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sábado, 28 de dezembro de 2024

Pela Última Vez...

sábado, 28 de dezembro de 2024 2 Comentários
ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE INVEJA, MENTIRA E INTIMIDAÇÃO.

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terça-feira, 16 de maio de 2023

FCP = Fascistas Com Provas

terça-feira, 16 de maio de 2023 13 Comentários

QUANTO MAIS SE INVESTIGA MAIS SE SABE DAS FORTES LIGAÇÕES DO FC PORTO AO ANTIGO REGIME (ESTADO NOVO).


Havia provas mais que suficientes, mas eis que acabo de fazer uma "descoberta" no mínimo interessante. O FC Porto teve um presidente nos Anos 10 que foi figura importante no jornalismo portuense - director do "Jornal de Notícias" - alterando a neutralidade de um jornal da Cidade para o colocar ao serviço dos interesses do Salazarismo, nos Anos 40.

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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Já Chocam Ovos de Pinto

segunda-feira, 13 de julho de 2020 12 Comentários
SÓ QUE O MUNDO MUDOU. PINTO NÃO CHEGA A GALO. MUITO MENOS FARIA DELE.

 
Um leitor do blogue fez chegar esta idiotice questionando o "fundo de verdade". Nenhum! Aldrabice pura e dura. Fácil de demonstrar.



O habitual no FC Porto pintecostista...
Atirar o Calabote (1) e o Clube do Regime (2) para cima do Benfica, ou seja, mentiras para esconderem o seu passado vergonhoso. Só que não conseguem. Agora vem este armado em pinto-calçudo.


1. Calabote
Inventado pelo treinador portista, José Maria Pedroto em finais dos anos 70 (1976/77 a 1979/80), ou seja, quase duas décadas depois do jogo, em 22 de Março de 1959, arbitrado por Inocêncio Calabote quando havia indignação face aos benefícios que o FC Porto recebia da arbitragem, como esta (clicar) com tiradas do tipo «vocês queriam é que isto fosse como no tempo de Calabote, que para o Benfica ser campeão, prolongava o jogo 15 minutos, expulsava jogadores da CUF e marcava quatro penaltys». Como se prova tudo uma mentira pegada (clicar).  


2. Clube do Regime
Inventado pelo presidente portista, Pinto da Costa em final dos anos 90 afirmando que em Democracia o FCP mostrava ser superior ao Benfica e que só não tinha ainda mais títulos de campeão nacional que o Benfica porque este fora o Clube do Estado Novo. Se o não tivesse sido, o FC Porto teria conquistado mais campeonatos que o Benfica. Em 1998/1999 recordemos a "contabilidade" indicava: SLB com 30 e FCP com 18, ou seja, menos 12. Em 25 de Abril de 1974, a contabilidade era: SLB com 20 e FCP com 5, ou seja, menos 15. Mas, em 1993/94, vinte anos depois do 25 d'Abril a contabilidade não mostrava que o Benfica tivesse cedido em Democracia, pois vencera dez títulos, o FCP conquistara oito e o Sporting CP os dois restantes. Ou seja, Benfica com 30 e FC Porto com 13, por isso, menos 17. Duas décadas de Democracia e o SLB em relação ao FCP passou de ter mais 15 (em 1974) para ter mais 17 (em 1994)! Em Taças de Portugal (20) entre 1974/75 e 1993/94: Benfica (7), FC Porto (5), Boavista FC (4), Sporting CP (2), CF "Os Belenenses" (1) e o CF Estrela Amadora (1). 

Augusto Cancela de Abreu até fez questão de nunca aceitar cargos no Benfica (nem que se saiba o Benfica lhe pediu)
Enquanto fosse membro do Governo e apenas aceitou, exigindo um hiato de tempo, para não sair de um lado (Governo) e entrar noutro (Benfica). Deixou de ser Ministro (e do Interior) em 2 de Agosto de 1950 sendo eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral, em 27 de Julho de 1956, ou seja, quase seis anos depois. Aliás, Augusto Cancela de Abreu até lhes (ao FCP entenda-se...) arranjou um terreno na Areosa para construírem um estádio, mas eles queriam mais... também queriam dinheiro! Raios o parta... ao dinheiro!



O que querem esconder (desta vez)
Terem um ministro das Obras Públicas, entre 4 de Fevereiro de 1947 e 2 de Abril de 1954, associado do FC Porto (em 1963 era o n.º 7 070), que lhes resolveu o problema da falta de organização para construir um estádio, inaugurado no 28 de Maio (pois claro!) de 1952, o engenheiro José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich.



Tecer loas a quem os ampara
Sempre foram mestres no agradecimento.


Páginas 1090 e 1091 do Volume III da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

Recompensar políticos que os auxiliam
Seja em que Regime for são peritos.




Mentirosos compulsivos e desonestos intelectualmente mais tudo o resto que deles nada restará a não ser... foram!

