Mataram o Rei e o Clube Ficou Com Uma Sede - Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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15/02/2018

Mataram o Rei e o Clube Ficou Com Uma Sede

15/02/2018 + 10 Comentários
HÁ 110 ANOS, DEPOIS DO REGICÍDIO (1 DE FEVEREIRO DE 1908) ENQUANTO UNS FUGIAM E OUTROS DESESPERAVAM...


...O Sport Clube de Benfica resistia e ocupava um espaço vago deixado pelos partidários do "ditador de D. Carlos", João Franco, do Partido Regenerador Liberal.

AVISO PÉVIO: Texto longo acerca da Gloriosa História. Não aconselhável a quem não gosta dela, não tem tempo ou prefere outros assuntos!

O edifício na actualidade. No restaurante, por baixo da antiga Sede, tive (fui convidado para) um jantar hilariante, em 20 de Junho de 2012, com um dos vice-presidentes candidatos na lista de Rui Rangel e que actualmente é vice-presidente do SLB. O pedido que me fez é qualquer coisa, não deste Mundo, mas do «Outro», que um dia terá de ser contado quando ele for "afastado" do Clube!

Primeira Sede em Benfica
Mas deixemos contar a História quem ouviu muitas histórias do passado Benfiquista ao longo da sua vida, e principalmente, conviveu e falou, em finais dos anos 40 ou início da década de 50,  com os protagonistas da mesma em 1908 - Mário de Oliveira e Rebelo da Silva - que escreveram o seguinte: O regicídio facilitou, inesperadamente, a ampliação das instalações do Grupo Sport Benfica, com a mudança da Sede para uma casa mais ampla. O major Luís Carlos de Faria Leal contou, numa entrevista publicada em "O Benfica", de 4 de Junho de 1953, as condições em que se registou tal facto. Da citada entrevista recortamos o seguinte passo. «Dera-se em 1908 (a 1 de Fevereiro) o regicídio, e o Partido regenerador Liberal, de que o ditador João Ferreira Franco fora o chefe, sumiu-se. Sucedia, porém, que alguns sócios daquele centro (Centro Regenerador Liberal da Cruz da Pedra) que tinha a sua sede na Travessa do Visconde Sanches de Baena, eram já (também) sócios do Sport Benfica. Fácil foi, então, numa reduzida, senão simulada assembleia-geral - porque os franquistas haviam abandonado, na retirada, armas e bagagens - através de uma acta testamentária, considerar por herdeiro o Grupo Sport Benfica, que logo se viu pomposamente instalado, com sala de bilhar e um decente mobiliário. O Benfica, envaidecido então com a sua nova sede, tomou o pomposo nome de Sport Clube de Benfica.» No decurso das diligências que tornaram possível a mudança da Sede, foi a Direcção do clube autorizada a aceitar uma proposta do Centro Regenerador Liberal da Cruz da Pedra (CRLCP), no sentido de ficar com todo o mobiliário do antigo Centro, incluindo um bilhar em muito bom uso, em troca do pagamento das dívidas da referida colectividade (CRLCP). Aceite a solução, o clube começou a pagar os débitos, em prestações mensais de dez mil réis. E resolveu, entretanto, em reunião de Direcção, modificar o seu título (nome), de Grupo Sport Benfica, para Sport Clube de Benfica. (excerto das páginas 77 e 78; 3.º fascículo; I Volume; História do Sport Lisboa e Benfica 1904/1954; Março de 1954). Tudo isto (e não foi pouco) se não foi em 15 de Fevereiro de 1908, há precisamente 110 anos, andou lá próximo!


