O Benfica Nunca Está Construído
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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31/12/2018

O Benfica Nunca Está Construído

31/12/2018 + 6 Comentários
OS CLUBES MAIS POPULARES ESTÃO CONDENADOS A CONQUISTAR MAIS TÍTULOS.



Porque a sua "força" não é conjuntural mas está alicerçada na dimensão associativa que permite potenciar todas as outras. Aos dirigentes eleitos ou responsáveis pelas SAD's, nos actuais modelos - para terem sucesso - cabe-lhes saber usar essa força colectiva imparável. Sempre que a souberem potenciar têm longos períodos ganhadores. Sempre que a percam sujeitam-se a que esse vazio seja aproveitado pelos outros clubes, que sabendo da sua menor dimensão, usam a agregação, vitimização e fazer do adversário inimigo como estratégia para criar um nicho de conquistas. É assim em todos os países, embora com cambiantes conforme a cultura intrínseca a cada Povo, em que há um clube com supremacia demográfica!

A importância relativa dos Tetras e Pentas
Não é para desvalorizar o campeonato perdido em 2017/18 mas custou perdê-lo mais pelo que deixa adivinhar no futuro a favor do FC Porto do que por ser inédito no clube e poder dar sequência imediata a um inédito Hexa em Portugal. Conquistar sequências de troféus não, é por si, um título, mas uma proeza tal como são as goleadas ente clubes rivais. Nunca o Sporting CP deu importância desmesurada aos seus quatro títulos consecutivos, entre 1950/51 e 1953/54, até porque até eram mal encaixados como se fossem obtidos pelos "Cinco Violinos" quando o solista deles, o extraordinário Peyroteo deixou de jogar no final da temporada de 1948/49. Só começaram a dar importância quando o FC Porto o fez em 1997/98. São os clubes mais pequenos que dão importância ao mais insignificante pois querem com proezas afirmar-se como se estas se transformassem em títulos. Qualquer proeza, seja pequena ou grande, é sobrevalorizada.

A importância absoluta de conquistar 40/50 por cento dos principais troféus em disputa
Mais importante, o que não quer dizer que Tetras e Pentas sejam insignificantes, é conquistar títulos - Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal - evitando épocas "em branco". Foi sempre esse o desígnio do Benfica. Como clube mais popular, com dirigentes mais dedicados que contagiavam os atletas, tentar conquistar o máximo possível, tendo por mínimo metade do que seria possível obter. Deve continuar a ser este o referencial. Os títulos são como a beleza, magreza e riqueza. Nunca são de mais. O "Glorioso" continua a ter as mesmas condições que tinha desde que iniciou a primeira competição, em final de 1906. Vencer o máximo que for possível e nunca aceitar que se atingiu o fim do caminho. Há sempre mais caminho por fazer. Indefinidamente...   

Há sempre múltiplas divisões e adições (I)
Que podem estabelecer padrões ou ciclos. desta vez optou-se por períodos de vinte temporadas. O Benfica sempre esteve condenado a vencer (e vencerá sempre mais que os outros) o que não quer dizer que vença sempre por ser uma impossibilidade. Mas há cada vez mais condições para vencer mais pois por toda a Europa - excepto onde há clubes tomados por magnatas (Inglaterra e França) - a tendência é para os clubes com mais peso demográfico exercerem essa capacidade para conquistar internamente para depois poderem gerir o capital proveniente da Liga dos Campeões. O Benfica tem nesta temporada, em 2018/19, tudo fazer para impedir o FC Porto de se sagrar Bicampeão Nacional e conquistar a Taça de Portugal. Ao contrário do que se pensa - porque desde 1973/74 o domínio passou a ser Bipartido (FC Porto e SL Benfica, pois o Sporting CP conquistou quatro títulos em 45 possibilidades) - o Benfica continua a não descolar do FC Porto. Vai "aguentando" mas vai baixando a percentagem quando devia estar a aumentá-la. Por exemplo, no Campeonato Nacional era de 50 por cento em 1945/46, 44 por cento em 1965/66, 50 por cento em 1985/86, 43 por cento em 2005/06 e será de 42 por cento se o "Glorioso" não conquistar o título em 2018/19.

