A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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05/01/2017

O Benfica e o CEC (Parte II)

05/01/2017 + 14 Comentários API
TINHA PENSADO - ATÉ PELA RESPOSTA A UM COMENTÁRIO AO TEXTO ANTERIOR - INTEGRAR ESTAS BREVES NOTAS NESSE TEXTO. PRINCIPALMENTE O MAPA.

Legenda: PIB - Produto Interno Bruto per capita em milhares de dólares americanos anuais por habitante (estimativa arredondada de informação do FMI);
Pop: População em milhões de habitantes (estimativa aproximada da ONU em 2015)

Mas optei por colocá-lo à parte. Penso que a leitura ficará mais facilitada e haverá maior coerência. Mas este é um texto que só faz sentido se o anterior for lido e entendido. 

NOTA: O facto de ter recebido um telefonema neste momento do Benfiquista Mário Pais (mas vão ver que um dia destes vai servir para escrever acerca de "Zé Águas e do Acaso") atrapalhou-me a elaboração do texto. Vou completá-lo. Desde já as desculpas. Mas fazer duas coisas ao mesmo tempo levou-me a publicar a imagem quando o texto ainda não está sequer iniciado! Custou, mas foi. Está concluído. Às 16:55, ou seja, quase uma hora depois de ser publicado o mapa!

O potencial do CEC
Não me parece que se o Campeonato Europeu de Clubes for organizado os "organizadores" vejam a competição numa perspectiva de curto prazo. O que valem os clubes naquele momento. Percebem que aqueles cinco países têm dimensão económica e demográfica para "aguentar" no médio prazo dotar o CEC de clubes-região, com 30 (6 clubes x 5 países, por exemplo).

Não me vou pôr aqui a escolher clubes de cada País
Já escrever acerca do suposto CEC é ficção! Mas qualquer um de nós que conhece o futebol desses cinco países tem uma ideia que se consegue facilmente encontrar seis clubes de diferentes regiões em cada um dos cinco países. Vai ser isso que o CEC vai querer. Polarizar pessoas e capitais da região mais rica da Europa com clubes afamados mas distanciados uns dos outros em termos de "peso" demográfico e económico. Podem vir logo falar de Londres. Só Londres dava para fazer um campeonato local superior a qualquer campeonato nacional em Portugal, Bélgica, Holanda, Áustria, etecetra...

Clubes compradores
O que vai interessar ao CEC é a capacidade de conseguir receitas para conseguir ter os melhores futebolistas do Mundo em vez de os deixar partir para o Índico. Querem é o Futebol Espectáculo. É esse que atrai pessoas - nos estádios e nas televisões - e por isso dinheiro. Não querem futebol defensivo, resultadista. Não havendo despromoções deixa de haver justificações para o futebol de contenção e transições rápidas, como se diz agora em futebolês ao antigo "jogar em contra-ataque".

O Benfica (I)
Que é o que interessa. Dificilmente entrará neste grupo. Por ser de um país periférico, pobre e arcaico. Pode ter prestigio, mas isso também o Celtic FC ou o AFC Ajax tem (e este até é de um país com mais potencial - central e rico) e praticamente desapareceu, porque na Holanda o poder político não deixa os clubes endividarem-se como em Portugal. O Benfica deverá fazer tudo para estar no CEC mas não me parece viável "pondo-me" na cabeça dos capitalistas que vão organizar e definir as opções e estratégias do CEC. Oxalá esteja rotundamente enganado.

Campeonatos Nacionais
1. Os campeonatos de cada país vão manter-se, tal como ocorreu em todos os países quando se passou do "Futebol Regional" para o "Futebol Nacional" - a excepção é a Inglaterra que nunca teve associações regionais. A FA (Federação Inglesa) foi organizando divisões conforme ia tendo filiações de clubes;
2. Até porque interessa ao CEC valorizar os clubes destes países pois continuarão a ser estes clubes os principais formadores de futebolistas no Mundo. O CEC quererá é criar condições económicas para ter nos seus clubes os melhores do Mundo;
3. Claro que mesmo que o CEC seja formado por clubes de cinco países, mesmo estes, continuarão a ter campeonatos nacionais com as características actuais. Ou seja, organizados em forma piramidal, com várias divisões, tendo promoções e despromoções no final de cada temporada.


