Grandes Gloriosas Goleadas | Em Defesa do Benfica -->
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o SL Benfica e a sua Gloriosa História. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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12/02/2019

Grandes Gloriosas Goleadas

12/02/2019 4 Comentários
NO MEU TEMPO GOLEADA ERA UMA VITÓRIA POR QUATRO OU MAIS GOLOS DE DIFERENÇA.



Agora até em resultados de 6-4 se ouve falar e lê-se que houve goleada. No meu tempo era apenas um jogo com muitos golos. 

Depois há goleadas e Goleadas (as grandes goleadas)
Não sou dos que ficam muito entusiasmados quando o Benfica goleia nem deprimido quando é goleado. Vejo sempre pelo lado das consequências. Uma goleada nem competições a pontuar equivalem a três pontos, mas já foram dois. Em competições a eliminar dão segurança de uma segunda mão tranquila ou podem significar uma recuperação notável de um resultado negativo na primeira mão. 

Sempre ouvi dizer e foi assim que cresci
Que sofrer muitos golos não é humilhante nem marcar muitos é humilhar. Humilhar é poder fazer mais golos e ridicularizar o adversário recusando expor as suas fragilidades. Chegar a situações de "baliza aberta" e atirar ao lado ou passar a bola para trás. Passar o jogo a trocar bolas no meio-campo à espera que o tempo se esgote. Isso é humilhante. É mostrar que o adversário não tem categoria. No jogo de domingo passado até fiquei "atravessado" com a ausência de tempo de compensação dado pelo árbitro. Devia ter dado quatro ou cinco minutos (com substituições e sete golos) bem o podia ter feito. O resultado tanto podia ficar 10-0 como 11-0 ou 10-1. O Benfica ao respeitar o adversário procurando marcar golos esteve sempre exposto a sofrer golos. Odysseas fez, pelo menos, duas excelentes defesas. É isto o que penso das chamadas "Goleadas".

Curiosidades
Como tenho recebido vários pedidos de informação eis o que sei acerca de Grandes Gloriosas Goleadas.

Recorde de golos absoluto

V 18-1

Na digressão aos Açores, em 3 de Fevereiro de 1974, no campo da Fajã de Cima, em Ponta Delgada, frente à Selecção de São Miguel:

Artur Jorge (5)
Néné (3)
Eusébio (2)
Victor Batista (2)
Humberto Coelho (2)
José Pedro (2)
Simões (1)
Nélinho (1)

Competições da UEFA
(na Taça dos Clubes Campeões Europeus)

Num jogo: 10-0 (Stade Dudelange; Estádio do SLB "Luz I"; Casa; Lisboa; 5 de Outubro de 1965)

Eusébio (4)
José Augusto (3)
Ferreira Pinto
Guerreiro
Torres

Acumulado das duas mãos: 18-0 (8-0* com o Stade Dudelange; Estádio Emile Mayrisch; Fora; Esch-sur-Alzette; Luxemburgo; 30 de Setembro de 1965) + 10-0)
* Maior goleada no terreno do adversário

Eusébio (4)
José Augusto (3)
Pedras (3)
Iaúca (2)
Ferreira Pinto
Guerreiro
Torres
Serafim
Santana
Autogolo

Campeonato Nacional *
(as quatro edições iniciais como Campeonato da I Liga)

Num jogo: 13-1 (AD Sanjoanense; Estádio do SLB "Campo Grande"; Casa; Lisboa; 27 de Abril de 1947)

Julinho (6)
Arsénio (3)
Vítor Baptista (2)
Rogério Carvalho (2)

Acumulado das duas voltas:  14-0 (11-0 + 3-0 com o Boavista FC; Estádio Nacional (Jamor) + Estádio do Bessa (Porto); Casa + Fora; 3 de Outubro de 1954 + 6 de Fevereiro de 1955)

Coluna (4)
José Águas (3)
Francisco Palmeiro (2)
Francisco Calado
Salvador
Du Fialho
Alfredo
Autogolo

NOTA1: Há ainda mais duas situações idênticas com 14 golos de diferença: 16-2 em 1936/37 frente ao Leixões SC; 17-3 em 1944/45 frente ao SC Salgueiros

NOTA2: O melhor resultado no terreno do adversário foi em Aveiro (V 9-0; SC Beira-Mar; Estádio Mário Duarte; segunda volta; 1966/67 com V 2-0 na "Saudosa Catedral" na primeira volta)

Campeonato Regional

Num jogo: 15-0 (Lisboa FC; Quinta da Feiteira; Casa; Lisboa; 9 de Abril de 1911)

