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15/08/2016

Entre um Serrado e um Mentiroso (Parte 3)

15/08/2016 + 17 Comentários
PORQUE SERÁ?


Que o SL Benfica (com Mário de Oliveira e Rebelo da Silva) e o FC Porto (com António Rodrigues Teles) já tiveram quem fizesse uma história cronológica dos clubes enquanto o Sporting CP não?


Recordando...

Numa entrevista à Sporting TV Ricardo Serrado, entre várias tiradas serradianas avançou com duas frases que não têm suporte em documentação coeva.

«O Sporting é o clube que tem a sua história mais consolidada».

«A história do Sporting que até é a mais verosímil».



Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Que o Sporting CP tem história todos sabemos. O que não sabemos é com que documentos suportam a fundação e os primeiros anos, pois nunca foram publicados. O Sporting CP tem de os mostrar. Até que isso aconteça a fundação e os primeiros tempos desse clube não passam de mito. Uma história baseada no "Diz que disse"! Que vem sendo copiado de uns para outros. Dos poucos que se têm atrevido a contar essa história. Sem muita convicção...diga-se! Sem mostrarem documentação. Os Benfiquistas jamais aceitarão - com uma história transparente como a nossa - que os sportinguistas sequer tentem comparar-se. Até porque não podem. Primeiro publiquem uma história cronológica suportada em documentação. Depois é que se vai saber qual é a "mais verdadeira". Actualmente não é possível, pois o Sporting CP não tem qualquer história publicada. Ao contrário do Benfica e do FC Porto. É preciso ter "lata" para vir falar de algo que não existe. Consolidada? Verdadeira? Verosímil? O quê? O que não existe?

Algo que não se percebe
Como se pode dizer que o SCP tem a história mais consolidada e verosímil se não existe nenhuma história publicada? Não terá exactamente a ver com o facto de não existirem documentos que inviabilizam essa existência? Ao contrário do FCP e do SLB? Aguarda-se que com Ricardo Serrado apareçam ao fim de 110 anos esses documentos! Com ele tudo é possível! Se até Júlio chamou a Cosme Damião ainda vamos ter um José Alvalade que afinal também é Júlio. Júlio José Alvalade!

Não é fácil encontrar documentação
Os clubes chamados "Três Grandes" foram fundados na primeira década do século XX. De um modo informal. Para haver um clube que lhes permitisse a criação de condições para jogar futebol. Era esse o principal objectivo. Daí as nomeações e descrições na Imprensa da época serem muito mais importantes que a documentação existente nos clubes, praticamente inexistentes. Mas quer o SLB quer o FCP têm documentos da época. E publicados nas respectivas Histórias. Ao contrário do Sporting CP que nunca apresentou actas, documentos, facturas, cartas, etecetra. Aliás a primeira fotografia de uma equipa de futebol do Sporting CP data de Março de 1908. Praticamente dois anos depois da fundação no primeiro semestre de 1906!


Entrevistas a fundadores
Além dos documentos, o registo de quem viveu os dias da fundação dos clubes são testemunhos valiosos. O FC Porto tem logo em 1 de Março de 1926 um testemunho notável de um dos fundadores, António Martins, que descreveu a fundação a um jornal portuense, o semanário "O Tripeiro". Isto porque José Monteiro da Costa (principal fundador) faleceu muito novo, em 30 de Janeiro de 1911. Um dos 24 fundadores do Benfica, Cosme Damião que se tornaria a principal figura do Clube, também deu uma preciosa entrevista, publicada em "A Bola", a 5 de Março de 1945. Mas não há nenhuma entrevista conhecida a um dos fundadores do Sporting CP. Não há qualquer registo escrito. E esta é já uma diferença muito grande entre o SCP e os outros dois clubes. Não há uma descrição da fundação do Sporting  CP através de uma entrevista com um dos fundadores. Por isso na história do SCP os primeiros tempos não passam do "Diz que disse"! Até porque nem se percebe quantos foram os fundadores, como já se mostrou neste blogue. Apenas dois exemplos. Se António Couto era o sócio n.º 6, em Janeiro de 1910, e desertou do "Glorioso" para o SCP no Verão de 1907 (tal como todos os destacados a vermelho) como pode, até, Francisco Stromp ser fundador em 1906 e ter o número 9? Trapalhadas!


O FC Porto em 1933 e 1956
Entre os chamados "Três Grandes" o FC Porto foi o primeiro clube a ter uma História publicada. Em 1933, com 207 páginas de formato reduzido, caminhava o FCP no 27.º aniversário. António Rodrigues Teles era um jornalista portuense e portista no jornal "Sporting" (publicado na cidade do Porto), depois no jornal "Norte Desportivo" e correspondente no Porto do jornal "Os Sports" (depois "Mundo Desportivo"). Rodrigues Teles sócio do FCP conheceu alguns dos fundadores e tendo acesso a documentação deles e do clube, escreveu uma história cronológica com grande qualidade logo em 1933. Dezassete anos depois juntou ainda mais informação ao período 1906 - 1933 actualizando a História em 1 166 páginas divididas por três volumes (I - 384 páginas; II - 387 páginas; III - 395 páginas) publicada em fascículos aquando das "Bodas de Ouro" do FC Porto em 1956.



