1979/80 foi a 46.ª desde que se iniciara a competição. O Benfica registava 23 triunfos, repartindo os 23 insucessos por: catorze segundos lugares (1943/44, 1945/46, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1951/52, 1952/53, 1955/56, 1958/59, 1965/66, 1969/70, 1973/74, 1977/78 e 1978/79); sete terceiros (1934/35, 1938/39, 1950/51, 1953/54, 1957/58, 1961/62 e 1979/80) e dois quartos lugares (1939/40 e 1940/41, quando ficou sem o Estádio das Amoreiras e antes de inaugurar o Estádio no Campo Grande, sendo obrigado a alugar estádios no Lumiar, ao Sporting CP e ao GD CUF (Lisboa). Ora, nas últimas três temporadas o Benfica conseguiu dois segundos lugares (15 por cento dos segundos lugares concentrados em duas temporadas) e uma terceira classificação (14 por cento dos terceiros lugares em toda a história dos 45 campeonatos nacionais), ou seja, em três temporadas, o Benfica conseguiu 14 por cento dos insucessos. Em 1976/77, nas 43 edições disputadas, o Benfica detinha 23 triunfos (53 por cento dos títulos) em três épocas baixara para 50 por cento (metade). Tinha que se mudar para ter sucesso.    


Taça de Portugal
A lesão prolongada impediu Chalana de fazer qualquer minuto nos sete jogos que permitiram a conquista da Taça de Portugal impossibilitando o «Glorioso» de ficar três épocas consecutivas sem conquistar qualquer título. 



Taça UEFA
Aquela eliminatória frente ao FC Aris (Salonica) ilustra como o Benfica foi progressivamente perdendo poder entre o futebol europeu. Não foi azelhice foi incompetência prolongada desde o início dos Anos 70. E Jimmy Hagan bem avisara no início da década!



A pior época de sempre de Chalana
Justificada pela lesão grave. Enquanto ele recuperava na categoria Reserva havia jogos desta com mais espectadores que muitos do campeonato nacional da I Divisão.

Vinham aí os amanhãs que sorriem (mas não cantam)

Alberto Miguéns





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29/03/2020

Chalana 1978/79: Futebolista Ilimitado, Limitado Benfica

29/03/2020 1 Comentários
COM O DESCALABRO DE 1978/79 CHEGOU AO FINAL A ERA DA INOCÊNCIA DOS ADEPTOS E ASSOCIADOS.



Quando muitos se aperceberam que o Benfica caminhava para deixar de ser o grande clube que era desde 28 de Fevereiro de 1904 os sócios souberam dar a resposta em 1 de Julho de 1979. Mas ainda tiveram que ter a prova em 1978/79. Com a vinda de estrangeiros Chalana passou de estrela brilhante a constelação universal. Só não foi mais longe porque existe sempre a mesmo limitação. O Homem é as suas circunstâncias. E as circunstâncias de Chalana têm um nome mas eu não o vou escrever por respeito a ele e a ela!



Malabarista com eficácia
Em 1978/79, aos 20 anos, Chalana era um futebolista que parecia ter 27. Por isso ainda mais eficaz porque conservava a irreverência e velocidade da juventude com o saber da experiência. Infelizmente o Benfica continuava a não ter condições para aproveitar as suas potencialidades. A contratação de João Alves foi importante mas curta. Os outros que chegaram,, apesar da sua boa vontade, foram apenas mais uns números, não foram reforços: Reinaldo (de um clube da II Divisão Norte, o FC Famalicão) e Diamantino, ainda muito novo e incapaz de assumir um meio-campo campeão. Depois foram chamados juniores, entre eles Alberto Bastos Lopes (que também nasceu em 1959), mas incapaz de rivalizar com Humberto Coelho, Eurico e Alhinho. John Mortimore com estes três defesas-centrais até tentou fazer de Humberto Coelho "libero" jogando atrás dos centrais (a defender) e depois juntando-se ao meio-campo (a atacar). Mesmo assim pouca capacidade em marcar golos pois os avançados não tinham a qualidade que se exigia. 



