A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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03/06/2016

O Tri do Portismo

03/06/2016 + 20 Comentários
ENQUANTO OS BENFIQUISTAS SABOREIAM O TRI O PRINCIPAL RIVAL TAMBÉM VIVE UM TRI. A DIFERENÇA ENTRE UM TRICAMPEONATO E UM TRILEMA.


O FC Porto é o grande rival do Benfica desde 1983/84. O Sporting CP foi o grande rival até 1982/83.

O Sporting CP ficará para outra ocasião
Mas esta actual rivalidade que é mais doentia que desportiva só existe por que o Benfica permitiu que o SCP ressuscitasse há um ano, ao ter uma estratégia errada em possibilitar que Jorge Jesus fosse treinar o Sporting CP quando teve possibilidades de impedi-lo. Até dando a entender que Rui Vitória era uma segunda escolha pelo facto da traição de Jorge Jesus, o que é um absurdo e menoriza Rui Vitória! Que provou que não merecia isso! E depois houve necessidade de fazer muito «jogo sujo» de parte-a-parte para desgastar as “imagens empoladas pelas tais políticas de comunicação anos-a-fio” tentando arregimentar os adeptos, que são sempre um alvo fácil para manipular. Mas a explicação disto não é o tema de hoje.

O que me preocupa
Que o Benfica não consiga aproveitar a oportunidade que se abriu em 2004/05 permitindo ao FC Porto reerguer-se quando estava perdido no labirinto do “Apito Dourado”. Embora agora pareça mais fácil o SLB não voltar a deixar “comer-se” como foi ultrapassado após 2004/05. Porquê?

1.              “Apito Dourado e Final”
Continua a limitar a acção do clube no que era perito: controlar os agentes que são importantes como facilitadores do sucesso: árbitros, clubes adversários (através de dirigentes, treinadores e futebolistas), dirigentes federativos através da AF do Porto (nos vários órgãos e comissões da FPF), da Liga (embora esta na actualidade tenha pouca relevância mas durante muito tempo foi instrumento importante) e os media (o que agora se denomina “política de comunicação) por acção (O Jogo, RTP-N e JN, por exemplo) ou medo (redacções norte de A Bola e Record, por exemplo). O FC Porto está muito limitado. Tem uma dificuldade gigantesca em ser levado a sério e ainda mais em ser temido. O principal actor (Pinto da Costa) é obrigado a ser muito menos activo, pois foi o principal visado e está implicado em dezenas de escutas. É só ir ao “Youtube”. O que quer que diga tem um efeito “boomerangue”: vira-se contra ele. O que quer que faça cria desconfiança e não produz efeito. Até porque aqueles que o “serviam” como Idiotas Úteis nos clubes adversários, federação e media temem efeitos secundários.

2.             A idade e as suas circunstâncias
Quando uma pessoa, principalmente alguém que seja dirigente ou responsável, tem 49 anos - um ano depois aos 50 - tem maior capacidade pois tem mais um ano de experiência. A experiência é um factor determinante para a tomada de decisões. E se tiver ideias maquiavélicas ainda mais pois conhece mais meios, apurou métodos e arregimentou pessoas para tramar terceiros. Quando uma pessoa tem 69 anos, um ano depois, aos 70, está mais velha e limitada.  Uma década depois, entre os 79 e os 80 anos, se sobreviveu, está muito mais limitado, incapaz de tomar as decisões certas e acertar no tempo certo naquilo que tem de fazer, como fazer, quando fazer, o que fazer, por que fazer, etecetra. Pinto da Costa fará 79 anos em 28 de Dezembro de 2016. É um homem limitadíssimo. Incapaz de resolver os assuntos como se tem visto. Com a agravante de ter deixado atrás de si, para os seus apaniguados, um legado que o torna num intocável. Estará no cargo o tempo que quiser. E com tanto “feito” vai querer perpetuar-se no cargo incapaz de perceber a realidade. São 80 anos. Mesmo que veja o cargo como protecção para os desmandos acumulados durante 40 anos, a família empurra-o para dentro.

