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domingo, 13 de março de 2011

FC Porto fascista porco

domingo, 13 de março de 2011 47 Comentários


EFEMÉRIDE

Passam hoje, 13 de Março de 2011, 83 anos sobre uma data vergonhosa – 13 de Março de 1928 - que assinala a estreia do aproveitamento institucional de um clube desportivo e da cobertura que lhe foi dada pelo aparelho político que iria desembocar no “Fascismo Português”.

O FC Porto foi elevado a Instituição de Utilidade Pública passando a usufruir de todos os benefícios daí inerentes (ver imagem do Decreto-Lei do Ministério da Instrução Pública publicado no Diário do Governo).

Recordemos que o Benfica, apenas em 6 de Setembro de 1960, e integrado num lote de cinco clubes (ver imagem do Decreto n.º 43 153) atingiu tal distinção e proveitos. Ou seja, haviam passado... 32 anos e seis meses após a estreia portista como “Clube do Fascismo”!

Esta data, há 83 anos, marca no futebol português o modo, inédito até aí, como um clube se aproveitou, para proveito próprio, da promiscuidade entre o exercício de cargos directivos e a participação no aparelho repressivo do Estado Novo.

Se bem que o FC Porto se aproveitasse muito bem desta promiscuidade, até 25 de Abril de 1974, a sua existência provinciana e regional, num regime centralista, permitiu que fosse o Sporting CP aquele que mais beneficiou com a Situação.

Em 1928, o presidente da Direcção do FC Porto era o inefável fascista Abílio Urgel Horta (clicar). Nascido em 17 de Junho de 1896, em Felgar, uma freguesia em Torre de Moncorvo, cedo rumou para a cidade do Porto, onde se formou em Medicina. Aos 31 anos, sendo presidente do FCP e tendo feito amizades, com alguns dos militares que implantaram (28 de Maio de 1926) em Portugal, a Ditadura Nacional que estaria na origem, em 1933, do Estado Novo, consegue com uma “cunha de tamanho fascista” que o Presidente da República Óscar Carmona, Manuel Rodrigues Júnior (Ministro das Finanças) e José Alfredo Mendes de Magalhães (Ministro da Instrução Pública) assinem o Decreto-Lei que fez do FC Porto o pioneiro (e único clube durante 32 anos e seis meses) detentor do estatuto de Utilidade Pública. 

Este médico fascizóide regressaria à presidência da Direcção portista, entre 1951 e 1953, para “sacar do Poder Autoritário e Repressivo Português” o Estádio das Antas, inaugurado pomposamente em 28 de Maio de 1952, o Dia das Comemorações Fascistas, integrando a inauguração do estádio nas celebrações dos 26 anos da implantação do Regime. O médico fascizóide foi deputado da União Nacional, em diversas legislaturas, mostrando-se particularmente activo, na VI (1953-1957), VII (1957-1961) e VIII (1961-1965). Infelizmente, já não viu a Implantação da Democracia. Como ele, certamente, se indignaria com o poder actual do FC Porto, com este a conotar o Benfica com o Regime que sempre defendeu, e com o qual o seu clube (FC Porto) tanto beneficiou. Ingratidão “pintodacostista”.

Publicamos uma sugestiva fotografia com dois figurões do Fascismo Português – Oliveira Salazar e Óscar Carmona – tendo ambos de cada lado, duas das muitas figurinhas do FC Porto, ambas (a par de Salazar) a fazer a saudação fascista. O primeiro da direita é... Urgel Horta. O primeiro da esquerda é Ângelo César.

