06/01/2019 - 07/01/2019 | Em Defesa do Benfica -->
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

30/06/2019

O Amigo Que Nunca Conheci

30/06/2019 + 2 Comentários
ATÉ SEMPRE MORDILLO!


Tantas vezes a ilustrar este blogue, mais uma estrela a brilhar no Céu. Este é o n.º 106 do "tópico" Mordillo. Espero que outros tantos surjam pelo Futuro. Em 2012, a 4 de Agosto, aquando dos seus 80 anos, este blogue deu-lhe um pequeno destaque (clicar). Continuarás a existir neste blogue enquanto ele existir. Por aqui, não morrerás! 

Obrigado, pelo riso e siso com que me "sorriste" desde meados dos Anos 70.

Alberto Miguéns
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À Espera

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ESTÁ A CHEGAR A «GLORIOSA TEMPORADA N.º 116».


O Benfica já foi inspiração para muitas cantigas. Faltam dez dias para, nós, os "Zés do Benfica" caminharmos para aos estádios. Para perder esperemos que faltem mais de mil dias! Muito mais!






Está quase ir ao Estádio. Perder é proibido!

Alberto Miguéns

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E Assim se Passaram as Férias

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ENQUANTO O "DIABO ESFREGA UM OLHO" PASSARAM OS TRINTA DIAS DE JUNHO.



Na actualidade o mês de férias dos futebolistas e treinadores de Futebol é Junho. Há 60 anos, em 1959, a 19 de Julho, o Benfica conquistou uma Taça de Portugal, frente ao FC Porto, com um golo de Cavém, o tento decisivo mais rápido (ficou 1-0) em 96 finais da competição (clicar para o jornal "Diário de Lisboa"). Como tudo foi mudando e continuará a mudar.

1.2.3.4.5.6.7.8.9.10.11.12.13 segundos GOOOOOOOOOOOLO



Princípios da certeza e da incerteza
Nada mudará desde que existem campeonatos nacionais, os quatro primeiros da I Liga e os outros da I Divisão etecetra e tal. E já vamos para a 86.ª edição com 85 terminados:

37 SL Benfica
28 FC Porto
18 Sporting CP
01 CF "Os Belenenses"
01 Boavista FC

Nesta "competição-maratona" o Benfica é o principal favorito desde... 1934/35, ou seja, desde a primeira edição, pois já era o clube mais popular, com mais simpatizantes e associados. O que já fazia mais receitas e por isso podia ter mais despesas. Mais e melhores futebolistas. Treinadores mais categorizados.

Nas restantes competições, a eliminar, a incógnita é maior pois há menor dependência de regularidade e mais probabilidades de tombar numa tarde/noite inglória. 

Certeza I
Em 2019/20, o Benfica tem os melhores argumentos (futebolistas e Bruno Lage) - muito superiores a qualquer outro emblema - para ser Campeão Nacional pela 38.ª vez, segunda consecutiva.

Certeza II
Os simpatizantes do Benfica estarão SEMPRE em maioria nos estádios de 15 dos 17 adversários. E nem o FC Porto, nem o Sporting CP conseguirão igualar, em número, os adeptos do Benfica nesses 15 estádios.

Incerteza I
Que plantel iniciará a temporada, com a Supertaça, em 2019/20 e depois que plantel estará definido em 1 de Setembro de 2019? 

Incerteza II
Bruno Lage terá condições (e capacidade para exigir aos responsáveis pela Benfica Futebol SAD, se tal for necessário) um plantel para chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões?


Certeza III
Neste momento os principais adversários têm muito mais incertezas que o Benfica. E o «Glorioso» tem mais certezas neste último dia de férias.

Amanhã começa o... recomeço. Pela 116.ª vez desde 1904/05!

Alberto Miguéns
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29/06/2019

Bagão Félix Feliz

29/06/2019 + 2 Comentários
CARO CONSÓCIO DO GLORIOSO, SENHOR BAGÃO FÉLIX PODE EXPLICAR?


Como se pronúncia o ancestral nome próprio... Félix (clicar)?



O Benfica já teve muitos «félisses». Desde Félix Bermudes (pioneiro, futebolista, capitão, autor da letra do Hino, presidente da Direcção, etecetra e um pouco de tudo o mais) a Félix Antunes (futebolista) e Dulce Félix. Sempre foram pronunciados pelos Benfiquistas como "félis". Tal como se pronuncia João Félix. 

Mas a filha de Félix Bermudes (Cesina Bermudes) em amena conversa comigo, na sua habitação na avenida Santos Dumont (Lisboa) dizia que o pai "gozava à tripa forra" - sendo tripeiro de gema - com o Félics e o Félis quando algum atrevidote o tratava por Félics. A conversa acerca deste assunto foi longa até porque envolvia o próprio Félix Bermudes, enquanto criança a deixar de ser bebé, que já tendo muita idade - ficando órfão, a mãe viúva foi adiando a cerimónia baptismal - quando foi baptizado acabou por ser ele próprio a dar-lhe nome quando o pároco questionou o padrinho! Não a vou contar agora. Ficam só as rimas de Félix Bermudes - apontadas por mim da oralidade de Cesina Bermudes - quando alguém o tratava por Félics Bermudes:

Sou Félis Bermudes e sendo assim sou alegre e féliz
Se fosse Félics Bermudes apenas era um triste infélics!

Ainda quanto a João Félix mas agora acerca da ma$$a. Este blogue não costuma comentar a «espuma dos dias» muito menos nesta época do ano futeboleiro. Mas já começa a haver algo de palpável.



O negócio está à espera do início do segundo semestre de 2019 para se concretizar e há um pequeno accionista da Benfica Futebol SAD que ficará à espera do «Relatório e Contas» da respectiva sociedade para saber quanto chegou dos 120 milhões de "aéreos" à Benfica Futebol SAD. 