Há sempre múltiplas divisões e adições (II)
O que parece uma impossibilidade pode não ser. Balizando dois períodos, só para o campeonato nacional, no antes e depois de 1999/2000, ou seja 19 temporadas para trás e outras tantas para a frente, o Benfica deixando o FC Porto ser Bicampeão em 2018/19 permitirá ao FC Porto conquistar onze títulos, para seis do Benfica, um do Sporting CP e um do Boavista FC. Nas 19 que estão para trás (de 2000/01) o Benfica conquistou os "mesmos seis títulos", o FC Porto conquistou precisamente os «mesmos onze títulos» e o Sporting CP conquistou dois (1999/2000). Isto era algo imaginável. O Benfica não pode somar tantos inêxitos quando tem condições para fazer melhor. Não esteve dez temporadas consecutivas "em branco" mas quanto a títulos vai dar ao mesmo! É fundamental impedir, em 2018/19, o FC Porto de ser Bicampeão e recuperar o título de campeão nacional para o Benfica.   

CLASSIFICAÇÕES DO SL BENFICA (1906/07 a 2017/18)
Época
Cam.º
Reg. (1)
Taça Por.
(2)
Cam.º Nac. (3)
Competições Europeias
(4)
1906/07
2.º

1907/08
3.º
1908/09
2.º
1909/10
1
1910/11
2.º
1911/12
2
1912/13
3
1913/14
4
1914/15
2.º
1915/16
5
1916/17
6
1917/18
7
1918/19
2.º
1919/20
8
1920/21
4.º
1921/22
2.º
NP
1922/23
3.º
NP
1923/24
3.º
NP
1924/25
3.º
NP
1925/26
5.º
NP
I
8 em 20
40 %
0 em 5
0 %
1926/27
5.º
1/2
1927/28
2.º
1/2
1928/29
2.º
1/8
1929/30
2.º
1
1930/31
5.º
2
1931/32
3.º
1/2
1932/33
9
1/4
1933/34
6.º
1/2
1934/35
2.º
3
3.º
1935/36
2.º
1/2
1
1936/37
2.º
1/2
2
1937/38
2.º
FINAL
3
1938/39
3.º
FINAL
3.º
1939/40
10
4
4.º
1940/41
2.º
1/2
4.º
1941/42
2.º
1/4
4
1942/43
2.º
5
5
1943/44
2.º
6
2.º
1944/45
2.º
1/2
6
1945/46
4.º
1/4
2.º
II
10 em 40
25 %
6 em 25
24 %
6 em 12
50 %
1946/47
2.º
--------------
2.º
1947/48
1/2
2.º
1948/49
FI7L
2.º
TL
NP
1949/50
--------------
7
TL
1
1950/51
8
3.º
TL
NP
1951/52
9
2.º
TL
NP
1952/53
10
2.º
TL
NP
1953/54
1/8
3.º
---
--------------
1954/55
11
8
TL
NP
1955/56
1/8
2.º
TL
3.º
1956/57
12
9
TCE
1/16
TL
2.º
1957/58
FINAL
3.º
TCE
NP
1958/59
13
2.º
TCE
NP
1959/60
1/2
10
TCE
NP
1960/61
1/8
11
TCE
1
1961/62
14
3.º
TCE
2
1962/63
1/2
12
TCE
FINAL
1963/64
15
13
TCE
1/8
1964/65
FINAL
14
TCE
FINAL
1965/66
1/4
2.º
TCF
1/4
III
15 em 43
35 %
14 em 32
44 %
-----------
1966/67
1/4
15
TcF
1/8
1967/68
1/2
16
TCE
FINAL
1968/69
16
17
TCE
1/4
1969/70
17
2.º
TCE
1/8
1970/71
FINAL
18
TT
1/8
1971/72
18
19
TCE
1/2
1972/73
1/8
20
TCE
1/8
1973/74
FINAL
2.º
TCE
1/8
1974/75
FINAL
21
TT
1/4
1975/76
1/16
22
TCE
1/4
1976/77
1/8
23
TCE
1/16
1977/78
1/4
2.º
TCE
1/4
1978/79
1/16
2.º
TU
1/16
1979/80
19
3.º
TU
1/32
1980/81
20
24
TT
1/2
1981/82
1/2
2.º
TCE
1/8
1982/83
21
25
TU
FINAL
1983/84
1/8
26
TCE
1/4
1984/85
22
3.º
TCE
1/8
1985/86
23
2.º
TT
1/4
IV
23 em 63
36 %
26 em 52
50 %
-----------
1986/87
24
27
TT
1/8
1987/88
1/2
2.º
TCE
FINAL
1988/89
FINAL
28
TU
1/16
1989/90
1/16
2.º
TCE
FINAL
1990/91
1/4
29
TU
1/32
1991/92
1/2
2.º
LC
3.º G
1992/93
25
2.º
TU
1/4
1993/94
1/8
30
TT
1/2
1994/95
1/4
3.º
LC
1/4
1995/96
26
2.º
TU
1/8
1996/97
FINAL
3.º
TT
1/4
1997/98
1/2
2.º
TU
1/32
1998/99
1/16
3.º
LC
2.º G
1999/00
1/8
3.º
TU
1/16
2000/01
1/8
6.º
TU
1/64
2001/02