(clicar em cima da imagem para ver com melhor definição)


O FC Porto é (era) o clube com a história da fundação melhor definida, porque há uma entrevista/descrição de um dos fundadores do FCP - António Martins - feita aos 20 anos do clube, em 1926. Está tudo muito bem explicado. Por alguém que viveu a fundação. Se depois, em 1988, um dirigente portista com o apoio dos associados em assembleia geral decidiu alterá-la é uma questão que envolve revisionismo e credibilidade. Neste caso falta dela. António Martins não deixa dúvidas. Diz como foi. Diz que José Monteiro da Costa não conhecia o futebol (nem os que seriam fundadores do FCP) antes de viajar por Inglaterra. Que escrevia nas cartas que enviava o desejo de fundar um clube para jogar futebol. O FCP tem muita sorte em ter esta descrição. Sempre soube enaltecer o facto de ser um clube como poucos a saber como nasceu a ideia de ser fundado. Em 1926 tornada pública. Muito antes do Benfica, por exemplo. Depois, em 1988, fez tábua rasa daquilo que sempre foi motivo de orgulho.



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História do FC Porto 1906 - 1956; Páginas 6, 7 e 8; António Rodrigues Teles; 1955; Porto

O Benfica em 1954
O jornalista Mário de Oliveira e Rebelo da Silva, proprietário do jornal "Os Ridículos", publicaram em 1954, nas "Bodas de Ouro" do "Glorioso" uma História cronológica em 1 156 páginas divididas por dois volumes (I - 575 páginas; II - 581 páginas). Em edição de autor (daí a importância de Rebelo da Silva, proprietário de uma tipografia) sabiam da existência da História do FC Porto que é citada (e transcrita a propósito da primeira deslocação do Glorioso Futebol à cidade do Porto em Abril de 1912) na História do SL Benfica 1904 - 1954, por exemplo, nas páginas 201, 202 e 203 do Volume I. Mário de Oliveira com a entrevista a Cosme Damião percebeu - se é que já não tinha a noção - que estava no momento certo para fazer a História do Clube pois ainda estavam vivos (e contactáveis) meia dúzia (em 24) dos fundadores. Além de outros pioneiros que não sendo fundadores acompanharam os primeiros passos do Clube. Com Cosme Damião já muito doente havia que contactar os outros não deixando que desaparecessem as memórias vivas dos primeiros tempos do Clube. Foi um trabalho notável que a não ter sido feito tinha inviabilizado podermos conhecer com tanto pormenor o início do Clube, tal como o porquê de se ter tornado o maior clube português.


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Mário de Oliveira antes de fazer esta obra monumental (suportada pelo facto de Rebelo da Silva ser proprietário da gráfica do jornal "Os Ridículos") entrevistou para o jornal "A Bola" um dos 24 fundadores - Cosme Damião - em final de Fevereiro ou início de Março de 1945 (clicar para ver a entrevista) publicada em 5 de Março (uma segunda-feira) e depois, pelo menos mais cinco fundadores, enquanto investigava para fazer a Gloriosa História, entre eles Daniel Santos Brito (um dos três primeiros dirigentes pois foi o secretário escolhido em 28 de Fevereiro de 1904) e o único vivo no início dos anos 50. Os outros dois já tinham falecido. José Rosa Rodrigues (presidente) em 30 de Abril de 1924 e Manuel Gourlade (tesoureiro) em 1 de Janeiro de 1944.



História do SL Benfica 1904 - 1954; Volume 1; página 5; Mário de Oliveira e Rebelo da Silva; 1954; Lisboa; edição dos autores

O “caso” Sporting CP cheio de “casos”!
Tendo os rivais com Histórias cronológicas publicadas aquando das "Bodas de Ouro", em 1954 (SLB) e FCP (1956) o SCP teimava em não ter uma história publicada. Coube a Eduardo Baptista Pinheiro de Azevedo (avô materno do actual presidente do SCP) escrever 962 páginas em formato metade daquele em que foram publicadas as Histórias (cronológicas) do SLB e do FCP. Foi uma desilusão. Anunciada com "pompa e circunstância" em Outubro de 1967 quando foi editada percebeu-se que não seria uma história como a do Benfica e a do FC Porto. Era uma história temática, com muita teoria. Até há um capítulo/fascículo dedicado em exclusivo ao Benfica. O número 25. Os primeiros dez fascículos são pura mitificação do Sporting CP. Muito "paleio". Um verdadeiro caso de "muita parra e pouca uva"! Não admira que tenha sido um fracasso em termos de vendas levando a que 30 fascículos - anunciados com o ritmo de um por mês - tenham demorado, afinal, cerca de dez anos pois o 30.º foi impresso em Março de 1977. Quase 120 meses para publicar 30 fascículos cada um com cerca de 32 páginas em formato reduzido. Reunidos em três volumes com cerca de 320 páginas cada um. Com muito pouca história em quase mil páginas. E temática, não cronológica! Inacreditável! Uma obra que terminou em 1977 só tem informação até 1965! Duplamente inacreditável!



