A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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15/11/2017

Quando o Betão Venceu o Benfica

15/11/2017 + 8 Comentários API
QUANDO HÁ TEMPOS EVOQUEI (CLICAR PARA TEXTO EM 8 DE OUTUBRO DE 2014) O FACTO DO "GLORIOSO" PODER TER ENVEREDADO POR OUTRA SOLUÇÃO AQUANDO DA OPORTUNIDADE DE REQUALIFICAR A "SAUDOSA CATEDRAL" HOUVE QUEM QUESTIONASSE QUE A SOLUÇÃO NÃO PODIA SER OUTRA A NÃO SER A QUE FOI TOMADA. CONSTRUIR UM NOVO ESTÁDIO QUE É O ACTUAL.


É Mentira. Grosseira. A melhor solução era qualificar o estádio anterior. Inviabilizava era os negócios imobiliários dos terrenos ao redor do Estádio. Requalificar o anterior estádio - com a ajuda do Estado para criar infra-estruturas que permitissem  a realização da fase final do Campeonato da Europa em Portugal (2004) - era praticamente vantajoso a todos os níveis menos o óbvio: ter um estádio novo. Mas que foi feito tão à pressa que o betão dos pisos - 1 e -2 fissuraram em menos de um ano e tiveram de ser calafetados a cimento. De resto a solução encontrada foi pior a todos os níveis:

1. Estádio para cerca de 75/80 mil pessoas em vez dos 63 542 lugares (pois o actual estádio nunca teve 65 mil lugares devido a problemas que não vão agora ser colocados aqui);
2. Cidade desportiva de qualidade com uma pista de atletismo em tartan bem como campo sintético para Râguebi;
3. Dois pavilhões de qualidade - com traço arquitectónico, em particular o n.º 2 - em vez dos dois "hangares" actuais;
4. Piscina com medidas e profundidade adequada para competições oficiais de natação e pólo aquático em vez da piscina-pouca-água/cloro actual;
5. Campo n.º 3 (relvado com bancada por 1500 pessoas) para aquecimento e treino se necessário, adequada para quando o Benfica tiver equipa sénior feminina de Futebol;
6. Campo n.º 4 (relvado sintético para as Escolas com medidas regulamentares para jogos em competições oficiais ao contrário do sintético actual que é um campo para Futebol de Sete;
7. Campo n.º 5 (pelado) mas convertível num piso sintético de superfície alcatifada regulamentada para Hóquei em Campo (só há um na zona sul no CAR Jamor);
8. Claro para já não falar na suprema arquitectura do anterior estádio do Glorioso Futebolista e arquitecto João Simões (sogro do ainda há pouco notável e dedicado Director-Geral de Saúde, Francisco George) ao contrário do actual que tem um aspecto exterior que parece inacabado. Autêntica obra de pato-bravos.

Se houvesse remodelação a única infraestrutura sacrificada eram os onze campos de ténis pois era aí que seria construída a avenida periférica entre as duas rotundas.


Aliás o insuspeito "O Independente" através de dois "BenfiQuistos" (um mais conhecido e do seu tapete no jornal e agora no Benfica) são explícitos neste artigo arrasador para aqueles que se encolheram - e acabam por ficar na história do Clube como os coveiros da melhor solução - Luís Nazaré e Mário Negrão:

(Clicar em cima da imagem para melhor leitura)


O que mais custa nisto tudo é perceber como o Benfica passou de exemplo férreo de oposição a tiranias e clube de Ideais a clube acobardado e conivente. 

Porquê? Porquê? Porquê? Insisto!

Alberto Miguéns

NOTA: A estorieta que a remodelação do anterior estádio era dispendiosa devido aos elevados custos de manutenção era um pretexto de treta. Então uma das teorias era de criança. O Estádio sofria de muitas infiltrações. Pois sofria. Mas com uma cobertura - como estava previsto na remodelação - isso deixava de existir. Até uma criança de dez anos entendia!


E tudo começou assim
Uma ilha no meio de um misto de oliveiras e descampado, em Carnide, junto da Quinta da Luz


8 comentários
comentários
  1. Valerá a pena debater isso agora? O que está feito feito está. Era importante, sim, falar-se em como se poderia melhorar/embelezar a nossa catedral. Os acessos, por exemplos, ainda deixam muito a desejar. Saudações benfiquistas.

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  2. Agora também é Arquitecto e Engenheiro, para além de guardião e sacerdote do Benfica. Haja paciencia para tanta cabotinice...

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    1. Caro Jose Sousa

      Já não se pode falar de nada no "Glorioso" a não ser aquilo que os salazarentos acham que é conveniente falar.

      Razão tem o outro. Saber escrever sem ter ideias é vácuo. Só faz vento. Nada de novo. Cretinices de criançolas órfãs. À espera que alguém diga o que deve ser dito. E não estou a falar do nosso futebolista Dito.

      Eu serei aquilo que me apetece ser e não tenho - nunca tive - medo dos pides da internet que como não têm ideias (e sabem disso) limitam-se a ficar incomodados com os que têm ideias e não têm, medo de dizer que as têm. Nem dizer quais são por muito disparatadas que sejam. Mas são deles não policiam as dos outros.

