Os Novos Tasqueiros - Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS

10/01/2018

Os Novos Tasqueiros

10/01/2018 + 3 Comentários
O QUE DIRIA NA ACTUALIDADE CÂNDIDO DE OLIVEIRA ACERCA DO FUTEBOL PORTUGUÊS?



Quando em 11 de Março de 1934 a selecção portuguesa perdeu por 0-9 (nove a zero) com a selecção espanhola na fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 1934 (fase final em Itália) soaram todos os alarmes na Imprensa portuguesa. Muitas entrevistas a tudo e todos (dirigentes, outros jornalistas, treinadores e futebolistas mais credenciados). «Houve muita parra e pouca uva» ou «a laranja depois de exprimida dava pouco sumo».

 

Um dos mais lúcidos e assertivos foi Cândido de Oliveira que disse algo do género (quando encontrar o texto certo digitalizo e publico). Por agora fica a ideia que textualmente pode não ter as palavras que ele pronunciou mas não devem ter sido outras muito diferentes destas:



Actualmente as tascas e tabernas foram escasseando bem como as discussões, frases feitas e eloquências futebolísticas mas não acabaram. Antes pelo contrário. Mudaram de poiso. Passaram para as pantalhas televisivas. As teletascas. E surgiu uma nova portugalmente: É possível ganhar jogos e títulos durante a semana condicionando os jogos da próxima semana. Depressa as televisões perceberam o filão e os clubes também. Nas tabernas e tascas a audiência não fazia mossa (eram poucos) mas nas têvês há mais gente a teleouvir.  Então tudo investiu nessas teletascas. Para os clubes «dinheiro não é problema». Até criam blogues e "compram" blogueres em blogues supostamente independentes, criam portais e enviam tasqueiros para as têvês. Até adeptos de outros clubes conseguem comprar para gritar contra os clubes da sua simpatia. Os clubes movimentam milhões e umas poucas 30 moedas compram facilmente os mortais. A vida está difícil. As televisões querem audiências que dão retorno publicitário. Além disso não tendo acesso às transmissões dos jogos pensam que podem influenciar os resultados dos jogos que outras transmitem. E esses janotas das têvês não se vendem por 30 moedas mas já 30 mil é para pensar...





O que diria Mestre Cândido de Oliveira de tudo isto?

Nada mudou em Portugal, nas discussões do Futebol, nestas últimas 30 décadas. Os estádios estão às moscas. Muitos dos que gritam nas têvês nem aos jogos vão e mesmo nas televisões sabe-se lá. Só o local das tascas e tabernas de esguelha e com mofo para as luxuosas televisões cheias de côr, brilho e euros. Já o mofo! Ah! E a indumentária. Agora aparecem de terno e gravata. Mas mal abrem a boca logo ficam esgravatadas a fossar na lama que debitam a cada entrada.

Certamente (do mal o menos) Mestre Cândido preferia o povo das tascas e tabernas analfabeto ou semi. Que estes analfabrutos que nem «semi» conseguem ser.