O Benfica (II)
Como é o "Glorioso" que me interessa, vou terminar este texto com o que interessa. Nós podemos sempre pensar que o SLB é o maior clube nacional. E é. Mas não é o único. Mesmo que o SLB fizesse parte do CEC poderia ter metade da população e metade do valor que Portugal despende com o Futebol. Mas nunca a totalidade. E a totalidade já era pouco face aos cinco grandes países. Mesmo que o SLB faça parte do CEC continuarão a existir FC Porto, Sporting CP, SC Braga, Vitória SC Guimarães, Real SC, FC Canelas e Clube Alta de Lisboa, por exemplo. Que atrairão, na sua globalidade, metade dos interessados no Futebol e metade das verbas disponíveis. Metade ou à volta disso. Aliás espero que os clubes (e em particular o Benfica) consigam que o INE (Instituto Nacional de Estatística) no próximo Recenseamento Geral da População (2021) acrescente mais uma pergunta ao rol das que escolhem para os questionários. Para acabar, de vez, com números de simpatizantes para cada clube atirados ao acaso! Se me perguntam se tenho micro-ondas também podem perguntar qual o clube desportivo da minha simpatia. Responderei com todo o gosto. Mais do que à pergunta do micro-ondas. Responderei com vaidade a essas pergunta, se constar dos folhetos! Benfica!

Abre a "pestana" Benfica

Alberto Miguéns

NOTA: Comentem à vontade mas só publicarei os comentários relativos ao tema que serviu como assunto para elaborar o texto de hoje. Porque já sei que vão comentar árbitros, Pintos da Costa, Brunos de Carvalho, Luíses Filipes Vieira e os Jorges Jesuses e os roubos dos "apitadores" e as falências e as VEMOQUES e o fumo/vapor. Chega! Há mais Mundo!
14 comentários
comentários
  1. Meu Caro Alberto Miguéns, Companheiro,

    Antes de mais e como leitor assíduo deste seu blogue, peço-lhe que aceite o meu agradecimento por este seu trabalho, pelo muito que ele significa para o Benfiquismo.

    Quanto ao CEC, eu discordo de si e estou firmemente convencido de que o Nosso Clube vai fazer parte dos clubes que o vão fundar e gerir: a seu tempo e se quiser, vai poder ler os meus argumentos no GUACHOSVERMELHOS, blogue que me dá a honra de publicar alguns textos meus.

    Por agora, quero, apenas, pedir-lhe que não fundamente a sua opinião nestes números (digamos, de dimensionamento do mercado) que aqui nos apresentou, uma vez que até do ponto de vista estritamente matemático eles são incorrectos.
    Felizmente e mesmo que o único critério fosse esse (digamos, valor de mercado acrescentado), o Glorioso "entraria" com facilidade nesses "30" e o Miguéns sabe-o muito bem.

    Viva o Benfica!
    (José Albuquerque)

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  2. Caro José Albuquerque

    Obrigado pelas simpáticas palavras. Ser reconhecido por um Benfiquista nosso par (igual a qualquer um de nós) é sempre a maior honra que se pode ter. No Benfica ou em qualquer actividade/profissão.

    1. Duvido que os capitalistas do suposto CEC queiram saber do SL Benfica para fazer parte do suposto CEC. Querem é captar o dinheiro e população de Bordéus, de Birmingham (segunda maior cidade inglesa), de Roma (região desvalorizada em futebol mas "rica" em pessoas, turismo e ma$$A), de Hamburgo (à espera que o maior clube do norte da "Germania" seja puxado) ou da Corunha/Bilbau (a Galiza e o País Basco têm mais potencial internacional que em Espanha);

    2. Se os números estão incorrectos agradecia que me fornecesse os valores matematicamente correctos. Eu retirei-os dos portais da ONU e do FMI. Se tem fontes mais fidedignas indique-as que eu refaço o mapa. Mas espero mesmo que as tenha. Por isso agradeço que as envie;

    3. O problema é que não sei. Emocionalmente entraria. Como Clube Mítico entraria. Mas repito. Os organizadores não vão querer saber disso. Escolhem 30 e ainda podem ter mais 20 (nesses cinco países) para poder "entrar".