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Inacreditável
Um exemplo. Página 811 incluída no capítulo 27 (Ídolos de Ontem e de Hoje) publicado no fascículo 27, em Outubro de 1975, não inclui sequer os títulos de campeão nacional do clube em 1965/66, 1969/70 e 1973/74!

Era interessante Bruno de Carvalho ler o que o avô materno escreveu acerca do Campeonato de Portugal (nos mesmos moldes da Taça de Portugal) e do que considerou ser Campeonato Nacional. O primeiro conquistado em 1940/41. Respeitar a memória de quem conheceu e dedicou muito tempo a estudar estes assuntos e que o neto agora decidiu alterar. E ordenou que o fizessem até no portal do clube (clicar) bem como "obrigou" Ricardo Serrado a dar o dito por não dito!


Os enigmas à volta da História nunca publicada do Sporting CP?



1. Como é que o Sporting CP (e os sportinguistas) nunca conseguiu publicar uma história cronológica ao contrário do SLB e do FC Porto? Que o fizeram nas Bodas de Ouro. O Sporting CP nunca o fez. Porque é que nunca ninguém se atreveu a publicar uma "História"? Apenas histórias ao redor da História.



2. O mistério adensa-se com mais significado quando se sabe que Júlio Cardoso de Araújo é uma das personalidades mais importantes na recolha de informação nos primórdios do futebol em Portugal. Ora, Júlio de Araújo foi presidente do SCP entre 14 de Julho de 1922 e 20 de Julho de 1922 e depois entre 19 de Julho de 1924 e 18 de Fevereiro de 1925. Deixou uma publicação notável - dactilografada e com colagem de recortes de jornais da época, por isso obra única, nunca editada - na posse da Associação de Futebol de Lisboa denominada "Meio Século de Futebol - Subsídios para a História do Futebol em Portugal" entre 1888 e 1938. Mas nunca fez qualquer história - mesmo com igual "formato" para o clube do qual foi presidente na primeira metade dos anos 20 do século passado. E faleceu em 4 de Fevereiro de 1977 no Brasil. Não sendo um dos fundadores (em Janeiro de 1910 não era associado do SCP) certamente que conheceu alguns dos supostos fundadores. Anunciou em 10 de Junho de 1926 no "Boletim do Sporting" um projecto - "Do livro em preparação: História do S.C.P. - Subsídios para a História do Desporto em Portugal" - que nunca fez, nem deixou vestígios de que não tenha passado de uma intenção. Aliás é ele quem indica Francisco da Ponte e Horta Gavazzo como um dos 19 fundadores do SCP, mas isso é uma impossibilidade pois em Janeiro de 1910 era o sócio n.º 24, tendo oito dissidentes do "Glorioso" no Verão de 1907 - n.ºs 6, 7, 11, 12, 17, 20, 21 e 22 - com um número de associado inferior! Trapalhadas! 



 (clicar em cima da imagem para ver com melhor definição)

Meio Século de Futebol - Subsídios para a História do Futebol em Portugal; página 289; Júlio de Araújo; 1938; obra dactilografada pelo autor; Lisboa


3. Outro mistério. Como é que um clube tão pujante que queria ser, diz-se, em 8 de Maio de 1906: «um grande clube, tão grande como os maiores da Europa» não consiga sequer inscrever-se na primeira edição do campeonato regional de Lisboa, organizado pela Liga de Football Association, da qual o secretário era precisamente José Alvalade. Como foi possível? Um campeonato iniciado em 1 de Novembro de 1906! Seis meses depois do dia em que José Alvalade pronunciou a célebre frase! Que pujança tinha um clube que nascera tão "ameaçador" para os restantes clubes da Europa? Que tinha o principal fundador como secretário da Liga que organizava o campeonato? Afinal era secretário da Liga e o seu clube (SCP) não se inscrevia no campeonato! Nem conseguia "chegar" a Lisboa quanto mais à Europa!




4. Outro mistério. Como é que um clube que se afirmava tão forte, praticamente um ano depois da fundação, em Fevereiro e Março de 1907 (clicar para ver Imprensa da época), não consegue sequer organizar duas equipas com os seus melhores futebolistas capazes de fazerem bons resultados em torneios a eliminar organizados por outro clube, o Internacional (CIF). Mesmo sem participar no campeonato regional para a 1.ª categoria, nem duas equipas de 2.ª categoria (os melhores do SCP) e 3.ª categoria conseguem apresentar. Aliás a 3.ª categoria desiste. Nem 22 futebolistas conseguiam juntar! O que quer dizer que no SCP foi tudo organizado de improviso. Futebolistas sem categoria arrebanhados por aqui e ali! Fracos em qualidade e em quantidade. E nem se podiam queixar do sorteio. O Football Cruz Negra (FCN) tinha praticamente a mesma idade do SCP, pois foi fundado em Janeiro de 1906. E tinha mais dificuldade pois jogava em terrenos públicos, tal como o "Glorioso". O nosso clube em Belém, nas Terras do Desembargador e o FCN no Largo da Luz, em Carnide. Resta dizer que o "Glorioso" conquistou os dois torneios. Aliás ao procurar neste blogue os resultados para quem quiser saber mais acerca das primeiras conquistas de troféus, ainda que na 2.ª e 3.ª categorias, pelo "Glorioso" percebi que já tinha escrito acerca de Bruno de Carvalho (clicar para quem quiser saber mais acerca deste assunto).