Um apartezinho
Ser presidente de uma Futebol SAD em Portugal (e não só) dá proveitos “milhãonários” que atraem que nem ímanes. Há muitos dirigentes das SAD’s que partilham comissões de milhões de euros com empresários. Os empresários também “gostam de ter costas largas”. Pudera. Têm acesso aos negócios, embora tenham da ceder “contrapartidas”. É a vida! A vida desta gente que mete nojo! Para quem o futebol (e o desporto) é um meio para alcançar determinados fins! Para quem gosta dos clubes, como clubes (conjunto organizado de associados, regendo-se por Estatutos e Regulamento Geral) suportando-os a pagar - quotas, bilhetes e bugigangas - é gente asquerosa. Puros negociantes. Não respeitam nada, nem ninguém a não ser os seus interesses. A nossa "sorte" (no sentido lato de adepto de qualquer clube cujo futebol é administrado por uma SAD) é que muitas vezes estes coincidem com os interesses dos clubes! Com os nossos!

3.             A corte e o harém
A diferença geracional entre o líder e os delfins é colossal. Alguns tinham idade para serem netos de Pinto da Costa. Tudo isto porque Pinto da Costa para sobreviver na liderança durante quatro decénios foi fazendo uma política de “terra queimada” dentro do FCP. Foi afastando os melhores. Aqueles que lhe podiam tirar o “tapete” ou empertigar-se em confronto. Temendo a capacidade, a possibilidade de ser traído, preferiu afastá-los ou criar condições para que se afastassem. Ficaram os que lhe vão comer à mão. E comem bem (e avantajadamente) mas que apenas querem o FCP para isso. Estão acomodados na “Dolce Vida” como se vivessem o sonho tão bem denunciado pelo extraordinário filme de Federico Fellini. E ainda têm a expectativa de lhe poderem suceder “a qualquer momento”. Mas nunca serão um Pinto da Costa (versão século XXI). Os tempos mudaram. O final dos anos 70 e início da década de 80 do século XX são irrepetíveis. E muitos não têm capacidade de liderança, a não ser chegar primeiro…  

O Benfica precisa de mais Benfiquismo
Infelizmente também terei de deixar este assunto, que acaba por ser o principal, para outra ocasião. Primeiro tenho de concluir um texto com documentos acerca da minha ligação ao Clube (90 por cento do tempo obsequiosamente e o outros dez por cento por motivos muito específicos a receber) desde o irrecusável convite do presidente Jorge Brito, em Setembro/Outubro de 1993 (depois da “Crise do Verão de 1993”) para “aproveitar a História do Clube para gerar receitas extraordinárias”. Isto para remeter para ele os caciques de alguns dos actuais dirigentes que venham para aqui aldrabar. O texto está feito, mas ainda faltam alguns documentos. Até já tem nome (talvez o aligeire): Miguéns: Talvez o Maior Chulo do Benfica! E dará para perceber que há outros, talvez, mais pequenos! Muitos!

E tudo assim começou...
Depois de um grupo de trapalhões armados em dirigentes terem traído Jorge Brito (embora segundo ele também se sentisse culpado por não ter tomado a decisão certa, preferindo proteger o responsável, Alcino António - director administrativo e financeiro da Direcção anterior - aquando do desfalque em 25 143 bilhetes (mais de 100 mil contos em 1988) e passagem de cheques em branco  - bem reais em papel - do Concerto Roqueiro dando-lhes um mau exemplo por inacção de que Jorge Brito cobria todos os desmandos) fui convidado para ajudar, gratuitamente, o núcleo duro (Cunha Leal e Gaspar Nero) que restou de uma Direcção «esfrangalhada». Entre centenas de colaborações que se seguiram, eis a primeira:


Colecção de oito postais com a história no reverso. A ideia era fazer uma colecção por década para as nove que o Benfica teria em 1994. Entretanto houve eleições após o pedido de demissão de Jorge Brito, com Manuel Damásio a derrotar José Capristano. O novo presidente entendeu que era uma forma muito ligeira de obter receitas. Escolheu outras pelos vistos mais vantajosas para o Clube... em breve o SLB "nadaria" em... dívidas
O Benfica em 2016/17 pode ter uma época inolvidável. Não pode desperdiçar (mais…) esta oportunidade. Não a deve desperdiçar