À esquerda (final dos Anos 40/início de 50): o edifício na ex-travessa Visconde de Sanches Baena, já travessa do Rio, n.º 4 - 1.º andar; À direita (2018): a entrada faz-se pelo n.º 8. A fotografia da esquerda (bem todas as que forem publicadas neste texto datadas dos anos 40/50) é da autoria de Rebelo da Silva (filho). Digitalizada na página 112 da citada História do Clube

Junção em 13 de Setembro de 1908 (este blogue há-de assinalar os 110 anos)
Quando os associados do Sport Lisboa e do Sport Benfica decidiram juntar-se, souberam separar o que havia a separar, juntar o que devia ser unido, o emblema. Os clubes mantiveram a individualidade (que o tempo no Futuro acabaria por anular): o Sport de Lisboa mantinha a organização do Futebol com tradição - data de fundação, o "Glorioso" como epíteto, o equipamento (camisola de flanela vermelha, calções brancos e meias pretas), a base do emblema sobreposto no do Sport Benfica - e com destaque para a direcção e supervisão dos plantéis de futebol, por Manuel Gourlade e depois Cosme Damião, que permitia constituir quatro categorias. Se o Sport Lisboa tinha a super-estrutura o Sport Benfica tinha as infra-estruturas: campo de jogos na Quinta da Feiteira, Sede arranjada em Fevereiro de 1908, há 110 anos, e um excelente núcleo de sócios endinheirados e prestigiados que permitia ao Sport Lisboa e Benfica ter bons dirigentes com implantação económica e social no bairro de Benfica.


À esquerda (final dos Anos 40/início de 50): o edifício na calçada do Tojal n.º 23 onde se guardava os utensílios para treinar e jogar na Quinta da Feiteira; À direita (2018): o edifício já não existe (mas era, mais ou menos, onde é o actual n.º 19). Ainda cheguei a passar entre 1987 e o final dos anos 80 muitas vezes junto do prédio que já ameaçava ruína! A fotografia digitalizada a preto-e-branco foi feita na página 119 da citada História do Clube
Um recibo e uma imagem dos primeiros tempos da Quinta da Feiteira transformada, pelo Grupo Sport Benfica, num agradável espaço para praticar desporto e jogar futebol. As digitalizações foram feitas na página 76 (recibo) e página 77 (fotografia) da citada História do Clube

Quinta da Feiteira e "arredores"
O Sport Benfica alugara a Quinta da Feiteira para lá realizar os seus aniversários e festas desportivas mas nunca conseguira organizar plantéis que pudessem oferecer prestígio e dar glória ao clube. Mas com bons dirigentes conseguiram fazer do terreno agrícola um bom espaço desportivo. Os valiosos plantéis do Sport Lisboa (Belém) tinham o espaço, em Benfica, que nunca conseguiram em Belém. Há a curiosidade da quinta não ter outra infra-estrutura que não fosse o recinto de jogo num terreno que não sendo público era de acesso fácil, daí guardarem os materiais necessários para fazer treinos e disputar jogos numa arrecadação próxima, na calçada do Tojal, no topo da qual, no Casal do Tojal, vivia um atleta que se tornaria famoso pelas piores razões, Francisco Lázaro, que faleceu durante a Maratona nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912, depois de representar o SLB em 1911.

Recibo da transferência dos bens de uma Sede para outra. Digitalizada na página 126 da citada História do Clube

Segunda Sede em Benfica
No decurso de 1909 percebeu-se que a renda de 105 mil réis/ano era incomportável. A Sede era óptima mas enfraquecia as finanças do Clube. Havia que procurar um local mais modesto embora o Clube quisesse ir para a principal rua do bairro, a rua Direita de Benfica. e assim foi. Em 1 de Janeiro de 1910 já havia Sede Nova. Por um preço mais acessível: 60 mil réis/ano.


À esquerda (final dos Anos 40/início de 50): o edifício na rua Direita de Benfica n.º 536 (em 1910 era o n.º 326, R/C Direito); À direita (2018): o edifício já não existe (mas era, mais ou menos, onde é o actual n.º 536/540. Ainda cheguei a passar entre 1987 e o final dos anos 80 muitas vezes à porta desta ex-Sede do SLB! A fotografia digitalizada a preto-e-branco foi feita na página 129 da citada História do Clube. Tal como o recibo da renda do primeiro semestre.