Nunca mais chega o dia em que o Sporting CP terá uma História publicada!

Alberto Miguéns


17 comentários
comentários
  1. benfiquista do coracao15/8/16 01:12

    Parabens
    grande trabalho

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    1. Caro,

      Obrigado.

      Estive a ver a final dos 100 metros.

      O SCP se investigar a sua fundação vai perceber que durante um ano e meio foi um clube incipiente reduzido a meia dúzia de pessoas - José de Alvalade, o seu avô e amigos mais próximos. Incapazes de jogarem futebol. Foi necessário oito futebolistas e mais uma dúzia de outros associados do "Glorioso", desertarem no Verão de 1907 para ir resgatar de uma mais que provável extinção remetendo-os para o grupo dos clubes relâmpago (como o Football Cruz Negra) o SCP, para uma existência ainda hoje. Embora sempre - em termos de período alargado de tempo - na sombra do Benfica. Alguns de nós, em 1907, foram salvar José de Alvalade e o seu clubinho de nem ser nota de rodapé na história do futebol português, mas nem assim nos conseguiram ultrapassar.

      O SCP é em relação ao SLB um equívoco! Nunca passaram de uma vírgula a seguir ao Benfica.

      SLB ,

      Saudações TRigloriosas

      Alberto Miguéns

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  2. Com a falta de documentos da altura, ficaremos sempre na duvida em relacao aos factos e poderemos fazer todo o "cherry picking" que quisermos para ajudar a nossa narrativa. Voce sabe disso, eu sei disso, qualquer pessoa inteligente sabe disso. Partir a procura dos factos com um pressuposto e' um erro primario em qualquer investigacao que se faca. Voce tambem estara ciente disso, ou pelo menos deveria. Mas se conseguiu manter uma certa objectividade durante o texto, escudando-se atras de questoes, descaiu-se aqui nos comentarios quanto aquilo que o move: um odio primario.
    Tiago Rodrigues

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    1. Caro Tiago Rodrigues.

      1. Só o fiz porque alguém do SCP se armou em pantomineiro querendo fazer passar-se por entendido aproveitando para dar a entender que pode comparar Histórias da fundação dos clubes e que a do SCP é "mais verdadeira". Além de não estar publicada com o rigor cronológico com que está a do SLB e do FCP há muitas incongruências naquilo que se sabe acerca do assunto em relação ao SCP;

      2.1. Ódio primário em relação ao Sporting CP? Não! Respeito o clube, sei das suas conquistas, mas defenderei sempre o SLB quando quiserem fazer comparações sem nexo. Nunca escrevi nada neste blogue acerca do que há muito constatei. Só o fiz agora porque fui "provocado" por um sportinguista;

      2.2. Ódio primário em relação a Ricardo Serrado? Não! Apenas ódio de estimação. Pelos danos que ia causando na história do clube enxovalhando a sua principal figura, o pai do Benfiquismo, Cosme Damião chamando-lhe Júlio. Nunca lhe perdoarei isso. Como Benfiquista. Até porque foi uma "sorte" conseguir demonstrar que não era Júlio, pois todos à minha volta acreditavam que era Júlio. Valeu este blogue existir, eu ter mostrado que não acreditava que ele fosse Júlio e um leitor sabedor do assunto - Victor João Carocha - ter conseguido obter o registo de baptismo. O Benfica terá sempre uma dívida de gratidão para com o Benfiquista Victor João Carocha. Se não é ele provavelmente Cosme Damião teria sida rebaptizado Júlio quase 130 anos depois do verdadeiro baptismo. Inaceitável.

      Saudações

      Alberto Miguéns

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  3. Será que é possível citar directamente o avô do Bruno de Carvalho em relação aos campeonatos?

    Pode ser que um jornalista o confronte com a citação do próprio avô.

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  4. Este Ricardo Serrado sempre me pareceu um pouco trapalhão, isto desde as suas intervenções no programa Vitórias e Património. O seu discurso pouco rigoroso contradiz-se constantemente. Não entendo como os dirigentes do Benfica solicitaram os serviços deste senhor que possui uma tão inverosímel retórica e gritante ausência de rigor científico. Que me perdoem o desabafo. Saudações Gloriosas.