O fascista Ângelo César Machado (clicar) nasceu em 4 de Março de 1900 numa pequena freguesia do distrito Viseu, concelho de Resende, denominada... Andrade. Andrade à nascença, Andrade e fascista toda uma vida. Ângelo César cruzou-se com Salazar (nascido no Vimieiro... Viseu, em 1889) na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde Salazar foi seu professor. Estabeleceu-se entre eles uma grande amizade – formou-se em 1924 – com ambos a integrarem o Centro Católico. O fascista Ângelo César esteve na fundação da Milícia Lusitana em 1927, que depois integrou a “Liga Nacional 28 de Maio”, génese da Legião Portuguesa (os delatores do Regime, popularmente designados por “Bufaria”). Ângelo César foi destacado deputado na Assembleia Nacional, fazendo a apologia de Salazar não só como militante do partido único União Nacional, mas com artigos panegíricos a Salazar e ao Fascismo publicados num dos jornais patrocinados pelo Estado Novo, o “Diário da Manhã” órgão de imprensa em que os tipógrados por vezes se “esqueciam” de colocar o “til” porque entendiam classificar melhor as notícias como “Diário da Manha”. 

Advogado estabelecido na cidade do Porto, enquanto deputado da fascista União Nacional - em três legislaturas {I (1935-1938), II (1938-1942) e III (1942-1945)} - foi presidente da Direcção do FC Porto, entre 1938 e 1939. Morreu em 12 de Julho de 1972, vilipendiado pelos democratas portuenses, a dois anos da Revolução dos Cravos. Que pena não ter assistido, à democracia e ao portismo que conota o Benfica com o Regime de que foi um dos mais influentes sustentáculos no Norte. Ângelo César foi um dos principais responsáveis pela organização da "Bufa Portuense" sendo, em 1937, adjunto político da primeira Junta Central da Legião Portuguesa no Norte de Portugal. Quantos democratas não teria ele "enviado" para Custóias e Peniche!? Apesar dessa vergonhosa promiscuidade - deputado fascista da União Nacional e presidente fascizóide do FC Porto, em simultâneo - o inefável medíocre nosso contemporâneo Bernardino Barros tenta branquear a sua acção fazendo-o passar por um oposicionista ao salazarismo (ver digitalização). Têm cá uma lata, estes portistas.

Fascismo (e FC Porto) Nunca Mais!

Alberto Miguéns



Decreto do Ministério da Instrução Pública. 13 de Março de 1928



Decreto n.º 43 153 do Ministério da Educação Nacional 
(D-G da EF, D e SE). 6 de Setembro de 1960


Da esquerda para a direita:
Ângelo César (presidente do FC Porto entre 1938 e 1939), Oliveira Salazar (1889/1970), Óscar Carmona (1869/1951) e Urgel Horta (presidente do FC Porto em 1928/29 e de 1951 a 1953)


O sem vergonha Bernardino Barros in “Mui Nobre e Sempre Invicto Clube do Porto”, Página 20, Prime Books, Lisboa, 2006... A dar a entender que o FC Porto era prejudicado pelo salazarismo por ter Ângelo César. Mas este era fascista (clicar)


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sexta-feira, 11 de março de 2011

Invictos! Já lá vão 38 anos

sexta-feira, 11 de março de 2011 2 Comentários
EFEMÉRIDES


Passam hoje (quase…) quatro décadas que o Benfica conseguiu um feito único, que na actualidade, passados 38 anos, ainda, continua imbatível. Ser campeão invicto… sem derrotas, em 30 jornadas, com 28 vitórias e dois empates (na 24.ª e 29.ª jornada). Sagrámo-nos campeões na 23.ª jornada, em 11 de Março de 1973, pois faltando disputar sete jornadas, ou seja 14 pontos (V = 2 pontos) o 2.º classificado – CF “Os Belenenses” – encontrava-se a 14 pontos, tendo desvantagem no confronto directo {D 0-5 na Luz (7.ª J.) e D 0-2 no Restelo (22.ª J.)}. Na 24.ª jornada só uma vigarice do árbitro António Garrido, marcando uma grande-penalidade aos 86 minutos que deu o empate a dois golos ao FC Porto, no seu estádio, permitiu não terminar a competição com 30 vitórias em 30 jogos, pois o empate na Tapadinha (sem golos) eventualmente só aconteceu porque o sonho de ser totalista em vitórias estava interrompido desde o jogo nas Antas.

