A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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09/06/2017

Achamentos

09/06/2017 + 6 Comentários
EM RESPOSTA A UMA PERGUNTA DE UM LEITOR. ATÉ RESPONDO E RESPONDO (NÃO!) ANTES DE COLOCAR A PERGUNTA.



A pergunta é a seguinte:

«Não acha que a Taça Ribeiro dos Reis devia fazer parte do palmarés do Benfica?»                       
Zé Fernando Grenho

Isto não é uma questão de achar ou deixar de achar. Cada um acha o que quiser. Eu posso achar até diferente do que foi decidido. Mas o que eu acho não conta para nada a não ser para mim e para fazer conversa com amigos.

E a Taça Ribeiro dos Reis já faz parte do palmarés do Benfica. Do palmarés da equipa de Reserva, ou seja, é por via desta que faz parte dos troféus conquistados pelo "Glorioso".

A Taça Ribeiro dos Reis quando foi criada destinava-se a ser disputada, por aquilo que na época se designava por equipas de Honra e da categoria Reserva. Aliás sem ter "estudado o assunto" com a profundidade que estes assuntos devem ser estudados para depois se poder escrever e decidir acerca deles tenho ideia que a primeira edição não admitia equipas de Reserva, daí o SLB não participar nessa edição inicial em 1961/62. Depois a competição foi "aberta" às equipas de Reserva e o "Glorioso" esteve presente nas nove seguintes (1962/63 a 1970/71). Por exemplo o Sporting CP só participou em quatro (das dez) e o FC Porto em três (das dez). Tanto quanto sei!


O SL Benfica decidiu que aceitava participar e que o faria com o plantel da Reserva 
Como está inscrito em todos os Relatórios do Clube devidamente aprovados em assembleia geral. A partir daqui não há qualquer dúvida. Os jogos para a Taça Ribeiro dos Reis e as três conquistas (1963/64, 1965/66 e 1970/71) fazem parte do palmarés do Benfica mas obtidos pela categoria de Reserva. Ou seja são a partir desta que fazem parte do palmarés do "Glorioso". Ficou decidido nessas temporadas, está decidido.

Não vou colocar aqui todas as edições. Apenas o exemplo para uma. A da temporada de 1963/64.



No Benfica não há - não devia haver lugar para revisionismos - uns quantos anos depois.

Numa comparação arrevezada pois a Equipa B não tem exactamente a mesma função da antiga Reserva, embora "herde" o estatuto, era como se a actual Liga organizasse uma competição para as «equipas A» e as equipas B e o Benfica decidia que competia com a Equipa B. E conquistava o troféu. Os dirigentes decidiam e os associados votavam o Relatório - ainda que os actuais pouco tenham a ver com o rigor dos votados durante décadas como pode ser constado com o exemplo que digitalizei - e mais tarde, para aí, em 2064, nos anos 60 deste século, fosse decidido que por «conveniência numérica» o troféu passasse a fazer parte do palmarés juntando-o aos campeonatos nacionais, Taças de Portugal e Taças dos Clubes Campeões Europeus, entre outros, para melhorar o número total.


O Benfica não tem de ser igual aos outros. O Benfica não tem de ser diferente dos outros. O Benfica tem de ser o Benfica.

Já basta o revisionismo e a falta de respeito no Benfica actual para com a decisão dos dirigentes e associados do Benfica de sempre na questão da Taça de Portugal ser a continuação do Campeonato de Portugal (como foi votado no Relatório de 1939/40) (clicar) e do emblema actual não respeitar o que está regulamentado com aprovação em assembleia geral (clicar).

Resta-me dizer o seguinte.

Dirigentes que não respeitam os dirigentes do passado não merecem ser respeitados pelos dirigentes do futuro porque não se dão ao respeito.

Associados que não respeitam os associados do passado não merecem ser respeitados pelos associados do futuro porque não se dão ao respeito.

O Benfica não tem que ser igual ou diferente. Tem de ser O BENFICA. Ponto!

Alberto Miguéns

NOTA: Tal como prometido na parte final do texto publicado em 3 de Abril de 2017 (clicar) conforme chegarem digitalizações enviadas por leitores vou publicado. A última data de 1955. Cada vez me convenço mais que "A Bola" fez revisonismo nesta questão após o falecimento das suas duas grandes referências: Cândido de Oliveira (1958) e António Ribeiro dos Reis (1961).

(clicar em cima da imagem para obter melhor visualização)



6 comentários
comentários
  1. O Alberto tem os R&Cs do Benfica desde que ano?

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    1. Que interesse tem em saber isso?

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    2. Porque gostaria de saber onde o Alberto os arranjou. Embora eu tenha mais interesse nas demonstrações financeiras do que no resto do relatório. E se é possível eu obter relatórios antigos de clubes dos quais não sou sócio (FCP e SCP, por exemplo). Obrigado.

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  2. Caro

    Doações de sócios que gostam do trabalho que faço desde 2001 e alfarrabistas.

    AM

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    1. Muito obrigado.

      Assim sendo, resta-me perguntar-lhe se estaria na disposição de me enviar digitalização das Demonstrações Financeiras. Eu contacto-o por e-mail se estiver na disposição de aceder ao meu pedido. E, ainda, se pode indicar-me o nome dos alfarrabistas em que encontrou. Muito obrigado e um abraço.

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  3. Caro

    Isso é uma impossibilidade. Desde 1912 até 2017 seria necessário gastar dezenas de horas para digitalizar centenas de páginas com as Demonstrações Financeiras. Alguns (muitos) Relatórios têm 30 páginas só com essa temática.

    Passe por todos os alfarrabistas que encontrar listados na internet (já que não há listas telefónicas como antigamente) explique o que pretende e deixe o seu contacto. Os que não aceitarem comprometer-se consigo, peça o contacto e vá telefonando regularmente.

    TETRAsaudações Gloriosíssimas

    Alberto Miguéns

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