Este Blogue tem como objectivo a defesa intransigente do Sport Lisboa e Benfica e da sua Gloriosa História.
Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor Alberto Miguéns. António Melo foi quem teve a ideia deste blogue.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

22/07/2016

“O Benfica” e o Bom Gosto No Benfica

22/07/2016 + 7 Comentários
CONTRIBUTO DO NOSSO SEMANÁRIO PARA A VALORIZAÇÃO DA QUALIDADE DO BENFIQUISMO.



O Jornal "O Benfica" título reduzido, em 1950, pois aquando dos primeiros anos, desde o n.º 1, em 28 de Novembro de 1942, denominava-se simplesmente "Sport Lisboa e Benfica". Podemos evidenciar a importância do nosso Semanário (agora às sextas-feiras, mas de início ao sábado) sob várias perspectivas. Hoje é dia de escrever acerca da influência do Jornal na Vida do Benfica e por consequência no Benfiquismo. No Bom Gosto que trouxe ao Clube. Vou dar quatro exemplos, mas podia dar uma dúzia deles!

Emblemas de dedicação
Em 1945 a Direcção do Jornal decidiu homenagear os associados mais antigos do SLB promovendo um jantar para lhes entregar um emblema de dedicação. Como o Clube fez, em 28 de Fevereiro de 1945, 41 anos de existência a referência foram os 25 anos. Todos os associados que tivessem 25 ou mais anos de dedicação ao clube receberiam um "emblema de lapela". A Direcção do Clube louvou a iniciativa e instituiu-a como "ritual anual". Mas a origem, a ideia, foi do Jornal. Depois bem adoptada pelo Clube, através das Direcções que mantêm essa tradição ainda na actualidade!

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Em 1945, havia 102 associados com mais de 25 anos de vida associativa. Alguns com tantos de dedicação quantos tinha o Clube!



Anúncio da continuação, todos os anos, da iniciativa que foi um êxito.


A Direcção do Clube respeita o Jornal comunicando a satisfação em presenciar um êxito que sendo do Jornal, é de todos, é do Benfiquismo. 


Galardões Benfiquistas do Ano (por categorias)
Em 1987 a Redacção do Jornal decidiu instituir prémios anuais para destacar Benfiquistas que se distinguissem no ano, em diversos sectores, integrando a entrega no Jantar de Aniversário do Jornal (entre a última semana de Novembro e o mês de Dezembro, por vezes coincidindo com a Festa de Natal do Jornal). Mais tarde a Direcção do SLB aproveitou a ideia e transformou-a nos actuais Galardões Cosme Damião. Mas a ideia começou no nosso Semanário! Entregas semelhantes, com características diferentes pois enquanto foram entregues pelo Jornal eram festas e prémios (troféus ou placas) económicos gerados com as receitas que se iam apurando de donativos e assinaturas. Mas tudo feito, de borla por quem organizava, por Amor ao Clube.

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Colocação das Estrelas no Manto Sagrado
Em 4 de Janeiro de 2008, o Jornal decidiu fazer em duas páginas a apologia que no equipamento da equipa "principal" de futebol deviam constar, por cima do emblema, duas estrelas douradas (na camisola utilizada nas competições da UEFA ou em jogos internacionais) e três estrelas prateadas (na camisola utilizada nas competições internas e em jogos particulares frente a equipas de cubes portugueses). O artigo foi sugerido por Domingos Soares de Oliveira depois do autor ter proposto - oralmente - ao responsável do marquetingue Miguel Bento tal possibilidade. Perante a recusa deste argumentando que era uma "sulamericanisse pimba" não restou ao autor, num dia em que encontrou DSO falar do assunto argumentando que havia clubes europeus que utilizavam as estrelas. Para espanto do autor, DSO sugeriu: «Se escreve no Jornal, porque não faz um artigo a mostrar isso!» Bem dito, "bem" feito. E fez-se o tal artigo. Na época seguinte houve um ameaço e depois instituiu-se apenas as três estrelas douradas até hoje. Faltam cinco títulos para passar a quatro. A ideia de duas estrelas (a passarem a três quando o "Glorioso" conquistar a Liga dos Campeões) não foi para a frente. Mas a ideia surgiu nas páginas do Jornal como pode ser visualizado nas duas páginas seguintes. Só é "pena" que afinal as estrelas que não são parte do emblema agora façam parte dele. Isso sim é uma "sulamericanisse pimba"!