    4. Mas ainda bem que tem opinião contrário. Oxalá a sua seja a que vai estar certa no futuro.

    Viva o Benfica!

    Saudações do TRIcampeão para o Tricampeão José Albuquerque

    Alberto Miguéns

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    1. Desculpe-me, meu Caro,

      Longe de mim admitir que o Miguéns teria citado números errados, ou fontes pouco fidedignas: expliquei-me mal (ou não me expliquei de todo, ahahah).
      O Miguéns é matemático (Engº. Geógrafo, certo?) e como tal sabe perfeitamente que o Nosso Clube representa um mercado muito maior do que, pelo menos, a metade desses 30 clubes (5x6) que admitiu
      E, por agora, era apenas esse o ponto que eu queria ver clarificado.

      Saudações TRIcampeãs e ...

      Viva o Benfica!
      (José Albuquerque)

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  3. Espero que o CEC acabe o mais rápido possível, e que o SLB nunca entre nesse grupo, senão o único futebol que vou apoiar será à sexta à noite onde tento controlar a parede abdominal. Importar o modelo para a europa da NBA é definitivamente matar as camisolas, que já não valem muito neste negócio actualmente. Como simpatizante gosto que o Benfica ganhe, acho piada quando os rivais perdem, no momento em que isso passar a ser um espectáculo deixo de me sentir filiado a um clube mas sim ao clube que melhor espectáculo der, vou ver jogos do barça ou Bayern como quando vou ao cinema.
    Ter um campeonato em que podes jogar á bola suficientemente para lá chegar mas não tens capital foi exactamente o que Pierre de Coubertin estava a pensar quando refundou os jogos olímpicos.

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  4. Caro Paulo Duarte

    Isso era o Mundo Ideal, mas...

    A Europa arrisca a ficar sem condições financeiros de ter os melhores futebolistas de África, América e até da Europa a jogar nos seus principais clubes. Até estes rumarão aos Biliões da Arábia e China!

    TRIsaudações Gloriosas

    Alberto Miguéns

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    1. Não tenho medo da Ásia nem da Arábia, aliás se podemos dar aos jogadores (e agora vou citar RV) "outras vidas" melhor para eles, mais mercado e mais trabalho para mais jogadores, aliás alguns dos melhores cérebros (não confundir com JJ) do futebol nacional estão agora na china. Houve anos em que andámos a viver dos argentinos/brasileiros/palops, agora já não temos essa capacidade, tempos em que preferimos meter as seleções nas mãos de Scolari que completamente meteu de lado a formação e as seleções jovens, sorte alguém ter tido a visão de contratar Queiroz, que infelizmente e estupidamente acabámos por despedir, mas que finalmente estamos a ver o trabalho feito, sim, não é só Rui Jorge.
      O Benfica tem a sorte de ter um presidente com alguma visão e profissionalizou toda a estrutura e viu que é na formação que se tem que apostar e hoje em dia temos uma formação/lab ao nível do melhor que se faz no mundo, o SCP faz o caminho contrário, BdC não despediu 30 treinadores na formação?
      Mas já fujo ao ponto, a Europa ficar sem os melhores jogadores, não me faz diferença, ver messi na tv em espanha ou na china é igual, Portugal já não tem capacidade de os manter, e em breve a China e os USA estarão ao nível das melhores competições.

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  5. Anónimo5/1/17 18:29

    Boa tarde caro Alberto,

    Penso que parte de algumas premissas erradas relativamente a um futuro campeonato europeu de clubes (CEC).