Pela segunda vez o Benfica é segundo classificado no Campeonato Nacional 
O Benfica quase-ganha o campeonato nacional ficando a um ponto do FC Porto em 30 jornadas. Chalana foi o melhor futebolista do campeonato nacional sendo totalista (30 jogos) com apenas três golos marcados. John Mortimore tentou que ele fosse o municiador-mor de Néné (25 golos), Reinaldo (17 golos) e João Alves (11 golos). Até do defesa-central/libero Humberto Coelho (sete golos). O Benfica até marcou mais golos que o FC Porto. Mais cinco. 75 para 70. Ou seja, entre dois campeonatos contíguos o Benfica passou de 56 para 75 golos. Mas tornou-se mais vulnerável: de 11 passou para 21 golos sofridos. Consequência... de zero para quatro derrotas. O FC porto teve uma. O Benfica vencia na diferença de golos (75/21 = + 54) e o FC Porto (70/19 = 51) mas perdia o título por um ponto. Chalana na sua plenitude, mesmo jovem, e o Benfica sem vencer duas temporadas consecutivas. É preciso recuar a 1957/58 (Sporting CP) e 1958/59 (FC Porto) para ter algo igual. Vinte anos!



Taça de Portugal para esquecer
O Benfica é eliminado nos dezasseis-avos-de-final, em Braga, frente ao SC Braga por 1-2, logo em 25 de Fevereiro de 1979. Impensável. O Benfica só fez dois jogos e Chalana dois, pois não defrontou o CF Aliados de Lordelo, na «Saudosa Catedral», num 3-0 escasso. 



Taça UEFA
Como era habitual os Benfiquistas diziam. estas Taças europeias não interessam. A Taça do Benfica é a dos Campeões Europeus pois falta a terceira! Mas o certo é que tinha de ser disputada e mais uma vez o Benfica cede a um emblema do futebol colectivo e físico, perante o Borussia Moenchegladbach depois de ultrapassar o FC Nantes. Chalana marcou o 1-0 em Nantes, é expulso e não joga mais (três jogos). E os adeptos depois da eliminação perante o clube da então RFA diziam o habitual: Mas quem são estes para eliminarem o Bicampeão Europeu que derrotou o FC Barcelona e Real Madrid CF!?  



No final da temporada ninguém queria acreditar
O Benfica há duas temporadas que não ganhava nada. Era necessário recuar a 1947/48 para haver duas temporadas consecutivas sem um dos dois troféus. E é porque em 1946/47 não se disputou a Taça de Portugal. Além disso desde que havia duas competições na mesma temporada, desde 1934/35, o Benfica só em duas temporadas não vencera pelo menos uma: 1938/39 (a do Tetra dos seis segundos) e 1940/41.
1941/42: Campeonato Nacional;
1942/43: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1943/44: Taça de Portugal;
1944/45: Campeonato Nacional;
1945/46: NADA
1946/47: NADA (mas a Taça de Portugal não se disputou)
1947/48: NADA
1948/49: Taça de Portugal;
1949/50: Campeonato Nacional e Taça Latina (a Taça de Portugal não se disputou);
1950/51: Taça de Portugal;
1951/52: Taça de Portugal;
1952/53: Taça de Portugal;
1953/54: NADA;
1954/55: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1955/56: NADA;
1956/57: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1957/58: NADA;
1958/59: Taça de Portugal;
1959/60: Campeonato Nacional;
1960/61: Campeonato Europeu e Campeonato Nacional (e na Taça de Portugal a vigarice do jogo, em Setúbal, no dia a seguir à final de Berna inviabilizou poder conquistar o troféu;
1961/62: Campeonato Europeu e Taça de Portugal;
1962/63: Campeonato Nacional
1963/64: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1964/65: Campeonato Nacional
1965/66: NADA;
1966/67: Campeonato Nacional
1967/68: Campeonato Nacional
1968/69: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1969/70: Taça de Portugal
1970/71: Campeonato Nacional
1971/72: Campeonato Nacional e Taça de Portugal;
1972/73: Campeonato Nacional
1973/74: Taça de Portugal
1974/75: Campeonato Nacional
1975/76: Campeonato Nacional
1976/77: Campeonato Nacional
1977/78: NADA;
1978/79: NADA.
Isto era algo impensável. Dois anos consecutivos a ver os outros conquistar troféus? Como sempre os Benfiquistas perceberam o que se passava e foi contratado o primeiro estrangeiro. Um avançado, vindo do Boavista FC, Jorge Gomes.