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Retirar o adesivo” da publicidade no "Manto Sagrado”
Em 21 de Maio de 2010, o Jornal sugeriu que o Benfica devia seguir aquilo que os Grandes Clubes Mundiais faziam. Não autorizar as marcas de publicidade a "maltratarem" a camisola a pretexto de pagarem para usufruírem de publicidade. Que assim fosse mas não a qualquer custo. Bastava a silhueta. Não era necessário colocar um adesivo no "Manto Sagrado". E assim passou a ser. Actualmente é "Fly Emirates". Mas a ideia teve origem nas páginas do Jornal como pode ser visualizado nas duas páginas seguintes.

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Com um bom jornal “O Benfica” só dá para haver melhor SL Benfica. Um SLB com mais gratidão e mais classe!

Alberto Miguéns


NOTA1: Este texto também é uma homenagem - apesar de estar programado há mais de um mês - ao associado Armando Abreu Rocha - falecido ontem, companheiro de tantas lutas, por vezes "contra a estrutura", em prol do Benfica, da sua defesa intransigente sem cedências, como foi, por exemplo, a epopeia (a par de Arons de Carvalho) em 2005, para que a generalidade dos media considerasse o Campeonato Nacional da I Divisão como continuação do Campeonato da I Liga. Já não estará por cá para ver o resultado de mais uma das suas lutas: a Taça de Portugal ser a continuação do Campeonato de Portugal. Engenheiro! Havemos de vencer mais essa! Desde ontem, mais uma estrela a brilhar lá do infinito no Quarto Anel.

NOTA2 (às 11 horas da manhã); Por motivos de trabalho só poderei editar comentários (se os houver) a partir das 20 horas!
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  1. Não é verdade que a ideia de retirar o azul das camisolas tenha partido desse artigo no O Benfica.

    Antes dele ser publicado já benfiquistas, nomeadamente num blog, e num fórum, se tinham mobilizado para alterar a publicidade. A petição já vinha de 2009, como pode ver aqui: http://monosdabola.blogspot.pt/2010/05/contra-o-azul-da-tmn-na-camisola-do.html

    Foram também enviados bastantes emails para o Benfica, esse artigo apenas veio reforçar o movimento que já existia.

    Esta notícia deixa bastante claro que a ideia não partiu do artigo:

    Os adeptos do Benfica que criaram ou se associaram ao movimento que decorre na internet contra o azul da TMN nas camisolas do Benfica podem ficar descansados: ainda é possível que, esta temporada, o seu desejo venha a ser concretizado.

    Os responsáveis do Benfica e da Portugal Telecom, detentores da TMN, já estão em conversações desde o ano passado para que o azul desapareça das camisolas, mantendo-se o patrocínio da TMN.

    Ao que O JOGO apurou, a Portugal Telecom está receptiva, procurando uma solução para que a imagem da sua marca de telecomunicações móveis se adapte ao equipamento encarnado, à semelhança do que acontece com outras empresas e outros grandes clubes da Europa. Por exemplo, o logótipo da AIG - que tem um fundo originariamente azul - foi alterado nas camisolas do Manchester United.

    Apesar do plantel já ter sido apresentado e inclusivamente estreado, no jogo de anteontem com o New England Revolution, o seu equipamento para a próxima época, O JOGO sabe que o processo é reversível e que o look " da camisola pode ainda vir a mudar no decorrer da temporada 2010/11.