Luís Vieira (5)
Josué Correia (3)
Artur José Pereira (2)
Carlos Homem de Figueiredo (2)
Cosme Damião
Henrique Costa
José Domingos Fernandes 

Acumulado das duas voltas: 20-0 (5-0 + 15-0 com o Lisboa FC; Quinta do Castelo (Lisboa) + Quinta da Feiteira (Lisboa); Fora + Casa; 15 de Janeiro e 19 de Abril de 1911)

Luís Vieira (7)
Josué Correia (3)
Artur José Pereira (3)
Carlos Homem de Figueiredo (2)
Henrique Costa (2)
Virgílio Paula
Cosme Damião
José Domingos Fernandes 

Taça de Portugal **
(as 17 edições iniciais como Campeonato de Portugal)

Num jogo: 14-1 (CA Riachense; Estádio do SLB "Luz I"; Casa; Lisboa; 11 de Janeiro de 1989)

Ricky (6)
Ademir (2)
Pacheco (2)
Lima (2)
Garrido
Miranda

Acumulado a duas mãos:  19-0 (7-0 + 12-0 com o Luso FC (Barreiro); Campo de Santa Bárbara (Barreiro) + Estádio do SLB "Luz I" (Lisboa); Fora + Casa; 23 de Setembro + 4 de Outubro de 1962)

Torres (7)
Pedras (5)
Jorge Calado (2)
José Augusto (2)
Santana 
José Águas
Augusto Silva

NOTA: O melhor resultado no terreno do adversário foi em Beja (V 8-0; CD Beja; Estádio Municipal; primeira mão; 1959/60 com V 5-1 na "Saudosa Catedral" na segunda mão); 
Em 1977/78, já com o regulamento com eliminatórias a um jogo: V 8-0 com o GD CUF no Estádio Alfredo da Silva (Lavradio/Barreiro).

Quando chega a próxima Benfica? Quinta-feira? Chega uma "goleada" por 1-o

Alberto Miguéns

4 comentários
  1. O Benfica jogou com grande nobreza e talento. Foi um hino ao futebol de ataque. Não houve nenhum momento de humilhação ao adversário mesmo sabendo-se que é orientado por um treinador que publicamente já se declarou como anti.Benfiquista. Aquilo que se viu no campo foi a equipa Benfiquista entusiasmada com a sua própria exibição, cheia de companheirismo e de talento individual e colectivo. Percebeu-se também a preocupação de premiar o público que tanto a apoiou. Fácil teria sido gerir o jogo em nome dos compromissos futuros. Não foi isso que aconteceu. Optou-se pelo futebol. Foi bonito.

    O Benfica não humilhou ninguém, não foi calculista, não teve outra preocupação que não jogar futebol. Se andamos agora a falar de "humilhações" desnecessárias talvez seja também tempo de perguntar se quem diz isso gosta efectivamente de futebol ou se prefere decretar resultados de texto máximo...

    Se falamos de falta de competitividade então agora é que se "percebe" isso? Querem mais competitividade então reduzam o número de equipas no Super Liga. Para que é que há mais de 12 ou no máximo 14 equipas na Super Liga?

    Uma palavra para as gentes do Nacional. A exibição de ontem não foi vergonhosa. Foi um dia mau mas não vergonhoso. Não agrediram ninguém, não se atiraram ao árbitro, não fizeram anti-jogo, não tiveram atitudes reprováveis. Foi um dia mau associado a um dia inspirado do adversário. Souberam aceitar a derrota, com imensa tristeza (viu-se bem no final) mas com nobreza. São bons profissionais que fizeram o que puderam com o talento que têm e que enfrentaram e com a orientação técnica que tiveram. Com certeza terão dias mais felizes no futuro. Deverão procurar melhorar o que tem dentro de portas.

    No final do jogo há a dizer que foi apenas futebol. E isso devia chegar para que ninguém se sentisse humilhado.

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  2. Exacto. O árbitro é que se compadeceu do Nacional ao suprimir o tempo de descontos. Absurdo. O que esteve em Moreira de Cónegos não se compadeceu assim do Moreirense. Cheguei a acreditar o jogo ainda iria chegar aos 120 minutos e, caso o Porto não marcasse, seguir para pénaltis.

    Cumprimentos

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  3. O NOSSO GLORIOSO ESTÁ CADA VEZ MELHOR ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS CARREGA BENFICA!!!

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  4. Bastou o Lage pôr a jogar os suplentes dos suplentes e o João Felix onde rende mais, para tudo mudar!

    A goleada mais saborosa, foram os 8-2 que demos aos paroquianos do Padre Das Antas aquando da inauguração das luzes nasjantas!!!

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