A Vitória ou o Adeus à Liga dos Campeões - Em Defesa do Benfica
A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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07/11/2018

A Vitória ou o Adeus à Liga dos Campeões

07/11/2018 + 0 Comentários
COM A SITUAÇÃO ACTUAL AS CONTAS SÃO FÁCEIS. UM EMPATE OU DERROTA, COM O AFC AJAX COM MAIS QUATRO PONTOS - VAI DAR AO MESMO.


Adeus à Liga dos Campeões 2018/19 e bem-vindos à Liga Europa a partir dos dezasseis-de-final.


Escolhidos os 21 resta saber quem serão os dezoito que vão a jogo
Se convocar vinte para um jogo na "Catedral" é um exagero  o que dizer de 21 (e serão 22 pois Bruno Varela também está convocado embora não esteja na lista) quando só 18 podem ir a jogo!? De fora devem ficar Conti (em 4.5.1 com Alfa Semedo no "banco" este pode fazer parte do 4 e do 5), Krovinovic (vem de lesão e não joga desde... 20 de Janeiro de 2018) e Castillo (para quê três avançados ou... João Félix ou... Zivkovic)

Numa de aposta para o 11 + 7 + 3
Aqui vai:



Quase todo o plantel de 31 futebolistas está activo
Foram 21 convocados, para dois não inscritos (Samaris e Ebuehi) este lesionado tal como Lema. De 24 restam sete - Bruno Varela não aparece na convocatória - restando seis em que três (Pedro Amaral, Ferro e Jota) jogam na Equipa B, os laterais Corchia e Yuri Ribeiro não são opção, pois o 4.5.1 permite recuar os dois médios-ala nunca tendo Rui Vitória, defesas-laterais como suplentes). Resta Ferreyra que não sabe - por estar desde Julho no "Glorioso" - fazer o 1 no 4.5.1).

        ASSIM VAI O PLANTEL DE 31 GLORIOSOS
 NOTAS: Minutos jogados; TitularSuplente utilizado; Suplente utilizado substituído;  Suplente não utilizadoConvocado não utilizado; L - Lesionado; S - Suspenso (expulsão no México, pelo anterior clube);  A – Assistências para goloG – Golos; NI – Não inscrito na Liga dos Campeões



Jogos com clubes da Holanda (45) em Portugal (19) e Lisboa (16)
Os confrontos entre o "Glorioso" e quinze clubes holandeses resumem-se a 45 jogos em três países: Portugal (19 com 16 em Lisboa), um na Polónia (Wroclaw) com o P.S.V. Eindhoven e 25 na Holanda, em treze localidades. Em 45 jogos mais 12 vitórias (23 para onze derrotas e onze empates) e mais 47 golos marcados (97/50).

45 JOGOS DO BENFICA COM 15 ADVERSÁRIOS HOLANDESES
Adversário
J
V
E
D
GM
GS
Amesterdão FC Ajax
11
3
2
6
14
16
P.S.V. Eindhoven
10
4
4
2
17
12
SC Feyenoord (Roterdão)
9
5
1
3
17
12
Roda JC (Kerkrade)
2
1
1
-
3
2
FC Twente (Enschede)
2
1
1
-
5
2
AZ Alkmaar
2
2
-
-
3
0
VV Excelsior (Maassluis)
1
-
1
-
0
0
SC Unitas 30 (Etten-Leur)
1
1
-
-
6
1
Numansdorp SVV
1
1
-
-
4
0
V Alphense Boys (Alphenandenrijn)
1
1
-
-
8
0
RKSV Taxandria (Oisterwijk)
1
1
-
-
7
0
FC Den Bosch ('S Hertogenbosch)
1
1
-
-
1
0
RKSV Halsteren
1
1
-
-
5
0
SC Heerenveen
1
1
-
-
4
2
FC Groningen
1
-
1
-
3
3
  TOTAL
45
23
11
11
97
50
NOTA: O jogo com o SC Heerenveen realizado na "Catedral" foi naquelas temporadas em que a Taça UEFA/Liga Europa tinha aquela fórmula inacreditável de ser jogada num grupo de cinco clubes a uma mão 

Em 19 jogos...
Apenas dois jogos em "branco". Cinco jogos com um golo marcado. Quatro encontros com dois golos marcados. Quatro jogos com três golos marcados. E quatro jogos com quatro ou mais golos: 4 (3x) e 5 (1x). Mais dez vitórias (13 para apenas três derrotas) com mais 22 golos marcados (42/20). É o Benfica. Por isso é um Clube Mítico do Futebol Mundial.