Terceira Sede em Benfica
A temporada de 19019/10 foi a melhor de sempre no Clube até essa data. No Futebol, depois do tricampeonato dos ingleses do Carcavellos Club, o Benfica não só conquista o título na primeira categoria como faz o pleno com as conquistas na 2.ª e 3.ª categoria. Na forja sentia-se que se estava a reunir um valioso conjunto de velocipedistas (Ciclismo) e pedestrianistas (Atletismo). O Clube tinha já uma pujança muito forte e isso reflectia-se no aumento do número de associados e entre estes os que ambicionavam representar o Clube. A Sede era muito pequena para tanta grandeza. No Relatório da Direcção, publicado em 31 de Dezembro de 1910, o secretário (Almeida Guimarães) escreveu o  seguinte a propósito da Sede: «Luctou deveras esta Direcção para dotar o Club com uma casa digna da nossa agremiação e que satisfizesse absolutamente às nossas necessidades. Não fomos felizes durante alguns mezes, porém ao retirar-nos, deixamos aos nossos sucessores a glória de lhes legarmos uma séde embora modesta, mas com as necessidades que requer o nosso genero de Sport com casa para banho, vestiarias, salas para bilhar e outros jogos. Muito agradecemos a todos os sócios que nos auxiliaram n'esta cruzada, que se tornaria impossível, sem a sua valiosa ajuda». A Direcção presidida por Alfredo Luís da Silva resolvia o assunto alugando um espaço mais amplo uns metros mais à frente, em direcção ao campo da Feiteira.


À esquerda (final dos Anos 40/início de 50): o edifício na rua Direita de Benfica n.º 562 (em 1911 era o n.º 314, Loja); À direita (2018): o edifício na actualidade com o n.º 564. Um edifício que pedi ao Benfica para ter uma placa aquando do Centenário (2004) e ainda estou à espera de resposta. fotografia digitalizada a preto-e-branco foi feita na página 118 da citada História do Clube e da página 134 o recibo da renda do primeiro mês: 90 mil réis por ano pagos mensalmente (7$50).


Uma palavra de apreço para o Benfiquista Alfredo Alexandre Luís da Silva
Foi presidente apenas um mandato, entre a tomada de posse em 22 de Fevereiro de 1910 e a tomada de posse, em 2 de Abril de 1911, da Direcção presidida por António Nunes de Almeida Guimarães que fora "seu" secretário na Direcção anterior. Alfredo Alexandre Luís da Silva a par de outro presidente, João José Pires, era um "filho bem sucedido de Benfica" onde criara riqueza como negociante agrícola e comercial. Alexandre Silva como vice.presidente de João José Pires no Sport Clube de Benfica (eleitos em 28 de Junho de 1908) foi dos mais entusiastas na junção com o Sport Lisboa. Nas quatro actas que trataram da junção, consumada em 13 de Setembro de 1908, apesar de ser do SCB parecia mais ser um "velho adepto" de Belém tal o modo como aceitava as propostas de Cosme Damião/Félix Bermudes e as defendia perante os seus pares da Direcção. Depois foi sempre defensor que de futebol percebiam os do Sport Lisboa. Quando foi presidente continuou a dar a Cosme Damião (que naturalmente foi seu vice-presidente) toda a autonomia para tratar das questões desportivas como lhe permitiu ter condições únicas. Resultado? Antes resultados. O Benfica fez o pleno ao conquistar os três campeonatos da Associação de Futebol de Lisboa. Cidadão de Benfica não acompanhou o Clube, como dirigente dedicado, nas andanças pela Baixa da cidade, mas depois foi essencial pata o retorno do Benfica ao bairro, estando nas negociações para anexar o "Desportos de Benfica" e a sua magnífica Sede. Acabou por ir viver para Faro onde fundou uma das primeiras filiais do "Glorioso", o Sport Faro e Benfica. Um ano como presidente, mas tal como em muitos aspectos das nossas vidas, os mandados também "não se medem aos palmos". Por vezes é melhor pouco e bom, que muito e mau.



Adeus Benfica! Olá Baixa de Lisboa
Mas o crescimento imparável do "Glorioso" a todos os níveis - desportivo, associativo e social - obrigou a rasgar horizontes. Um ano depois o Benfica inaugurava uma Sede no centro da cidade por onde andou de prédio em prédio até perceber que havia na avenida Gomes Pereira um edifício que tinha tudo para prestigiar o Clube. Em 1917 estava no tempo certo de deixar esses espaços acessíveis mas exíguos devido às rendas caras. Na Baixa ficaria uma Secretaria - também obrigaria o Clube a alugar vários edifícios até assentar na rua Jardim do Regedor - mas em espaços que desdobrariam os serviços, principalmente aqueles que necessitavam de maior proximidade e acessibilidade: inscrições de associados e atletas, pagamento de quotas e gabinetes para dirigentes.