Alberto Miguéns

NOTA: Ele faz ainda outra afirmação:


Como não sou mentiroso, nem invento factos não tenho meios como provar que o presidente portista Afonso Pinto de Magalhães não tivesse sido "um conhecido oposicionista, tendo apoiado a candidatura presidencial de Humberto Delgado em 1958 e tendo sido mesmo preso pela PIDE". Mas parece-me pouco verosímil ou entretanto o banqueiro mudara radicalmente. 
Qualquer pessoa minimamente conhecedora, nem é da história dos clubes, é da história de Portugal, sabe bem o que se passou a seguir ao 25 de Abril de 1974. O dono do «Banco Pinto de Magalhães» (BPM) e outras empresas refugiou-se no Brasil, com receio da Democracia, acusado de desvio de riqueza em Portugal para o exterior do País, sendo até um dos motivos pelo qual Belmiro de Azevedo - quadro superior e protegido do banqueiro - assumiu o controle da Sonae que tinha sido criada pelo foragido à Democracia. Afonso Pinto de Magalhães esteve seis anos exilado só regressando a Portugal em 1980. Deve ter tido medo da Democracia... ou não?
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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Resquícios das Ditaduras

quinta-feira, 28 de maio de 2020 1 Comentários
AINDA ONTEM SE ESCREVEU ACERCA DAS ELEIÇÕES NO BENFICA.


Quando o texto esteva feito há mais de uma semana mas foi sendo adiado por entretanto surgirem outros assuntos de actualidade e que pontaria...

Ontem surgiu uma notícia acerca das eleições no FC Porto (clicar
Que ilustra bem as diferenças "genéticas" entre os dois clubes. O FC Porto tem um órgão consultivo - o «Conselho Superior», tal como Sporting CP tem o «Conselho Leonino» - que são resquícios do tempo em que nestes clubes não havia obrigatoriedade de eleições democráticas. Eram estes órgãos consultivos que geriam e acordavam nas mudanças directivas, quando e por quem. Depois poderia haver eleições ou não em assembleia geral, pois não eram obrigatórias. Os Corpos Gerentes de FCP e SCP podiam ser plebescitados respectivamente, apenas, pelo «Conselho Superior» e «Conselho Leonino». Na actualidade já não é assim - as Eleições são obrigatórias - mas ficou esta espécie de «rabo de palha» do tempo em que havia clubes que não eram democráticos, mas autocráticos. O Benfica nunca foi, por isso nunca necessitou de ter um órgão destes. Publico o que me parece ser mais relevante e fica a possibilidade de consultar os Estatutos do FCP. Os artigos referentes a este órgão estão compreendidos entre o 69.º e o 71.º (clicar). 


Estes conselhos são estruturas intermédias
Compostas por gente influente da sociedade portuguesa (antes e depois do 25 de Abril de 1974) pois existem desde a fundação desses clubes, no caso do SCP confirmo - pois conheço melhor - já no caso do FCP pelo menos desde os Anos 30, talvez antes (tenho mais que fazer para ir consultar os Estatutos) mas que o «Conselho Superior» vem de longe, vem. Pode é ter andado a mudar de nome.


Além dessa gente influente da sociedade portuguesa
Em cada período da mesma, ou seja, à época em que eram escolhidos, tinham depois lugares por inerência, tal como na actualidade, geralmente anteriores dirigentes. E, claro, são presididos por dirigentes de um dos outros órgãos com poderes executivos ou de responsabilidade. Os órgãos são consultivos mas com "rédea curta" controlam-se mais e melhor. 

O FC Porto continua a ter lá os germes 
Das Ditaduras, com necessidade de apoio em gente influente e influenciadora. Não foi por acaso que "sacaram" logo, em 1928, o usufruto das isenções permitidas por serem "Instituição de Utilidade Pública" algo que os outros clubes só conseguiram em 1960, por saberem disso em final dos Anos 50 e pressionarem o Poder para ter igual tratamento. Durante décadas o Estado Novo tratou o FC Porto como clube à parte dando-lhe benefícios incalculáveis. Nem o Sporting CP com tantas figuras do Antigo Regime se apercebeu... 



Outros tempos em que tinha outro nome
Gente influente que se substituía aos associados para escolher os dirigentes que interessavam aos "figurões" (alguns até seriam pessoas recomendáveis, mas outros nem por isso...). Já cá não estão, por isso...

Espero que o Benfica nunca tenha «trambolhos» destes...

Alberto Miguéns

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Como se Impediu um Tetra do Benfica em 1977/78

terça-feira, 28 de maio de 2019 9 Comentários
E SE MUDOU O FUTEBOL PORTUGUÊS PARA SEMPRE. HÁ PRECISAMENTE 41 ANOS, EM 28 DE MAIO DE 1978! TALVEZ O MAIOR ROUBO DE SEMPRE!



Já tinha lido uma dezena de crónicas (em jornais diferentes) do jogo da 28.ª jornada na temporada de 1977/78 entre o FC Porto e o SL Benfica que acabou por decidir o título num campeonato com 30 jornadas! O FC Porto tinha perdido os 18 campeonatos anteriores, desde 1958/59 (o tal do árbitro Calabote no Benfica - GD CUF, mas quem o venceu com duas expulsões em Torres Vedras foi o FC Porto, mas na «Saudosa Catedral» o GD CUF jogou com onze durante os 90 minutos).


Um Benfiquista fez-me chegar imagens (há um mês) desse jogo
Que desconhecia. Neste blogue já tinha escrito acerca do "roubo" por ter lido as crónicas nos jornais da época e por ter falado com quase todos os 13 Gloriosos Futebolistas que nele participaram acerca das ocorrências. Talvez só não tenha falado com três: Fidalgo, Eurico e Alberto. Com Celso foi o último com quem falei uma vez quando o encontrei na "Casa do Benfica no Porto" há uns cinco anos. Ele que até foi um dos "protagonistas principais"! Falei com dez... dez indignações. 