JOGOS DO BENFICA EM PORTUGAL FRENTE A CLUBES DA HOLANDA
Época
Cmp
Adversário
Estádio
Local
V
E
D
62/63
TCE
SC Feyenoord
Luz
Lisboa
3-1
68/69
TCE
AFC Ajax
Luz
Lisboa
1-3
71/72
TCE
SC Feyenoord
Luz
Lisboa
5-1
AFC Ajax
Luz
Lisboa
0-0
74/75
TVT
PSV Eindhoven
Luz
Lisboa
1-2
82/83
Par
PSV Eindhoven
Luz
Lisboa
2-0
89/90
TPL
PSV Eindhoven
Luz
Lisboa
3-1
95/96
TUE
SV Roda JC
Luz
Lisboa
1-0
98/99
LC
PSV Eindhoven
Luz
Lisboa
2-1
01/02
Par
SC Feyenoord
Municipal
Guimarães
2-1
02/03
Par
AFC Ajax
Luz
Lisboa
1-1
04/05
TUE
SC Heerenveen
SLB
Lisboa
4-2
08/09
Par
SC Feyenoord
SLB
Lisboa
1-0

10/11
TCG
FC Groningen
Municipal
Guimarães
3-3
TGD
SC Feyenoord
Municipal
V.R.S.António
4-1
LE
PSV Eindhoven
SLB
Lisboa
4-1
11/12
LC
FC Twente
SLB
Lisboa
3-1
13/14
LE
AZ Alkmaar
SLB
Lisboa
2-0
14/15
TEC
AFC Ajax
SLB
Lisboa
0-1
18/19
LC
AFC Ajax
SLB
Lisboa
?
?
?
19 J - 13 V - 3 E - 3 D (42/20)
13
3
3
NOTAS: TCE - Taça dos Clubes Campeões Europeus, na actualidade Liga dos Campeões (LC);
TVT - Taça dos Vencedores das Taças (extinta);
TUE - Taça UEFA, na actualidade Liga Europa;
Par. - Jogos em competições não-oficiais;
TPL - Torneio Philips Lisboa;
TCG - Torneio Cidade de Guimarães;
TGD - Torneio Internacional do Guadiana;
TEC - Troféu «Eusébio Cup»

Um Grande Clássico Europeu
Os dois melhores clubes europeus de final dos Anos 60 e início da década de 70 (o clube de Amesterdão sucedeu ao SLB) encontraram-se onze vezes, numa delas com aquela eliminatória «dramática» que fez a UEFA acabar com o desempate num terceiro jogo passando a "moeda ao ar" (ver NOTA FINAL). Mais três derrotas e menos dois golos. Os catorze golos foram obtidos por sete Gloriosos (treze pois houve um autogolo). Entre os dois clubes há a extraordinária proeza de Néné a marcar cinco golos no jogo para atribuir o 3.º lugar no prestigiado Torneio Internacional de Paris. Muito superior a uma qualquer Taça da Liga e ainda mais que as Supertaças.

JOGOS DO BENFICA COM O AFC AJAX
Época
Com
Estádio
Cidade
S
Res
Marcadores (Min)
64/65

Par
Olímpico
Amesterdão
F
D 1-2
(19) José Augusto


68/69


TCE
1/4

Olímpico

Amesterdão

F

V 3-1
(30) Jacinto
(35) José Torres
(58) José Augusto
Luz
Lisboa
C
D 1-3
(71) José Torres
Colombes *
Paris
N
D 0-3
-----------------------
71/72

TCE
1/2
Olímpico
Amesterdão
F
D 0-1
-----------------------
Luz
Lisboa
C
E 0-0
79/80