Alberto Miguéns

NOTA FINAL (depois deste texto estar feito há mais de duas semanas e andar de agendamento-em-agendamento): Não se pode dizer que tenha ficado surpreendido com esta “carta ridícula embora oportuna (de oportunismo)” e que desprestigia o Clube, embora mais quem a assinou, mandou ou pediu para escrever. É que o “Glorioso” por ser popular, histórico e ter milhões de adeptos nunca dependerá de homens providenciais. Insubstituíveis: “pintos da costa de aviário”. Seja para o actual presidente ou qualquer outro no futuro. Como no passado. O que pretende a Maçonaria ao querer mandar (ainda mais) no Benfica? Nada tenho contra ela, embora considere que seja um anacronismo em Democracia, andar-se escondido e a esconder. Só se justifica para promover e ser promovido (as populares e muito utilizadas portuguesmente, as “cunhas”) fazendo tráfico de influências sem que se perceba a origem.

Jornal "A Bola"; página 16; 2 de Junho de 2016

Isto é tão portista e salazarista. «Até pior: Salazarento». Pedimos desculpa à família mas dêem-nos – ou emprestem-nos por uns tempos - o “salvador da pátria”! Criemos, irmãos, a vaga de fundo! O Benfica não tem NADA a aprender com outros clubes nesta matéria. O actual presidente tem obra feita e conhecida. Não precisa de "andor"... Nenhum associado que se candidate ou recandidate a presidente do Benfica merece passar por isto. Nunca nenhum passou… Em 33 presidentes da Direcção e centenas - quase um milhar - de dirigentes. E em 1966 o presidente António Catarino Duarte propôs-se a ser reconduzido no cargo e ficou em 3.º lugar (com cinco por cento dos votos), num acto eleitoral (tal como em 1969) com três listas. Em Portugal nem eleições democráticas existiam! Um dia destes ainda vamos ter no “Glorioso” um Conselho Aguieiro a copiar dos respectivos órgãos, do Sporting CP e FC Porto. Eram estes que serviam para fazer o “choradinho parolo” da necessidade do sacrifício familiar dos personagens em prol dos clubes! Ninguém faz favor nenhum ao Benfica em servi-lo. Muito menos sacrifício. Em 112 anos (a caminho do 113.º) o Benfica é que lhes dá essa honra. Para saber dar-lhe uso. Que a saibam usar…
20 comentários
comentários
  1. tão interessante. Obrigado por mais estas pistas.

    Pedro

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  2. Realmente nao existe maior Honra que ser Presidente do Sport Lisbao e Benfica.E o sonho de milhoes mas so alguns teem capacidade para tal e Luis Filipe Vieira e o Homem para continuar a sua obra.Nao precisa de signatarios nenhuns,so precisa de se recandidatar.

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    1. Caro

      A minha opinião é precisamente essa. Foi sucinto como eu dificilmente conseguiria ser.

      Se tem soluções para nos fazer ainda maiores só tem de as apresentar e recandidatar-se. Com sócios da sua confiança como vice-presidentes. Sem intermediários. É assim no "Glorioso". Sempre foi e não vejo razões para mudar.

      Os sócios escolhem e depois só têm de cumprir os seus deveres como tal que são de lealdade. Mas no Benfica nunca houve o conceito de fidelidade a ninguém. Um associado deve ser leal para com os seus consócios (incluindo dirigentes) mas fiel só ao Benfica de que um dia decidiu (e muito bem) fazer parte. Melhor "ser parte de..."

      Glorosíssimas TRIsaudações

      Alberto Miguéns

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  3. E viva a Democracia, caro Miguéns!
    Embora muitos (demasiados!) a usem nuns momentos e a "mandem prender" noutros!
    E viva o S.L.B.!

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  4. Anónimo3/6/16 10:37

    É com genuíno prazer que leio este blog, para mim a verdadeira história do Sport Lisboa e Benfica na melhor interpretação que lhe pode ser feita! Bem haja!

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  5. o que é que leva o escriba a ter esse rancor e inveja em relação ao Presidente?

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    1. Caro José Santos

      Nada. Quero que quando chegar ao final da gerência (seja com o número de mandatos for) seja de facto um presidente mais vencedor que perdedor. Um presidente serve o Clube. Quantas mais decisões correctas tiver, maior Glória para o Clube.

