Politicamente Incorrecto
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17/02/2020

Politicamente Incorrecto

17/02/2020 + 2 Comentários
RACISMO É CRIME. QUEM É RACISTA DEVE SER PUNIDO.



Este pode não ser o melhor momento, devido ao que se passou em Guimarães, para fazer e publicar este texto, mas já há algum tempo que estava para o fazer. Agora há um pretexto. Pode não ser o ideal mas existe.

Eu como adepto de bancada estou farto de ser insultado por alguns futebolistas adversários sem fazer o mínimo para que tal ocorra. Passou a ser normal o que é uma anormalidade.

Os pagantes têm todo o direito de vaiar, assobiar, patear e escarnecer quem está a ser pago para fazer o espectáculo. Tal como de aplaudir, elogiar e enaltecer gritando loas. Quem recebe tem de ouvir e calar. É uma questão de educação, ou falta dela, mas também de liberdade.

É evidente que quem é espectador - e paga para haver espectáculo - não pode cometer um crime, como ser racista ou insultar à margem da legalidade, em nome da liberdade e da qualidade do espectáculo.

Mas quem está a ser pago para dar espectáculo também não pode insultar e cometer um crime para com o espectador. E é recorrente. Ainda no último jogo do Benfica, um futebolista adversário insultou depois do golo do seu clube (devia ter sido expulso do jogo aos 45' + 0' 46'') e voltou a insultar depois de terminado o encontro. É cada vez mais vulgar.

Com a agravante, de muitos, depois cobardemente se fazerem de vítimas das multidões.

Eu se fosse jurista (e estivesse num desses jogos) já tinha colocado processos a futebolistas que injuriam os espectadores, ainda com a agravante, de serem os espectadores que lhes pagam, muitas das vezes, fazendo deles milionários.

Os desportistas, na sociedade actual, passaram a estar acima da lei, de qualquer Lei durante o espectáculo desportivo (apenas recebendo punição por violarem os regulamentos das competições e as Leis que regem os jogos). Como se os recintos desportivos fossem um "Mundo Paralelo». Quais guerreiros da Idade Média, a quem tudo era permitido.

Nem aos «Senhores da Guerra», no século XXI, lhes é concedido tamanho grau de inimputabilidade. 

Alberto Miguéns

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