E o campo também mudou de Benfica para Sete Rios
Com o senhoria a pedir uma exorbitância para renovar o contrato de arrendamento de uma parcela na vasta Quinta da Feiteira coube a Cosme Damião, através da Casa Palmela, encontrar um espaço agrícola que permitisse a construção de um campo. E o Benfica iria conseguir ter pela primeira vez bancadas num dos lados do seu campo de jogos, na Quinta Nova, com entrada pela estrada de Palhavã, junto ao apeadeiro de Sete Rios na linha de caminho de ferro que nesse tempo era a mais importante pois os comboios partiam e chegavam ao Rossio (estação central).


E o Benfica ainda voltaria a Benfica...
Em 1 de Dezembro de 1917 para inaugurar uma Sede, na avenida Gomes Pereira, até 31 de Julho de 1981 e em 11 de Novembro de 1917 para ter um campo de Futebol atrás da Sede, na Quinta de Marrocos até 1921 e rumar às Amoreiras para nunca mais voltar, embora actualmente não esteja longe...

Peregrinações pela rua Direita de Benfica
O Benfica entre 1908 e 1912 viveu essencialmente em torno da rua Direita de Benfica, sempre à procura das melhores soluções, quase a fazer a quadratura do círculo...bom e barato.


Todos os recursos eram poucos
Para angariar receitas e promover socialmente o Clube em Benfica e na cidade


Em cima: Cartão de convite para uma festa; À esquerda (final dos Anos 40/início de 50): o edifício na rua Direita de Benfica onde se realizou a festa (era o n.º 284, em 1909); À direita (2018): o edifício na actualidade com o n.º 636. Um edifício que tinha instalada uma loja e vários pisos propriedade do presidente do "Glorioso" João José Pires. Duas digitalizações feitas na citada História do Clube: convite (página 110) e edifício (página 114)

Enigma e dúvidas esclarecidas mais de 70 anos depois
Quando se juntam os vários documentos existentes com a descrição dos números das portas por onde andou o "Glorioso" nos anos 10 do século passado é que se percebe a dificuldade que tiveram Mário de Oliveira e Rebelo da Silva em perceber a ordem das Sedes. Certamente que tiveram como guias, entre finais dos anos 40 e início de 50, Benfiquistas pioneiros que viveram essas peregrinações por Benfica. O que se percebe, agora, é que a numeração das portas - como em muitas localidades que nesse tempo descontinuavam da malha urbana de Lisboa - não era a mesma. Quando o Benfica andou por Benfica os números, na rua Direita de Benfica, cresciam das Portas de Benfica até ao Calhariz, onde terminava a rua Direita e passava a denominar-se Estrada de Benfica. Até é provável que nem existisse separação entre lado dos pares e dos ímpares. Quando Mário de Oliveira e Rebelo da Silva andaram por Benfica os números já estavam separados entre lado par e ímpar e cresciam de Sete Rios para as Portas de Benfica. Assim, não se estranha que a fotografia de terceira Sede (página 118) tenha surgido na publicação antes da fotografia da segunda Sede (página 129). Porque o sentido dos números tinha mudado. Como se mostra nestas fotografias e documentos.  



Parece, mais que provável, os números no troço da estrada de Benfica denominada rua Direita de Benfica, no início do século XX crescerem das Portas de Benfica para o cruzamento com a avenida Gomes Pereira/avenida do Uruguai e depois «regressarem» para as Portas de Benfica pelo lado contrário

Carrega Benfica a «casa às costas». Como não amar este Clube?!

