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09 março 2019

A Vitória Imoral

09 março 2019 3 Comentários
AQUANDO DO 115.º ANIVERSÁRIO DO «GLORIOSO» MUITA MENTIRA FOI DITA E ESCRITA. O HABITUAL A CADA ANO.


Havendo assuntos mais interessantes a tratar desde dia 28 de Fevereiro de 2019, foi-se adiando este texto e não querendo fazer deste blogue erratas de outros há, no entanto, situações que por serem mentiras grosseiras não podem passar incólumes.

Mais uma vez entrou em acção despudorada
O maior pantomineiro do jornalismo escrito em Portugal. António fcp Simões. Com quatro páginas execráveis, pois além de plagiar/copiar Mário de Oliveira/Rebelo da Silva (textos e fotografias) da obra "História do SL Benfica 1904/1954" ainda consegue truncar e aldrabar o que eles escreveram por ser superficial e negligente naquilo que faz pensando que poucos conhecem os assuntos que ele sabe existirem. 



Nessas oito páginas, quatro (6 a 9) estão direccionadas para a Fundação 
Só que em quatro páginas há 14 patranhas com oito delas mentiras graves que alteram a realidade criando uma verdade alternativa. Algumas à Ricardo Serrado "historiador" como por exemplo escrever que o pai de Cosme Damião morreu de tuberculose quando a certidão de óbito omite a causa. Ricardo Serrado "inventou" uma pneumonia. António Simões uma tuberculose. E confundir Daniéis, alterar datas e outras assim. Até um homem (e que homem, o que escolheu as cores do Clube) com quase 60 anos combateu e foi preso pelos nazis! Mas não vai haver errata. Que se perpetue a patranhice pantomineira.

Agora entre as quatro páginas há um destaque manhoso
Que para não chorar é preferível chorar mas de riso. É na página oito e a interpretação do António fcp Simões acerca de Cosme Damião. Ele disserta acerca de três assuntos, interpretando:
1. Porque foi sem Cosme Damião a primeira Direcção;
2. Porque foi sem Cosme Damião o primeiro jogo;
3. Porque foi com Cosme Damião a conquista do troféu do "Torneio Viúva Senna".

(clicar em cima para obter melhor visualização)


Comecemos por ordem inversa a conversa

A. Finalmente, 113 anos, depois ficamos a saber que o «Glorioso» venceu um jogo e conquistou um troféu 
Que TODOS pensaram que foram perdidos, o jogo e o troféu. Há pelo menos quatro registos que indicam o contrário da novidade trazida, em 28 de Fevereiro de 2019, por António Simões. Há que acrescentar ao palmarés do Clube mais uma vitória (em vez de derrota) e mais um troféu (embora não conste do espólio do Clube ou talvez já conste por auto-fabrico). Não constando era bom que ajudasse o Clube a encontrá-lo. 

1.1 Revista «Tiro e Sport» (jogo do «Glorioso»). O mais conceituado órgão da imprensa desse tempo não indicou a vitória do Benfica (17 de Março de 1906), nem a conquista do troféu (31 de Março de 1906). Estavam enganados. Perguntassem a António Simões.
Quanto ao jogo do Benfica está aqui (como quem diz...) é mais ali na Hemeroteca Digital (clicar) (clicar):



1.2 Revista «Tiro e Sport» (final do «Torneio»). O jornal indica vencedor o Lisbon Cricket Club frente ao Clube Internacional de Futebol (clicar). Perguntassem a António Simões.



2. Quem jogou. Um dos Gloriosos Futebolistas também sempre pensou ter perdido o jogo e registou tal derrota na sua agenda pessoal. Infelizmente já está no «Quarto Anel» e não pôde ficar a saber por António Simões que venceu o jogo e conquistou o tão ambicionado troféu:



3. Júlio de Araújo. Um dos primeiros, talvez o primeiro, historiador do futebol português também sempre pensou que o «Glorioso» perdesse o jogo e o Lisbon Cricket Club conquistasse o troféu. Azar não ser contemporâneo de António Simões. Tinha muito a "aprender" com este: 



4. Mário de Oliveira/Rebelo da Silva.  Mário de Oliveira até foi jornalista em "A Bola" logo na fundação deste jornal. Mas, pelos vistos, fraco... fraquinho quando comparado com o craque António Simões. Este vivendo muitos anos depois sabe melhor o que se passou muitos anos antes. Os dois notáveis historiadores Benfiquistas também foram enganados e bem enganados. Ou então não escreviam isto: 



