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06/03/2011

É… É! É o FC Porto B!

06/03/2011 + 1 Comentários
O SC Braga independente


Enquanto esperamos por logo à noite, com o “Glorioso”, em Braga, para honrar os minhotos, na sua maioria benfiquistas, outras memórias se avivam. Continuamos à espera do regresso do SC Braga de há alguns anos, daquele SC Braga que tinha orgulho da sua independência face aos poderes, “sãos” ou “podres” do futebol português. Quanto aos “sãos”, aquele SC Braga que fazendo amizade com outros clubes, era respeitado por simpatia. Quanto aos “podres”, aquele SC Braga que “sentiu na pele”, em 1986/87 a ira dos invejosos, que após um empate a um golo entre SC Braga e Benfica, com invasão pacífica dos espectadores no Estádio 1.º Maio para comemorar o título (Benfiquistas) e a manutenção do SC Braga na I Divisão (11.º lugar), sofreu na “Secretaria”, a par do Benfica, uma derrota, por 0-3, numa decisão inédita no “Mundo do Futebol” atribuindo a dois clubes adversários, derrotas (algo só possível no “Futeluso”). Um jogo, e um 4.º resultado: derrota, por 0-3, aos dois!

Motivo evocado: “Não se conseguiu distinguir a proveniência dos invasores pelo facto de, ambos, terem como cores símbolo, o vermelho.” Motivo verdadeiro: “A inveja dos portistas em existir uma cidade, uma região, uma província (Minho) a norte do FC Porto, onde a popularidade do “Glorioso” esmaga o portismo.



O SC Braga subserviente

Enquanto esperamos por logo à noite, para honrar os minhotos, esperamos que chegue ao seu final este interregno de subserviência da Nomenclatura da SAD do SC Braga iniciada durante a época de 2002/03 quando o presidente bracarense Fernando Oliveira é afastado, sendo substituído no clube, por Pedro Machado e na SAD pelo portista António Salvador. A coexistência pouco durou. Ou apenas e só, até ser consumada a venda do futebolista juvenil bracarense Bruno Gama ao FC Porto, a favor deste. Pedro Machado, os seus vice-presidentes e directores no SC Braga foram afastados, emergindo o poder teocrático (“um bispo, em terra de arcebispos, com ligações ao papado das Antas”) de António Salvador, dos seus administradores e funcionários na SAD. Com a ruptura consumada, o cónego Melo (presidente do Conselho Geral do SC Braga) e Mesquita Machado (presidente da Câmara Municipal de Braga) entram em concertada acção para levarem o presidente da SAD à presidência do SC Braga. O caminho ficava livre. Estava consumada a subserviência do SC Braga ao FC Porto, com vantagens imediatas (duram até hoje) mas com uma tragédia anunciada para quando acabarem, que o digam outros clubes, por exemplo, o CF “Os Belenenses” e CF Estrela da Amadora.



E vós, ó rapazes do fogo sagrado, com manto vermelho e emblema da nobre e real Águia, jogai em Braga para nosso orgulho.



Os que nos defendem e honram, nunca se sentirão sós!



Alberto Miguéns


          Os derradeiros 23 jogos (do 103.º ao 125.º)
1 comentários
comentários
  1. Anónimo6/3/11 15:19

    Sempre certeiro caro Alberto!!! A sua lucidez e honestidade intelectual aliadas à impressionante bagagem de conhecimentos relevantes que domina tornam-no uma saudável exepção á mediocridade intelectual banalizada e instalada no nosso país.

    Como tenho familliares em Braga - e até pessoas ligadas directamente ao clube -, testemunhei de perto essa 'mudança' de conduta, especialmente no que se referia à relação com o Benfica e com os benfiquistas. Bem cedo - por alturas que localiza com rigor como correspondendo à época 2002/3 - me apercebi da 'caça às bruxas' que estava lançada em Braga contra os benfiquistas (muito especialmente aqueles que, simpatizando e até sendo sócios do Braga, tinham o Benfica como primeiro clube de coração.
    Esta 'operação' decorreu de facto e foi gisada e planeada ao mais alto nível. As cenas lamentáveis ocorridas o ano passado naquela cidade aquando dos festejos da nossa conquista do campeonato foram, ao mesmo tempo consequência directa e a amis bárbara expressão desse anti-benfiquismo primário a fazer lembrar o anti-comunismo primário que grassou também por aquelas bandas no pós-25 de Abril (ataques a sedes, etc., parece o mesmo filme só com protagonistas diferentes)

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