As imagens valem mesmo mais, muito mais, que mil palavras
Apesar de já saber o que me esperava as imagens superam tudo. Tanto que quem "pagou" a indignação foi a minha esposa perante os meus comentários. Surgiu de rompante e perguntou se «o Benfica estava a jogar?» Disse-lhe que «em directo não, mas estava a ver imagens de um jogo disputado em... 1978!» Perante o espanto (o quê? Um jogo há 40 anos e é preciso gritares assim!). Então anda ver como estes tipos já roubavam há... 40 anos(!), disse-lhe eu! Vou partilhar apenas três breves momentos pois o blogue não "aguenta" muito "peso"!


ANTECEDENTES
Até à jornada anterior (27.ª) o FC Porto liderava com 47 pontos estando o Benfica em 2.º lugar com 46 pontos. Na primeira volta na «Saudosa Catedral» um empate sem golos. Depois de um campeonato polémico em que o Benfica contestava as arbitragens favoráveis para com o FC Porto (mais que o Benfica ser prejudicado) o treinador portista, José Maria Pedroto usava sempre a mesma lengalenga «Beneficiados? O FC Porto? Vocês queriam era calabotes!» Eis que chega o jogo decisivo. Em 28 de Maio de 1978, dia em que o estádio das Antas assinalava 26 anos e o «Antigo Regime» mais... 26 pois a inauguração do estádio portista fizera parte das comemorações do 26.º aniversário do «Antigo Regime» em 1952! Estavam bem uns para os outros! Entendiam-se na perfeição! O Benfica tinha melhor plantel e jogava mais, mesmo debilitado com as saídas de Artur Correia e o não regresso de Jordão além da saída de Nélinho (para o SC Braga). Victor Batista era uma incógnita: tanto podia ser o Maior como ter que sair na primeira parte! O Benfica limitado a jogar «só com portugueses» contratou um avançado (Celso) pois tinha de adaptar Néné desde a saída de Jordão. Celso (do Boavista FC) tinha a idade de Pietra (ambos de 1954) ou seja, 24 anos. Garantia muito empenho e genica. Era um jogador "À Benfica"!    

O Benfica entrou a "matar"
Pois só a vitória garantia o Tetracampeonato ficando duas jornadas por realizar. Aos três minutos o «Glorioso» colocou-se em vencedor, mas... logo se percebeu que o que se temia ia ser realidade. Pedroto conseguiu que o árbitro do jogo fosse o seu compadre Manuel Vicente, da AF de Vila Real. José Maria Pedroto era natural de Almacave (Lamego) e Manuel Vicente nasceu em São Martinho de Mouros (Resende) a 13 quilómetros. Eram contemporâneos, vizinhos, amigos desde a infância com laços de proximidade em relações familiares cruzadas. Manuel Vicente estava ao serviço do FC Porto. NOTA: Estas informações foram enviadas pelo Benfiquista que também enviou o resumo do jogo.


O Benfica foi estóico
Todo o jogo passou-se em monotonia do seguinte modo:
O Benfica em vantagem no jogo e campeonato desde os três minutos com mais classe desarmava atrás, trocava a bola, progredia no meio-campo e fazia lançamentos para os avançados Néné com Chalana no apoio a Néné. Aos 78 minutos entrou Celso (por Chalana) passando Néné a dar apoio a Celso. E o FC Porto?

Os defesas faziam faltas sucessivas sobre os avançados do Benfica (Manuel Vicente marcava falta aos avançados do Benfica sobre os defesas do FC Porto);
O Glorioso meio-campo para Néné e depois com a ajuda de Néné para Celso faziam lançamentos longos aproveitando o desespero e desequilíbrio portista em desvantagem no jogo e campeonato mas os "bandeirinhas" cortavam jogadas legais inventando foras-de-jogo absurdos;
Os defesas do Benfica desarmavam em classe mas o árbitro, percebendo que o FC Porto só conseguia colocar bolas por alto na área do Benfica (resolvidas pela excelente defesa do Benfica) ia inventando faltas. Tantas que a escassos sete minutos dos 90 uma elas resultou no golo do empate e no golo do título por Ademir (especialista em livres) que só para aí pela 3.ª tentativa - quase outras tantas por Oliveira - conseguiu bater Fidalgo!
Como se pode ver neste excerto que só não é hilariante porque mete raiva e nojo. Celso (mas também Néné durante todo o jogo) a saltar com os defesas do FC Porto e estes a não o fazer pois sabiam que o árbitro marcaria falta aos jogadores do Benfica. Depois aquele desarme em classe, dando de imediato a bola para contra-ataque, do infortunado Alberto (que uma perna partida na final da Taça de Portugal e depois mal curada afastaria do Futebol precocemente) com Manuel Vicente em desespero (faltavam sete minutos para os 90) a inventar mais um livre. 


Desta vez o livre que permitiu ao FCP o empate e recuperar em 1977/78 o que não conseguia desde 1958/59 perdendo 18 campeonatos consecutivos.