TPS
3.º

Parque dos
Príncipes


Paris


N
V 5-1
(18) Néné
(36) Néné
(63) Néné
(65) Néné
(76) Néné
02/03

Par
Luz
Lisboa
C
E 1-1
(72) Ricardo Rocha
09/10

TAM
Fin

Arena

Amesterdão

F
V 3-2
(08) Autogolo
(30) Di María
(55) David Luiz
14/15
TEC
SLB
Lisboa
C
D 0-1
-----------------------
18/19
LCE
FG
Arena
Amesterdão
F
D 0-1
-----------------------
SLB
Lisboa
C
?
         TOTAIS ………
11 J - 3 V - 2 E - 6 D   (14/16)
NOTA: * Jogo de desempate com zero-a-zero aos 90 minutos; TCE/LCE - Taça dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões; TPS - Torneio Internacional de Paris; TAM - Torneio de Amesterdão; TEC - Troféu Eusébio  Cup

UM DOS MAIORES CLÁSSICOS EUROPEUS ENTRE FINAL DOS ANOS 60 E INÍCIO DA DÉCADA DE 70

NOTA: Eu tenho uma mania (tenho muitas...) mas a que interessa é esta. Quando escrevo acerca de jogos do passado tenho a mania que um dia ainda conseguirei regressar ao passado e avisar o plantel (incluindo treinador e dirigentes) em como evitar o insucesso. Mas confesso que nos dois jogos iniciais frente ao AFC Ajax (o de 1969 e o de 1972) mais o de desempate em Paris (1969) nem iria ter o "trabalho" de viajar a esse passado. Sei lá como é que parava Cruijff e Companhia...

A eliminatória «mais irritante de todas»
Nos quartos-de-final depois da grandiosa vitória, por 3-1, do Benfica na primeira mão no estádio talismã de 1961/62 (Olímpico de Amesterdão) parecia impossível o Benfica não repetir em 1969 a final de 1968. Foi a primeira vez que o Benfica alugou um avião para uma deslocação do Clube. Já houve texto acerca dessa efeméride em 4 de Setembro de 2016 (clicar). Só que o jogo da segunda mão foi um pesadelo com Cruijff imparável. Mas o AFC Ajax era muito mais que o soberbo holandês. Tinha um plantel fabuloso a caminho do TRicampeonato Europeu. O Benfica ainda conseguiu igualar a eliminatória depois de 0-3. No prolongamento não houve golos.


O único «terceiro jogo» na Gloriosa História
Foi necessário fazer um terceiro jogo, em campo/País neutro. O "Glorioso" aguentou 90 minutos, mas no prolongamento foi impossível parar a máquina holandesa. Em 30 minutos, o Benfica sofreu três golos. Consta que por considerar injusto numa eliminatória tão equilibrada uma equipa conseguir igualar a eliminatória na segunda mão, depois aguentar um prolongamento de 30 minutos e ainda 90 no "terceiro jogo" para finalmente encaixar três golos em 30 minutos depois de estar igualado a quatro tentos durante 300 minutos (90 + 120 + 90) que acabaram os "terceiros jogos". Passou-se logo a "moeda ao ar" no final do prolongamento do jogo da segunda mão. Pior a emenda que o soneto. resta dizer que o AFC Ajax "despachou"  o campeão checoslovaco nas meias-finais (3-0 e 0-2) mas foi "abafado" na final de Madrid (Santiago Bernabéu) pelo AC Milan, perdendo por 1-4. Estavam a terminar os anos 60. No início da década de 70 a conversa seria outra.  


