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22/06/2014

Mundiais!? Sou do Tempo...

22/06/2014 + 2 Comentários
APROVEITAVAM-SE OS CAMPEONATOS DO MUNDO PARA INTRODUZIR INOVAÇÕES NO FUTEBOL


Como todos sabemos o futebol é um desporto "conservador". Joga-se praticamente em 2014 como ficou definido em 26 de Outubro de 1865 na famosa reunião de onze emblemas londrinos em Freemason’s Tavern e que foi tema neste blogue (Era uma vez o... Futebol) em 26 de Outubro de 2013. Ao contrário do passado, há inovações que não passam dos Mundiais para o futebol jogado fora dele.

IFAB e FIFA
A entidade que tem responsabilidade sobre as 17 Leis do Jogo é o IFAB ou International Board (misto de elementos das quatro federações britânicas e da FIFA), uma espécie de Conselho das Leis do Jogo, mas quem tem responsabilidade sobre os regulamentos das competições é a FIFA (Federação Internacional de Futebol Association). As leis do futebol não são alteradas significativamente desde 1925, quando o fora-de-jogo passou da necessidade de ter, entre o futebolista que vai receber a bola e a baliza contrária, de três para dois futebolistas do adversário. Depois de 1925 tem havido pequenos ajustes em que o mais significativo é a punição do guarda-redes segurar a bola depois de uma passagem, com os pés, do esférico ao guarda-redes da mesma equipa.

As grandes mudanças nos regulamentos ocorreram nas fases finais dos Mundiais
A primeira grande mudança até foi num campeonato europeu, em 1968, com a fase final em Itália, quando passaram a ser autorizadas duas substituições de jogadores. Até aí estavam interditas as substituições, até de guarda-redes, apesar de existirem competições onde tal era possível: Taça Latina e alguns campeonatos nacionais, como o português. Mas nas competições da UEFA não era permitido. O SLB bem sofreu, na final de 1965, com a lesão de Costa Pereira, tendo Germano (defesa-central) de ocupar o lugar do nosso guarda-redes bicampeão europeu.

Mundial de 1970 e de 1994
A primeira vez que foram usados cartões amarelos e vermelhos foi no México (fase final do Mundial de 1970) que substituíram as admoestações verbais e ordens de abandono do terreno de jogo, se bem que estas tenham continuado a existir...
A primeira vez que foram usados nomes e números fixos nas camisolas foi nos EUA (fase final do Mundial de 1994) aproveitando o facto do seu uso ser obrigatório em todos os desportos praticados nesse país. Penso que foi, também neste Mundial, mas não tenho a certeza absoluta disso, que foi autorizada mais uma substituição (a terceira) desde que fosse o guarda-redes. Em 1995 passou a ser possível substituir três jogadores, sejam eles quais forem.

Custa-me a aceitar a exclusividade dos Mundiais
Há neste mundial três inovações (uma nem tanto) que deviam ser aplicadas já na próxima temporada de 2014/15. Se bem que uma seja difícil, pelos custos e impossibilidade de a tornar "universal" (em todo e qualquer jogo de futebol de onze!)

Suplentes
Há pelo menos dois Mundiais (2010 e 2014) que o número de suplentes são doze (10 + 2 guarda-redes). Se é assim, por que não é possível nas outras competições oficiais permitir o mesmo. Não faz sentido ser possível nas fases finais e não permitir a universalidade desta norma quando faz todo o sentido. Com uma exigência cada vez maior - fisicamente e em número de jogos - permitir ao treinador convocar para qualquer jogo 23 jogadores (20 + 3 guarda-redes) devia ser a norma e não a excepção. Envolvia mais os jogadores de plantéis que têm de ser numerosos, face aos 70 jogos por época, e dava ao treinador possibilidades acrescidas de melhores escolhas, motivação e rotação. Não há qualquer razão para que tal não aconteça até porque é frequente, apesar de apenas 18 serem utilizados (11 + 7 suplentes) os treinadores convocarem à volta de 20, incluindo três guarda-redes não vá um deles lesionar-se antes do jogo se iniciar!

Espuma
As latas de espuma para marcar, num pontapé-livre directo, a posição da bola e da barreira é uma óptima ideia, quer impedindo o futebolista de ser ele a escolher o local da infracção, quer as barreiras encurtarem os 9, 15 metros (10 jardas) que a separam da bola. Não deve ser por a espuma ser cara que tal medida não pode ser implementada. E a FIFA não deslustra por considerar que os brasileiros também têm boas ideias.

Validação electrónica do golo
É excelente se bem que já vi imagens (por exemplo o golo da selecção costa-riquenha à italiana) em que não era necessário os meios electrónicos, chegavam as imagens televisivas, se bem que para o(s) árbitro(s) talvez fosse.

E porque não?

Protecção aos guarda-redes
Em minha opinião um guarda-redes deve poder ser sempre substituído, mesmo que já tenham sido esgotadas todas as substituições. Não faz sentido obrigar os treinadores a terem receio de esgotar as substituições por temerem a incapacidade física do guarda-redes, nem sujeitar uma equipa a jogar com um guarda-redes improvisado. É um lugar demasiado específico - na essência o guarda-redes nem é um futebolista - para estar englobado no limite das substituições. Nem faz sentido enfraquecer os futebolistas (jogadores de campo) por incapacidade do guarda-redes. Não se percebe. O guarda-redes não tem mobilidade dentro de campo que justifique estar condicionado pela regra das substituições. A equipa apenas devia ficar privada de guarda-redes se este fosse expulso e já não fosse possível substituir um jogador de campo pelo guarda-redes suplente.

Limite às substituições para limitar o anti-jogo
A alteração de duas para três substituições permitidas não trouxe benefícios significativos ao jogo mas o contrário já não o afirmo. A terceira substituição é geralmente para "queimar" tempo, muitas vezes nos cinco minutos finais ou mesmo no tempo de compensação às paragens do jogo em 90 minutos. Serve o propósito do anti-jogo. Devia existir a possibilidade de fazer três substituições, mas limitadas. Ou seja, a primeira tinha de ser feita na primeira parte ou ao intervalo, de tipo três = uma + duas. Se a equipa iniciasse a segunda parte com os jogadores titulares que o tinham iniciado (onze ou os que fossem, podendo ter havido expulsão ou expulsões) já só deviam poder fazer duas substituições. Salvaguardando sempre a do guarda-redes que como atrás referi nem devia estar englobada no limite das alterações aos jogadores de campo. Há jogos em que são efectuadas seis trocas de jogadores  - três para cada equipa - nos segundos 45 minutos. É muito tempo desperdiçado...

Ainda sou do tempo em que a realização dos Mundiais não era apenas uma forma da FIFA enriquecer. Era também servir o futuro do futebol!
Alberto Miguéns
2 comentários
comentários
  1. sera que me podia dizer quantos golos marcou os jogadores de hoquei pantis ,garrancho e vitor fortunado? obrigado pela atençao.

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  2. Este sistema é melhor que o das bulas papais! Viva a FIFA! Viva a UEFA! Ser+a que respeitam o défice?

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