Este fora-de-jogo
Foi o jogo todo nisto. Ora Néné, ora José Luís, ora Sheu, ora Chalana (depois Celso) nunca conseguiram marcar o segundo golo pois estavam proibidos. 






Já a bola lá vai, lá vai, lá vai...
E Celso está tão atrás que ainda está em jogo. Dificilmente Celso não "matava" o jogo e o título aos 80 minutos! Seria o 2-0 ficando a faltar menos de dez minutos!





Ao findar a primeira parte (43 minutos)
Depois de tanta invenção os «Gloriosos Futebolistas» temiam uma grande penalidade a qualquer momento tal era o destempero de Manuel Vicente. Se inventava livres fora da grande-área melhor o faria dentro. Manuel Vicente depois de Pietra cortar uma bola corre tresloucado para a área apontando para o centro da grande-área. Todos perceberam que ele iria inventar uma grande penalidade. Depois marcou um fora-de-jogo. Nenhum árbitro "normal" corre assim, tão convictamente, para marcar um fora-de-jogo. Foi o que todos pensaram. Humberto Coelho disse que ele estava a inventar de mais. Levou cartão amarelo.






Depois o FCP

Ainda cedeu um empate, em Coimbra, na jornada seguinte, frente ao Clube Académico de Coimbra (nome pós-25 de Abril de 1974) da Associação Académica de Coimbra que deixou de poder "mascarar" o futebol profissional passando por amador, como se fosse uma equipa de estudantes. Depois voltou tudo ao mesmo como a lesma. Ainda hoje! Quanto ao campeonato, o Benfica terminou em igualdade pontual (51 pontos) invicto (FC Porto com uma derrota) igualdade no confronto directo (0-0 e 1-1) mas desvantagem na diferença de golos: + 45 para o SLB (56/11) e + 60 para o FCP (81/21)


Hilariante (para não chorar)
As declarações de Oliveira. Como é que o Benfica não podia só defender!? Com foras-de-jogo inventados (contra o SLB) e faltas inventadas (contra o SLB) ou por marcar (a favor do FCP) Manuel Vicente passou 80 minutos a tirar a bola ao Benfica e a dá-la ao FC Porto!





Jornal «Diário de Lisboa»; 29 de Julho de 1978; Página 17



Assim se vê a força do FêCêPê!



Alberto Miguéns





NOTA FINAL PARA DESTACAR CELSO: Um dos mais infortunados futebolistas do «Glorioso». No final de 1977/78 além de lhe roubarem poder ser campeão nacional foi vítima de um acidente brutal. Como se aproxima a meia-noite fica desde já prometida uma homenagem deste blogue a Celso aquando da data do seu último jogo com o "Manto Sagrado»: 27 de Junho de 2019 (1978). Mas vou contar o que for possível para hoje.

Celso nasceu Benfiquista na cidade do Porto - benfiquista tripeiro, em 22 de Fevereiro de 1954. Formado no Boavista FC e futebolista no Varzim SC (1974/75) sonhava jogar de vermelho indo parar ao SC Salgueiros (1975/76). Depois regressou ao Boavista FC (1976/77) para ingressar no seu/nosso «Glorioso».
Só fez uma temporada (ainda ajudou a conquistar a Taça de Honra) e numa noite fatídica em que na antiga e traiçoeira ponte de Corroios (Margem Sul) um furo o obrigou a sair do automóvel para ser colhido por uma camioneta. Perda de "massa encefálica" temendo-se o pior. A morte ou ficar inutilizado, paralisado, para o resto da vida. Depois deixei de saber dele. Um dia estava na cidade do Porto, na Casa do Benfica, para ver uma final da Taça de Portugal em Basquetebol, penso que com o Galitos FC Barreiro, em 16 de Março de 2014. E estava no Porto com o António Melo que tinha ido representar uma peça ao Teatro Sá da Bandeira. Tenho ideia que o António Melo também estava na Casa do Benfica no Porto no momento em que chega um Benfiquista para também assistir à final. Dizem-me ou dizem-nos que era o Celso. Perguntei ou perguntámos: O Celso do Benfica? SIM, respondem. Bem... foi como se tivesse marcado um golo. Senti ou sentimos uma alegria de o ver ali, ainda que com dificuldade, mas estava ali. O Celso! Foi como vê-lo a marcar um golo. Não é demagogia. Foi mesmo alegria por ser inesperado. Eu pensava que ele era um "vegetal" e afinal tinha ali o Celso do Benfica e a possibilidade de o "entrevistar". Contou o drama, a força que ele e o pai tiveram para o arrancar da morte, da invalidez e do desespero. Conseguir ver o Celso (quando pensava que estava paralisado algures num qualquer Lar) falar com ele (logo do "tal jogo", como é evidente, ele que foi protagonista roubado) da paixão dele pelo Benfica. E saber que ele era presença assídua na Casa do Benfica no Porto foi um momento que jamais esquecerei. Ainda consigo visualizar a sua silhueta ao cimo das escadas e depois numa das mesas. Só o Benfica. A forma como recuperou da morte para a vida foi quase um milagre. Grande Celso. Espero que um dia leias este bocadinho de texto e o que será editado em 27 de Junho deste ano!