    Logo à partida não me parece que possa ser organizado por um bando de capitalistas novos ricos (normalmente com o pomposo nome de investidores) à revelia das estruturas organizadas do futebol, UEFA e FIFA. Nem estas organizações permitiriam isso, excluindo os clubes e jogadores das competições internacionais por si organizadas. E actualmente o Europeu e o Mundial, juntamente com os Olímpicos, são as 3 maiores competições desportivas no mundo.
    Na minha opinião quando surgir um CEC, se surgir, será organizado pela UEFA e não poderá ser restrito a 5 países.

    De resto o Benfica está consistentemente nos maiores 20/30 clubes europeus quer em receitas ordinárias quem em médias de espectadores por jogo. E se considerarmos o máximo de 5 clubes por cada país, sobe no ranking das receitas, visto que actualmente há muitos clubes ingleses nos primeiros lugares desse ranking por via dos direitos de TV.
    Ainda em relação ao argumento de que a receita de um clube português seria muito inferior a outros desses países de maior mercado não me parece muito correcta. A existir o CEC, a principal fonte de financiamento dos clubes seriam os direitos televisivos que seriam exportados para todo o mundo. O mercado português pouco contaria para isso.

    Também penso que 30 clubes seriam demasiados para um campeonato a duas mãos de todos contra todos. 58 jornadas seriam excessivas.

    Depois há a questão das finais. As finais são jogos míticos. Despertam um entusiasmo extraordinário. Sejam os da Champions, do Europeu ou do Mundial.
    Terminar com isso seria como amputar o futebol.

    O que eu penso que um dia surgirá serão competições regionais internacionais (uns 3 ou 4 grupos, por exemplo, oeste, centro e leste) com os primeiros de cada região a serem apurados para uma fase final a eliminar. Algo parecido com o que está implementado na NBA. Se houvessem 3 grupos de 16 equipas entrariam 48 equipas. Se fossem 4 grupos, seriam 64.
    Nesta fórmula não só o Benfica entrariam como mais 1 ou 3 clubes portugueses.
    Sendo que cada clube que entrasse nessa competição também participaria nos campeonatos nacionais com as suas equipas B.

    Saudações benfiquistas,
    JP


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    1. Caro JP

      Tudo isto enquanto não se concretizar não passa de ficção. O que nós podemos fazer é pensar e escrever acerca do tema.

      Duas hipóteses para duas questões que coloca.

      1. 58 jornadas não é excessivo pois mesmo com dez meses de competição temos 40 fins-de-semana e 40 terças, quartas e quintas-feiras, ou seja, 80 datas. Continuarão a existir jogos a meio-da-semana. Com um potencial de grandes plantéis haverá jogos praticamente todos os dias. Acredito!;

      2. A FIFA e a UEFA não terão outro "remédio" a não ser aceitar ou ficar sem os melhores futebolistas que trocarão Milhões pelas selecções se for necessário. Ao que sei a FIBA é que foi obrigada a mudar devido à NBA não foi o contrário;

      3. Não tenha dúvidas que a existir um CEC haverá no final "bota-fora" (play-offs, em português moderno) e/ou "Final a ou com quatro" (final-four, em português moderno).

      TRIgloriosas Saudações

      Alberto Miguéns

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  6. Anónimo5/1/17 22:43

    Creio que o benfiquista JP tem razão em vários pontos, no entanto acredito que o melhor para o futebol europeu seria a fusão de ligas periféricas com ligas maiores, e devia ser aí que o Benfica devia actuar, pois uma Superliga Europeia não seria decidida pelos clubes portugueses, mas por umas dezenas de clubes, federações, etc., o que diluía quse na totalidade a nossa influência enquanto clube.

    Esta e as próximas direcções deveriam ter o objectivo de dotar o clube dos mesmos meios financeiros e influência que um Barcelona ou Real Madrid. E isto é possível se existir um campeonato ibérico.

    O Benfica tem muito mais influência junto dos clubes e federação espanhola, que teria a lutar por uma eventual Superliga Europeia. Caberia ao futebol português convencer o futebol espanhol que essa nova competição seria um avanço fantástico para eles, pois a La Liga, que hoje é a segunda maior da Europa, mas que tem cada vez menos capacidade para acompanhar a Premier League, passava a ser claramente a maior liga do planeta, pois contaria com os grandes portugueses (20 clubes como agora, o formato teria de ser negociado). O próprio futebol português ganharia imenso com isso, além dos grandes. Além disso o Barcelona ficaria muito mais protegido de eventuais retaliações se a Catalunha conquistar a independência, logo seria do seu interesse.