O “Glorioso” antes de conseguir ser campeão invicto, em 1972/73, esteve em seis edições anteriores da competição em condições de o conseguir pois apenas averbámos uma derrota: 1935/36 (na 2.ª jornada em 14), 1937/38 (6.ª em 14), 1959/60 (26.ª em 26!!!!!!), 1962/63 (4.ª em 26), 1963/64 (9.ª em 26), 1971/72 (24.ª em 30), ou seja, em 1959/60 falhámos na última jornada e no Nacional anterior ao feito ímpar estivemos invictos 23 jogos! Depois da temporada de 1972/73 registamos mais três edições com apenas um desaire: 1982/83 (14.ª em 30), 1986/87 (também 14.ª em 30), 1990/91 (10.ª em… 38). Notável Benfica!

Em 1977/78 classificámo-nos em 2.º lugar invictos (nove empates em 30 jornadas), perdendo apenas no desempate por golos, isto porque o “Clube dos Vigaristas” já anda a vigarizar desde há muito – na 2.ª volta (quando pressentiu que podia vencer por diferença de golos) marcou 47 golos, enquanto na 1.ª (teoricamente mais fácil) apenas 34!

Nos 32 Nacionais conquistados pelo “Glorioso” registamos: sem derrotas (um, em 1972/73); uma derrota (nove); duas derrotas (doze); três derrotas (oito); cinco derrotas (um em 1954/55); e sete derrotas (um em 2004/05) (ver Quadro).

Já ficámos em 2.º lugar (no Benfica não há vice-campeões, apenas campeões, como afirmava Cosme Damião) por 24 vezes: sem derrotas (um, em 1977/78); duas derrotas (quatro); três derrotas (dois); quatro derrotas (sete); cinco derrotas (cinco); seis derrotas (quatro); oito derrotas (um, em 1950/51).

Neste 77.º Campeonato Nacional, em 2010/11, o FC Porto lidera na 22.ª jornada, com 20 vitórias e dois empates (na 7.ª e 12.ª jornada), ou seja, quando faltam oito jogos para terminar a competição, o FC Porto mantém-se invicto, com dois empates, em 22 jogos (tantos quantos os nossos em 30 jogos durante 1972/73). Seria lastimável – face ao modo como fomos campeões invictos – classe, saber ganhar, esforço, independência de todos os clubes, ausência de subserviências e satelizações – que um FC Porto de vergonha e habilidades & malabarismos igualasse essa proeza do “Glorioso” com 38 anos! Envergonharia tudo e todos!

Um Benfica de conquistas extremas, das que transformam normalidade em sublimação.

Alberto Miguéns


 
                     As  279 derrotas nos 76 Campeonatos Nacionais
                     distribuídas pelas classificações obtidas
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Les Uns et les Autres (Uns e Outros)

quinta-feira, 10 de março de 2011 0 Comentários
EFEMÉRIDES


Estamos a escassas horas de receber na “Catedral” o PSG para mais um jogo europeu organizado pela UEFA, desta vez para a 1.ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Aí temos, à nossa espera, às 20 horas, no Palco da Glória, o nosso estádio, o 328.º jogo do Clube para as competições da UEFA {990.º jogo internacional e 101.º na 53.ª Liga Europa (2) / Taça UEFA (38) / Taça das Cidades com Feiras (13)}. O Benfica é um clube histórico do futebol mundial, apenas superado em número de jogos europeus por seis emblemas (em 782 clubes que participaram pelo menos numa edição de uma das três provas da UEFA)! (ver Quadros)

ESTATÍSTICA

SLB vs PSG

O primeiro encontro entre Benfica e PSG ocorreu em 5 de Setembro de 1975, em Paris, num jogo no âmbito da transferência do capitão Humberto Coelho para o… PSG (ver equipa do SLB). São oito os confrontos entre o melhor emblema português e o mais emblemático clube parisiense, fundado em 12 de Agosto de 1970, resultante da fusão de duas agremiações históricas: Paris FC (1 de Agosto de 1969) e Stade Saint-Germain (1904). No pré-jogo de logo à noite, registam-se: 8 J – 2 V – 4 E – 2 D e 12/10 em golos (ver Quadro).

