Aquisições 2018/2019 - Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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26/06/2018

Aquisições 2018/2019

26/06/2018 + 0 Comentários API
ESTÁ QUASE. ESTÁ QUASE. ESTÁ QUASE.



Na próxima quinta-feira o início da temporada de 2018/19, a 115.ª desde 1904/05, com a apresentação dos futebolistas. São muitas épocas de jogos, golos, vitórias e conquistas. Independentemente da fisionomia da bola, de haver ou não pequena-área (até 1906/07 não havia), da lei-do-fora de jogo ser com três defensores e depois de 1925 ser a dois, entre tantas outras minudências. Um traço em comum desde 28 de Fevereiro de 1904: os onze titulares em campo com as flanelas vermelhas para o traço modernizado do "Manto Sagrado". Mudam os nomes mas mantém-se o essencial: a enorme legião de adeptos que dão as condições de grandeza, os dirigentes democraticamente escolhidos sabem utilizá-las e os futebolistas respeitam o emblema, símbolo exacto, cheio de significado e que impulsiona para a superação.  É isto:  São muitas temporadas com jogos, golos, vitórias e conquistas. Muitas mas nunca estamos contentes. Parecem sempre poucas para os adeptos de um clube que, em Portugal, é o que tem mais de tudo isso no conjunto de todas as competições. Ainda bem. Desde que a exigência seja construtiva!

Este ano há a novidade de um plantel sub-23
A juntar à Equipa B e à «Gloriosa» que é A sem se denominar A. O Benfica já teve três plantéis seniores entre 1955/56 e 1957/58, com três categorias: Honra, Reserva e Aspirantes, mas estas duas apenas com competições regionais. Em 2018/19 vai ser inédito com três plantéis a competir a nível nacional. 

Confesso que domino pouco o «mercado futebolístico»
Como não acompanho os jogos de futebol a não ser os do Benfica eis que sou uma nulidade a conhecer futebolistas, mesmo os que jogam em Portugal pois apenas os vejo duas vezes por época excepto os do FC Porto e Sporting CP em que tenho por hábito ver os três/quatro jogos iniciais para o Nacional e depois um ou dois antes de defrontarem o "Glorioso". Já foi tempo em que conhecia os "estrangeiros" que vinham para o Benfica pois jogavam em algumas das principais selecções mundiais. E eu nesse tempo ainda via jogos em campeonatos da Europa e do Mundo algo que deixei de fazer desde a..Lei Bosman. Exactamente por esta passar a interditar a vinda de craques já confirmados para vestir o "Manto Sagrado"!

Esta temporada 115 ainda está a ser mais complexa!
Pois pelas aquisições não consigo saber quem vai para onde e como e há ainda os empréstimos. E os jovens que vêm do plantel da B. Que o Benfica já transferiu de fora para dentro e de dentro para fora é um facto. Em ano de Mundial muito mais água a nascer nas fontes vai correr por baixo das pontes. Vamos ter que "penar" muito até 31 de Agosto. Espero é que as debilidades que nos impossibilitaram de fazer uma boa Liga dos Campeões e conquistar o título sejam debeladas

Visão de adepto de bancada e treinador de sofá
O que esteve abaixo das expectativas em 2017/18? A alteração, depois do início da temporada, do modelo táctico de 4.4.2 para 4.5.1 fazendo com que o plantel ficasse desequilibrado, com excesso de avançados (quatro para um com lugar a titular) e médios-centro - que passaram de dois a três titulares - deficitários para "alimentar" devidamente o avançado. Insistência em utilizar futebolistas de menor qualidade em detrimento de outros mais capazes, como o caso de Krovinovic ou Zivkovic trocados por Filipe Augusto. Ainda faltou: Um guarda-redes vintão a caminho de trintão (experiente) além de outro mais jovem; um defesa-direito com qualidade para alternar com André Almeida; um médio-defensivo capaz de substituir Fejsa; um médio-centro capaz de poder alternar com Pizzi; e um avançado com características de ponta-de-lança como eram Cardozo, Lima ou Mitroglou, para permitir jogar eficientemente, no chamado plano B, com dois avançados com características inatas distintas e não com dois avançados semelhantes a diferenciá-los apenas a qualidade/mobilidade/experiência. Claro que tudo gente com classe para não poderem ser apontados como os principais responsáveis quando eles se limitam a aceitar um contrato proposto pelos responsáveis de um dos melhores clubes do Mundo e depois são colocados em campo pelo treinador de um dos poucos Clubes Míticos do Planeta. Quem é que recusava? 