Chalana continuou imparável
Com 47 jogos dos 51 realizados pelo Benfica. Menos golos (quatro) mas muito mais assistências e ainda melhor "um abre-latas" temível. Conquistou a taça de Honra de Lisboa, frente ao CF "Os Belenenses"  (8.º classificado no campeonato nacional) e Sporting CP (3.º lugar). além do Torneio Internacional de Paris frente ao poderoso FK Crvena Zvezda (Belgrado/Jugoslávia), com uma vitória por 4-0. Chalana não era daqueles fiteiros inconsequentes. "Partia para cima" dos adversários, fintava ou driblava com a mestria de saber ficar no sítio certo no momento exacto para assistir "de bandeja" (por terra ou pelo ar) permitindo golos de "encostar". Um prodígio.

Aos 20 anos Chalana maravilhava como se tivesse mais dez! Um Futebolista completo.

Alberto Miguéns

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28/03/2020

Futebol Tem Que Derrotar o Vírus

28/03/2020 0 Comentários
E NÃO O CONTRÁRIO.



As competições seniores devem ser concluídas. Quando? Quando houver condições para isso. Em Junho, em Julho, em Agosto, em Setembro, seja quando for.

Derrotar o Coronavírus
A prioridade é resolver a praga que se espalhou pelo Mundo. O resto existe mas é secundário.

Uma questão de bom senso
Em termos éticos a temporada de 2019/20 é mais importante que a de 2020/21, pois uma está a decorrer (embora suspensa) e a outra ainda nem se iniciou e ninguém sabe se não haverá uma Covid-20!

Reparar injustiças
Mais que apurar campeões seria uma vergonha não haver promoções e despromoções, entre escalões, que são importantes para dar credibilidade desportiva e sustentabilidade económica aos clubes envolvidos.

Concluir a temporada
Em termos de moral desportiva, que ficará para a eternidade, só há duas soluções. Anular a temporada - seria injusto pelo que ficou escrito no sub-capítulo anterior - ou concluir a época. Esta é a melhor solução. Realizarem-se os 90 jogos que faltam - nove em dez jornadas - e a final da Taça de Portugal. Além dos jogos seniores para os restantes escalões nacionais e distritais. 

Espero que não inventem "desenrascanços"
Ou há campeão/campeões com as competições concluídas ou não haverá campeões. Seria tão absurdo considerar campeão o clube que estivesse na liderança à primeira volta como o que estivesse aquando da suspensão das competições. Mesmo que em algum país tenho sido interrompido no final da primeira volta. Só há legitimidade desportiva - encontrar o campeão - quando jogarem "todos contra todos" a duas voltas (casa/fora).

Abaixo os expedientes baseados em chicoespertice.

Alberto Miguéns
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Chalana 1977/78: Tetra Por Um Canudo

3 Comentários
QUANDO SE PENSAVA QUE DEPOIS DO TRI ERA ATÉ MAIS NÃO EIS QUE SURGE EM CENA UM HOMEM RIDÍCULO.


Romão Martins responsável para o futebol do Benfica aproveita-se da fragilidade que a doença que seria mortal atinge o presidente Borges Coutinho e faz o impensável.

Deixa sair Artur e Jordão para o Sporting CP
Não percebendo que a parelha Pinto da Costa (com as mesmas funções dele no FC Porto/ Pedroto preparavam-se para o tudo por tudo! Artur era o defesa-direito titular do Benfica e da selecção nacional. Jordão era o melhor ponta-de-lança do futebol português devido à «vida malvada» de Victor Batista. E ainda saiu para o SC Braga, o extremo-direito Nélinho que se fartou de assistir Néné adaptado a ponta-de-lança com a saída de Jordão para Espanha. Ora o Benfica não podendo contratar estrangeiros não podia dar-se "ao luxo" de prescindir dos melhores portugueses. Ainda por cima do Benfica, ou ligados ao Benfica. Jordão tinha saído no final de 1975/76 para o Real Saragoça mas estava interessado em regressar ao futebol português em 197/78. E regressou mas para o Sporting CP. Quando tinha sido júnior no «Glorioso». Um erro histórico monumental pois não só impediu o Benfica de conquistar (talvez) uma dúzia de títulos consecutivos como fez emergir o FC Porto, mostrando que a estratégia de "guerrilha e larachas" Pinto da Costa/Pedroto dava resultados. Que é isso o que os adeptos querem. Para atingir determinados fins vale sempre a utilização de qualquer meio. Agora até os do Benfica, ou grande parte, pensam assim! Mas em final de 70 nem pensar. Com Borges Coutinho e a Cultura então vigente entre os associados do Benfica nem pensar!  

O treinador foi obrigado a fazer adaptações
As contratações revelam-se apenas isso e não foram reforços, por muita boa vontade que tivessem Celso (avançado) e Mário Wilson filho (médio). Depois ainda se tentou com Rui Lopes (avançado júnior) remediar mas o mal estava feito!


