Preud'homme 60
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24/01/2019

Preud'homme 60

24/01/2019 + 2 Comentários
O MELHOR GUARDA-REDES DO MUNDO NA SUA GERAÇÃO COMPLETA HOJE 60 ANOS.


Um enorme futebolista que faz parte de uma galeria de Gloriosos Guarda-redes: Paiva Simões, Chiquinho, Amaro, Martins, Bastos, Costa Pereira, José Henrique, Bento, Enke, Oblak, Ederson e Júlio César, por exemplo.



Da Bélgica para o «Glorioso»
Michel Georges Jean Gheorges Preud’homme nasceu em Oubrée, pequena localidade perto da cidade de Liège, na Bélgica francófona, em 24 de Janeiro de 1959. Iniciou-se no futebol no Royal Standard de Liège, revelando-se desde logo como um excelente guarda-redes, conseguindo aos 18 anos conquistar a titularidade na baliza do maior clube de Liège. Mais tarde mudou-se para o KV Malines (ou Mechelen, em flamengo) onde deslumbrou com as suas exibições e conquistou títulos belgas e europeus! 



Um dos melhores do Mundo de sempre
Teve uma vida desportiva de sucesso sendo mesmo eleito como “Bota de Ouro Belga” (melhor futebolista do campeonato nacional da Bélgica) em 1986/87 e 1988/89. Já com contrato no “Glorioso” foi escolhido pela FIFA como o melhor guarda-redes do campeonato do Mundo em 1994, realizado nos EUA, deixando o 2.º classificado a 30 pontos. Aos 35 anos, deixava a Bélgica ingressando no Benfica no início da temporada de 1994/95.



Na estreia com um golo num minuto
No “Glorioso” estreou-se, em 24 de Julho de 1994, no Estádio da Luz num encontro particular com o clube marroquino FAR de Rabat. Com o resultado em 3-0 entrou, aos 86 minutos, e um minuto depois sofreu um golo. Que estreia! Foi titular indiscutível durante as cinco temporadas em que jogou no Benfica. Os benfiquistas tributaram-lhe repetidamente a sua admiração e respeito por tão extraordinário guarda-redes. Na época de 1995/96, em 27 de Outubro de 1995, foi expulso, aos 31 minutos, pelo árbitro Daniel Soares. Perante a estupefacção de todo o Estádio foi colocado fora do encontro um guarda-redes correcto. Uma expulsão cirúrgica pois na jornada seguinte o Benfica defrontava o FC Porto!



Um fora-de-série
Primeiro guarda-redes estrangeiro a defender as balizas do Benfica, Preud’homme esteve na “linha” dos grandes guarda-redes do Clube. Foi o melhor n.º 1 do mundo da sua geração. Um verdadeiro fora-de-série! Internacional pela Bélgica durante uma década, foi um atleta notável a todos os níveis – desportivos e humanos. É daqueles que também nasceu para ser guarda-redes de futebol. Futebolista esguio com 1, 82 metros, sabia estar entre os postes. Atleta experiente, seguia com atenção o desenrolar do encontro. “Lia” o jogo, colocando-se antecipadamente no espaço certo e delineava a atitude a tomar – estático ou a “fazer a mancha” reduzindo drasticamente as hipóteses de ser desfeiteado. Elástico, surpreendente, previsível, seguro e eficaz, tinha uma invulgar percepção das jogadas.




Elegância
Preud’homme revelou-se uma personalidade com elevado nível de empatia. Não sendo português, respeitou sempre o Clube. Tornou-se por isso uma referência do Benfica enquanto foi guarda-redes. Soube retribuir com elegância e gentileza, a admiração que por ele tinham os simpatizantes do “Glorioso”. Não foi por acaso que recebeu o prémio instituído pelo jornal «O Benfica» como “Benfiquista do Ano de 1995”.





Internacional
É um dos futebolistas belgas com mais internacionalizações, contabilizando 58. No ocaso da sua longa e bem sucedida carreira como guarda-redes internacional belga, ainda concretizou três internacionalizações enquanto jogador do “Glorioso” despedindo-se da selecção na sua primeira temporada no Clube, em 1994/95.




De futebolista a capitão
No início da temporada de 1999/2000 abandonou o futebol competitivo, jogando pela última vez, em 10 de Agosto de 1999, num encontro particular com a equipa bávara do clube alemão FC Bayern de Munique, no Estádio da Luz. Tinha então 40 anos. Haviam passado cinco temporadas consecutivas como guarda-redes benfiquista sempre como titular! 


De capitão a director desportivo
Jogou um total de 20 734 minutos na nossa baliza em 240 jogos, com 238 a titular e 225 completos, sofrendo apenas 218 golos, obtendo por isso uma média inferior a um golo (0.91) por encontro, ou seja sofreu um golo a cada 86 minutos. Ainda é o 7.º guarda-redes benfiquista mais utilizado e o 56.º jogador benfiquista com mais tempo de jogo! Manteve-se no “Glorioso” como director desportivo (manager) até Dezembro de 2000.




Taça de Portugal

Na equipa principal conquistou apenas uma competição oficial – a Taça de Portugal em 1995/96. Nos 20 734 minutos/240 jogos em que representou o Benfica ajudou o Clube a obter 133 (55 %) vitórias e 53 empates. Não sofreu golos em 92 (38 %) dos encontros, sofrendo um golo em 101 jogos, dois golos em 33 encontros, três golos em seis jogos, quatro golos em sete encontros e cinco golos num jogo.





E depois do adeus...
Após deixar o “Glorioso” regressou à Bélgica para em 2000/01, ocupar o cargo de treinador adjunto do técnico Tomislav Ivic no Royal Standard de Liège, passando na época seguinte a “manager”. Foi treinador neste clube (2006/2008), tal como no KAA Gent ou La Gantoise (em francês) ou da cidade de Gante (em português correto), entre 2008 e 2010, depois pelo clube holandês de Enschede (FC Twente) em 2010/11, seguindo-se a Arábia Saudita (Al-Shabab (Riade), 2011 a 2013) e o regresso à Bélgica: Clube Bruges KV (2013 a 2017) e depois o Royal Standard Liège, na actual temporada de 2018/19.   







Parabéns Preud'homme, pelas seis décadas!



Alberto Miguéns
2 comentários blogger
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  1. Como o tempo voa...
    Bento era o ídolo, mas Preud'homme era um astro internacional que honrou o Benfica e o carregou muitas vezes às costas. Um senhor. Foi um orgulho e uma honra tê-lo visto ao vivo e a cores.
    Longa vida, Preud'homme!

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  2. Bento ou Preud,homme, um dos dois é o melhor GR que vi jogar no Benfica, não consigo decidir.

    Acerca da expulsão que fala, lembro-me como se fosse hoje. Pontapé de baliza para o Benfica, o PD já tinha um amarelo, estava a dirigir-se para o lado oposto onde tinha a bola para efectuar o pontapé de baliza e com um gesto à Pedro Proença o arbitro? expulsa-o por demora na reposição!

    O PD ficou estático pela estupidez e malfeitoria de que foi vitima, e explicou no final porque se tinha dirigido para o lado oposto da pequena área - tinha a ver com o correcto posicionamento do corpo para fazer o pontapé.

    É o azar de certos Deuses do relvado, terem uma mancha no currículo por causa de árbitros pusilanimes e medíocres - Pablo Aimar também teve uma única expulsão na carreira, num Portimonense ou Farense-Benfica, numa decisão absurda de um arbitro sem capacidade, Capela de seu nome, que também expulsou Cardozo por dar uma palmada no chão.

    Viva o Benfica!

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