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  5. Depois da critica ‘a forma como conduziu esta “investigacao”, vamos entao a critica ao conteudo (que hoje tive mais tempo).
    As razoes pelas quais nao ha’ uma histo’ria escrita do Sporting Clube de Portugal que seja consensual podem ser de variadissma ordem. No entanto, o caro Alberto deixa a sua conclusao velada: alguem esta a tentar seconder alguma coisa.
    Os clubes nos seus primordios eram amadores, tanto no amor pelo desporto como pela inexistencia do profissionalismo em clubes. O caro Alberto quer imputar um nivel de profissionalismo ‘a organizacao dos clubes que nao me parece correcta. Se consultar os primeiros estatutos do Sporting Clube de Portugal, datado de 26 de Agosto de 1907 (http://www.forumscp.com/wiki/images/1/17/Primeiros-Estatutos-do-Sporting.pdf), documento official, sublinho official, que com certeza por lapso se esqueceu de incluir, vera’ que nao ha qualquer mencao de como devera ocorrer a numeracao dos socios em casos de, por exemplo, entrada e saida de socios, suspensao temporaria da matricula de socio, etc.
    Ainda, se tivesse lido os primeiros estatutos do Sporting Clube de Portugal poderia entender, por exemplo, porque e' que o o clube nao foi uma forca pujante no futebol durante o seu inicio. Passo a transcrever o artigo 2o da Natureza da Associação e seus intuitos: "Tem principalmente por fim a educação physica dos sócios e dos seus filhos e tutelados por meio de exercícios de gynastica hygienica ao ar livre e poderá igualmente dedicar-se à gymnastica applicada, à esgrima, à equitação, à natação, aos jogos athleticos, aos exercícios de remo e de tiro e a outros destinados ao desenvolvimento e conservação das forças musculares." Para bom entendedor... Esta e', de resto, a ge'nese da nossa matriz ecle'tica que ainda hoje faz parte da nossa identidade e da qual muito me orgulho. Obviamente que o “Foot-ball Association” estava a ficar cada vez mais popular e o clube aproveitou a falta de condicoes do Sport Lisboa para manter os seus jogadores (entretanto livres de procurarem outros clubes, Cosme Damiao dixit, e nao “desertores” como o Alberto lhes chama) o Sporting Clube de Portugal iniciou o seu caminho como um clube forte em futebol, tambem! Estou seguro que o Alberto sabe isto muito melhor do que eu, mas como nao ajudava ‘a narrativa, la’ ficou na gaveta.
    Apoiando-nos nas historias que passam por tradicao oral, por falta de suporte fisico, um dos nomes provisorios antes da adopcao final de Sporting Clube de Portugal seria Campo Grande Sporting Clube, dai que nao me faz qualquer confusao que Jose de Alvalade tenha mencionado a palavra Sporting na tao famosa frase. Ate’ porque o nome Sporting referia-se ‘a tal ge’nese ecl’etica que referi anteriormente. Um “fazendo desporto” numa traducao macarronica.
    Mais, o verde que se decidiu associar ao sporting e’, numa primeira instancia, o fundo do simbolo do clube, tal como se pode ver no primeiro simbolo official em 1907.
    E' obvio que a historia dos factos nao esta' preto no branco. Ha, obviamente, pontos confusos como o da numeracao de socios e muitas outras coisas, mas no geral a historia do Sporting Clube de Portugal e’ bastante coerente, dadas todas as condicionantes. Julgo que a acta fundadora do Sporting nao resistiu ate aos dias de hoje, dai que teremos mesmo que nos basear nos relatos orais para alguns factos. Infelizmente nao tivemos a sorte de, por milagre, aparecer umas decadas depois um documento fundador tao elucidativo como o do Sport Lisboa. Curiosamente do Grupo Sport Benfica pouco se ouve falar. Foi fusao ou absorcao? Na verdade pouco me interessa, porque o que, de facto, me motivou a “perder” o meu tempo com a resposta aos seus escritos foi 1) a falta de honestidade intellectual ao fazer “cherry picking” de factos que batessem com o seu pressuposto e, sobretudo, 2) o desrespeito e o’dio inerentes na frase “O SCP é em relação ao SLB um equívoco! Nunca passaram de uma vírgula a seguir ao Benfica.”.
    Publique se achar por bem.
    Cumprimentos,
    Tiago Rodrigues

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    Respostas
    1. Caro Tiago Rodrigues

      Não vejo razões para duvidar que publicaria um comentário educado e bem feito.

      Pode discordar do que escrevo - e deve fazê-lo - por que não escrevo para proclamar verdades absolutas. Apenas dou a minha opinião.