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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Que Melgas Estes Dois Pintecostistas

quinta-feira, 22 de novembro de 2018 2 Comentários
AINDA NÃO TINHA "OUVISTO" A ENTREVISTA, NEM TINHA INTERESSE EM FAZÊ-LO. QUERO É O JOGO DESTA NOITE!

É sempre mais do mesmo de Pinto da Costa desde 1982, embora agora esteja amestrado. Nem se lembrava que os 5-0 ao Benfica tinham sido no actual estádio. Para ele foi ontem mas não se lembrava. Júlio Magalhães (conivente com mentiras) podia ter enviado, também essa pergunta, para ele a estudar!




Esta entrevista já foi desmontada este sábado: AQUI
Pois contém duas mentiras. 

1. Eusébio só não foi inscrito, quando chegou, em 15 de Dezembro de 1960 porque o Governo do Estado Novo tentou tudo para que ele fosse para o Sporting CP. Por isso só em Maio de 1961 foi inscrito. Seis meses depois de ter chegado ao Benfica;

2. Béla Guttmann nunca disse nada, em Portugal, do que dizem ter dito. Dizem é que ele, em Viena, disse isso a uma revista austríaca! Alguém já viu essa entrevista? Alguém já traduziu (bem) o que ele disse, como disse e porque o disse. Se é que o disse?



Quem melhor que os oposicionistas ao Estado Novo
Para falarem do que representava o Benfica no Estado Novo. Alfredo Barroso fundador do Partido Socialista, em 19 de Abril de 1973, é fonte credível. Pinto da Costa é mentiroso. Alfredo Barroso até o disse numa crónica, publicada a 26 de Maio de 1998, em que criticava a falta de democracia no Benfica (assembleia geral a 22 de Maio), numa crónica no jornal onde, então, escrevia.







Pinto da Costa, esse impostor.

Alberto Miguéns

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Os Saudosos de há 92 Anos e os Aproveitadores

segunda-feira, 28 de maio de 2018 26 Comentários
DEPOIS DO 28 DE MAIO DE 1926 UNS APROVEITARAM PARA CONSTRUIR ESTÁDIOS E O BENFICA PARA INAUGURÁ-LOS!


Gomes da Costa e a sua tropa leal entra garbosamente em Lisboa (vindo de Braga) em cima de um cavalo mas, claro, que de Braga chegou a Lisboa de automóvel. Com amplo apoio popular tal o descalabro financeiro, politico e social da I República que se envolveu de escândalo em escândalo até ao seu final sem honra nem glória. O pior viria depois quando em vez de organizar o País (e conseguiram) as forças do 28 de Maio decidiram que o País era delas e não de todos os portugueses. Não gostavam daquilo que se chama Democracia. Mas isso agora não é para aqui chamado. Vamos ao que interessa.


Com uma política de Obras  Públicas consistente
Logo começaram, um pouco por todo o País, a aproveitar-se do facto de 28 de Maio ser dia histórico, embora seja dito que só foi feriado duas vezes, em 1927 e 1936 (décimo aniversário). Em 1950 foi domingo e em Braga inaugurava-se o segundo estádio nacional (depois do 10 de Junho de 1944 no Vale do Jamor). E o Benfica foi convidado, vencendo o Sporting CP, por 3-2 (clicar para crónica no Diário de Lisboa). Um "bom ensaio" para a Taça Latina pois o onze utilizado foi o mesmo!


Foi só pedir
Em 1952, numa quarta-feira, integrado nas comemorações, a Norte, do 26.º aniversário da «Revolução de Maio» coube ao FC Porto agradecer ao Estado Novo as benesses para a aquisição de terrenos e contribuição para erguer um estádio. Lá foi o Benfica chamado. Oito-a-dois foi o Glorioso Resultado (clicar para a crónica do Diário de Lisboa). O "Glorioso" que tinha estado na inauguração, em 1913, do campo da Constituição estava na do novo estádio portista. No 1.º de Dezembro de 1954 o FC Porto retribuiria a inauguração da"Saudosa Catedral". O Benfica recusou sempre o 28 de Maio para inaugurar estádios. Em 1941, foi escolhido o 5 de Outubro, para inaugurar o Campo Grande retirando, mesmo, a designação que o Sporting CP dera a este estádio, designando-o "28 de Maio" entre 1936 e 1939! 



Mas muito antes de 1952 já o FC Porto se aproveitara da «Revolução de Maio» de 1926
À socapa, tendo em conta a informação pública desses tempos, os dirigentes do FCP tendo excelentes relações com alguns dos militares e civis que estiveram na implantação da Ditadura Militar, conseguiram uma golpada notável: ser Instituição de Utilidade Pública, menos de dois anos depois do «28 de Maio», quando tal distinção estava reservada - por significar isenções fiscais e benesses na educação - a instituições beneméritas como, por exemplo, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Cáritas.


Depois de Cândido de Oliveira ser treinador do FC Porto em 1952/53 e 1953/54
Quando chegou a Lisboa, desligado do FC Porto, começou a divulgar que os clubes estavam em desvantagem (hoje seria designado, concorrência desleal) perante o FC Porto que era Instituição de Utilidade Pública (IUP) com todos os benefícios daí decorrentes. Finalmente, mais de 32 anos depois do FCP, o Governo da Nação decidiu conceder a IUP a cinco clubes de Lisboa, entre eles o Glorioso Sport Lisboa e Benfica!