João Félix foi à vida dele. E eu vou à minha (que ainda me falta conhecer muito mais do que o que consegui saber do Benfica). E já me restam muito menos anos!

Alberto Miguéns

NOTA (acerca da pronúncia de nomes): Não há muito tempo houve um certo docente no ensino secundário que leccionava uma disciplina denominada «I.D.E.S. - Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social» chegou no mesmo ano lectivo a ter três alunas cujo nome próprio era Carina. Mas... segundo duas delas diziam era tradição dos pais tratarem-nas... uma por Cárina e outra por Cariná. Ou seja, com o mesmo nome «Carina» mas três pronúncias diferentes: Carina, Cárina e Cariná. Esse tal professor não esteve com meias-medidas e sentenciou: «Para mim, não há Cárina, só Carina». «Para mim, não há Cariná, mas Carina». Estrebucharam que era tradição. O ditador desse docente arrumou a questão. «Só há uma Língua Portuguesa. O Português (idioma) não tem tradição tem regras. Só há Carina. Quem quiser ser Cárina ou Cariná o que tem a fazer é passar por uma «Loja do Cidadão» e alterar o nome! Remédio santo!
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28/06/2019

Celso Para Sempre

28/06/2019 + 2 Comentários
CINCO ANOS DEPOIS DO ACIDENTE (QUASE) FATAL PARA CELSO E IRREMEDIÁVEL COMO FUTEBOLISTA SURGIRAM NOTÍCIAS. 


A Imprensa nos primeiros tempos, depois de 20 de Julho de 1978, ainda foi dando conhecimento. Depois... o esquecimento. 


Jornal «Diário de Lisboa»; 29 de Julho de 1978; Página 17

Em 1983 surgiu uma entrevista
Com algumas particularidades que aqui fica na íntegra.


Para os que o viram jogar 
Esteve sempre na lembrança. Lembro-me de pensar em como estaria Celso (e outros que passaram por acidentes graves) aquando da tragédia com Fehér, mas nunca soube (o que não quer dizer que não houvesse alguma notícia). Eu é que nunca tive conhecimento até que, num belo dia, em 16 de Março de 2014, voltei a vê-lo - ao belo tripeiro Celso Pita - na Invicta como descrevi ontem e em 28 de Maio de 2019. 


Força, Celso!

Alberto Miguéns

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27/06/2019

David José da Fonseca 140

27/06/2019 + 0 Comentários
UM DOS MAIS IMPORTANTES E "INTERESSANTES" FUTEBOLISTAS DO «GLORIOSO» NASCEU HÁ PRECISAMENTE 140 ANOS.



Em 27 de Junho de 1879. Era para ele que "estava programado" a efeméride a evocar... hoje, mas como se sabe o "dono deste blogue, qual ditador" decidiu em 28 de Maio de 2019 fazer uma homenagem a Celso. Por isso deixou de haver condições minimamente aceitáveis para escrever um texto que faça uma justa homenagem a um «Glorioso Futebolista». Assim da homenagem ao seu nascimento há 140 anos passará a assinalar-se - o texto e ilustrações serão as mesmas - uma efeméride tendo como referência 8 de Agosto de 1964. Data do seu falecimento. Até esse dia, daqui a mês e meio. Já não falta muito.

David José da Fonseca que jogando seis temporadas (1905/06 a 1910/11) fez parte do primeiro plantel campeão regional em 1909/10 viveu o suficiente para ver e sentir o seu Benfica como Bicampeão Europeu em 1960/61 e 1961/62, tal como dominar a Década de 60 a nível do «Velho Continente».

Um dos mais sortudos lá pelo «Quarto Anel»

Alberto Miguéns
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Celso «Despediu-se» Há 41 Anos

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NO DERRADEIRO GLORIOSO JOGO DE 1977/78 QUANDO TODOS PENSAVAM QUE PARA 1978/79 HAVERIA MAIS...

Fotografia da autoria do Benfiquista - tripeiro por empréstimo de Trás-os-Montes - Conde de Vimioso 

Um acidente terrível durante as férias, em 20 de Julho de 1978, atirou-o para a morte de onde foi resgatado quase por milagre. Actualmente é possível conviver e ouvi-lo contar histórias deliciosas como ilustra a fotografia que abre este texto onde está acompanhado pelo director José Alves, da Casa do Benfica na Cidade Invicta.


Último jogo no Canadá
Em 27 de Junho de 1978, há precisamente 41 anos, o Benfica fez o derradeiro encontro da temporada e também o terceiro dos três jogos na digressão de final de época ao Canadá. O primeiro (23 de Junho, em Edmonton, jogando os últimos dez minutos), o segundo (25 de Junho, em Toronto, no qual marcou dois golos, aos 79 minutos (5.º golo) e 89 minutos (7.º golo), depois de ter entrado aos 75 minutos para a saída de Rui Lopes) e depois o terceiro (27 de Junho) em Montreal, jogando a titular, frente ao MS Castors. Celso jogou os últimos 64 minutos com o «Manto Sagrado» entrando José Luís. Vinte e três dias depois ocorreria o fatídico acidente junto à traiçoeira (actualmente inexistente) ponte de Corroios. E esta efeméride, a "BOA", que este blogue comemora. O último Glorioso Jogo de Celso pelo Benfica. Há 41 anos. Grande Celso. Ai... aquele acidente. Só ele te parou! Podias ter chegado tão longe e levado o «Glorioso» para tão perto do Céu! Continuas no coração dos adeptos que sofreram o choque da notícia do teu acidente e a angústia a tua prolongada hospitalização. Só quando o último de nós partir para o «Quarto Anel» terminará a memória real que temos de ti. Mas, ao contrário de nós, tu ficarás sempre e para todo o sempre na Gloriosa História. Ainda bem!