      1. Se entendeu que eu dou a ideia de que o SCP anda a esconder foi porque certamente escrevi de forma a não ser explícito. Porque não é essa a ideia que tenho. Embora depois o que penso acerca do início do SCP até possa ter levado a isso. A haver receio em colocar questões no sportinguismo. Em concreto o que penso é que há dificuldade em explicar o início do clube sustentando-o em factos documentais. E uma história cronológica terá de começar em 1906 e avançar para 2016 e não o contrário. Ora, é entre 8 de Maio de 1906 e Novembro de 1907 (início do 2.º campeonato de Lisboa) que está a questão fundamental. Como saber quantos foram, realmente com sustentação documental, os fundadores. E como se praticou desporto no clube entre o citado período, porque depois o futebol torna-se "esmagador" na actividade desportiva do SCP. É inegável que o Sporting CP ganha pujança com o 2.º lugar, classificando-se entre o Carcavellos Club e o Sport Lisboa. A 2.ª categoria é 6.ª em 7 clubes (o SLB é 3.º) em 1908/09 e em 1909/10 o SCP tem três categorias embora tenham desistido. Em 1910/11 (primeiro Regional organizado pela AFL) é 3.º (SLB em 2.º) na 1.ª cat., 2.º (SLB campeão) na 2.ª cat. e 2.º (SLB campeão) na 3.ª categoria. Em 1911/12 participa com 4 categorias e por aí até aos dias de hoje. O Sporting CP passa a ser o principal rival do SLB com o declínio do Internacional/CIF. O principal objectivo da criação do SCP foi o futebol embora não conseguissem ter futebolistas. Por isso um ano depois vão aliciar os que tinham vencido o Carcavellos Club. O SCP a não ter futebol estaria como clube condenado. Até o Ginásio CP tinha futebol! José Alvalade percebeu isso. Aliás se tal não fosse porque quereria ele sair do Campo Grande FC e pedir dinheiro (e terrenos ao avô) para ter um campo de...futebol? O SCP teve primeiro um campo, ainda em 1906 (em Novembro já há referência à existência de um campo na Quinta das Mouras) e só depois uma grande equipa, em 1907/08! Quanto a mim é a dificuldade em explicar o citado período que tem inviabilizado mostrar, preto no branco, como foi o início do SCP. É opinião. Mas não sou um perito. Teria de estudar ao pormenor. Se fizesse uma História do futebol português colocaria sempre questões acerca desse assunto e nunca certezas. Por isso nunca avançaria para isso. Chega-me investigar a História do Benfica. Que não é "trabalho" ou gastar tempo. É prazer, orgulho e ocupar tempo;

      2. Não acredito que pense que os clubes naquele tempo estavam sempre a fazer renumerações. Pelas razões que aponta - amadorismo - isso era inviável. Davam um número e depois os associados iam pagando as quotas ou não. Mas não andavam sempre a renumerar. Isso era trabalho para um contabilista a tempo inteiro que os clubes não tinham. O Benfica só fez a primeira renumeração em 1913 porque teve novos Estatutos. Aquela lista de Janeiro de 1910 teria provavelmente associados que há meses (anos?) não pagavam quotas mas iam dando números aos que entravam. Aliás é esse amadorismo - não gastar tempo com burocracias - que hoje implica sabermos pouco desses primeiros tempos. Mas não acredita que Francisco e António Stromp ou os Gavazzos tenham "perdido" o número mais baixo em quatro anos! Eu não acredito! Entre 1906 e 1910 fazerem renumerações sucessivas de modo a António Couto ser o n.º 6, entrando depois de Abril de 1907? Não me parece possível tendo em conta o que eram os clubes nesse tempo;

      3. Desertores no sentido de abandonarem o que criaram (três Rosa Rodrigues mais velhos e Raul Empis) ou ajudaram a crescer (António Couto, Januário Barreto, Queiroz dos Santos, Francisco Santos, António Meireles e Cruz Viegas). Cosme Damião entendeu-os porque sabia que estavam "fartos" de andar com as balizas - era mesmo - às costas;

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  6. 4. Foi junção. Nem absorção (como o SLB fez ao Desportos de Benfica em 1916) nem fusão (como no caso do Atlético CP ou do COL/Oriental, por exemplo). Daí o emblema ser uma junção dos dois, tal como o nome. E depois também ficou decidido - essa acta existe fisicamente num livro de actas do Sport Benfica - que os clubes não perdiam a individualidade (embora isso depois fosse uma utopia, mas em 1908 ninguém sabia se o clube durava mais um mês ou seria eterno!) O SB indicava o presidente (para gerir as infraestruturas - campo e Sede - bem como a superestrutura - associativismo e política social do SLB) ficando o SL com a gestão exclusiva do Futebol. Por isso indicava um vogal, depois passou à vice-presidência na Direcção. E ficou assente, em acta, que os equipamentos eram os do SL. Por arrastamento a data de fundação seria do clube mais antigo, conhecido e "gloriosíssimo" que tinha vencido os ingleses invencíveis. Porque se entendia que era uma junção e não a criação de um novo clube. O SL seria uma espécie de secção autónoma de futebol do SB, numa linguagem mais actual, para simplificar. Em 1908 era visto como algo mais natural devido ao facto dos dois clubes serem jovens: o SL de 1904 e o SB de 1906;

    5. A história do equívoco, da vírgula é porque estou "picado" com as declarações de arrogância de Ricardo Serrado. Se, de facto, não respeitasse o SCP e os seus adeptos, ou seja, o sportinguismo, e não visse/veja no SCP um rival forte, alguma vez estaria aqui a ocupar muitos minutos com esta resposta? Se fosse um adepto de outro clube não gastaria tanto tempo, embora gastasse algum pois todos me merecem respeito. Mas o Sporting CP é o SCP. Uma rivalidade desde 1 de Dezembro de 1907. E que começou como todos sabemos no Verão desse ano!