O que é que isto tem a ver com Chalana?
Tem tudo porque o futebol é um desporto colectivo. Por muito que brilhe uma estrela se as outras empalidecerem o céu escurece! O treinador John Mortimore (pela segunda época no Clube) bem dizia que «não se podem fazer omeletas sem ovos», mas os adeptos querem é vitórias. De uma linha avançada com Nélinho, Néné e Chalana passou-se para um sistema híbrido onde até Chalana chegou a jogar a extremo-direito, quando a linha avançada devia ser Néné, Jordão e Chalana. Esta linha avançada garantiria mais de 50 golos na época e uns 30 no campeonato nacional. 



Não ser campeão terminando invicto
Chalana fez a sua época mais brilhante desde que se iniciara como titular em 1976/77, mas o Benfica marcava poucos golos. Mesmo a defesa-direito foi necessário adaptar Pietra que era centrocampista ou António Bastos Lopes que devia ser defesa-central. O Benfica "sabendo" que marcava pouco tinha de garantir que não sofria golos. No final do Campeonato Nacional, em Maio de 1978, pagou caro o erro cometido em Agosto de 1977. Chalana foi utilizado em 28 dos 30 jogos marcando oito golos. O FC Porto sofreu uma derrota e o «Glorioso» terminou invicto, com nove empates para sete do campeão nacional. Foi nos golos que se fez o campeão: 81/21 (+ 60) para o FC Porto e 56/11 (+ 45) para o Benfica. O melhor marcador do Benfica foi Néné com... 12 golos. Chalana e Victor Batista com oito. Houve 14 futebolistas para marcarem 56 golos! Aliás 55 pois no jogo do título, no estádio das Antas (28.ª jornada) até foi Simões (FCP) a fazer autogolo. Chalana foi o melhor futebolista da temporada - o mais brilhante jogador português e a jogar em Portugal - mas o Benfica não conquistou NADA! NADA!



Na Taça de Portugal
Chalana foi intenso. O Benfica atingiu os quartos-de-final e depois com o sorteio a colocar o clube a jogar em Alvalade foi um fartote para o Benfiquista Artur e Manuel Fernandes que marcou dois golos do 1-3. Adeus à Taça que o Sporting CP conquistaria ao campeão, FC Porto, numa finalíssima. Campeonato para o FCP, Taça de Portugal para o Sporting CP e o Benfica com os oito/nove melhores futebolistas portugueses: Bento, Humberto Coelho, Eurico, Alberto, Toni, Sheu, Pietra, Néné, Chalana e já não contando com Victor Batista que tinha dias de excelência e outros de mediocridade! Aliás foi neste campeonato (16.ª jornada) a "cena do brinco". Não como se diz que ele perdeu o brinco quando marcou o golo da vitória sobre o Sporting CP. Quando marcou o golo (1-0, aos 54 minutos) deu foi pela falta do brinco. Sabia lá ele onde o tinha perdido! Desfalcar o Benfica do melhor defesa e do melhor avançado, só de quem não tem noção. Pagam-se caro as "brincadeiras" no Futebol! E Chalana a brilhar! Jogou em três dos cinco jogos. Olha se tem tido Jordão ao meio e Néné do outro lado (direito)? 



O Liverpul FC foi muito forte
Mesmo com tantas limitações John Mortimore colocava a equipa a jogar como se não houvesse amanhã. E com o Liverpul FC não houve. Nos quartos-de-final duas derrotas: 1-2 (com Néné a fazer 1-0) e 1-4 na Ilha da Grã-Bretanha. Obladi-obladá! Chalana fez os quatro jogos anteriores mas não defrontou em qualquer dos jogos o Campeão Europeu, pois esteva afastado devido a uma lesão na 18.ª jornada, frente ao Vitória SC Guimarães, na «Saudosa Catedral», em 25 de Fevereiro de 1978. Só regressou na 21.ª jornada (2 de Abril de 1978) e os jogos com o coloso inglês foram em 1 e 15 de Março e o tal jogo com o SCP para a Taça de Portugal em 5 de Março. Chalana falhou estes três jogos e mais duas jornadas para o campeonato nacional. Pontaria! 
  