E continuou...
Mesmo com tantas benesses a nível financeiro ainda tiveram que conseguir do MOP, eng.º Frederico Ulrich uma "cunha" para desbloquear terrenos através da CM Porto que expropriou terrenos privados e financiamento para fazer o estádio. O SLB em 1952/1954 teve que andar de leilão em leilão, mealheiros gigantes, campanhas e "enchadadas" a um escudo ou o que pudessem dar entre associados e simpatizantes Benfiquistas.



Assim se fez um FC Porto ainda maior (poupando no betão) para gastar no Futebol! E ainda "cospem na sopinha" do 28 de Maio de 1926!


Alberto Miguéns


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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Clube de Todos os Regimes

quarta-feira, 2 de agosto de 2017 11 Comentários

COMPLETAM-SE, HOJE, 111 ANOS DA FUNDAÇÃO DO FC PORTO


O Clube que mais tem beneficiado do Poder político e faz crer que os outros é que são beneficiados. Ou seja, são "pobres e mal agradecidos".

DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte I)
Página 9 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

Foram Instituição de utilidade pública em 1928 
O Benfica só o seria (e integrado num pacote de mais cinco clubes...32 anos depois) em 1960. Espertos!
Aproveitando-se da afinidades políticas com alguns dos militares que saíram de Braga para fazer o golpe militar para derrubar o poder democrático, em 28 de Maio de 1926, o então presidente do FC Porto (Sebastião Ferreira com apoio de Urgel Abílio Horta, um fascista tenebroso que lhe sucederia ainda em 1928) menos de dois anos após o golpe "mamou" a Utilidade Pública, à socapa de tudo e todos. Só quando Cândido de Oliveira foi treinar o FCP (1952/53 e 1953/54) os clubes de Lisboa ficaram a perceber que o FCP beneficiava de isenções e menos taxas que todos os outros clubes. Poucas instituições, em 1928, eram de utilidade pública pois estas tinham benefícios em termos de impostos e facilidade, para o FCP, em assegurar (e segurar) atletas de várias modalidades. Após insistentes pedidos para existir equidade o Estado Novo permitiu que num pacote de cinco clubes o Benfica conseguisse, em 1960, o que o FC Porto beneficiava desde 1928. 

MAS JÁ ANTES "PASSARA" A MÃO PELO(S) PODER(ES)


Monarquia azul-e-branca
Clube fundado por monárquicos, nacionalistas e anti-republicanos fanáticos não era difícil escolher as cores do equipamento. Azul-e-branco. Aliás branco-e-azul. As cores da Monarquia e de Portugal em 1906. «Nada-de-nada» a ver com os "flanelas vermelhas" de Belém.

Páginas 39 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

Com a Implantação de República
Esse reaccionarismo latente entre dirigentes e associados levou-os a passar "um mau bocado" após o 5 de Outubro de 1910. Houve mesmo muitos portugueses que recusaram jogar de branco-e-azul pertencendo ao FC Porto. Em 1912/13 perde a Taça José Monteiro da Costa (para a equipa da Associação Académica de Coimbra) e em 1913/14, para o Boavista FC, o primeiro campeonato regional organizado pela Associação de Futebol do Porto. E em 1917/18 mais um Regional perdido para o Sport Porto e Salgueiros (depois SC Salgueiros). Só em 1939/40 voltaria a perder um Regional do Porto, para o Leixões SC. Em baixo uma equipa só de ingleses. Os únicos que aceitavam o carácter monárquico de um clube num pais que era uma República. Da esquerda para a direita. Em cima: Webber, Watson, Kendall, Albert, Brugmann e Charles; Dutton, Jones, Jansen, Caw e Harrisson. Um onze que defrontou, e perdeu por 0-1, em 23 de Abril de 1911, o clube de Bordéus (La Vie au Grand Air du Médoc).   


Páginas 43 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958


DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte II)







Não houve nenhum outro clube em Portugal que tivesse um estádio praticamente todo feito com dinheiros do Estado
Com o pretexto que havia o Estádio Nacional (perto de Lisboa) e o estádio 28 de Maio em Braga, feitos com dinheiros públicos e a cidade do Porto não tinha nenhum, os portistas não desistiram de conseguir contrapartidas financeiras e de procedimentos que permitissem abandonar o caduco, inaugurado em 1912, Campo da Constituição (nem era um estádio) substituindo-o por um estádio moderno e funcional. Como o FCP tinha dirigentes bem colocados no aparelho do Estado Novo (ministros como Augusto Pires de Lima e deputados como Urgel Abílio Horta (clicar para a ficha de deputado da União Nacional) ) e outros bem conotados com o fascismo, como os médicos Ângelo César Machado (clicar para as fichas de deputado da União Nacional (I, II e III) e (VII) além de Cesário Bonito, conseguiram sacar muito dinheiro ao Estado (principalmente através do ministro das Obras Públicas, eng.º Frederico Ulrich), utilizar a Câmara Municipal (vem de longe "a mama" até... Rui Rio) para expropriar terrenos e “aligeirar” procedimentos. Mas…em vez deste blogue, quem melhor para contar o que se passou que transcrever parte da História dos 50 anos (1906 – 1956) do FC Porto da autoria de António Rodrigues Teles, um notável historiador do seu clube que na actualidade, por ser rigoroso, honesto e verdadeiro, está proscrito. Espertos!