SLB vs FRANÇA

Nos confrontos, nas competições da UEFA, frente a adversários gauleses temos ampla vantagem nos dez confrontos – oito a eliminar – com o “Glorioso” a passar à eliminatória seguinte em seis {1967/68 (AS Saint-Etienne), 1978/79 (FC Nantes), 1988/89 (Montpellier PSC), 1989/90 (Ol. Marselha), 2006/07 (PSG FC) e 2009/90 (Ol. Marselha)} e afastado em duas {1986/87 (Girondinos) e 1997/98 (SC Bastia)}(ver Quadro). Com o PSG, também nos oitavos-de-final da Taça UEFA, seguimos em frente. De diferente – esperamos que seja a única diferença – a “troca” de mãos – primeiro em Paris, a resolução em Lisboa (ver Quadro).

Jogando a 1.ª mão no Palco da Glória, uma vitória, sem golos sofridos garante uma 2.ª mão onde teremos francas possibilidades de rumarmos aos quartos-de-final.

Alberto Miguéns

TODOS OS JOGOS DO BENFICA NAS COMPETIÇÕES EUROPEIAS


TODOS OS JOGOS DO BENFICA, EM “CASA”, NA U.E.F.A.




   1975/76. Da esquerda para a direita. De cima para baixo.
   Messias (1948/1998), António Bastos Lopes (1953),
   Vítor Baptista (1948/1999), Toni (cap.) (1946), Barros (1949) e
   Jordão (1952); Artur Correia (1950), Bento (1948/2007),
   Nené (1949), Moinhos (1949) e Shéu (1953)



NOTA DE CORRECÇÃO: Em 2009/10 o jogo com o O. Marselha foi para a Liga Europa 
e não para a Liga dos Campeões. Há um erro no quadro que por ser digitalizado não pode ser, 
devidamente, corrigido           

                AS ELIMINATÓRIAS NA U.E.F.A. FRENTE A CLUBES FRANCESES


                                     JOGOS DO “GLORIOSO” COM O PARIS SAINT-GERMAIN FC

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Allez... Allez... Benficááá

quarta-feira, 9 de março de 2011 1 Comentários
Efemérides


Recordar (desde que não seja em demasia) é viver… Jogar com equipas de clubes franceses é relembrar que foi frente a um clube francês que o “Glorioso” se estreou em jogos internacionais, já lá vão (quase… quase…) 100 anos! Em 22 de Maio de 1911, ao 70.º jogo da 1.ª categoria, no nosso campo instalado na Quinta da Feiteira, recebemos com galhardia o emblema girondino Stade Bordelais Université Club, que nos venceu por 4-2, com os nossos golos marcados na 1.ª parte por Francisco Viegas (30’) e Artur José Pereira (40’). Ao intervalo vencíamos por 2-1. Na 2.ª parte a capacidade física dos bordaleses fez mossa, com três golos sem resposta. Perdemos… mas estava realizada a estreia internacional. Amanhã será o nosso…990.º jogo internacional. Como é óbvio, ficam a faltar… dez para a “milena”!

Estatística

Com 54 encontros frente a 22 adversários gauleses (incluindo a sua selecção nacional) o “Glorioso” apresenta um saldo positivo com mais 14 vitórias (25 contra 11) e mais 25 golos (82 contra 57). Amanhã, 10 de Março de 2011, temos o 55.º confronto frente a uma equipa de um clube francês e o 9.º jogo com o PSG, para – acreditamos, sem dúvida – no 3.º triunfo e no 13.º golo (pelo menos…). A estreia com o clube parisiense – 15.º adversário gaulês do “Glorioso” - ocorreu a 5 de Setembro de 1975 (ver Quadro).

“Glorioso” Benfica o futuro radioso está aí… bem à frente… à tua espera… Olha ali!