      Por exemplo. Neste momento em CN o balanço é:

      5 campeonatos ganhos, 8 perdidos. Se for pela data da "carta" são 10 perdidos para 5 conquistados. Muito mau. Eu queria que fosse ao contrário. Não gosto de mascarar os números para esconder.

      Se for para conquistar 10 CN nos próximos 15 anos que vença as eleições.

      Não é inveja, nem rancor. É expor a verdade. O sucesso de um presidente é o sucesso no nosso clube. O insucesso encoberto mais tarde fica a descoberto.

      TriSaudações Benfiquistas

      Alberto Miguéns

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  6. Anónimo3/6/16 12:03

    Se nao devemos ficar refems de um Presidente, deveriamos no entanto ter ficado refems de um treinador? Nao entendo bem...

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    1. Caro

      Não. O SLB devia prescindir do treinador, mas de outro modo. Ele apesar de o considerarem estúpido tem inteligência emocional (dada pela experiência profissional) que percebeu o que se passava. O SLB não acreditava que houvesse clube em Portugal para ele. Fomos negligentes. Vá lá que tudo correu bem. Dois pontos bem!

      TriGloriosíssimas Saudações

      Alberto Miguéns

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  7. A ideia dos postais era (é?) fantástica. Alguma vez foi pensada uma história do clube para crianças?

    Abraço

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    1. Caro Raul Ferreira

      Eu tenho uma proposta. Com base até numa ideia do Valência CF.

      1. Textos simples com um desenho ilustrado (a partir daquelas fotografias ícones) por página com História (momentos mais importantes) e histórias envolvendo aquando de atletas (futebolistas ou não) o que eles eram com a idade deles (7/15 anos) e no que se tornaram. Valorizar a juventude de Cosme Damião, Vítor Silva, Eusébio, Coluna ou Rui Costa, por exemplo, em detrimento dos números embora estes - os grandes números títulos, golos - estejam presentes.

      TriSaudações

      Alberto Miguéns

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  8. Anónimo3/6/16 14:14

    Mais uma vez parabéns pela lucidez.
    Em relação à carta, só lamento ver lá o nome da Leonor Pinhão como signatária. Pela consideração que lhe tenho e porque considero ser dos Benfiquistas mais lúcidos de entre os que povoam a comunicação social desportiva.
    E lamento porque como o Miguéns diz, é uma carta sem sentido, com um travo salazarento.

    Ninguém em cargo algum deve ser tomado como salvador. Os cemitérios estão cheios de salvadores e a Humanidade continua a sua marcha.

    Trata-se de exercer o cargo sempre no interesse do clube e, como bem diz o Miguéns, tomar mais decisões certas que erradas. Porque sempre as terá.

    De resto o exercício de certos cargos por muito tempo (neste caso já vai em 15 anos) pode ser muito prejudicial. E num meio tão obscuro como o dos negócios do futebol é fácil, onde abundam negócios de milhões com comissões de milhões, a tentação é muito grande.
    No meu entendimento ou há um grande escrutínio do que é feito (que manifestamente não há) ou então as pessoas não se podem perpetuar nos cargos. Não só o presidente, mas principalmente a estrutura que o envolve. As dezenas de pessoas que vivem faustosamente à volta (às custas) do clube.

    Saudações Benfiquistas,
    CP

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  9. Anónimo3/6/16 17:54

    Caro Alberto Mingués, permita-me algumas questões:

    1. À luz de um treinador que, conforme já o provou por diversas vezes, apenas sairá de Portugal para treinar um grande da Europa, um projecto desportivo estimulante, que solução encontraria (que não a renovação de contrato com o Benfica) com vista a evitar que aquele assinasse pela concorrência interna?

    2. Ou teria renovado com JJ?

    3. Concordo com a forma atabalhoada como descreve que o processo foi tratado. Mas acredito que, após sair do clube, fosse uma inevitabilidade que rumasse para um rival: por sorte, calhou o SCP. Pois acredito que, no FCP, os estragos seriam maiores.