    Participar numa Superliga Europeia seria bom, dependendo do formato, mas participar num campeonato ibérico seria o ideal para o futuro financeiro e desportivo do Sport Lisboa e Benfica, e é isso que adeptos e direcção deviam defender, na minha opinião.

    Saudações benfiquistas.

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    1. Caro Anónimo

      Pelo que sei - faço parte de uma associação de estatísticas de adeptos do Futebol - os espanhóis não querem clubes portugueses a participar no campeonato espanhol. Muito menos tendo a questão da Catalunha dependente da...independência.

      Gloriosas Saudações

      Alberto Miguéns

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    2. Anónimo6/1/17 00:26

      Neste caso não seriam os portugueses a participar no campeonato espanhol, mas os clubes portugueses e espanhóis a participar num novo campeonato ibérico. É algo que teria de ser trabalhado pelo futebol português, que seria o principal interessado.

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  7. Caro Paulo Duarte

    Nas não é o Benfica que vai liderar o "CEC". São os clubes da Alemanha, Espanha, Itália e França com a Inglaterra a ser empurrada.

    O Benfica não pode passar a ser um clube regionalizado a jogar no campeonato português vocacionado para formar para os Grandes. Isso é que era bom. Como associado não aceito transformar o SLB num clube secundário como actualmente os sul-americanos.

    Saudações Gloriosas

    Alberto Miguéns

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    1. Para Paulo Duarte não lhe interessa se Messi joga em Barcelona ou na China. Mas para os adeptos do FC Barcelona interessa. Por isso é que o tal CEC vai surgir mais depressa do que se pensa! Porque o FC Barcelona - e os outros Grandes Europeus - quer ter condições para adquirir os melhores futebolistas.

      AM

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  8. Anónimo6/1/17 00:36

    Boas,

    Por vezes a realidade ultrapassa a imaginação e aquilo que parecia inevitável deixa de o ser.

    Vem isto a propósito de um tecto de gastos que as autoridades desportivas chinesas vão impor aos clubes de futebol depois destes andarem a "queimarem dinheiro". (página de futebol do site http://www.bbc.com/sport/football/38524429)

    Aquilo que um dia parece inevitável, a emigração em massa dos melhores jogadores para a China, no outro dia deixa de ser sequer possível.

    Não me espanta esta decisão. O que me espantava eram as contratações absurdas que estavam a ser feitas. Porque não têm nenhuma lógica. Parece que só queriam mesmo "queimar dinheiro".

    Independentemente desta limitação imposta, que um dia poderá desaparecer, acho que a China nunca será um destino do agrado dos principais jogadores de futebol e muito poucos aguentarão lá mais que 1, 2 ou 3 anos e só por ganharem nesses anos a independência financeira.
    Tem um clima horrível para o futebol. Húmido e quente. Tem uma cultura muitíssimo diferente da ocidental onde muito poucos jogadores se sentiriam bem.
    Tal como os países do golfo.
    Só atraem jogadores em fim de carreira que vão encher as contas bancárias.

    Os maiores clubes europeus já pagam valores a rondar os 20M€ anuais aos melhores futebolistas. Ir para a China para ganhar 30 ou 40? Para quê? Para comprar um jacto de 12 lugares em vez de 6? Um iate de 80m em vez de 50?
    Alguns serão seduzidos. A maioria, aqueles que querem fazer carreira e ganhar títulos, não serão.

    Esta caso do dinheiro Chinês faz-me lembrar o que disse o Joaquim Agostinho quando os Colombianos começaram a correr na volta a França. Que não era preciso aplanar os Pirinéus e os Alpes para lhes ganhar.

    Cumprimentos benfiquistas e continuação do muito bom trabalho em prol do Benfica e da verdade,
    JP

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