1/16
4.º
NP
2002/03
1/32
2.º
NP
2003/04
27
2.º
LC
PE
TU
1/16
2004/05
FINAL
31
LC
PE
TU
1/8
2005/06
1/4
3.º
LC
1/4
V
27 em 83
32 %
31 em 72
43 %
-----------
2006/07
1/8
3.º
LC
3.º
TU
1/4
2007/08
1/2
4.º
LC
3.º
TU
1/8
2008/09
1/8
3.º
LC
NP
TU
5.º/5
2009/10
1/16
32
LC
NP
LE
1/4
2010/11
1/2
2.º
LC
3.º
LE
1/2
2011/12
1/8
2.º
LC
1/4
2012/13
FINAL
2.º
LC
3.º
LE
FINAL
2013/14
28
33
LC
3.º
LE
FINAL
2014/15
1/8
34
LC
4.º
-
--
2015/16
1/16
35
LC
1/4
2016/17
29
36
LC
1/8
2017/18
1/8
2.º
LC
4.º
-
--
2018/19
? (1/4)
? (2.º)
LC
3.º
LE
? (1/16)
TOTAIS
10 em 41
24 %
29 em 95
31 %
36 em 84
43 %
-------------
NOTA: (1) A disputar-se desde 1906/07 a partir de 1921/22 apurava para o campeonato de Portugal. Entre 1934/35 e 1946/47 apurava para a I e II Ligas/I e II Divisões;
(2) Designada nas 17 edições iniciais – 1921/22 a 1937/38 - Campeonato de Portugal até 1925/26 apenas competiam os campeões regionais. Depois de 1926/27 foi alargada a outras classificações nos campeonatos regionais, variando o número em função da importância de cada Associação. Lisboa apurava sempre oito clubes independentemente do número de emblemas a disputar o campeonato regional de Lisboa da I Divisão;
(3) Designado nas quatro edições iniciais – 1934/35 a 1937/38 – campeonato da I Liga o apuramento era feito através dos campeonatos regionais: Lisboa (4 clubes), Porto (2 clubes), Coimbra (um clube) e Setúbal (um clube). Com esta competição o Campeonato de Portugal passou a disputar-se depois de terminados os Campeonatos da I e II Liga com 16 clubes (desde os oitavos-de-final): os oito da I Liga, os sete melhores da II Liga e um representante insular, vencedor da eliminatória entre o campeão dos Açores e da Madeira;
(4) A UEFA não considera a Taça das Cidades com Feiras uma competição oficial (embora a primeira edição da Taça UEFA em 1971/72 seja igual no formato à última edição da Taça das Cidades com Feiras, em 1970/71: 64 clubes na primeira eliminatória com os países a terem um número de representantes em função do coeficiente atribuído pelo histórico dos países (Federações) nas competições da UEFA), nem a edição de 1991/92 como Liga dos Campeões embora seja no mesmo formato da edição de 1992/93 (eliminatórias até aos oitavos-de-final para apurar oito clubes divididos por dois grupos cujo vencedor era o finalista da competição)

Das duas, uma

O FC Porto simplesmente não pode conquistar o título em 2018/19. E também já não o devia ter conquistado em 2017/18. Mas é que o tem feito, já neste século XXI, com uma facilidade impressionante. O Benfica para conquistar títulos de campeão nacional faz um esforço gigantesco. O FCP conquistando um arrisca sempre fazer três ou quatro consecutivos, como em 2005/06 a 2008/09 (quatro) e 2010/11 a 2012/13. Quem tem a responsabilidade de tomar as decisões certas para fazer o Benfica ganhar, com naturalidade, mais do que os outros clubes é que tem de saber. Tem ou não tem condições para engrandecer o Clube? Sabe ou não sabe como pode estar a enfraquecê-lo? E depois é decidir o que é mais de interesse geral e cuidar menos de interesses particulares.