NOTA: Barros (Castors) é o nosso Barros que até foi colega de Celso na categoria Reserva nesta mesma temporada (1977/78) jogando, por exemplo, em Riade, a 30 de Janeiro e 1 de Fevereiro

A tal «roubalheira» das Antas
Antes da digressão, Celso distinguiu-se em dois jogos consecutivos para o campeonato nacional. No FC Porto (28 de Maio de 1978; 28.ª jornada; suplente utilizado aos 78 minutos; estádio das Antas; empate a um golo) e no CD Feirense (4 de Junho de 1978; 29.ª jornada; titularidade até aos 77 minutos com um-a-zero no marcador; «Saudosa Catedral»; vitória por dois-a-zero). No jogo frente ao FC Porto só a "trupe de árbitros" comandada por Manuel Vicente impediu que Celso tivesse quase a cem por cento a possibilidade de fazer o 2-0 (e o Benfica seria Tetracampeão) antes do 1-1 como já se escreveu neste blogue, em 28 de Maio deste ano (clicar). Com os 12 minutos de excelência frente ao FC Porto, no estádio das Antas, o treinador Mortimore entregou-lhe a titularidade no jogo seguinte pois jogou com ataque reforçado em relação ao FC Porto. Enquanto frente ao FC Porto jogou Néné apoiado por Chalana (com Celso a substituir este aos 78 minutos) no jogo com o CD Feirense a linha avançada foi Rui Lopes, Néné e Celso (depois Jorge Silva) com Chalana a médio-ala-esquerdo. Que ataque alargado! E só "ficou" 2-0! É o Futebol. O mais importante são equipas equilibradas e não tanto jogar com dez avançados!   



Em busca do tempo perdido
Antes da "tal" 28.ª jornada, em 28 de Maio, no 26.º aniversário do estádio das Antas, Celso foi o "pronto-socorro" de Mortimore em dois jogos: SC Braga (7 de Maio de 1978; 25.ª jornada; suplente utilizado aos 61 minutos para a saída de Néné, «Saudosa Catedral»; empate sem golos) e Vitória FC Setúbal (14 de Maio de 1978; 26.ª jornada; suplente utilizado aos 80 minutos para a saída de José Luís; estádio do Bonfim; vitória por um-a-zero). Neste jogo o Benfica acabou o encontro com dez jogadores em campo após expulsão do guarda-redes Bento, aos 82 minutos! Com as duas substituições já efectuadas coube a António Bastos Lopes vestir a "camisola um" de Bento e fazer de Bento! 



Cinco seguidos para alargar a frente de ataque
Para justificar os dois jogos da 25.ª e 26.ª jornadas, o «Glorioso Futebolista», algumas vezes suplente não utilizado, esteve em boa actividade durante um mês com cinco jogos, entre 15 de Março e 16 de Abril de 1978. Ou seja, desde a segunda mão dos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, com 23 minutos jogados em Anfield (D 1-4 com o Liverpul FC) até quatro jornadas - entre a 20.ª e a 23.ª jornada - para o campeonato nacional da I Divisão. Foi uma opção válida para o Benfica colocar mais um avançado em troca, geralmente, com defesas. É neste "período" ao segundo jogo, primeiro para o campeonato que marca o segundo golo para esta competição. Vejamos o "desenvolvimento celsiano" por ordem cronológica:
Liverpul FC - entra aos 67 minutos para sair Pietra (médio-centro-defensivo);
Boavista FC - entra aos 79 minutos para sair Eurico (defesa-central-esquerdo) marcando um golo aos 89 minutos na vitória, por 2-0;
SC Espinho - entra aos 80 minutos para sair Rui Lopes (avançado-de-apoio) com Néné na frente;
Portimonense SC - entra aos 75 minutos para sair Eurico (defesa-central-esquerdo);
CS Marítimo -  entra aos 75 minutos para sair António Bastos Lopes (defesa-lateral-direito) com Sheu a fazer, aos 77 minutos, o resultado final, numa vitória por 1-0.



Dois jogos completos e consecutivos
Se Celso esteve em Anfield também já antes, defrontara o clube Campeão Europeu na «Saudosa Catedral». O primeiro de dois jogos consecutivos como titular jogando os 90 minutos. Liverpul FC (1 de Março de 1978; primeira mão dos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus; «Saudosa Catedral»; derrota por 1-2) e Sporting CP (5 de Março de 1978; quartos-de-final da Taça de Portugal; estádio José Alvalade; derrota por 1-3). Nestes jogos o ataque, com Celso, Néné e Cavungi, sem Chalana foi incapaz. Celso e Cavungi "apanharam por tabela" havendo quem criticasse a falta de soluções na linha avançada, por um estar pelo primeiro ano no Clube (Celso) e outro ser jovem promessa (Cavungi), por isso com falta de "estofo" em jogos considerados de maior exigência. Mas quer Mortimore (como demonstrou até final da época), quer os adeptos (nunca puderam saber até onde poderia chegar o jovem tripeiro Benfiquista, devido ao fatídico acidente) mantinham a confiança em Celso.  




Dois em quatro
Celso continuava a mostrar o que poderia dar - com "meia-temporada" realizada - em qualidade ao Benfica. Em 31 de Janeiro de 1978 (Digressão à Arábia Saudita; selecção A da Arábia Saudita, em Riade; entrou aos 80 minutos saindo Chalana; derrota por 0-1) e 19 de Fevereiro de 1978 (CF "Os Belenenses"; 17.ª jornada; no estádio do Restelo; suplente utilizado aos 70 minutos para a saída de Cavungi). Pelo meio dois jogos em que foi suplente não utilizado, ambos na «Saudosa Catedral» para a Taça de Portugal (SC Régua) e no «Dérbi de Lisboa» para o campeonato nacional no "célebre jogo" em que Victor Batista perdeu o brinco, dando pela falta deste, depois de marcar o único golo do jogo. 