Uma grande temporada
Com 43 jogos e dez golos dos 52 jogos e 100 golos do Benfica. E ainda houve tempo para conquistar a Taça de Honra de Lisboa frente ao CF "Os Belenenses" e Sporting CP (28 de Dezembro de 1977) mas parece que não contam apesar de organizadas pela AFL. Já o Regional de Lisboa, também organizado pela AFL... conta. Conta tudo ou nada! É que o CF "Os Belenenses" foi 5.º classificado no campeonato nacional e o Sporting CP foi terceiro. A Taça da Liga ao pé da Taça de Honra costuma ser uma brincadeira.

Apesar de tudo
Um ano a ver os outros conquistar troféus? Como sempre os Benfiquistas perceberam o que se passava e em 1 de Julho de 1978 a assembleia geral (sem que fosse necessário pois nunca foram norma nos Estatutos mas apenas tradição ainda que tivesse mais força que um artigo escrito) decidiram que o Benfica pudesse contratar estrangeiros... mas só para avançados!

Mas... a teimosia de não contratar estrangeiros continuou em 1978/79 e continuámos a ter Chalana e nada conquistar!

Alberto Miguéns

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27/03/2020

Resistir é Vencer

27/03/2020 0 Comentários
HÁ QUE CONTINUAR A  TOMAR AS MEDIDAS ADEQUADAS PARA ACABAR COM A COVID-19.




O Mundo e o Benfica necessitam de nós. Não negligenciar os cuidados mesmo que haja exaustão é fundamental.



As boas práticas vencerão.

Alberto Miguéns

NOTA: Benfiquista Amaral! O seu pedido está guardado e quando houver condições - mais paciência - será respondido. Obrigado.


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Colheita 1950

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DOIS GLORIOSOS FUTEBOLISTAS. UM LEMBRADO E OUTRO MUITO ESQUECIDO.



AMBOS COMPLETAM 70 ANOS EM 2020.

Alberto Miguéns

VÍTOR MARTINS

QUADRO RESUMO






NOTA: Não é habitual fazer considerações, na sequência desta ideia das "Colheitas", além de apresentar os valores estatísticos/numéricos, mas há sempre excepções. É este o caso. A carreira de Vítor Martins foi abruptamente interrompida quando estava no auge, aos 27 anos e oito meses. Se tudo corresse com normalidade Vítor Martins teria valores finais semelhantes aos de Toni. Não sabemos se seria treinador e o que conquistaria como treinador. O que sabemos é que, não havendo dois futebolistas iguais, Vítor Martins tinha a força de Toni, a capacidade táctica de Jaime Graça e a técnica de Sheu. A estúpida "doença" - embolia cerebral que o paralisou - impediu de sabermos o que seria Vítor Martins com mais sete ou oito temporadas com o «Manto Sagrado».

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Clicar para a operação (jornal «Diário de Lisboa»)

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26/03/2020

Chalana 1976/77: Chamem o Chalana

26/03/2020 2 Comentários
O CAMPEONATO TEVE INÍCIO SEM CHALANA. MAS HOUVE TRÊS DAS SETE CADERNETAS DE CROMOS PUBLICADAS EM 1976/77 QUE APOSTAVAM NELE!



O Benfica foi derrotado na primeira jornada, 4 de Setembro de 1976, por 0-3. no estádio do Sporting CP. Estava dado o mote.



Na 5.ª jornada o Benfica estava em... 13.º lugar, a seis pontos do Sporting CP 
Chalana estreou-se a titular, na 2.ª jornada, em 11 de Setembro de 1976, no empate a dois golos, frente ao SC Braga, na «Saudosa Catedral». Jogou os 90 minutos mais os "descontos". Tinha 17 anos, sete meses e um dia. Mas o Benfica continuou a fazer maus resultados: E 1-1 (GD Estoril Praia, na Amoreira); V 1-0 (Clube Académico de Coimbra, na «Saudosa Luz», em 25 de Setembro de 1976, com golo de Chalana aos 53 minutos. Tinha 17 anos, sete meses e 15 dias); e D 1-2, em Setúbal, frente ao Vitória FC, na 5.ª jornada. Cinco jogos... quatro pontos em dez possíveis!  