Uma "coisa" eu sei, nós Benfiquistas sabemos, como sabiam os que nos antecederam
O Benfica será sempre o clube mais ganhador em Portugal. E terá períodos negros e outros cinzentos em que, por vários motivos e incidências, não conseguirá exercer a sua grandeza. Foi assim nos anos 20, entre meados da década de 40 e Anos 50 e da década de 90. Mas fases que se querem episódicas, passageiras... É incompreensível depois de ter o FC Porto «encostado às cordas» deixá-lo recuperar o fôlego. É um risco elevado para o que resta do segundo decénio do século XXI.

Acorda, Benfica

Alberto Miguéns

6 comentários blogger
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  1. Como sempre um texto com ideias assentes em inteligência e numa ponderação dada pelo rigor histórico e pela honestidade intelectual.

    O Sport Lisboa e Benfica não pode ter lugar para acomodados. Nem treinadores nem dirigentes. Se isso acontece actualmente? Devo dizer que já tive mais dúvidas. Custa-me a crer nas declarações que li há dias, alegadamente feitas pelo treinador principal do nosso futebol sénior, depois do jogo em Vila das Aves. Não se pode nunca declarar que se vai para um jogo com uma abordagem que não passava necessariamente por ganhar. Se foi uma infelicidade de discurso é lamentável e exige-se que não mais aconteça no futuro. Se foi uma afirmação consciente e convicta então é inaceitável. O SLB nunca se construiu com acomodados. Não, não e não.

    Lucidez. Competência. Ambição. Rigor. Exigência. Sim. Sim. Sim. Isso é que é o Sport Lisboa e Benfica.

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  2. Sinceramente, parece-me muito difícil que o FC Porto não venha a ser bicampeão este ano. Não que o FCP tenha uma grande equipa, como se tem visto ultimamente, com vitórias sempre pela margem mínima mas a verdade é que o FCP está moralizado e beneficia da complacência dos árbitros e das insuficiências dos rivais, além da sorte. O SC Braga e o Sporting não são verdadeiros candidatos ao título e o Benfica tem feito exibições sofríveis com a exceção do jogo com o Braga. Infelizmente, vai-se pagar com juros o erro que se cometeu no desinvestimento do plantel no ano em que se devia ter investido tudo na conquista do penta. Nunca se podem dar balões de oxigénio aos rivais, muito menos a um rival como o FC Porto que não olha a meios para atingir os seus fins!

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  3. Ontem mais uma batota da associação criminosa que irá ter a total complacência dos órgãos reguladores da competição. Já o pavão das estatísticas que convêm sabia o que iria acontecer, fosse como fosse.

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    Respostas
    1. Caro SteveTVP

      Nunca percebi a atitude de complacência dos responsáveis pela Benfica Futebol SAD nestes assuntos. É que mesmo as ocorrências que não sejam em jogos que envolvam o Benfica, directamente, têm interferência futura nas decisões que se relacionem com o "Glorioso". Já aquando da vergonha da interrupção do jogo no Estoril, em 2017/18, nada disseram a não ser depois quando o facto estava consumado, ou seja, quando o FC Porto se sagrou Campeão Nacional.

      Quem cala, consente.

      Gloriosísimas Saudações

      Alberto Miguéns

      Eliminar
    2. Um aspecto que merece reflexão, sem dúvida. Podemos fazer mais, todos nós, na defesa do nosso Benfica.
      Sermos mais em termos relativos não nos garante nada.
      A tendência nos últimos 40 anos tem demonstrado que temos que fazer mais.
      Força Benfica!