Titular na "Reserva internacional"
Na digressão de final de Janeiro (30 e 31) e início de Fevereiro (1) foi um dos 28 futebolistas que o Benfica fez deslocar ao Médio Oriente. Dos 28 jogaram 25 e Celso foi o único que disputou os três jogos em três dias consecutivos! Aqui Celso foi mesmo único! E apenas três jogadores fizeram dois jogos em três encontros (além de Celso, como é óbvio que até fez três!) um na Reserva e outro na Honra: Cavungi (30 e 31), António Bastos Lopes (31 e 1) e Eurico (31 e 1).  Houve mais sete futebolistas a fazer dois jogos mas ambos os da Reserva, em 30 de Janeiro e 1 de Fevereiro. Por isso, Celso em 30 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 1978 fez parte dos dois «onzes  titulares da categoria Reserva» jogando em qualquer deles os 90 minutos. No primeiro desses jogos, frente à selecção B da Arábia Saudita (D 2-3) marcou um golo aos 37 minutos, fazendo o 2-0. No último jogo, frente a um clube, o Al-Nasr Riade (V 2-0) assistiu Rui Lopes que fez os dois golos. Entre estes, o jogo na categoria de Honra com Celso a jogar os últimos dez minutos após a saída de Chalana. 



E o Benfica conquistou a Taça de Honra de Lisboa
Tendo Celso como um dos mais influentes. Marcou, em 21 de Dezembro de 1977, o golo que colocou o «Glorioso» na final e foi de uma utilidade extrema na final (28 de Dezembro de 1977), frente ao Sporting CP. Na final acabou expulso a dois minutos dos 120, mas deu sempre resposta "adequada" aos defesas violentos do adversário, nunca se intimidando ou resguardando. O Benfica conquistou o troféu regional oficial com Celso a ser preponderante. 



Entre o muito e o pouco
Dois jogos consecutivos depois de um período difícil com presença a jogar apenas em três jogos, todos para o campeonato nacional - 6 e 20 de Novembro e 4 de Dezembro nos nove disputados pelo Benfica. Eis o "relatório":
Portimonense SC - entra aos 80 minutos para sair Victor Batista (ponta-de-lança) com José Luís (à direita) e Chalana (à esquerda);
CS Marítimo - entra aos 81 minutos para sair Cavungi (extremo-direito);
SC Braga -  entra aos 63 minutos para sair Pereirinha (médio-defensivo) num jogo que terminou sem golos, apesar do Benfica ter jogado 27 minutos em 4.2. (Toni e Pietra) 4. (Néné, Celso, Victor Batista e Chalana). Em três jogos, os dois primeiros para "refrescar dando mais poder físico" a linha avançada e o do estádio 1.º de Maio (Braga) para forçar o ataque e o golo que nunca apareceu.



Estreia a marcar
Em 23 de Outubro de 1977, frente ao SC Espinho, na «Saudosa Catedral», aos 31 minutos, fazendo o resultado final (V 2-0), com 90 minutos a titular, pela 6.ª jornada do campeonato nacional. O culminar, em beleza, de três jogos consecutivos a honrar o «Manto Sagrado». Vejamos os outros dois, um para a 5.ª jornada do campeonato nacional e outro para a primeira mão dos oitavos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus:
Boavista FC - entra aos 11 minutos para sair lesionado Néné (avançado) com Victor Batista (ponta-de-lança) a "não conseguir estar" mais que 38 minutos em campo;
B 1903 Copenhaga - entra aos 59 minutos para sair Victor Batista (ponta-de-lança). Estávamos em 19 de Outubro de 1977. O sonho era do tamanho do mundo para Celso.



Estreia a titular
Em 10 de Setembro de 1977, frente ao CF "Os Belenenses", na 2.ª jornada do campeonato nacional, na «Saudosa Catedral». Uma vitória por 2-0 já consumada, aos 81 minutos, quando Celso saiu para a entrada de Cavungi.


Estreia no campeonato nacional, como titular, na 2.ª jornada depois de ser suplente utilizado (nos derradeiros 11 minutos) na primeira jornada, frente ao Sporting CP, no estádio José Alvalade

Estreia em Sevilha
Uma pré-temporada exigente com passagem por Sevilha (dois jogos para o VII Torneio Cidade de Sevilha seguindo-se o campeonato nacional e o primeiro jogo para a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Seriam sete jogos consecutivos sempre a ser utilizado, os três primeiros como suplente e os outros quatro como titular e, destes, o último (24 de Setembro de 1977) jogando os 90 minutos. Vamos ao "Deve e Haver do Celso de todos nós":
Sevilha FC - entra aos 64 minutos para sair José Luís (médio-direito) numa tentativa - trocando um médio por mais um avançado - de corrigir um jogo (com o marcador em 0-2), das meias-finais, em que o resultado final foi de 0-3, numa linha avançada com Néné, Victor Batista e Chalana;
Vasas SC Budapeste - entra aos 68 minutos para sair José Luís (médio-direito) numa tentativa - trocando um médio por mais um avançado - de corrigir um jogo, já com 1-2 desde os 44 minutos, do apuramento do 3.º classificado, em que o resultado final foi de 1-2, numa linha avançada que mantinha Néné, Victor Batista e Chalana;
Sporting CP (estádio José Alvalade) - entra aos 79 minutos para sair José Luís (médio-direito) numa tentativa - trocando um médio por mais um avançado - de corrigir um jogo empatado a um golo desde os 20 minutos, numa linha avançada que insistia em Néné, Victor Batista e Chalana;
CF "Os Belenenses" - estreia a titular numa linha avançada com Celso, Victor Batista e Chalana, saindo aos 81 minutos para entrar Cavungi;
FK Torpedo (Moscovo) - titular numa linha avançada com Celso, Néné e Chalana, saindo aos 75 minutos para entrar Cavungi;
Vitória SC (Guimarães) - titular numa linha avançada com Celso, Néné e Chalana, saindo aos 73 minutos para entrar José Luís;
Varzim SC - titular numa linha avançada com Celso, Néné e Chalana, jogando 90 minutos;