Quem vai para a A, para a C (sub-23) e para a B?
Pois. Isso é que eu queria começar a perceber. Vamos começar mais uma pré-época com 35/40 futebolistas inscritos ou vai haver logo uma triagem de modo a ter rapidamente os três plantéis pré-definidos sujeitos apenas aos ajustes que sempre houve nas 114 já concluídas e continuará a existir nas 114 seguintes? Com quatro jogos nas duas pré-eliminatórias para acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, em Agosto, caso a selecção portuguesa chegue a uma fase adiantada Rúben Dias é para vir logo. De férias anda ele! Salvio (Argentina), Seferovic (Suíça), Zivkovic (Sérvia) e Ebuehi (Nigéria) também podem abreviar. O ideal era irem já para a praia, antes da fase a eliminar, e verem o Mundial na televisão.

Que ligação vai haver entre a A e a C?
Será que o plantel de sub-23 vai contar com os jovens que fazendo parte do grupo que está a jogar em quatro competições - Liga dos Campeões (apuramento e o que mais se verá), Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga - esses jovens vão ter "ritmo competitivo" no campeonato de sub-23? Ou vai ser um plantel praticamente estanque como é o da Equipa B? Mas se nesta compreende-se a opção - a Equipa B não é para castigar comportamentos inadequados na A e os que não jogam com regularidade na A - estes não podem impedir a evolução progressiva dos mais novos. Mas a «sub-23» parece menos susceptível de poder receber e colocar a jogar os habitualmente fora dos 18 convocados para irem a jogo na equipa das quatro competições. Parece boa ideia os mais jovens (vindos da B de 2017/18) poderem competir pois dificilmente jogarão na "A" a não ser devido a lesão ou castigo de um dos habituais titulares que oferecem ao treinador mais segurança a nível de experiência, entrosamento e garantia de fiabilidade. 

 CALENDÁRIO DE JOGOS (JUNHO.AGOSTO/2018)
Mês
Dia
Adversário
Competição
Local
J
U
N
27
QUA
28
QUI
Início da temporada de 2018/19
29
SEX



J
U
L
H
O
01
DOM
04
QUA
08
DOM
09
SEG
Início do estágio em Tróia
10
TER
Leeds UFC
Particular
Setúbal/Neutro
13
SEX
Vitória FC Setúbal
Particular
Setúbal/Fora
15
DOM
Início do estágio em St. Georges's Park (Inglaterra)
18
QUA
21
SÁB
Sevilha FC
T. Internacional Campeões
Zurique/Neutro
22
DOM
25
QUA
BVB 09 Dort.
T. Internacional Campeões
Pitsburgo/Neutro
28
SÁB
Juventus FC
T. Internacional Campeões
Harrisson/Neutro
29
DOM
A
G
O
S
T
O
01
QUA
05
DOM
08
QUA
3.ª Pré-eliminatória LC/1.ª m
12
DOM
85.ª Primeira Liga.01
15
QUA
3.ª Pré-eliminatória LC/2.ª m
19
DOM
85.ª Primeira Liga.02
22
QUA
4.ª Pré-eliminatória LC/1.ª m
26
DOM
85.ª Primeira Liga.03
29
QUA
   4.ª Pré-eliminatória LC/2.ª m

NOTAS: Em 6 de Julho, sorteio para o 85.º Campeonato Nacional; Em 23 de Julho, sorteio para a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões; Em 6 de Agosto, sorteio para a 4.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões

Avante P'lo Benfica!

Alberto Miguéns


NOTA: A categoria "Aspirantes" foi uma das muitas inovações implementadas no Glorioso Futebol por Otto Glória. Este treinador brasileiro chegado no Verão de 1954 depressa se apercebeu que estando o Benfica limitado aos futebolistas de nacionalidade portuguesa tinha que ter uma categoria intermédia entre os Juniores e os Seniores que jogavam na Honra ou Reserva. Os futebolistas seniores oscilavam entre estas duas dependendo do momento de "forma" ou de castigos num tempo em que não eram autorizadas substituições em jogos para competições oficiais. Os «Aspirantes» permitiam fazer a triagem aqueles que ainda não tendo maturidade para serem reservistas ou titulares tinham potencial a desenvolver. Servia também para facilitar aquisições noutros clubes de jovens promessas ou funcionarem como dispensas - em definitivo ou por empréstimo - para outros clubes aquando de aquisições importantes de futebolistas credenciados de emblemas nacionais. 



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