A Inesquecível Taça de Portugal em 1964 - Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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05/07/2018

A Inesquecível Taça de Portugal em 1964

05/07/2018 + 0 Comentários API
QUANDO EM 5 DE JULHO O "GLORIOSO" VENCEU, POR 6-2, O FC PORTO.


Há 54 anos o Glorioso «Capitão-dos-Capitães» erguia a Taça de Portugal. Como os "tempos do futebol" mudaram. Há 54 anos ainda se jogava. 



Numa final em grande estilo
Depois de dois empates, a dois golos (Luz) e a um golo (Antas) no campeonato nacional o resultado no Estádio Nacional mostrou, finalmente, a diferença entre os dois plantéis. O FC Porto classificara-se em 2.º lugar (19 de Abril de 1964) a seis pontos do "Glorioso"



A "Dobradinha" da Meia Dúzia 
Depois de uma vantagem de seis pontos nas 26 jornadas do campeonato nacional, seis golos na final da Taça de Portugal!




Em 1963/64 a Taça de Portugal ainda seguia o modelo Campeonato de Portugal nos jogos finais da competição
Disputava-se a partir dos oitavos-de-final a duas mãos depois de terminar o campeonato nacional. Em 1963/64, o Benfica disputou onze encontros na Taça de Portugal: quatro jogos no início da época (até 13 de Outubro de 1963) e os restantes sete após a última jornada, ou seja, a partir de 19 de Abril de 1964. 


De cima para baixo. Da esquerda para a direita: Raúl (6), Cruz (4), Germano (3), Almirante Américo Tomás (Presidente da República), Coluna (5, capitão), Cavém (2) e Costa Pereira (1); Simões (8) (4-1), José Augusto (7) (1-0 e 2-0), José Torres (9) (6-2), Eusébio (10) (3-1) e Serafim (11) (5-2). Os cinco Gloriosos da linha mais avançada marcaram os seis golos! O treinador Lajos Czeizler mantinha a disposição ofensiva que vinha de Guttmann com Eusébio a ser um médio/avançado atrás do avançado-centro mas fazendo toda a largura do campo e apurara o que fizera Fernando Riera, com um "quarto-defesa" Raúl que juntando-se a Germano (a defender) e auxiliando o metrómano Coluna (a atacar) tornavam o meio-campo demolidor para quem tentava surpreender o Benfica junto à nossa grande-área e desequilibrava no meio-campo contrário facilitando o entendimento entre os avançados. Na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em Dortmund (D 0-5) com cinco ausentes por lesão, só puderam jogar seis: Cavém, Cruz, Coluna, José Augusto, Simões e Serafim. E como até o polivalente defesa Jacinto teria lugar, na realidade foram seis ausências. Com o onze titular a "música" teria sido outra. Fomos uma Banda Filarmónica na Germania. Teríamos sido isto: Talvez a melhor composição musical de sempre feita por um Ser Humano que traduz na perfeição o Benfica dos Anos 60: Tocata e Fuga em Fá(bula) só Menor (em brilho) que o Sol.


Dortmund: Atreve-te, a repetir, Benfica!

Taça de Portugal: Atreve-te a repetir Benfica.

Alberto Miguéns

A viúva do Glorioso António Ribeiro dos Reis e Ângelo Bicampeão Europeu, capitão da Reserva, um misto entre veteranos como Ângelo e Santana com jovens promessas da formação (Guerreiro e Arcanjo) e aquisições a outros clubes (como Pedras e Jorge Calado) 

NOTA: No mesmo dia 5 de Julho de 1964, o Benfica (Reserva) apurou-se para as meias-finais da «Taça Ribeiro dos Reis» após vencer, por 4-1, o SG Sacavenense (Honra), na última jornada do grupo III. Depois afastou o plantel principal do SC Olhanense (vencedor do grupo IV) com 2-1, em Beja, no campo Condessa Avilez, a 9 de Julho. Na final, o vencedor da Zona Norte (grupos I e II) não teve hipóteses. O Leixões SC (Reserva) perdeu por 0-1, em 12 de Julho de 1964, no estádio do Atlético CP, na Tapadinha/Lisboa. Um golo de Pedras após assistência de Guerreiro que utilizou a sua velocidade virtuosa para aproveitar junto à linha um passe «açucarado» de Santana a «rasgar o adversário de alto-a-baixo».



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