    Saudações desportivas

    Alberto Miguéns

    NOTA: Lastimo que o meu texto e a resposta ao seu primeiro comentário o tenha feito "perder" o seu tempo com o segundo comentário. Mas quanto a isso nada posso fazer. Eu considero que não perdi tempo. Até porque considero que ao escrever esta resposta reflecti sobre assuntos de que gosto e que se tal não ocorresse - escrever - não pensava nisso. Com esta resposta fiquei com ideias mais concretas acerca dos temas abordados.

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  7. Agradeco a resposta e, reconheco eu tambem, que talvez me tenha excedido por me ter deixado picar pela sua frase. A sua gentileza, de facto, desarmou-me. Foi uma cadeia de picancos desnecessaria e muito contraria 'a minha natureza. O meu irmao e' um grande benfiquista e so' gostava que o futebol portugues fosse um espelho da relacao 'desportiva' saudavel que tenho com ele e com isso honrar os "Gentlemen" que iniciaram esta historia toda. Mas, troca de galhardetes a parte, nao deixo de ter uma opiniao contraria 'a sua. Julgo que os primeiros estatutos do Sporting sao omissos quanto a regras de numeracao. Admito que possa ser ignorancia minha, mas e' certo que essa numeracao sempre se fez por antiguidade? Pelo que entendo havia diferentes categorias de socios e a lista de 1910 que apresenta refere-se aos socios "ordinarios" (salvo seja!), podera haver aqui uma razao mais prosaica ligada a uma certa desorganizacao? O meu argumento de amadorismo vai nesse sentido. Uma coisa que ninguem pode negar e' que todos esses nomes estao associados a genese do Sporting enquanto clube, fundadores ou nao (precisariamos da acta fundadora para o tira teimas). Dai continuar a dizer que a historia do Sporting me parece bastante coerente, dadas as condicionantes.
    O primeiro ano de vida do Sporting encerra, quanto a mim, o espirito ecletico patente nos estatutos do clube. O 2o artigo que transcrevi nao esta la por acaso, tanto que e' a nossa matriz identitaria ainda hoje e, portanto, creio que foi uma das forcas criadoras do clube. Encerra ainda o reconhecer de que sem futebol o clube estava condenado, como diz. Aliado a isso, Jose de Alvalade tinha uma paixao muito grande pelo futebol e, portanto, fez sempre forca para ter uma equipa de futebol competitiva, como se pode constatar pela vontade de ter um campo de futebol. Acontece que, a base de recrutamento nao deveria ser extensa (as leis do jogo nao seriam de conhecimento geral, como sao hoje) e havia ja um numero consideravel de clubes formados e a competir a alto nivel, entre os quais o Sport Lisboa. Ora, e sendo assim, parece-me logico que a criacao de uma equipa competitiva tenha levado um ano a criar. Alias aproveitou os tais 'desertores' do Sport Lisboa que tambem se arriscou a ser um clube de vida curta.
    Aquilo que falta entender, e' que nesta altura o conceito de adepto era incipiente para nao dizer inexistente e que quem se importava de facto com a vida dos clubes eram os seus (poucos) socios. Hoje com milhoes de seguidores (adeptos/socios) essas pequenas instituicoes ganharam propocoes gigantescas, muito para alem do que aquilo que os seus fundadores imaginaram. Dai que se criem mitificacoes e romantismos a volta de coisas muito prosaicas como numeracoes de adeptos e documentos que aparecem decadas depois. Creio que o Alberto, por vezes, deixa-se levar pela parte do seu "cerebro adepto" e contribui mais para a mitificacao do que para a realidade dos factos.
    Cumprimentos.
    Tiago Rodrigues
    P.S. "perder" e perder nao sao a mesma coisa.

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    Respostas
    1. Caro Tiago Rodrigues

      Esteja sempre à vontade neste blogue. Pode sempre dar a sua opinião que será publicada. Com todo o gosto.

      Respeito a sua opinião mas tenho ideia contrária nalguns assuntos como se percebe.

      Em relação aos outros associados, são extraordinários (46) e extraordinários menores (9) mas tudo nomes que não são referenciados como dirigentes ou fundadores. Nomes sem "peso" nos primeiros anos, pelo menos os que o portal e a boa wikiSporting divulga.