Estreia na Taça dos Clubes Campeões Europeus (logo como titular) também na estreia do Benfica nas competições europeias nesta temporada

Antes do «Glorioso»
Até posso adaptar o texto que inventei "sob pressão" na NOTA FINAL do texto publicado em 28 de Maio de 2019 (clicar) e que daria origem a uma promessa cumprida hoje!
NOTA FINAL PARA DESTACAR CELSO: Um dos mais infortunados futebolistas do «Glorioso». No final de 1977/78 além de lhe roubarem poder ser campeão nacional foi vítima de um acidente brutal. Como se aproxima a meia-noite fica desde já prometida uma homenagem deste blogue a Celso aquando da data do seu último jogo com o "Manto Sagrado»: 27 de Junho de 2019 (1978). Mas vou contar o que for possível para hoje.

Celso nasceu Benfiquista na cidade do Porto - benfiquista tripeiro, em 22 de Fevereiro de 1954. Formado no Boavista FC e futebolista no Varzim SC (1974/75) sonhava jogar de vermelho indo parar ao SC Salgueiros (1975/76). Depois regressou ao Boavista FC (1976/77) para ingressar no seu/nosso «Glorioso».
Só fez uma temporada (ainda ajudou a conquistar a Taça de Honra) e numa noite fatídica em que na antiga e traiçoeira ponte de Corroios (Margem Sul) um furo o obrigou a sair do automóvel para ser colhido por uma camioneta. Perda de "massa encefálica" temendo-se o pior. A morte ou ficar inutilizado, paralisado, para o resto da vida. Depois deixei de saber dele. Um dia estava na cidade do Porto, na Casa do Benfica, para ver uma final da Taça de Portugal em Basquetebol, penso que com o Galitos FC Barreiro, em 16 de Março de 2014. E estava no Porto com o António Melo que tinha ido representar uma peça ao Teatro Sá da Bandeira. Tenho ideia que o António Melo também estava na Casa do Benfica no Porto no momento em que chega um Benfiquista para também assistir à final. Dizem-me ou dizem-nos que era o Celso. Perguntei ou perguntámos: O Celso do Benfica? SIM, respondem. Bem... foi como se tivesse marcado um golo. Senti ou sentimos uma alegria de o ver ali, ainda que com dificuldade, mas estava ali. O Celso! Foi como vê-lo a marcar um golo. Não é demagogia. Foi mesmo alegria por ser inesperado. Eu pensava que ele era um "vegetal" e afinal tinha ali o Celso do Benfica e a possibilidade de o "entrevistar". Contou o drama, a força que ele e o pai tiveram para o arrancar da morte, da invalidez e do desespero. Conseguir ver o Celso (quando pensava que estava paralisado algures num qualquer Lar) falar com ele (logo do "tal jogo", como é evidente, ele que foi protagonista roubado) da paixão dele pelo Benfica. E saber que ele era presença assídua na Casa do Benfica no Porto foi um momento que jamais esquecerei. Ainda consigo visualizar a sua silhueta ao cimo das escadas e depois numa das mesas. Só o Benfica. A forma como recuperou da morte para a vida foi quase um milagre. Grande Celso. Espero que um dia leias este bocadinho de texto e o que será editado em 27 de Junho deste ano!




E amanhã continua
Com uma entrevista a Celso e ao seu extremoso pai publicada em 1983.



Que orgulho Celso em teres vestido o «Manto Sagrado» e ver-te jogar (e marcar) no estádio do Restelo

Alberto Miguéns

NOTA: Só espero é que os responsáveis pelo dinheiro do «Glorioso» não se tenham esquecido de Celso. Celso pode não ser "mediático" como muitos outros jogadores - para os media já nem existe - e dar pouca visibilidade na comunicação social às acções de apoio. Mas a solidariedade até deve ser exercida de modo anónimo e discreto. Celso necessita de tudo menos caridade. Celso é um Homem À Benfica: pacato mas orgulhoso. Ama o seu Benfica e, dos Benfiquistas, apenas quer o nosso carinho. Gostaria que o Clube lhe desse um pouco mais que sendo ínfimo para o SLB... para ele é muito! QUASE TUDO!

NOTA DE AGRADECIMENTO: Aos Benfiquistas Mário Pais e Victor Carocha que possibilitaram melhorar o texto. Mário Pais como "uma espécie de enviado especial do «Em Defesa do Benfica» às bibliotecas e hemerotecas deste País. A Victor João Carocha que é «uma espécie de arquivista fotográfico para este blogue a desenrascar À Benfica, ou seja, mesmo que tenha de ser no último minuto!». Obrigado. 
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26/06/2019

Celsomania

26/06/2019 + 10 Comentários
EM VEZ DE CELSOPATIA. É O QUE SE PRETENDE.



Celso é daqueles futebolistas impossíveis de avaliar em termos de todo o potencial que tinha para engrandecer o «Glorioso». Pode ser descrito o que fez no Clube. Tal como todos. Só esteve uma temporada no Clube. A sua carreira foi interrompida, abruptamente e irremediavelmente, por causas extra-futebol. 