A vida está difícil

Alberto Miguéns 

NOTA: O Benfica que não se fie que os títulos se ganham a gritar fazendo conta a seis milhões de gritos. Se assim fosse o Benfica tinha 83 campeonatos nacionais e 94 Taças de Portugal. E não temos. Temos as que conseguimos ganhar porque nessas conquistas apresentámos melhores treinadores e futebolistas (os adeptos fazem o resto fazendo-os transcender) que os clubes adversários. Só se seguirmos esse caminho seremos P3N7A. O resto é conversa como já se viu/sentiu na Taça de Portugal e na Taça da Liga. Aliás nem é conversa, é barulho! 
3 comentários
comentários
  1. Com a entrada das SAD's no desporto assiste-se, no caso do Glorioso que é o que nos interessa, a uma estrutura profissional aparentemente longe da paixão pelo Emblema, apenas apontada a gestão de ciclos, de nada interessando as nuances que acontecem a cada época e quase nada interessada com o que fazem os concorrentes (antigamente eram adversários).
    Como se essa forma de actuar fosse a única forma de chegar aos maiores proveitos financeiros (antigamente era aos maiores títulos).
    Depois olhamos à volta e vemos muitas empresas geridas pelos tais CEO's suprassumos a rebentarem enquanto eles levam chorudos prémios de "desempenho" e em pouco tempo aparecem a "comandar" outra.
    Exemplo o entregar a gestão do "coração" comunicativo do Clube a gente que o odeia e que, por ser de base mesquinha e regionalista ainda coloca esse ódio à frente do negócio.
    Para esta gente "gestora" a massa adepta não passa de consumidores anónimos a quem se atira com umas promoções, artigos pagos a peso de ouro que na próxima época já estão ultrapassados, umas pedrinhas para se pôr o nome pagando forte e feio, seguros, agencias de viagens, etc, etc.
    Dando-lhes a sensação de que quanto mais pagarem, mais Benfiquistas serão!
    Está o nosso S.L.B. a ser vítima desse novo paradigma que trouxe para dentro dele gente sem qualquer ligação sentimental nem respeito e que só pensa no seu bolso, enquanto à porta se perfilam mais não sei quantos com o mesmo fito.
    Basta passar pelos blogues, facebook's e outras modernidades para se perceber isso.
    Pergunta de "um milhão de dólares":
    Agora como se vai dar a volta a isto?

    ResponderEliminar
  2. A afirmação do grande Cândido de Oliveira é tão correcta hoje como à 84 anos atrás, e infelizmente será correcta nos proximos 84 se nada mudar.
    O Português é burro e muito influenciável, sendo que o é por contágio, deixa-se ir à minima besteira que é dito soltando logo um "este gajo tem toda a razão" afinal de contas se um bem vestido o diz só pode estar correcto, que eu o mal vestido sou mais burro do que ele!
    O português pensa assim desde sempre, é demasiado ignorante, fala do que não sabe porque ouviu alguém bem vestido a dizê-lo.
    Só dessa forma podemos ver seres completamente ignorantes diariamente a entrar em nossa casa atravês da televisão rádio jornais e internet, num pais civilizado, vemos ex jogadores a falar, cada um defendendo o seu clube que é enorme na sua cidade, vemos estádios cheios, bilhetes de época esgotados e com filas de espera.
    e cá?
    Cá temos estádios vazios, quem comenta e fala do jogo são andorinhas que passam o tempo todo a dizer inverdades e analogias baratas (freitas lobo, rui santos, pedro henriques)
    Ex árbitros que mudam de opinião conforme a cor da camisola mas que são vistos como pessoas idónias (coroado, marco ferreira, pedro henriques, etc)
    depois temos aquilo a que podemmos chamar de Anti benfiquistas primários à frente de instituições e clubes.
    debitam lixo atrás de lixo, tendo destaque atrás de destaque, enquanto que a resposta é sempre multada ou penalizada de forma a ser silenciada.

    Tudo está mal neste país, mas a culpa é dos 6 milhões!
    porque continuamos a alimentar esta corja, parem de comprar jornais e revistas, parem de ver esses programas, parem de dar ouvidos a escroques.
    E apesar do bem que sabe, parem de dar dinheiro aos outros clubes indo a esses estádios, deixem-nos às moscas enchendo a luz em todos os jogos!
    Só assim mostramos a nossa verdadeira força, a dos numeros!

    ResponderEliminar
  3. É mesmo isso. O clima de tasqueiro está instalado não apenas no futebol mas também na política e em muitos outros sectores da nossa sociedade. Já deixei pura e simplesmente de ir a visitar sítios de diversos jornais pois a diferença entre a verdade e o embuste é nenhuma. Aliás procura-se activamente a mentira e a difamação. Não sabem viver de outra forma. Levantam-se para destilar ódios e mentiras. Deitam-se a pensar no que irão fazer no dia seguinte. É um modo de estar, de viver, de (anti-)socializar. é doentio, é patético, é obsessivo. A tasca está podre. Seria bom mandar os tasqueiros para a rua e varrer e desparasitar o local. Para um futebol mais saudável e com menos parasitismos.

    Em frente Benfica! Rumo ao Penta!

    ResponderEliminar

Subscrever este blogue