A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

30/11/2012

Em Luto

30/11/2012 + 2 Comentários API


HOMENAGEM


Continuamos a evocar, o Benfiquista e Glória do Clube, Guilherme Espírito Santo falecido no domingo, 25 de Novembro. Que notícia triste.

Titularidade na primeira época, indiscutível na segunda
Depois de se estrear na equipa principal (20 de Setembro de 1936) e de ser um dos pilares da conquista do Bicampeonato Nacional em 1936/37 (totalista nas 14 jornadas com 16 golos) a segunda temporada – 1937/38 - com o “Manto Sagrado” foi arrasadora. O “Glorioso” jogou 39 encontros, com 3 510 minutos. Guilherme Espírito Santo jogou 37 (3 330 minutos). Apenas esteve ausente em dois encontros, ambos já próximos do final da temporada: em 1 de Maio de 1938 num jogo particular, no nosso estádio das Amoreiras, com o Luso FC Barreiro (V 7-1); e em 22 de Maio de 1938 na 2.ª mão dos oitavos-de-final do Campeonato de Portugal (actual Taça de Portugal) no empate (1-1) no campo do União Futebol Lisboa, depois de 3-0 na 1.ª mão (Espírito Santo marcou um golo).

Estreia como internacional aos 18 anos e 29 dias
Depois de tanta qualidade e quantidade (golos) Guilherme Espírito Santo foi seleccionado para representar Portugal. A estreia ocorreu, menos de um mês depois de ter completado 18 anos (a maioridade era aos 21 anos), em 28 de Novembro de 1938, entrando ao intervalo para uma vitória histórica, por 2-1. A estreia a marcar foi no jogo seguinte, com a Hungria, em 9 de Janeiro de 1939. Tinha 18 anos, 2 meses e 10 dias.
  
28 de Novembro de 1937. Estádio dos Balaídos, em Vigo. XIII Espanha - Portugal. Uma equipa capitaneada por Gustavo Teixeira (do SLB) onde jogavam mais quatro benfiquistas: Gaspar Pinto, Albino, Valadas (marcou o 2.º golo) e Guilherme Espírito Santo. Gaspar, Gustavo e Albino - por esta ordem - estão em pé ao lado do seleccionador Cândido Oliveira (casaco castanho e laço no pescoço). Valadas e Espírito Santo estão em baixo, os dois primeiros a contar da direita

Nove golos em… 52 minutos
Em 5 de Dezembro de 1938, há 74 anos, na 8.ª jornada do campeonato regional de Lisboa, o Benfica recebeu, no Estádio das Amoreiras, a equipa do Casa Pia AC, vencendo por 13-1 com Espírito Santo a marcar 9 golos, recorde de um futebolista do Benfica num jogo da equipa principal (se é que no Benfica não são todas equipas principais). E o Benfica até começou a perder, aos 6 minutos. E só aos 38 minutos conseguiu empatar, através de Espírito Santo. Depois seguiram-se mais 11 golos, com oito de Espírito Santo (39’, 49’, 54’, 60’, 82’, 83’, 84’ e 89 minutos. Contava ele que, um defesa casapiano a meio do segundo tempo questionava porque não parava ele de marcar a uma equipa onde tinha tantos amigos. Guilherme Espírito Santo pacatamente, encolheu os ombros dizendo: “Eu nem procuro a bola, elas aparecem-me à frente!”.




Lá no 4.º anel continuará orgulhoso pelo “seu/ nosso” Benfica

Alberto Miguéns

NOTA: Estes apontamentos são possíveis por que resultam de muitas horas de conversa franca e amiga, durante mais de década e meia, entre um adepto do Benfica e esta Glória do Clube. Um enorme futebolista e personalidade fantástica, que era o paradigma do Jogador e do Benfiquista: simples, virtuoso, trabalhador, dedicado e generoso. Só posso estar agradecido, por ter aprendido tanto com Espírito Santo.

2 comentários
comentários
  1. Eu sou visita do Blog - seguistes as "pisadas" do saudoso Macarrão

    Obrigado Miguéns.

    Quando te vir pela porta 4 - vês logo quem te escreveu este post.

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    Respostas
    1. Macarrão. Que saudades!

      Quando alguém disser que não há insubstituíveis, é mentira!

      Pelo menos há um!

      Joaquim José Macarrão

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