      Eliminar
  4. Caro Dr. Alberto,

    Decididamente somos do mesmo Clube: F.C. Estatísticas, por isso, e não só, mas também, sou um habitual leitor do seu blog, sobretudo pela qualidade do mesmo que até faz corar de vergonha os profissionais da coisa.

    Bom, para avaliar ciclos e os 84 Campeonatos Nacionais disputados em Portugal, tenho o hábito de os balizar por décadas, isto porque nos permite uma obervação mais aproximada do que foram as 8 décadas e meia do Futebol Português, se me permite, vou elencar essas décadas com respectivos Campeões Nacionais, por exemplo, a década de 50 (a mais equilibrada de todas, entre os três Grandes), balizada entre as temporadas 1950/51 e 1959/60, tal como as outras (excepto as incompletas década de 30, e a presente década de 10).

    Década de 30 (apenas se disputaram 6 Campeonatos Nacionais):
    FC Porto 3, Benfica 3.

    Década de 40:
    Sporting 5, Benfica 4, Belenenses 1.

    Década de 50:
    Sporting 5, Benfica 3, FC Porto 2.

    Década de 60:
    Benfica 7, Sporting 3.

    Década de 70:
    Benfica 6, Sporting 2, FC Porto 2.

    Década de 80:
    Benfica 5, FC Porto 4, Sporting 1.

    Década de 90:
    FC Porto 7, Benfica 2, Sporting 1.

    Década 00 (Século XXI):
    FC Porto 6, Benfica 2, Boavista 1 e Sporting 1.

    Década 10 (decorridas apenas 8 temporadas desportivas):
    FC Porto 4, Benfica 4.

    1 A regularidade e consistência do Benfica, permite-lhe ter o maior numero de campeonatos conquistados, porque não se vislumbra nenhuma década com "apagões", mas tal aconteceu com o FC Porto nas décadas de 40 e 60, ou com o Sporting nos últimos 40 anos.

    2 Observe o padrão do Benfica, nas décadas de 60/70/80, e faça o mesmo exercício com o FC Porto nas décadas 90/00/10. São dois ciclos de hegemonia tão simétricos.

    3 No ano de 1960, o Benfica tinha conquistado 10 campeonatos, o Sporting os mesmos 10, e o FC Porto metade, apenas 5 campeonatos. Se em meados da década de 50, termina o ciclo da única hegemonia do Sporting, em igual período, Otto Glória chega ao Benfica, dá o pontapé de saída com o profissionalismo em Portugal, mas não só, cria as fundações do Benfica Europeu. Mas justamente no ano de 1960, quando Benfica e Sporting dividiam campeonatos em Portugal, chega em Dezembro de 1960 Eusébio a Lisboa, e o Benfica dispara, naturalmente Eusébio estava também suportado numa grande equipa. O Benfica de Eusébio ganhou cá dentro, e lá fora, porque era melhor, ponto.

    4 "Há sempre múltiplas divisões e adições (II)", o Dr. Alberto ali balizou 1999/00, com as 19 temporadas anteriores, e as 19 épocas posteriores, eu faço essa divisão de forma distinta: Ciclo I (século XX), temporada 1982/93, a 1999/00 (as últimas 18 temporadas desportivas no Séc XX): FC Porto 11 campeonatos, Benfica 6 campeonatos e Sporting 1 campeonato. Ciclo II (século XXI), temporada 2000/01, a 2017/18 (as primeiras 18 temporadas desportivas no séc XXI): FC Porto 10 campeonatos, Benfica 6 campeonatos, Boavista e Sporting um campeonato cada. Porque fui "marcar" a temporada 1982/83, e posteriormente balizei as últimas 18 temporadas no século XX, e as mesmas 18 temporadas, e primeiras 18 épocas no século XXI? Consulado de Pinto da Costa século XX, e posteriormente no século XXI, dois ciclos com as mesmas 18 temporadas desportivas, divididas por séculos, e com conquistas quase com a mesma tendencia, a única diferença, o segundo ciclo é muito mais forte em termos Internacionais!

    5 E termino em castelhano, porque a buen entendedor, pocas palabras bastan: Real Madrid 33 campeonatos, Barcelona 25, e Atl Madrid 10, e, descubra las diferencias ...

    Aproveito a oportunidade, e desejo-lhe um bom 20 dezanove, sobretudo com saúde!

    Saudações des_Portistas

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