Páginas 1090 e 1091 do Volume III da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958


DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte III)

Destes onze Magriços, com sete futebolistas do "Glorioso", apenas três jogaram pela selecção nacional no estádio da Luz e só depois de 1971. Mas "fartaram-se" de jogar em Alvalade, Antas e até no Restelo! Os três são: Simões (2 jogos), Jaime Graça (1 jogo) e Eusébio (três jogos na Luz, mas sem golos, ou seja nunca marcou golos por Portugal no "seu" estádio). Portugal não ia à Luz, mas jogou... 37 vezes em "casa", em Portugal

A selecção nacional jogou oito vezes no estádio portista antes de se estrear no estádio do Benfica.
E nesses oito jogos utilizou em dois deles, sete futebolistas do Benfica e noutros dois mais seis jogadores seleccionados enquanto futebolistas do "Glorioso". Ter "em casa" alguns dos melhores futebolistas do Mundo nos anos 60 ainda que a jogar pela selecção nacional. Espertos!

A Selecção Nacional esteve 54 anos sem jogar num estádio do Benfica
A Selecção Nacional estreou-se em 18 de Dezembro de 1921, mas nunca jogou nos nossos estádios em Benfica (Quinta de Marrocos, inaugurado em 11 de Novembro de 1917), nas Amoreiras (inaugurado em 13 de Dezembro de 1925) e no Campo Grande (inaugurado em 5 de Outubro de 1941). Na Luz, inaugurado em 1 de Dezembro de 1954, só em 1971, 17 anos depois desse dia memorável em 1954. E cinco décadas e meia depois da selecção nacional ter feito o primeiro jogo, em Madrid, frente à congénere espanhola. Mas ignorando o “Glorioso” e ignorada pelos Benfiquistas, apesar de estarmos representados sempre com futebolistas, por vezes sendo o clube com mais jogadores, as “altas individualidades da Nação” e os dirigentes federativos da selecção nacional sentiam-se mais “confortáveis” noutros estádios, alguns destes pouco acima de... campos.

O estádio da Luz viveu grandes tardes e noites europeias com jogos entre clubes, mas nunca com a Selecção Nacional
Na década de 60, com o Benfica a dominar o futebol europeu, com cinco presenças em oito anos na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, a Luz tornou-se um estádio mítico, mas a selecção nacional na Luz… nem vê-la! O maior estádio português, os adeptos mais fiéis, o local em Portugal onde “caíam” grandes equipas de clubes míticos, onde se jogavam quartos-de-finais e meias-finais da principal competição europeia de clubes, este espaço desportivo esteve ausente – 17 anos - das escolhas para os jogos, em Portugal, da selecção nacional de futebol. Mesmo com selecções nacionais “atestadas" de Benfiquistas: oito (em 11) futebolistas do Benfica em quatro jogos; cinco com sete; seis com seis; e nove com cinco! (ver Quadro) São 24 selecções, com cinco ou mais jogadores do SLB que, apesar de tantos futebolistas, nunca jogaram no estádio da Luz. Uma vergonha!

     OS 37 JOGOS DA SELECÇÃO NACIONAL “EM CASA” ENTRE
     1.Dezembro.1954 E 17.Fevereiro.1971 (JOGOS POR ESTÁDIO)
Estádio
T
Futebolistas do SLB utilizados em cada jogo
E. Nacional
23
1
4
1
4
5
5
4
3
4
6
8
7
6
8
6
7
6
5
5
5
7
0
5
Antas
8
2
4
7
5
7
6
6
2
José Alvalade
4
3
2
8
5
Restelo
1
8
L. Marques
1
5

Os grandes futebolistas bicampeões europeus NUNCA jogaram no estádio da Luz
O Bicampeonato Europeu, ainda único em Portugal, foi conquistado em 1960/61 e 1961/62. Mas, nem antes nem depois dessa extraordinária proeza, o nosso Coluna, José Águas, Germano, Cavém, Santana, Cruz, José Augusto ou Costa Pereira, por exemplo, jogaram com as “quinas” na Luz. Durante, anos e anos, foram impedidos de actuar, por Portugal, na Luz. Deprimente. Entretanto a selecção nacional, entre a inauguração do estádio da Luz e a estreia neste Estádio, ou seja entre 1954 e 1971, jogou 37 encontros em Portugal, incluindo oito nas Antas (FCP) e quatro em Alvalade (SCP). Estádios muito mais pequenos e sem grande tradição e expressão internacional. De onde eram seleccionados muito menos jogadores e de inferior qualidade. Mas... na Luz… zero! Uma vergonha! Nesses 27 jogos, Coluna participou em 23, capitão em sete, marcando cinco golos; José Augusto em 20, quatro como capitão e três golos; Eusébio jogou 18 encontros (um a capitão), com 13 golos (6 jogos e 3 golos nas Antas e dois jogos e um golo em Alvalade). Mas nunca foram jogar, nem eles nem ninguém, pela selecção nacional ao “seu estádio”!