B. Mas só havia treinos com comboio às 05:30 da matina?
É que nos registos existentes no Clube e transcritos por Mário de Oliveira/Rebelo da Silva não é isso que consta. Até treinos à tarde, final da tarde houve, embora a maior parte fossem aos domingos de manhã cedo:


História do Sport Lisboa e Benfica 1904/1954; I Volume; 1.º fascículo; páginas 22 e 23; Mário de Oliveira e Rebelo da Silva; Lisboa; Janeiro de 1954; edição dos autores 
Houve sempre a ideia que Cosme Damião não tinha qualidade para jogar na primeira categoria. Só na segunda equipa. Houve futebolistas que também não constam do registo de terem treinado e foram titulares na primeira categoria logo em 1904/05: Pedro Guedes, Manuel Móra, Emílio de Carvalho, Albano dos Santos, César de Melo, Daniel Queirós dos Santos, António do Couto e Silvestre Silva. Com António Simões tudo "A Bola" levou.


C. E para se ser dirigente também só "aproveitando" o comboio da 05:30 do Cais do Sodré?
Sempre se considerou que para dirigentes foram escolhidos os dois empregados da Farmácia Franco (Daniel Santos Brito e Manuel Gourlade) e o mais velho dos irmãos Rosa Rodrigues (Catataus) que vivia no andar superior (piso um ou primeiro andar) por cima da farmácia, embora do outro lado do prédio. Até porque José Rosa Rodrigues já era "presidente" do Belém FC ou Grupo dos Catataus que esteve na origem (com a Associação do Bem) do »Gloriosíssimo» Sport Lisboa. Cosme Damião até falou acerca do assunto e nunca disse que não quis ser dirigente ou invocou motivações para não ser. Isso nunca foi equacionado pelo que se sabe. Em 28 de Fevereiro de 1904 não havia especial razão para Cosme Damião ser dirigente. Era um entre 24! Mas António Simões "sabe muito".



A História do Benfica é suficientemente transparente para se andarem a inventar estórias à sua volta. Cosme Damião só na última década e meia, desde 2004, passou a ser considerado o principal fundador, uma espécie de José de Alvalade do Benfica. Desde sempre foi considerado "apenas" um dos 24 fundadores e a principal figura do Benfiquismo pelo que fez pelo SLB durante a sua vida, mas não no dia da Fundação, nem nas primeiras temporadas.  

Oh Simões. Dedica-te "à pesca". Sim, essa!

Alberto Miguéns

NOTA: Um historiador que em 1938 fez uma obra única (mesmo no sentido literal pois só há um exemplar) na posse da Associação de Futebol de Lisboa.


3 comentários
  1. O Sr. António Simões que quase sempre ganha a vidinha a escrever sobre a História do Sport Lisboa e Benfica podia ao menos ter isso em conta para ter respeito pelo Clube.

    Os erros apontados pelo Alberto são grotescos e indiciam alguém que faz zero de investigação a menos que se considere que investigar é tentar reescrever os outros. E mesmo isso - como se demonstra - o faz de forma desastrada.

    Inacreditável como alguém que é profissional ao serviço do maior jornal desportivo de Portugal não tem cuidado de evitar erros tão grosseiros. O artigo é uma vergonha de alto a baixo.

    Porque é que o Sr. António Simões não escreve sobre o seu Clube? Será que a História do FCP não lhe interessa? Não a acha digna da sua pena? A julgar pelo trabalho que aqui se comenta, eu considero que está perfeitamente habilitado para escrever sobre um Clube que faz tão boa investigação que há uns anos baixou 13 anos na sua data de fundação. Um Clube que aceita como data de fundação a data de uma notícia de um jornal de Lisboa. Estou certo que os dotes de pesquisa e rigor fariam bom proveito ao Clube do seu coração.

    Ou então porque é que o Sr. António Simões não escreve sobre o Clube amigo do seu Clube de coração? Escrever sobre o Sporting CP seria muito proveitoso para quem quer tanto ver reconhecidos títulos do passado. Seria juntar o útil ao agradável.

    Sr. António Simões faça o favor de deixar de escrever sobre a História do Sport Lisboa e Benfica. Leve o seu "charme" para outros lados.

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  2. Gostava de ver este Simões a justificar, em artigo publicado, a data de fundação atualmente assumida pelo seu clube das quengas.

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  3. Grande Alberto. A não perdoar a incompetência. Que bom é lê -lo!

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