    4. A acção limitadora de jogadas de bastidores será, neste campeonato, com estes adversários, um trabalho eternamente inacabado. Neste seguimento, que interpretação lhe merece:

    5. A saída de Vitor Pereira da presidência arbitragem? Os candidatos que se perfilam?

    6. A descida de clubes “do regime” como a Académica ou o União, assim como a subida e manutenção de outros dele mais afastados? Poderemos, a breve trecho, ver uma distribuição territorial de clubes mais equitativa, não tão concentrada a norte? O Portimonense foi por pouco…

    7. Não provou esta época que, no campo do dirigismo, com os devidos “incentivos”, o Benfica enfrenta, muitas das vezes, dificuldades que outros não encontram? E que interpretação merece isso no campo da força institucional desta direcção junto das devidas instâncias? De que é igualmente exemplo o “caso Slimani”.

    8. Que apreciação lhe merece Proença numa Liga tão esvaziada de poderes? Terá descido um degrau para, mais tarde, subir dois? Um estágio remunerado? Com que implicações? Existirão almoços grátis?

    9. Mesmo sendo sempre necessário um “estado de vigilância”, acredito que, para muitos factores de influência que aponta, a solução estará nos mesmos de sempre: o povo. À luz de “consumidores” que pura e simplesmente já não se revejam no que quer que se vá passando, os patrocinadores senti-lo-ão de imediato na pele. Para, rapidamente, irem avisando que, assim, não contam com eles.

    RedMist

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  10. Anónimo3/6/16 17:54

    10. Considerando como todos os clubes (e media) precisam de dinheiro como de pão para a boca… Mais do que por um escrutínio interno das gentes do futebol, acredito que a respirabilidade do futebol nacional passará pela economia. Valha-nos isso.

    11. À luz dos movimentos de recandidatura de LFV, não lhe parece, tal como PC, que também LFV ficará no cargo o tempo que quiser? Não poderá também ele correr o risco de querer perpetuar-se no lugar e ser incapaz de perceber o momento da saída? Estará ele assim tão desapegado do cargo?

    12. Curioso como políticas diferentes deram desfechos idênticos. PC afastou os potenciais adversários, LFV manteve-os bem junto de si, assimilando-os na “estrutura”: ainda que com diferentes metodologias, ambos “secaram” quaisquer hipóteses de concorrência – embora não conste que PC tenha necessitado, para esse efeito, de mexer nos estatutos.

    13. Não haverá, também no Benfica, quem coma muito e bem? “Yes men” sem qualquer outra utilidade reconhecida? Quem se tenha aburguesado? Agarrados à “teta” que lhes dá de mamar? Um “Estado” dentro do Estado que todos quer abarcar, com vista a manter o estado de coisas?

    14. Será o movimento de recandidatura de LFV um sintoma/manifestação dessa maleita?

    15. Que interpretação lhe merece um canal do clube que somente fala a uma voz: a do dono? Quando foi a última vez em que assistiu a uma análise crítica da vida do clube? Ser dada voz a uma corrente de pensamento alternativo? Expressará aquele canal de forma fiel a corrente de pensamento dos benfiquistas?

    16. Fixando e remetendo a bitola a uma análise simplista e redutora do registo “vitórias/derrotas” de LFV, não estaremos a descurar, porventura, a importância do “modo” quando comparado com o “fim”? O modus operandis? O investido face ao adquirido?

    17. Estaremos a ser assim tão diferentes daqueles a quem apontamos o dedo?

    Grato pela atenção dispensada,

    RedMist

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    Respostas
    1. Caro RedMist

      Excelentes perguntas.

      Não lhe posso responder a questões que não domino. Nós vemos sempre do lado de fora. Como uma árvore pela rama. Depois e analisarmos o troco e as raízes provavelmente teremos uma ideia diferente. No Benfica há situações em que eu quando estou por dentro percebo que quem está por fora tem uma visão que não corresponde à realidade. E nem se trata de poder ter opinião diferente. Não tem a visão correcta. Os clubes tornaram-se muito opacos. Há muita encenação para que quem, na realidade é o clube - conjunto de sócios - não saiba em concreto como é e está aquilo de que é uma parte fundamental 1/125 000-avos do SLB, por exemplo.