A eliminatória que Borges Coutinho não mereceu
Pois esteve a um "bocadinho assim" de ser Campeão Europeu. E se algum presidente merecia ser Campeão Europeu seria Borges Coutinho, isto porque considero que Joaquim Ferreira Bogalho (pelo que fez em 1954/55) é sempre co-presidente com todos os outros que  se seguiram. Mas só o que for bem feito. Para mim foi um jogo especial. Pela primeira vez o meu pai que era "Anti-Futebol" levou-me ao Majestoso Estádio para ver um jogo para uma competição oficial. Tinha onze anos. Nunca mais esqueci esta data: 19 de Abril de 1972. Loucura total. Tinha visto o encontro, em Amesterdão, na RTP. A preto-e-branco como todos os portugueses. Eu acreditava tanto que o Benfica conseguiria estar na final que, praticamente, não dormi de 18 para 19! Saí triste a chorar. Não podia ser. O Futebol não valia (mesmo) nada! O Benfica (para mim) devia ter dado seis ou sete! Só voltei à «Saudosa Catedral» em... 21 de Janeiro de 1979. O primeiro como associado do Benfica. O terceiro no Estádio, depois da festa de homenagem a Eusébio e do tal com o AFC Ajax. O quarto a ver o Benfica ao vivo e a cores, depois dos outros dois e de uma final da Taça de Portugal (Jamor) e de um jogo no Barreiro, frente ao FC Barreirense. Regressando a 1972, claro que o adversário, que era Campeão Europeu, fez o mais difícil. Eliminar o Benfica. Depois "despachou" na final, em Roterdão (Holanda) por 2-0, o FC Inter com dois golos de Cruijff. Eu bem queria, em 19 de Abril, que Cruijff "pusesse um pé mal posto" e saísse lesionado logo no primeiro minuto se tal fosse possível. Quando o "Glorioso" podia ter conquistado a Terceira foi o clube de Amesterdão a sagrar-se Bicampeão Europeu.


Um jogo de respeito mútuo
Duas décadas sem um encontro entre estes dois clubes míticos estava a ser um excesso. O Benfica convidou e o AFC Ajax aceitou deslocar-se à "Saudosa Catedral".


O primeiro troféu «Eusébio Cup» póstumo
Depois do falecimento de Eusébio, em 5 de Janeiro de 2014 - a 20 dias de completar 72 anos - o popular clube de Amesterdão foi convidado para o troféu de homenagem a Eusébio. O primeiro sem a presença de Eusébio. Sete meses depois... Daí um bilhete de luto, a negro.




Os 28 anti-Holandeses (em Portugal)
Com 42 golos marcados (em 19 jogos) são 28 os Gloriosos Futebolistas que conseguiram marcar golos a clubes da Holanda nos jogos em Portugal: 16 em Lisboa (33 golos), dois em Guimarães (5 golos) e um em Vila Real de Santo António (4 golos). Nuno Gomes marcou quatro golos, Néné (três só num jogo) e Cardozo, três golos em dois jogos. Salvio marcou dois golos ao P.S.V. Eindhoven nos 4-1 para a Liga Europa. Difícil, difícil é marcar golos ao AFC Ajax. Dois golos em quatro jogos. Era bem bom aumentar este número!

MARCADORES DOS 42 GOLOS EM PORTUGAL
N.º
Golos
Futebolistas
(28)
Casa *
(42)
4
Nuno Gomes
1 + 2 + 1
3
Néné
3
3
Cardozo
1 + 2
2
Jordão
2
2
Humberto  Coelho
1 + 1
2
Mantorras
2
2
Lima
2
2
Salvio
2
2
Witsel
2
2
Rodrigo
2
1
Eusébio
1
1
José Augusto
1
1
Santana
1
1
José Torres
1 *
1
Filipovic
1
1
Paulo Sousa
1
1
João Pinto
1
1
Panduru
1
1
Dos Santos
1
1
Karadas
1
1
Ricardo Rocha
1 *
1
Felipe Menezes
1
1
Ruben Amorim
1
1
Javi Garcia
1
1
Saviola
1
1
Kardec
1
1
Carlos Martins
1
1
Luisão
1
NOTA: * Os dois golos marcados ao AFC Ajax

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Alberto Miguéns

NOTA: O desempate pelo sistema de moeda ao ar sempre existiu nas competições da UEFA. Só que entre 1955/56 e 1968/69 com igualdade nas duas mãos disputava-se um prolongamento no encontro da segunda mão. Mantendo-se a igualdade era necessário disputar um terceiro jogo, em campo/País neutro, podendo haver necessidade de um prolongamento de 90 minutos. Foi o que ocorreu entre o Benfica e o AFC Ajax em 1968/69, no estádio de Colombes, em Paris/França. Se a igualdade se mantivesse após o terceiro jogo recorria-se ao sistema de "moeda ao ar". A mudança que existiu foi extinguir o terceiro jogo e fazer logo a "moeda ao ar" após o prolongamento no encontro da segunda mão.

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