Os media começaram a fazer pressão para a selecção jogar na "Saudosa Luz" pois era o estádio com maior lotação
E responsabilizavam a FPF de não ter apurado a selecção (3.ª classificada) em 1966, nem para o europeu de 1968 e muito menos para o Mundial de 1970 (com mais países europeus a jogar a fase final que nos Europeus). Ao contrário de todas as outras federações que nos jogos decisivos faziam jogar as suas selecções nos maiores estádios. A estreia na Luz ocorreria em 21 de Abril de 1971 numa vitória, por 2-0, com a selecção da Escócia, na fase de apuramento (falhada) para o Campeonato da Europa em 1972, com a fase final realizada na Bélgica, com a final entre a RFA (Alemanha) e a URSS (Rússia), com vitória alemã, por 3-0. 

DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte IV)



Três-a-zero em finais da Taça de Portugal
O FC Porto já disputou três finais da Taça de Portugal "em casa" perdendo duas. O Benfica nunca disputou nem quis ter essa vantagem. Mesmo o Sporting CP disputou uma final no seu estádio (do Lumiar), em 1937/38, derrotando por 3-1, o Benfica. O FC Porto jogou a final em 1960/61 (D 0-2; Leixões SC), 1976/77 (V 1-0; SC Braga) e 1982/83 (D 0-1; frente ao SL Benfica). Levar finais para o seu estádio das Antas para ficar mais perto de as vencer.  Espertos! 

Se o ridículo envergonhasse...
Em 1960/61 o futebol português criou uma das suas maiores vergonhas. Sem contar que o Benfica disputasse os quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus quanto mais ser finalista, o calendário fez coincidir uma eliminatória da Taça de portugal precisamente no dia da final em Berna, em 31 de Maio de 1961 (clicar). Pois ainda fizeram o "favor" de passar o jogo em Setúbal para o dia seguinte, 1 de Junho de 1961. Assim todos puderam ver na televisão o Benfica derrotar, por 3-2, em Berna, o FC Barcelona. No dia seguinte quando os 16 melhores futebolistas viajavam de Berna disputou-se o jogo, frente ao Vitória FC, em que o "Glorioso" (com um misto de reservistas e juniores) foi eliminado (clicar) (clicar). A chegada tardia (oito da noite) da Suíça foi noticiada em 2 de Maio. Depois do jogo em Setúbal (clicar)!

DEGRADAÇÃO DA DEMOCRACIA (1994/95 e seguintes...)

Com a implantação da Democracia continuaram sem ganhar
Entre 1974/75 e 1983/84 (dez temporadas) conquistaram dois títulos: 1977/78 e 1978/79. Quando Portugal se tornou um Regime de corruptos e corrupção - que é ainda hoje - aproveitaram-se e passaram a dominar o Futebol Português. Espertos!


COMPARATIVO DE 20 ANOS ENTRE 1974/75 e 2013/14
Época
SLB
FCP
Época
SLB
FCP
CN
TP
CN
TP
CN
TP
CN
TP
74/75
21



94/95


14

75/76
22



95/96

26
15

76/77
23


8
96/97


16

77/78


6

97/98


17
13
78/79


7

98/99


18

79/80

19


99/00



14
80/81
24
20


00/01



15
81/82




01/02




82/83
25
21


02/03


19
16
83/84
26


9
03/04

27
20

84/85

22
8

04/05
31



85/86

23
9

05/06


21
17
86/87
27
24


06/07


22

87/88


10
10
07/08


23

88/89
28



08/09


24
18
89/90


11

09/10
32


19
90/91
29


11
10/11


25
20
91/92


12

11/12


26

92/93

25
13

12/13


27

93/94
30


12
13/14
33
28


TOT
10
7
8
5
TOT
3
3
14
8

Não tem nada que saber
Quanto mais próximos do 25 de Abril de 1974, mais Democracia implica mais Benfica. Dez campeonatos nacionais (mais dois que o FC Porto) e sete Taças de Portugal (mais três que o FC Porto). Depois com a corrupção do Poder, principalmente do autárquico e mais tarde do bancário em que foram os banqueiros que assaltaram os bancos dos quais eram donos, mas dos edifícios. O dinheiro estava à sua guarda...não era deles. Com os vigaristas a mandarem em Portugal o portismopintista é "peixinho na água".


Eis o clube verdadeiramente Nacional-Portista. Heil Pinto!

Alberto Miguéns

NOTA FINAL (mas que é sobre o primeiro): O FC Porto ficou órfão desde cedo (aí, nós Benfica tivemos mais sorte, embora esta desse muito trabalho como habitualmente). José Monteiro da Costa era um senhor de grande qualidade que tombou do mundo dos vivos muito cedo. Foi o principal impulsionador do FC Porto, em 2 de Agosto de 1906, mas adoeceu subitamente no início de Janeiro de 1911 e faleceu ainda nesse mês a 30! Com 29 anos! Não merecia que em 1988 decidissem fazer revisionismo e riscá-lo como fundador. É que ele não foi um dos fundadores (como Cosme Damião). Foi o principal fundador. Foi dele a ideia de passar o "Grupo de Destino" (de comes-e-bebes, piqueniques e fazer corsos carnavalescos) a um dos mais importantes clubes portugueses. O FCP desde 1911, neste dia 2 de Agosto, anualmente, fazia romagem de honra e agradecimento ao cemitério de Agramonte onde o seu principal fundador está sepultado. Em 1989 deixou de constar!







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