Só uma época (1977/78)?
Foi obrigado a que isso seja um facto. O acidente, em 20 de Julho de 1978, é que fez terminar a sua ligação ao futebol do Benfica. E para sempre ao Futebol. E quase à vida! O resto é especulação. Teoricamente podia ter saído no final dessa temporada, tal como todos os que, com ele, faziam parte do «Glorioso Plantel 1977/78» assim como podia permanecer x anos/temporadas, jogar mais uns milhares de minutos, umas centenas de jogos e golos, ser titular em umas quantas épocas e terminar a carreira como um dos melhores avançados de sempre do Benfica! Não sabemos! Nunca saberemos! O acidente após, apenas, uma temporada com o «Manto Sagrado» não o permite saber!  

Quase sempre a suplente utilizado?
Pois, mas sendo avançado num plantel que jogava com dois (geralmente Victor Batista e Néné) e ainda tinha Chalana, muitas vezes como se fosse "falso avançado" como iria Celso conseguir "tirar o lugar" a Néné, tendo ainda Victor Batista no plantel? Além de três "jovens avançados formados no Benfica" que eram apontados como tendo enorme potencial: Rui Lopes, Cavungi e Jorge Silva. Aliás, em teoria, só o facto de Victor Batista ter a vida que tinha, treinar como treinava, jogar por vezes tão mal por questões emocionais como jogava (substituído a meio da... primeira parte), permitiu que Néné fosse mais utilizado em "frente à baliza" e marcasse tantos golos. Em "condições" normais seria Victor Batista o futebolista goleador, com Néné pela direita e Chalana pela esquerda. Néné como "segundo avançado" no apoio a Victor Batista e Chalana mais recuado. Celso ainda teria mais dificuldades - num primeiro ano de Benfica - frente a estes colossos. Victor Batista na "boa-vai-ela" permitiu que, mesmo assim, Celso jogasse o que jogou!  


É que nesses tempos de Benfica...
Jogando com quatro centrocampistas os treinadores tendo, desde 1968/69, a possibilidade de fazer duas substituições, geralmente optavam por alterar o meio-campo, trocando um médio mais defensivo por um mais ofensivo (com golo e destreza para assistir os avançados) em situações com necessidade de marcar golos ou colocando um médio mais defensivo (por troca com outro mais ofensivo) quando era necessário pausar o jogo e "segurar o resultado para assegurar o sucesso". Trocas de avançados só em caso de algum estar desgastado ou ser necessário alterar as características - físicas, técnicas e/ou tácticas - dos atacantes do Benfica.

Celso já para amanhã!

Alberto Miguéns


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25/06/2019

Rede Para Que Te Quero!

25/06/2019 + 0 Comentários
APENAS A REDE ESPANHOLA INVADE ESTE CANTINHO DE PORTUGAL DEIXO AGENDADO.


Oásis. 

Quase uma miragem!

Alberto Miguéns
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24/06/2019

Não Há... Não!

24/06/2019 + 0 Comentários
APENAS A REDE ESPANHOLA INVADE ESTE CANTINHO DE PORTUGAL DEIXO AGENDADO.



Elas vão aumentando. 

E o Futebol vai diminuindo!

Alberto Miguéns
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23/06/2019

Manuel Vilarinho 71

23/06/2019 + 6 Comentários
FILHO DE ÁGUIA SABE VOAR. HÁ 71 ANOS NASCEU MANUEL VILARINHO.


Filho de um dirigente do Benfica, Mário Rodrigues Vilarinho. Um «dirigente histórico» pois teve cargos na Direcção (1938, 1939 e 1940) depois no Conselho Fiscal (1942, 1943, 1945, 1946, 1947 e 1948) com eleições anuais estando numa das mais arrojadas decisões dos Órgãos Sociais do «Glorioso». Em 28 de Outubro de 1944 contornámos a suspensão dos Corpos Gerentes do SLB, pela Direcção Geral dos Desportos (DGD), fazendo os suplentes passar a efectivos. A chamada «Direcção dos Suplentes» contornando a decisão do governo do Estado Novo. O Poder não tinha meios legais para suspender os "suplentes que passaram a efectivos" (entre eles Mário Vilarinho) para gáudio dos Benfiquistas. Só o Benfica!   

Entrou para associado às...cinco semanas (40 dias)
Manuel Lino Rodrigues Vilarinho nasceu na cidade de Lisboa, em 23 de Junho de 1948, entrando para associado do “Glorioso” menos de dois meses depois, em 2 de Agosto de 1948. Com o pai dirigente era como estar sempre no Clube. Gestor de empresas e jurista, sempre fortemente ligado ao Clube fez parte de três gerências do “Glorioso”: duas em Conselhos Fiscais – a primeira entre 10 de Maio de 1979 e 29 de Maio de 1981, numa presidência da Direcção de José Ferreira Queimado e a segunda entre 29 de Março de 1985 e 27 de Março de 1987, numa presidência da Direcção de Fernando Martins – e uma como vice-presidente para a gestão na Direcção presidida por Manuel Damásio, entre 7 de Janeiro e 5 de Dezembro de 1994, quando pediu a demissão, menos de um ano num mandato previsto para três.