    O desagrado dos adeptos, já não é novo. Na época passada, quando a TMN surgiu nas camisolas, houve movimentos de contestação, que agora ganharam nova força, com a conquista do título. Há vários grupos e páginas no Facebook com um total de mais de 10 300 adesões, para além de uma petição pública com 2227 assinaturas recolhidas até ontem, e ainda um vídeo no You Tube.

    Jornal O Jogo - 21/05/2010

    Isto não invalida que esse artigo, apesar de não ter sido o início do movimento, pois já tinha mais de um ano, tenha contribuído um pouco para o seu sucesso.

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    1. Caro Anónimo.

      É tudo assim.

      A ideia das estrelas também não partiu do artigo. Já havia clubes a fazê-lo.

      A ideia dos prémios anuais por categorias também não partiu do artigo. Já havia quem fizesse.

      A ideia dos emblemas de dedicação também não partiu do artigo, Já havia clubes no estrangeiro a fazê-lo!

      Escute.

      A nível oficial - o Jornal é Oficial pois pertence ao Benfica, ao Clube - foi de lá que partiu oficialmente!

      Entende!? Percebe a diferença?!

      Saudações TRigloriosíssimas

      Alberto Miguéns

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    2. Não mencionou o "oficialmente" no texto, apenas disse que a "ideia teve origem nas páginas do Jornal", daí o mal entendido.

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    3. Tem razão

      AM

      NOTA: Mas duvido que o autor soubesse em concreto desse movimento. Conheço-o bem e sei que por esse tempo tinha aversão a blogues. Nem os conhecia e lia. Nem sabia bem o que era e como se faziam. Achava que era só conversa, tempo gasto/perdido e egos desmedidos sem consequências práticas. Nas assembleias gerais do SLB é que se deviam debater os assuntos do Clube não era na internet. Ele pensava assim nesse tempo. O que não quer dizer que alguém não lhe tenha dito que algo se estava a passar contra o «adesivo». Já passou tanto tempo. Mas tenho muitas dúvidas que o autor soubesse. Acredito mais em ideias convergentes tidas praticamente em simultâneo. Ou sugestão de outrem que sabia do movimento! Mas que é inegável que as datas que apresenta são anteriores ao texto do Jornal...é! Contra factos não há argumentos.

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  2. Notícia triste o falecimento do Engº Armando Abreu Rocha. Condolências à família enlutada.
    O jornal do Benfica. Comprei-o muitas vezes quando era pequenino. Algo que me envergonho de não fazer com regularidade actualmente.
    O SL foi inovador desde tão cedo. Em 1913 a preocupação de dar notícias do Clube ao sócio cumpria os objectivos que ainda hoje são importantes para o jornal e claro para a própria BTV. Dar informação fiável e o mais completa possível aos sócios.

    Um bem-haja a todos os que contribuíram para o jornal. Isso e passar a fazer um esforço para comprar o jornal mais vezes...

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  3. Com o falecimento desse GLORIOSO o Miguens também perde um companheiro de luta. É mais uma estrela no céu!!!

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    1. Caro Viriato,

      Cheguei agora do velório na Igreja de São João de Deus.

      Era era como eu. Aliás pela diferença de idades eu sou como ele. Ele nasceu em 1928 e eu em 1960. Até era dez anos mais velho que o meu pai que nasceu em 1938. Abreu e Alberto além de terem a letra inicial do nome próprio têm outro inconveniente para alguns. Incorruptíveis pelo Benfiquismo. Tenho essa medalha. Ele dizia que tinha a certeza que nem todo o dinheiro do Mundo me faria ceder um milímetro nas minhas convicções e naquilo que entendo estar correcto. Bem me podem querer pagar para fazer panegíricos ou esconder que eu NUNCA o farei. Agora, sem ele, ainda irei divulgar mais e denunciar quem se serve em vez de servir o "Glorioso". Espero que tenha inspiração para melhor.

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