Conquistou o TRIcampeonato - para ele o segundo seguido - com nove pontos de avanço, em 30 jornadas 
Depois da derrota na 5.ª jornada foi sempre a seguir. Nos 25 jogos que restavam o Benfica manteve-se invicto: 22 vitórias com três empates,  na 12.ª jornada (a dois golos, SC Beira-Mar, em Aveiro com Eusébio de amarelo-e-preto desesperado a tentar marcar um golo a José Henrique), 22.ª jornada (a um golo com o CF "Os Belenenses" (verdadeiro) na «Saudosa Catedral») e na 24.ª jornada (a um golo, em Guimarães, no Municipal, antes de ser D. Afonso Henriques, frente ao Vitória SC). Chalana nas 30 jornadas só não jogou em duas: a tal primeira e na 6.ª (Benfica, 2 - Boavista FC, 1). Marcou nove golos. Só Néné conseguiu mais, com 23, entre estes doze assistências de Chalana. Néné falhou oito minutos, com 2 962 minutos em 30 jogos. Chalana com 2 473 "falhou" 47 minutos nos 28 jogos em que participou. O Benfica foi campeão na 27.ª jornada, a três do final, frente ao SC Beira-Mar (V 4-0) de... Eusébio! 

Uma imagem irrepetível depois de 1976/77 devido ao estúpido acidente na operação a Vítor Martins que o inutilizou para o Futebol, passando a empregado administrativo no Benfica!

Na Taça de Portugal
Três eliminatórias, um golo (4-0 nos 5-1 ao SC Espinho nos dezasseis-avos-de-final, na «Saudosa Catedral». Depois a copiosa derrota, por 0-3, frente ao Sporting CP, em que saiu pouco depois da meia-hora com 0-1 no marcador.


Na Taça dos Clubes Campeões Europeus
Dois jogos, uma derrota (0-2) e um empate (0-0) frente a um clube modesto campeão na RDA, o FK Dínamo Dresden, em 15 e 29 de Setembro de 1976, logo nos dezasseias-avos-de-final/1.º eliminatória. O Benfica só com portugueses não tinha meio-campo com força para estas equipas atléticas.Não aparecem Colunas todos os anos! Aliás NUNCA! O presidente Borges Coutinho bem avisou na assembleia geral, em 29 de Outubro de 1976, que era para terminar a utilização exclusiva de portugueses. Os associados votaram contra. E teriam de esperar-se mais dois anos para se acertar o Benfica com o Tempo do Futebol. 

A selecção jogou com: Fonseca (Varzim SC), Artur (SLB), Humberto Coelho (PSG), José Mendes (Sporting CP) e Taí (FCP); Celso (FCP), Alves (US Salamanca) e Oliveira(FCP); Néné (SLB), Victor Batista (SLB) e Chalana (SLB). Depois, ao intervalo Laranjeira (SCP) para o lugar de Humberto Coelho e Manuel Fernandes (SCP) para o lugar de Oliveira. Manuel Fernandes marcou o golo, após um ressalto, aos 70 minutos

O pequeno genial de Neves de Sousa
Numa crónica intragável (quem quiser pode ler aqui) no jornal «Diário de Lisboa» ficou a "alcunha" mais famosa de final dos Anos 70. O pequeno genial apelidado por Neves de Sousa na sua estreia pela selecção nacional, logo como titular jogando os 90 minutos, num jogo do apuramento falhado para o Mundial de 1978 cuja fase final decorreu na Argentina. Nesse dia 17 de Novembro de 1976 Chalana contava 17 anos, dez meses e sete dias. E foi o melhor em campo.


A «Glorioso Vida de Chalana» em 1976/77
No final da temporada ainda disputou uma competição oficial que os "especialistas do Futebol em coisa alguma ignoram", instituída pela FPF e conquistada pelo SC Braga frente ao GD Estoril Praia que eliminou o Benfica - na "secretaria" com uma derrota por 0-3 - depois de um empate a dois golos na «Saudosa Catedral». Chalana participou em cinco dos seis jogos marcando quatro dos 13 golos do Benfica. Foi nesta competição que o guarda-redes Bento marcou um golo ao Sporting CP de grande penalidade. Foram 52 jogos com 19 golos no total. O Benfica disputou 28 jogos marcando 16 golos, com passagens pelos torneios de Vigo, Braga e Ibérico de Badajoz. No torneio de Braga (conquistado) Chalana fez os dois jogos marcando um golo ao Vitória SC Guimarães. Com o SC Braga fez uma assistência para Néné facturar o golo que permitiu conquistar o bonito troféu que está exposto no Museu do Benfica. Deitem-no fora pois ao que parece estes jogos e golos não contam.

E eis que entra em cena Romão Martins facilitando o Bi do FCP em 197/78 e 1978/79 para além do título n.º 15 do SCP em 1979/80! 

Alberto Miguéns
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