      No fundo dou-lhe duas opiniões mais generalistas:

      1. Penso que LFV tem uma estratégia interna semelhante a PC. Absorve aqueles que lhe podem fazer frente. Lembre-se que ele chamou papagaio ao actual presidente da mesa da assembleia geral! E afasta aqueles que são incómodos (Veiga, por exemplo, e não estou com isto a dizer que veiga seria melhor que LFV) ou coloca-os em prateleiras douradas (Rui Costa).

      2. Na próxima revisão de Estatutos, entre várias alterações, com o modelo SAD a administrar o futebol devia existir limitação de mandatos: 3 ou 4 (12 ou 16 anos). Chega. E evita clientelismos que sugam e exauram os clubes e conduzem a um vazio que pode ser dramático para surgirem boas lideranças.

      Espero não o ter desiludido com as respostas, pois até eu fico com a sensação de poder ter sido mais concreto e exaustivo?

      Rumo ao 36

      Gloriosíssimas Saudações

      Alberto Miguéns

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  11. Anónimo3/6/16 19:18

    EU habituei-me a respeitar a Sr Migueis que conheci logo no inicio da Benfica TV, mas ninguém está acima da critica, nem o nosso presidente. Cometeu erros? Claro.Mas só os comete quem faz alguma coisa. Quem tem memória do que é a história do Benfica não pode nunca esquecer do estado inqualificável em que estava o Clube quando Vieira chegou. Não havia dinheiro nem crédito nem resultados desportivos. Ou não vale a pena falar nisso.
    Causa-nos assim tanto "estranheza" que haja quem apoie o Vieira declaradamente. Não é um direito democrático que lhes assiste? Ou só é democrático quando convém?
    Cumprimentos
    Amart

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    Respostas
    1. Caro Amart

      Claro que é legítimo e é democrático. Em minha opinião o método nada tem de Benfiquista. Só isso. Eu não disse que devia ser proibido. Disse que não concordava com o método por nunca ter sido utilizado no SLB mas muito noutros clubes. Têm todo o direito e o dever de o fazer se entendem ser útil. Eu não gosto. mas eu sou um em milhões. Dou apenas a minha opinião com sinceridade.

      TriSaudações

      Alberto Miguéns

      NOTA: Pode não ser o seu caso, mas há quem queira fazer crer que o nosso actual presidente sucedeu (derrotou) Vale Azevedo. Não foi assim. Surgiu três anos depois (2003) sucedendo a Manuel Vilarinho. Este sim foi mais votado que Vale Azevedo em 2000.

      Eliminar
  12. Anónimo4/6/16 21:55

    Não estou aqui a bajular ninguém, mas temos que dar mérito a quem o tem e o Vieira tem muito, na credibilização e "ressurreição" do clube. Recordo-me da vergonha que foi não termos crédito para obter garantias bancárias o que gorou contratações. Os salários em atraso, o encerramento de modalidades e extinção da formação. Claro que temos de valorizar, e muito, o presidente Vilarinho sem o qual, certamente ainda hoje andaríamos a penar fruto dos desmandos do Sr Vale Azevedo. Mas posso-lhe confessar que hoje sinto orgulho no Benfica que temos. Naquilo que todos ( não apenas o presidente Vieira) conseguimos para o Benfica. Erros, teimosia, má fortuna, houve de tudo, mas fez-se um caminho que os trouxe aqui e nos pode levar muito mais longe. A vitória neste campeonato foi épica contra tudo e contra todos.
    Admiro o cuidado e o pormenor com o Sr Migueis trata a História do Benfica, mas tudo o que atrás referi também é história
    Todos somos TRIcampeões porque todos sofremos e nos alegramos com o NOSSO Benfica.
    Gloriosas Saudações.
    Amart

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    Respostas
    1. Caro Amart

      Tem todo o direito a ter e poder exprimir a sua opinião.

      Era o que mais havia de faltar. Benfica é Democracia. Desde sempre.

      Terá aqui todo o espaço para dar a sua opinião. Não se trata de bajular o presidente do SLB que foi eleito pelos sócios. é o nosso presidente. Tem uma opinião favorável e merece todo o respeito.

      TRIsaudações

      Alberto Miguéns

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