      Fascismo Nunca Mais

      Gloriosíssimas Saudações

      Alberto Miguéns

      NOTA: Actualmente, há mais de 600 blogues do Benfica ou conotados com o Benfica, por isso tem muito por onde escolher. Deixe de ser "caneta de aluguer". Em 114 anos de Gloriosa História sempre houve de tudo! Desde Benfiquistas interessantes até quem não passava de uma redonda redundância cujas opiniões desapareceram quando desapareceu o transmissor. Não é só agora.


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  3. Continuo a achar que bater nessa tecla não levará a lado nenhum, é um ponto de vista e de opinião mas é apenas isso.
    Como lhe escrevi aqui antes, tive a sorte de ver o projecto, não gostei, confesso, não gostei nem um pouco, não era por o estádio ser mitico ou não, mas imaginemos que o Benfica fosse por essa posição, hoje teriamos um estádio remodelado de 80 mil lugares com 63 anos de idade, 2 pavilhões megalómanos, talvez até com capacidade para 3500 pessoas, mas que na maioria dos casos e com bilhetes a 2 Euros ou 0 caso seja portador da cota modalidades, com 100 pessoas nas bancadas.
    Teriamos também um passivo na ordem dos 600 ou 700 milhões (sim é um facto o estádio novo permitiu muita receita e baixa manutenção)
    Também tenho saudades da grande catedral, onde vivi momentos gloriosos, grandes noites e tardes, no sitio onde gostava de ver os jogos, mesmo na ultima fila da central, encostado ao muro.
    mas ali também vivi alguns dos momentos mais tristes, como ver aquele estádio numa tarde com 500 pessoas nas bancadas.
    Saudades, sim, sempre, mas temos de olhar em frente e perceber que a solução passava por pensar no futuro e o futuro era um estádio novo, se não fosse em 2003 seria em 2015, 2020 seria um adiar mas seria esse o caminho.

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  4. Caro Alberto, com todo o respeito pelo seu enorme e incontestável benfiquismo, não me parece que a decisão de construir um novo estádio pudesse ter sido diferente. Alguns aspectos técnicos ou o entorno do novo estádio poderia ter sido estruturado de forma diferente, mas a decisão de construir um novo estádio é incontestável. Acredito sinceramente que caso não o tivéssemos feito, isso impactaria de forma muito relevante vários aspectos da vida do clube, não apenas o maior ou menor conforto para as pessoas que assistem os jogos no Estádio. Saudações gloriosas

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    1. «Acredito sinceramente que caso não o tivéssemos feito, isso impactaria de forma muito relevante vários aspectos da vida do clube» Estamos a falar aqui de dívidas a construtoras e o centro de altíssimo rendimento que vamos construir agora que o Atlético de Madrid tem estádio novo?

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  5. Obrigado pelo texto mais uma vez, Alberto.

    Este tema é muito importante para analisarmos o nosso Benfica, porque é o grande exemplo de artificialização/betonização do Benfica, de que não gosto e que devemos alertar.
    Outro dos exemplos a juntar à história do estádio é a de termos o hino cantado nos autifalantes e com letra nos ecrãs! jogo após jogo após jogo... Tudo me parece artificial, plástico...Para mim, no estádio, não havia autifalantes! só quero o barulho das pessoas!
    Outro exemplo é a rotunda Cosme Damião. Que raio é aquilo?!
    Na BTV também me parece haver indícios disto (já para não falar do grave facto de não ser uma Benfica TV mas sim a Direção-do-Benfica TV! Os canais de info têm de ser imparciais quanto à vida social do Benfica [não quanto à paixão ao Benfica], e portanto não se devem pronunciar sobre a "obra do presidente" sobre as "excelentes contratações da SAD", sob pena de em ultima análise estar a desrespeitar os sócios e simpatizantes.)

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  6. Caro Alberto:

    Olhando ao que nos rodeia, fora da esfera do Glorioso, com Chelseas, Manchesteres, Pêéssegês e outros que tais, percebemos que o destino do desporto é ainda mais a alienação das massas que apenas procuram descarregar frustrações debaixo de "bandeiras" que foram erguidas com muito sangue, suor e lágrimas e que nos dias que correm, devido à sua implantação popular, são elevadas ainda mais alto à custa de meçenas e investidores na procura de retorno financeiro o maior possível.
    E nada disto vai voltar às origens!
    Olhemos a alguns posts de "rapaziada" por essa blogosfera fora e depois aos comentários que se seguem e concluamos que este desporto já não é para nós.
    Agradeçamos o facto de termos nascido numa altura que nos permitiu ver e vibrar com as maiores Glórias que pisaram relvados em representação do Glorioso.
    E deixemos os "talibans" e cartilheiros do teclado viverem as suas miseráveis vidinhas, sempre prontinhos para dobrar a espinha para o lado em que sopram ventos favoráveis.
    Este desporto não é para "velhos"!
    Vai uma suecada?
    Saudações Benfiquistas!

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