Eleições para o que é hoje o Benfica
Em 27 de Outubro de 2000, realizaram-se as eleições mais “dramáticas” da história do Clube, pelo antagonismo das duas propostas apresentadas a sufrágio. Estava-se perante um mandato como nunca existira antes, com a Comunicação Social (em particular as televisões) em campos opostos. Em confronto duas listas – a A que propunha a reeleição do presidente da Direcção, João Vale Azevedo sob o lema “Por Um Benfica Independente” e a B que indigitou para presidente da Direcção Manuel Vilarinho sob o lema “Salvar o Benfica Enquanto É Tempo” (clicar para notícia). Participaram no acto eleitoral 21 804 associados com direito a 322 453 votos. Foi a maior afluência de sempre em eleições do Benfica (e em clubes desportivos portugueses), com mais 1939 sócios (e mais 30 991 votos) que o recorde que datava de 31 de Outubro de 1997, na eleição anterior, há três anos. Foi escolhido para presidente da Direcção, Manuel Vilarinho com 62 por cento dos votos. Nas restantes presidências foram eleitos: Paulo Pitta e Cunha na Mesa da Assembleia Geral e Luís Filipe Nazaré no Conselho Fiscal.




Tempos difíceis
As perspectivas futuras não eram de facilidade, prevendo-se dificuldades a todos os níveis - associativo, desportivo e financeiro – devido às clivagens que trespassavam a “família benfiquista”. Só a mestria e inegável Benfiquismo do presidente da Direcção permitiu tornar fácil o que se anunciava difícil, ainda que nas questões desportivas, não fosse possível conseguir resultados no imediato. Mas o Benfica está sempre "condenado" a vencer devido à sua grandeza contínua, por isso estrutural, que suplanta sempre dificuldades pontuais e conjunturais. 






Unidade Benfiquista
O Benfica estava muito fragilizado devido às fortes divisões entre os associados, e mesmo a eleição do presidente da Direcção, Manuel Vilarinho representava uma “vaga de fundo” face à situação tormentosa e turbulenta vivida pelo Clube nos últimos anos. Havia várias sensibilidades no interior dos Órgãos Sociais, principalmente com a entrada para a Benfica SAD, em Maio de 2001, do ex-presidente do FC Alverca (Luís Filipe Vieira) daí não causar estranheza que logo aquando das primeiras decisões importantes, houvesse divergências inconciliáveis, que levaram à “queda” do Conselho Fiscal presidido por Luís Nazaré, em 20 de Setembro de 2001 (primeiro com o vice-presidente, Tinoco de Faria, e mais tarde, com Luís Filipe Vieira que o intitulou, na televisão, em directo, como "papagaio"), com eleição intercalar para novo órgão em 19 de Outubro de 2001. Paulatinamente, mas com sustentabilidade foi-se construindo um projecto coerente, que viria a restaurar a credibilidade do “Glorioso” face aos agentes externos e devolver à generalidade dos simpatizantes o orgulho de poderem aspirar de novo a um Clube vencedor, sem sobressaltos. Foi ainda possível o regresso do semanário “O Benfica” que retomou a publicação regular, em 28 de Fevereiro de 2001, aquando do 97.º aniversário do Benfica. Há uma entrevista esclarecedora, À Vilarinho, "sem papas na língua" que ficará para a História (clicar para jornal «Record» de 29 de Julho de 2001). Uma entrevista que explicará o Benfica nos primeiros 25 anos do século XXI!




Futebol desastrado

O futebol vivia num período de enormes dificuldades que se agravaram com a precipitada substituição do treinador principal (José Mourinho), cuja relação treinador/dirigentes se revelou conflituosa desde as eleições (Manuel Vilarinho anunciara que Toni seria o treinador assim que fosse possível), acabando o Clube na época de 2000/01 em 6.º lugar no campeonato nacional, classificação inédita na nossa história em 85 temporadas de campeonatos nacionais, pois os nossos piores resultados eram dois 4.ºs lugares em 1938/39 e 1939/40, há 61 anos! Em 2001/02 classificámo-nos em 4.º lugar, não participando nas Competições Europeias, após 40 temporadas consecutivas a jogar nas provas da UEFA! E em 2002/03 pela segunda época consecutiva estivemos afastados de qualquer competição europeia e pela primeira vez na nossa gloriosa história fomos eliminados por uma equipa de um clube de uma divisão secundária (e no nosso Estádio!) após 63 temporadas de Taça de Portugal – ou 76 épocas se considerarmos o Campeonato de Portugal.  Também no “futebol de formação” havia dificuldades em conseguir conquistar títulos – apenas um campeonato nacional de Juvenis e um campeonato distrital de Infantis.




Futsal e Râguebi campeões

O Benfica mesmo com tantas dificuldades operacionais face aos custos elevados das novas infra-estruturas bem como à impossibilidade de manter em espaços próprios as modalidades não suspendeu qualquer desporto, apostando ainda no Futsal, a 36.ª modalidade praticada no Clube, elevando para 16 (com quatro equipas femininas) os desportos praticados em simultâneo no Benfica. E em 2002 regressaria a pratica do Pólo Aquático, após 18 épocas de interregno ou 66 anos (desde 1936) se considerarmos a participação em competições oficiais! O “Glorioso” regressou aos títulos de campeão nacional em Râguebi em 2000/01, após nove temporadas de interregno e no Hóquei em Patins conquistou duas Taças de Portugal e duas Supertaças consecutivas.  Mas seria o Futsal a conseguir uma “dobradinha” em 2002/03, inédito na modalidade em Portugal. O “Glorioso” em apenas duas épocas tornava-se a maior potência deste desporto em Portugal, somando ainda a Supertaça no início da temporada seguinte, em 2003/04. A nível internacional o Râguebi conquistou pela quarta vez a Taça Ibérica. A estes triunfos há que juntar as habituais conquistas nas escalões de formação em várias modalidades, colectivas e individuais, que continuaram a fazer do “Glorioso” o maior (e melhor) clube desportivo português.





