Rogério Imortal (1942/43)
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08/12/2019

Rogério Imortal (1942/43)

08/12/2019 + 0 Comentários
TITULAR LOGO NA PRIMEIRA ÉPOCA.


Rogério marcou um golo, em 13 de Dezembro de 1942, seis dias depois de completar 20 anos, para a última jornada do campeonato de Lisboa, frente ao CF "Os Belenenses", no estádio do SLB (Campo Grande)

Estreia em 4 de Outubro de 1942, ao quarto jogo da temporada, frente ao CF “Os Belenenses” num jogo particular, disputado no recinto do adversário, no Campo José Manuel Soares (Pepe) ou como era designado popularmente, por Salésias.

Renovação do plantel
O treinador Janos Biri apesar de campeão nacional em 1941/42 decidiu, com plena concordância dos dirigentes, com destaque para Ribeiro dos Reis e o presidente da Direcção, Augusto da Fonseca Júnior, renovar (rejuvenescer o plantel) com a contratação de seis futebolistas: Manuel Jordão (médio, do FC Barreirense); Dário Rodrigues (avançado-centro, Desportivo de Monção); Rogério Carvalho (avançado, da Reserva e 2.ª categoria do Chelas FC a competir na II Divisão Distrital de Lisboa); Júlio Silva (Julinho), do Académico FC Porto, onde jogava a avançado-centro; Carlos Brito (médio e avançado, do CD Lourenço Marques) e Guia Costa (defesa, do Sport Luanda).

Estreia a marcar
Rogério com 19 anos e dez meses estreou-se a marcar. Jogou a extremo-direito num onze de renovação:
Martins;
Gaspar Pinto e César Ferreira;
Manuel Jordão, Albino (capitão) e Francisco Ferreira;
Rogério Carvalho, Julinho, Dário Rodrigues, Joaquim Teixeira e Manuel da Costa.

Uma temporada de confirmação
Rogério realizou 28 jogos, marcando 15 golos em 2520 minutos, ou seja, um golo a cada 168 minutos para um futebolista que não jogava a avançado-centro. Desses 28 jogos realizou 25 a extremo-direito e os últimos três encontros da temporada como extremo-esquerdo. Marcou em 13 dos 28 jogos com dois golos em dois jogos. O Benfica disputou 42 jogos.

Campeão Nacional e Taça de Portugal
A época foi notável. Pela primeira vez o Benfica conseguia a “dobradinha” com o Bicampeonato (mais um ponto que o Sporting CP) e a conquista da Taça de Portugal (vitória por 5-1, frente ao Vitória FC Setúbal, no estádio das Salésias, com Rogério a fazer o primeiro golo aos 12 minutos.


Primeira final, primeira conquista, primeiro golo. Estava iniciada uma saga notável: seis finais, seis conquistas, 15 golos (1 + 5 + 1 + 4 + 3 + 1). Golos, respectivamente, ao Vitória FC Setúbal (V 5-1, em 1942/43), GD Estoril Praia (V 8-0, em 1943/44), Atlético CP (V 2-1, em 1948/49), Associação Académica de Coimbra (V 5-1, em 1950/51), Sporting CP (V 5-4, em 1951/52) e FC Porto (V 5-0, em 1952/53). Como não houve a edição de 1949/50, os quatro últimos troféus são consecutivos


Classe pura
Futebolista jovem (completou 20 anos em 7 de Dezembro de 1942) era um tecnicista puro. Rápido, objectivo, jogador do colectivo, servia os avançado-centro na perfeição. Dotado de pontapé forte e colocado se lhe dessem uma nesga de terreno na grande-área ou próximo dela atirava a contar. Golo do Benfica.

Continua...

Alberto Miguéns

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