Daniel Queirós dos Santos 140
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15/07/2019

Daniel Queirós dos Santos 140

15/07/2019 + 0 Comentários
HÁ 140 ANOS, EM 15 DE JULHO DE 1879, NASCEU UM DOS FUTEBOLISTAS QUE PERMITIRAM FAZER DE UM CLUBE, O GLORIOSO CLUBE.
 

Daniel Queiroz dos Santos é um daqueles futebolistas que no Verão de 1907 decidiram abandonar o «Glorioso» para permitir a José Alvalade fazer, em 1907/08, o que não conseguira em 1906/07... apresentar uma equipa, fazendo representar o Sporting CP, no campeonato regional, organizado pela Liga de Football Association de que, aliás, era o Secretário.

Não parece ser daqueles pioneiros que só não foram fundadores por acaso
Há inúmeros pioneiros entre os primeiros jogadores do Clube que podiam ser fundadores se têm estado na tarde de domingo, 28 de Fevereiro de 1904, em Belém, na Farmácia Franco. É que não constando da lista de 24 fundadores sabe-se que já faziam parte do grupo que fundaria o Clube e aparecem nos treinos e/ou jogos que se seguiram. Daniel Queirós dos Santos não parece que tenha feito parte desse grupo, pois só aparece na segunda temporada do Clube, em 1905/06, mantendo-se a jogar com as «Flanelas Vermelhas» em 1906/07.   

Abandonou o Clube mas deixou-o Enorme 
Antigo aluno casapiano "veterano da bola" foi no entanto fundamental para dar consistência e prestígio ao Clube. Foi um dos principais pilares da equipa de 1.ª categoria durante duas temporadas. Alicerçou definitivamente o nosso emblema como uma das maiores referências do futebol em Portugal jogado por portugueses. Jogador casapiano com fama de ser dos melhores trouxe essa aura para a equipa do «Glorioso».


Equipa Escolar da Casa Pia
Distinguiu-se como dos primeiros a praticar futebol na nobre instituição, fazendo parte do ideário da educação casapiana, pouco tempo depois do início da última década do século XIX. Em 1893 tinha 14 anos. Em 22 de Janeiro de 1898, aos 18 anos,  fez parte, como médio-centro, da famosa equipa que vence, por 2-0, só com portugueses, os mestres ingleses do Cabo Submarino, na Quinta Nova, em Carcavelos. Desses onze intrépidos casapianos, nove jogariam com as «Flanelas Vermelhas» da partir de 1904/05, alguns até para lá do Verão de 1907 pois não abandonaram o Clube: Silvestre Silva (manteve-se sempre fiel ao Clube, apesar da veterania, ainda jogou na 2.ª categoria em 1907/08), David Fonseca (terminou em 1910/11) e João Persónio (última temporada em 1910/11). Desses nove, quatro voltaram a derrotar os ingleses, em 10 de Fevereiro de 1907, que já não perdiam desde... 22 de Janeiro de 1898.   


De mais um clube a um Clube (1905/06)
A segunda temporada permitiu ao Benfica afirmar-se como o melhor clube depois dos ingleses, do Carcavellos Club e do Lisbon Cricket Club (Cruz Quebrada). O Grupo dos Pinto Basto (Internacional/CIF) começava a ficar para trás, mesmo sendo um misto de futebolistas portugueses e ingleses, quando na temporada anterior, em 1904/05, ainda ombreava com o nosso clube.


Do Clube a «Gloriosíssimo» (1906/07)
Finalmente justificava-se a Ideia que conduziu à Fundação. Era possível, mesmo só com portugueses, derrotar os mestres ingleses invencíveis do Carcavellos Club. E foi! Em 10 de Fevereiro de 1907, por 2-1, no campo dos ingleses, na Quinta Nova, em Carcavelos. 


Seguir por outros caminhos (após o Verão de 1907)
Depois atingiu posições de destaque como dirigente do Sporting CP, incluindo a presidência do Conselho Directivo, entre 16 de Novembro de 1914 e 18 de Abril de 1918. Foi elemento activo na contestação à prepotência de José de Alvalade em relação ao Sporting CP, levando o principal fundador do clube a afastar-se do emblema que tivera a ideia de fundar. Mas isso é História do Sporting CP e eles é que devem saber e cuidar dela!


Faleceu, aos 69 anos, em Lisboa  
Daniel Augusto Queirós dos Santos nasceu em 15 de Julho de 1879, pelas três da manhã, no Cadaval e faleceu em 12 de Agosto de 1948, em Lisboa. Formou-se na Real Casa Pia de Lisboa com o Curso Comercial, tal como Cosme Damião tornando-se "administrador" da Sociedade Nacional de Fósforos, assim como Cosme Damião era na «Casa Palmela».






Obrigado, Daniel Queirós dos Santos

Alberto Miguéns

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