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13/04/2020

Chalana: 2007/08: Treinador Interino

13/04/2020 0 Comentários
COM A SAÍDA DE CAMACHO, NO INÍCIO DE MARÇO, FOI PEDIDO A FERNANDO CHALANA QUE FICASSE INTERINO ATÁ FINAL DA ÉPOCA.


A conjuntura era desfavorável e não havia alternativa minimamente aceitável para fazer o que restava. E restava pouco. Fernando Chalana já tivera duas oportunidades, ainda que pontuais, como adjunto passando a treinador de recurso e conseguira êxito.



Conjuntura em 9 de Março de 2008
José Antonio Camacho pede a demissão depois do empate, a dois golos, na «Catedral» frente ao UD Leiria, para a 22.ª jornada (em 30) do campeonato nacional. Mas os últimos jogos para esta competição já estavam a correr mal (mas não são agora para aqui chamados). Com este empate o Benfica estava em 2.º lugar, com 40 pontos, menos 14 que os 54 pontos do FC Porto.
1. Campeonato Nacional: Benfica a 14 pontos (com 24 por disputar), tendo o Vitória SC Guimarães a dois pontos (38), o Vitória FC Setúbal a três pontos (37) e o Sporting CP a seis pontos (34), respectivamente, 3.º, 4.º e 5.ºs classificados;
2. Taça UEFA: A disputar os oitavos-de-final, o resultado da primeira mão (6 de Março) foi muito mau. Derrota por 1-3, na «Catedral», perante o Getafe CF. O jogo em Espanha seria o da estreia de Fernando Chalana como treinador principal;
3. Taça de Portugal: Benfica apurado para as meias-finais, a disputar, a um jogo, no terreno do Sporting CP.



Jogo em Getafe
Primeiro jogo, primeira derrota, por 0-1, no estádio Alfonso Perez. Sem o suspenso Cardozo (expulso logo aos oito minutos no jogo da primeira mão) o «Glorioso» tentou minimizar danos. Eliminado da possibilidade de jogar os quartos-de-final. O Getafe CF foi eliminado de imediato (quartos-de-final) pelo FC Bayern Munique.



Jogo na Taça de Portugal
Noite negra. Quarta-feira (16 de Abril de 2008). O Benfica fecha a primeira parte a vencer, no terreno do adversário, por 2-0. Só que o impensável surgiu no segundo tempo. Aos 67 minutos o Sporting CP reduz para 1-2 e aos 78 minutos já vencia por 3-2. O Benfica ainda empara a três golos, mas o adversário, sem contemplações, faz rapidamente o 4-3 e a terminar o jogo encerra o descalabro com 5-3. E o «Glorioso» eliminado da final onde encontraria o FC Porto.



Queda de segundo para o quarto lugar
Com oito jornadas por realizar e 24 pontos para disputar, o primeiro lugar (a 14 pontos) era uma “miragem”. Fundamental era consolidar o segundo lugar. Só que o Benfica, nos quatro jogos realizados em terreno alheio, foi derrotado no recinto do FC Porto (0-2) e empatou os outros três: CS Marítimo, Boavista FC e CF Estrela da Amadora. Nos quatro jogos na «Catedral» vencemos três e perdeu-se, por 0-3, frente à equipa da Associação Académica de Coimbra –OAF. Desastre.



Final de temporada com digressão a África
Em estreia absoluta, no Benfiquista Cabo Verde, na ilha do Sal, com vitória, por 2-o (Adu e Mantorras) frente a uma selecção do Sal/São Vicente. Rumo a Luanda, para mais uma vitória, agora por 3-2, com empate a um golo ao intervalo, frente à Selecção de Angola, com golos de Maxi Pereira, Rodriguez e Di María.



Esta terceira passagem como treinador foi muito débil
Além da eliminação na Taça de Portugal “deixando o pássaro voar quando já estava bem fechado na mão”, o Benfica passou de segundo classificado ao quarto lugar, com 52 pontos, ou seja, dos 24 pontos em disputa conseguiu apenas metade (12, com três vitórias, três empates e duas derrotas, nos oito jogos) marcando dez golos e sofrendo sete (apenas em quatro jogos não se sofreu golos, mas dois destes nulos “obrigaram” a empates). O Benfica terminou a 23 pontos do FC Porto (terceiro título consecutivo, este conquistado com 75 pontos em 30 jogos: 90 pontos), a três pontos (55) do Sporting CP (2.º classificado) e a um ponto (53) do Vitória SC Guimarães (3.º classificado).



Nas três passagens como treinador do «Glorioso»
O Benfica disputou 15 jogos, com oito vitórias, três empates e quatro derrotas, com 26 golos marcados para 17 sofridos. No campeonato nacional, nove jogos, quatro vitórias, três empates e duas derrotas, com 13 golos marcados e sete tentos sofridos. E assim ficará na Gloriosa História, como treinador.

E assim se fechou a passagem de Chalana – como futebolista e treinador – pelo Benfica…

Alberto Miguéns

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