Revitalização da Benfica Futebol SAD

Finalmente foi possível proceder ao aumento do capital social da BENFICA SAD através de uma subscrição pública de acções aumentando, em 11 de Maio de 2001, o capital social de 997 596 euros para 74 819 690 euros, tendo o Clube subscrito 29 728 355 euros, ou seja, 40 por cento. O reforço da BENFICA SAD permitiu dotar a nossa instituição com contas absolutamente transparentes, na gestão do futebol, bem como proceder a um reenquadramento dos recursos humanos e ao reforço financeiro do “Glorioso”. Outra entrevista «À Vilarinho» embora menos conseguida por culpa da entrevistadora, ao jornal «Expresso», em 15 de Maio de 2015 - (clicar).


Um Estádio «À Benfica»
Com o aproximar do final do prazo da tomada definitiva da resolução quanto ao futuro do Estádio visando a participação no campeonato da Europa de 2004, em 28 de Setembro de 2001, a Assembleia Geral autorizou a Direcção a construir um novo Estádio, iniciando-se de imediato as obras, num tempo de construção fantástico, face ao monumental recinto desportivo que seria erguido, na área anteriormente ocupada pelo Campo 2. Todo o espaço envolvente ao Estádio da Luz foi transformado para permitir a construção das acessibilidades rodoviárias e pedonais, bem como o complexo desportivo e comercial anexos ao novo Estádio. A complexidade da obra envolveu também a transferência provisória dos serviços administrativos, financeiros e directivos instalados no Estádio da Luz para o Edifício da Lisboa Gás, em Cabo Ruivo, onde se mantiveram aproximadamente um ano, desde 22 de Março de 2003 – data do último encontro do Estádio da Luz – até meados de Março de 2004, quando se procedeu à instalação dos serviços no novo recinto desportivo, após a sua inesquecível inauguração, em 25 de Outubro de 2003. Neste período de tempo o futebol profissional utilizou o Estádio Nacional para realizar os jogos referentes às competições nacionais e o estádio do Bessa (propriedade do Boavista FC, no Porto) para jogos internacionais. As restantes equipas e as modalidades alugaram vários recintos na área da Grande Lisboa. Conseguiu-se (finalmente…) desbloquear o conturbado processo da Euroárea iniciando, em 3 de Junho de 2003, a construção do “Centro de Estágio” no Seixal.



Pedra basilar da renovação directiva no clube
Manuel Vilarinho afastou-se dos cargos directivos após o acto eleitoral, em 31 de Outubro de 2003, que culminou com a eleição de Luís Filipe Vieira, representando a continuidade do trabalho por si iniciado em 2000. Num mandato trienal (que certamente pareceu mais longo…) apesar de todas as dificuldades e escolhos colocados pelos nossos adversários, Manuel Vilarinho conseguiu com sabedoria e muito, mas muito Benfiquismo elevar o Clube a um patamar de sobriedade e sustentabilidade que seriam a base para o lançamento da entrada do “Glorioso” no segundo século de existência. A gratidão dos Benfiquistas pelo modo como soube granjear simpatia e dignificar o nome do Clube, honrando o nosso passado, permitiu que com agrado os associados lhe concedessem, em 9 de Julho de 2004, a distinção máxima do Clube, a “Águia de Ouro”. Em 27 de Outubro de 2006, foi eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral ficando até ao final do mandato trienal, em 3 de Julho de 2009, numa antecipação das eleições previstas para 23 ou 30 de Outubro de 2009.

O presidente da credibilidade

Alberto Miguéns

NOTA FINAL (Alguns dos grandes momentos da sua presidência)

2000.10.27 – 80.ª eleição dos Órgãos Sociais
2000.10.31 - Tomada de posse, no Pavilhão n.º 2 
2001.04.08 – Conquista da TP de Hóquei em Patins (na Arrifana, V 4-2 ao ÓC Barcelos)
2001.05.06 – Conquista do CN de Râguebi (em Coimbra, V 27-6 à Académica Coimbra)
2001.06.17 – Conquista do CN de Juvenis, em futebol (em Guimarães, V 3-2 ao Vitória SC)
2001.09.13 – Estreia do Futsal (36.ª modalidade) (no Pav. Luz, D 2-3 com o Miramar FC)
2001.09.28 – Resolução em AG para a construção do Novo Estádio
2001.10.19 – Eleição intercalar para o Conselho Fiscal
2001.10.23 – Conquista da ST de Hóquei em Patins (em Barcelos, E 2-2 com o ÓC Barcelos)
2001.12.30 – Conquista da Taça Ibérica de Râguebi (em Valladolid, V 19-16 com o VRAC)
2002.06.16 – Conquista da TP de Hóquei em Patins (3.ª consecutiva) (em Sintra, V 6-1 ao FC Porto)
2002.09.22 – Conquista da ST de Hóquei em Patins (na Luz, V 12-4 ao FC Porto)
2003.03.22 – “Monumental Adeus” na despedida ao Estádio da Luz
2003.03.23 – Sede provisória em Cabo Ruivo, no edifício da LisboaGás
2003.05.31 – Conquista do CD de Infantis, em futebol (no Alto dos Moinhos, V 3-1 ao Sporting CP)
2003.06.03 – Início das obras para a construção no Seixal do “Centro de Estágio”
2003.06.05 – Conquista do CN de Futsal (em Loures, V 5-2 ao Sporting CP)
2003.06.22 – Conquista da TP de Futsal (“dobradinha”) (no Fundão, V 5-4 ao CR Freixieiro)
2003.09.13 – Conquista da ST de Futsal (na Nazaré, V 3-0 ao CR Freixieiro)
2003.10.25 – Inauguração da “Nova Catedral”
2003.10.31 – 81.ª eleição dos Órgãos Sociais
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