Alberto Miguéns


NOTA (a propósito do emblema do Grupo Sport Benfica depois Sport Clube Benfica): Alguém pensa que lá pelo facto das fotografias serem a preto-e-branco, bem como os jornais e revistas do "antigamente" também o serem, o Mundo e a realidade não era tão colorido como na actualidade? Fazia algum sentido um grupo criar um emblema a preto-e-branco quando até os brasões eram amplamente coloridos? Se isso ocorresse seriam muito limitados com uma falta de imaginação tremenda! Era um clube sem simbologia, pois as cores têm sempre uma razão de ser ao evidenciarem as componentes emblemáticas. Nem sequer consigo imaginar pioneiros do Clube assim tão desprovidos de imaginação e conhecimento! Não conheço emblemas a preto-e-branco a não ser que sejam emblemas muito simples e os clubes equipem de branco-e-preto. O que não se sabe (ainda não se sabe) é quais eram as cores e o modo como estavam compostas no emblema! Mas este não era, de certeza, o emblema do Grupo Sport Benfica. Aliás é um emblema branco em que os seus componentes são linhas a preto para se individualizarem uns dos outros. Era a «base» do emblema!


10 comentários
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  1. Este é um artigo excepcional. Para quem trabalha com a matéria dos Deuses ou seja com a Historia do SL e Benfica, fica claro o enorme trabalho de pesquisa, dedução e estruturação da informação. O resultado é um belo e muito informativo artigo sobre uma época delicada e fundamental para o crescimento do nosso Clube.

    Temo que este edifício que poucos associam à primeira sede, não resista muito tempo à voragem do urbanismo.
    Já o edifício da a terceira sede parece bastante bem cuidado.

    Seria interessante que para lá do louvável cuidado com o acervo, Taças incluídas, também houvesse receptividade para aceitar a sua propsta de colocação de placas nos edifícios que ainda estão de pé. Ficariam todos a ganhar inclusivamente os proprietários que veriam valorizados os seus imóveis.

    Um belo roteiro informativo e grafico das primeiras sedes. Uma bela leitura e um soberbo trabalho de investigação.

    Muito obrigado!

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  2. A missa desta meia-noite, tem uma homilia repleta de história. História da boa!!!

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  3. Neste lugar, venho sempre aprender! Seria, arrisco a designação, de utilidade pública que a BTV investisse um pouco mais neste tipo de conteúdos. Muito obrigado pela partilha!

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  4. Mais uma aula maravilhosa Alberto-

    Como sempre... Grato! Muito grato!

    Saudações TETRAGloriosas

    PS: Aguardo pelo afastamento do tal que ainda não foi afastado. ;)

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  5. Fantástico post! Muito obrigado :)

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  6. Fantástico artigo, como todos os relacionado com a gloriosa história do nosso clube.
    Obrigado.

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  7. Belíssimo artigo para aprendermos mais sobre a nossa Gloriosa História!

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  8. O tal do jantar maravilha não será o que distraidamente e sem querer se locupletou de uns míseros dinheiros de um concerto?

    Caro AM o senhor não é um adepto do clube, o senhor é uma instituição, se há crime imperdoável é o seu contributo não estar disponível directamente através das plataformas do clube.

    Mas provavelmente tal se deverá á sua reconhecida dificuldade em dobrar a espinha.

    Eu tenho orgulho do meu clube ter uma personalidade como a sua.

    Muito obrigado.

    Viva o Benfica!

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  9. Excelente post, como de costume.

    Algo que me faz pensar como seria o clube nesses tempos, é a distância entre os locais por onde passou. Falamos do início do século XX, numa altura com poucas vias de comunicação e provavelmente com escassez de transportes, já para não falar em automóveis, que devia ser coisa rara.
    Mas o Benfica juntou gente de Belém e Benfica... O que hoje parece perto, na altura devia ser bastante longe. Como seria a deslocação dos primeiros atletas, oriundos da zona de Belém, ou da zona mais ribeirinha, para a zona de Benfica?
    Seria fácil a deslocação de sócios e adeptos quando a sede mudou para a Baixa?
    Como foi possível manter a fidelidade desta gente toda, num clube que andou durante tantos anos com a casa às costas?
    Só uma coisa explica isto, a meu ver: GRANDEZA.

    Que nunca na vida, alguém que esteja à frente do clube, faça algo que envergonhe todo este passado. Não é pedir muito, digo eu...

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