Alberto Miguéns


Equipa do jogo de estreia internacional, treinada e capitaneada por Cosme Damião. De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Henrique Costa (1889/1953), Alfredo Machado (1887/1956) e Francisco Belas (1888/1962); Carlos Homem de Figueiredo (1986/1951), Cosme Damião (1885/1947) e Artur José Pereira (1889/1943); Germano Vasconcelos (1892/1979), António Costa (1892/1955), José Domingos Fernandes (1889/1958), Francisco Viegas (1892/1944) e Alberto Rio (1894/1954)

Equipa do Stade Bordelais Université Club


O Benfica ao ataque, por Artur José Pereira, mesmo frente a um adversário poderosíssimo. O Benfica sempre foi o… Benfica!
Quadro com os adversários franceses do Benfica, por ordem cronológica do 1.º jogo
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De Belém o Glorioso para o Mundo - continuação

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 2 Comentários
Postal da Farmácia Franco com a anotação, por Manuel Gourlade, dos nomes dos participantes no primeiro treino: António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues, Daniel Brito, Eduardo Corga, Henrique Teixeira, Carlos França, Abilio Meireles e Amadeu Rocha

28 de Fevereiro de 2011
De Belém o Glorioso para o Mundo
EFEMÉRIDE


Hoje, de manhã, realizou-se um treino nos terrenos da Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses (CP), situados entre a linha férrea Cais do Sodré - Cascais e a sul da casa do Duque de Loulé. Começou às onze horas e prolongou-se até ao meio-dia e meia-hora. Estiveram presentes dez players. Depois do treino realizou-se um almoço, certamente no Café do Gonçalves ou no António das Caldeiradas (nas arcadas da Rua Vieira Portuense, actual nº 28) por serem locais habituais de confraternização dos players.
    
Continua pelas 15.00 horas

Café do Gonçalves na Rua de Belém, onde surgiu a ideia de fundar o Clube e alguns dos nossos fundadores almoçaram há 107 anos

ALBERTO MIGUÉNS
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De Belém o Glorioso para o Mundo

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28 de Fevereiro de 2011
De Belém o Glorioso para o Mundo
EFEMÉRIDE

Relato (virtual, mas provável) de um domingueiro lisboeta

Caríssimos leitores. Andando em peregrinação domingueira pelo bairro de Belém, reparo que o movimento de pessoas não é o usual junto da Farmácia e Drogaria Franco, como todos sabem afamado estabelecimento comercial para cura de maleitas do corpo e do espírito, naquele caso com preparo de drogas, neste com as assanhadas mas suculentas conversas acerca da bola.

Ao que contam é hoje que os idealistas do passado Dezembro de 1903 vão concretizar a fundação de mais um clube em Lisboa dedicado ao futebol. Mais é melhor não se pronunciar em voz alta, porque consta que eles não querem ser mais um clube, querem ser o Clube. É que desde esse fantástico 13 de Dezembro quando um misto de foot-ballers do Grupo dos Catataus e dos ex-alunos casapianos venceram, por 1-0, o famoso team do Grupo dos Pinto Basto e na confraternização que se seguiu no Café do Gonçalves (actual Cervejaria “Nau de Belém”, na Rua de Belém n.º 29) alguém alvitrou que “com aqueles elementos, e só portugueses, fazia-se um grande team”, muitas diligências foram feitas e todas bem sucedidas.

Continuaram a treinar-se na área de Belém - no Areal (em frente da Rua Vieira  Portuense , onde está hoje um relvado) , na Praia do Restelo (onde está hoje a Praça do Império) ,  nas traseiras da Quinta de Praia do Duque de Loulé (onde  está hoje o Centro Cultural de Belém), no Hipódromo de Belém (onde está hoje o Bairro do Restelo) e ainda à beira-rio , entre as docas. Optaram pelo nome de Grupo Sport Lisboa e pelo vermelho para as camisas de flanela. O emblema foi desenhado com base na Águia e escolheu-se a divisa Et Pluribus Unum (Todos por Um, Todos pelo Clube). Marcou-se a tarde de 28 de Fevereiro de 1904 para fundar o Grupo.

Continua pelas 11.00 horas

ALBERTO MIGUÉNS
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