      Posso ter opinião própria e "acalorada" conforme o "confronto" mas poucos blogues até portais têm tanta preocupação em colocar documentação ou ligações para essa documentação. Por isso fico mais à vontade em dar a minha opinião acerca de factos concretos. Os leitores têm sempre esse suporte para perceber em que me baseio para fazer determinadas afirmações. Não é especulação. É opinião acerca dos documentos publicados. Os leitores podem ter visão oposto ou mesmo apenas diferente. O Em Defesa do Benfica é um blogue. Pode ter muita História porque eu gosto da Gloriosa História. Mas nunca deixará de ser um blogue. Ou seja, é essencialmente opinião.

      O exemplo disso é o projecto que tenho - História do SL Benfica - e que pode ser consultado na barra superior do blogue. É inegável que tem textos concretos e factuais. Não tem opinião, a não ser a QB para não ser um projecto insosso e canastrão. É sempre necessária alguma interpretação ainda que muito balizada. Até os historiadores da História Política Mundial e de Portugal fazem isso. É óbvio. São pessoas, não são robôs.

      Eu percebi o perdido entre aspas por isso também coloquei as mesmas quando citei o seu "perdido"!

      Saudações Desportivas

      E diga sempre de sua justiça quando tal se justificar.

      Alberto Miguéns

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  8. Queria tanto deixar para o final que acabei por me esquecer por ser quase o início do seu comentário.

    «O meu irmão é um grande benfiquista e só gostava que o futebol português fosse um espelho da relação 'desportiva' saudável que tenho com ele e com isso honrar os "Gentlemen" que iniciaram esta historia toda.» Considero isto um exemplo. De como se deve estar.

    Sempre vi e verei o Sporting Clube de Portugal como um rival do Sport Lisboa e Benfica. Nunca como um inimigo. Ainda que goste de responder com a mesma moeda que os adversários usam. Se alguém se armar em inimigo responderei - ou tento responder - com agressividade. Mas nunca com truques baixos. Com "pedras escondidas". Sempre com lealdade ainda que possa ser mais "físico".

    Prefiro o tom cordato de uma boa discussão. Nunca uma gritaria de exaltados.

    Mantenham essa postura (embora podendo esta minha opinião resvalar para o pretensioso) porque, de facto, Honrarão os Ases que Honraram o Passado dos dois emblemas. E foram muitos. Apreço pelo seu irmão Glorioso Benfiquista que ele certamente também terá por um si, no sentido do Esforço, Dedicação, Devoção e Glória de ambos os emblemas.

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  9. Espero que o inculto e aspirante a historiador Ricardo Serrado, vá lendo estas Cátedras dadas por historiador a sério.

    Espero também que o Tiago Rodrigues (que saúdo) continue a questionar o HISTORIADOR, para me deliciar com as suas respostas.

    Nota;
    Não é só o Tiago a ter um irmão BENFIQUISTA, também tenho um primo que é actualmente Vice-Presidente do Sporting. No melhor pano cai a nódoa...mas o mano é que está certo, ok?

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  10. Argumentação notável. Parabéns e obrigado Alberto por dar aos leitores deste blogue não apenas factos mas também uma visão esclarecida e pertinente sobre matérias tão pouco acessíveis. A história do SCP terá com certeza a sua glória própria mas percebe-se agora como existe muito trabalho a fazer para esclarecer tanto hiato e tanta incongruência.


    Agradeço as suas palavras Alberto mas de facto o que fiz foi uma verificação básica. Actualmente localizar uma certidão de baptismo é geralmente fácil. Espanta-me como um historiador profissional e uma pessoa que publicou um biografia de Cosme Damião não se deu ao trabalho de o fazer. Não tenho nenhum prazer em o dizer mas se eu na minha vida profissional (em termos comparativos) fizesse um erro tão básico estaria envergonhado e no mínimo já teria pedido desculpa aos Benfiquistas. Presumo que não haverá coragem (ou pouca vergonha) de fazer novas edições daquela tão lamentável biografia.


    Parabéns também ao Sr. Tiago Rodrigues que nos deu uma demonstração de amor ao seu clube mostrando ao mesmo tempo como o SCP tem pessoas notáveis, de sereno, racional e cordato relacionamento com adeptos de clubes rivais. A inteligência, o respeito e a cordialidade não tem cor clubística. É pena este actual clima parvo entre os dois clubes. O desporto Português muito teria a lucrar em ter gente essencialmente preocupada em trabalhar exclusivamente no conhecimento do passado do seu clube e não em perder energias em enxovalhar os clubes rivais.

    Como o Alberto nos disse, os Benfiquista devem a Mário Fernando de Oliveira e Carlos Rebelo da Silva o facto de hoje poderem saber tanto e de forma tão rigorosa, acerca da fundação e dos primeiros anos do SLB. Alberto Miguéns é um digno continuador desses homens dando-nos tantas e tão valiosas contribuições sobre a história do Sport Lisboa e Benfica.

    Obrigado.

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  11. Nesse caso, a história do sporting é para dupont e dupont investigarem.

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  12. Porque é que não vão ver o Leão da Estrela outra vez e ficam a conhecer o sporting, o verdadeiro clube do regime

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