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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

A "Dobradinha" em 1963/1964 (Parte III)

quarta-feira, 20 de novembro de 2024 1 Comentários

DEPOIS DE UM CAMPEONATO DE EXCELÊNCIA...


De cima para baixo. Da esquerda para a direita: Raúl (6), Cruz (4), Germano (3), Almirante Américo Tomás (Presidente da República), Coluna (5, capitão), Cavém (2) e Costa Pereira (1); Simões (8) (4-1), José Augusto (7) (1-0 e 2-0), José Torres (9) (6-2), Eusébio (10) (3-1) e Serafim (11) (5-2).

Uma Taça de Portugal irrepreensível derrotando na final, por 6-2, o FC Porto.

 

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Skovdhal 19 Anos e o SLB 6 - FCP 2

sexta-feira, 5 de julho de 2019 4 Comentários
NO DIA DO 19.º ANIVERSÁRIO DE EBBE SKOVDHAL O BENFICA CONQUISTOU A TAÇA DE PORTUGAL. HÁ 55 ANOS.



Derrotando o FC Porto por... 6-2 no Estádio Nacional, em 5 de Julho de 1964, com o treinador Lajos Czeizler a orientar o Benfica pela última vez com "dobradinha" em época (1963/64) de Bicampeonato.

E foi dispensado?
Foi! Não foi Campeão Europeu!



Final da Taça de Portugal
A conquista, há precisamente 55 anos, foi o culminar de uma temporada extraordinária em que o Benfica depois de conquistar o campeonato nacional (13.º título em 30 edições da competição) "tirou" a Taça de Portugal ao FC Porto, segundo classificado (a seis pontos do «Glorioso») no campeonato nacional aplicando-se "seis-a-dois", no Vale do J'amor, depois de dois jogos muito complicados no Nacional: empate a dois golos («Saudosa Catedral») e empate a um golo (estádio das Antas). Para "ler" esta final da Taça de Portugal, clicar para «Diário de Lisboa» (início) (meio) (fim).




Ebbe Skovdhal
O treinador dinamarquês completa hoje 74 anos, pois nasceu em 5 de Julho de 1945. A estreia dele no Benfica ocorreu em 26 de Julho de 1987. Quase há 32 anos. Como o tempo passa. Parece que foi ontem que o Benfica, no estágio de pré-temporada, em Davos, Suíça, "despachou", por 5-1, o Grasshopper CZ. Regressando a 1964, neste dia Ebbe Skovdhal comemorou, certamente em Copenhaga, o seu 19.º aniversário, como futebolista do Vanlose IF (com o "ó" traçado, mas não sei como se faz).   




Lajos Czeizler
Foi um treinador extraordinário. um gigante mal compreendido no Benfica. Vivia-se obcecado por Béla Guttmann e tudo o resto era inferior. Nasceu em Heves (centro da Hungria, então Império Áustro-húngaro), a 5 de Outubro de 1893, como Czeizler Lajos (tal como Fehér Miklós) estreando-se no «Glorioso», aos 69 anos, enfrentando o poderoso FC Barcelona, em 31 de Agosto de 1963, no Torneio Rámon de Carranza, em Cádis, com o Benfica a derrotar por 3-2 o clube catalão. Seguiu-se a ACF Fiorentina desbaratada com 7-3 e a conquista do prestigiado (e imponente) troféu. A época seria assim. De goleada em goleada, com o "acidente" na Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde um Benfica desfalcadíssimo foi copiosamente derrotado em Dortmund, por 0-5, pelo BVB 09. Nunca lhe perdoaram, mesmo sem metade dos titulares disponíveis. Nem os 6-2 da final da Taça de Portugal frente ao vice-campeão nacional, nem as 21 vitórias em 26 jogos (quatro empates e uma derrota) e 103/26 em golos, ou seja, um golo sofrido por jornada e 3,96 golos marcados por jogo, no campeonato nacional serviram para dar-lhe mais uma oportunidade. Não teve atenuantes. Não conquistou a «Terceira», estava dispensado. Um Senhor, com enorme respeito ao Benfica - ele que era um ídolo em Itália - aceitou a "desfeita" com muita classe, dizendo que treinando o Benfica e este não o querendo, o «Glorioso» ficaria como o grande marco final da sua longa carreira, não aceitando treinar mais nenhum clube do Mundo. Pouco tempo depois (três anos) adoeceu vindo a morrer de trombose num hospital de Budapeste, onde estava internado há três semanas, em 6 de Maio de 1969, quase cinco anos depois de orientar o Benfica pela última vez, em 5 de Julho de 1969, há 55 anos. Seja em 6 de Maio de 2020, seja em 5 de Outubro de 2019, Lajos Czeizler merece ser honrado neste blogue.


Um dos irmãos Laudrup. o pai deles (Finn) e o cunhado deste... Ebbe Skovdhal

Há 55 anos se dissessem a Skovdhal que um dia, aos 42 anos, treinaria o clube que no dia do seu 19.º aniversário aniquilara, por 6-2, o FC Porto, ele não acreditaria. Mas, também, nem em Badajoz se soube, quanto mais em Copenhaga! Mas foi mesmo. Benfica, 6 - FC Porto, 2 nos anos 60, em dia de aniversário de um futuro treinador do Benfica, dos anos 80.
       




É assim que, enquanto o tempo corre, tempo tem, se faz BENFICA!

Alberto Miguéns

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

A Inesquecível Taça de Portugal em 1964

quinta-feira, 5 de julho de 2018 0 Comentários
QUANDO EM 5 DE JULHO O "GLORIOSO" VENCEU, POR 6-2, O FC PORTO.


Há 54 anos o Glorioso «Capitão-dos-Capitães» erguia a Taça de Portugal. Como os "tempos do futebol" mudaram. Há 54 anos ainda se jogava. 



Numa final em grande estilo
Depois de dois empates, a dois golos (Luz) e a um golo (Antas) no campeonato nacional o resultado no Estádio Nacional mostrou, finalmente, a diferença entre os dois plantéis. O FC Porto classificara-se em 2.º lugar (19 de Abril de 1964) a seis pontos do "Glorioso"



A "Dobradinha" da Meia Dúzia 
Depois de uma vantagem de seis pontos nas 26 jornadas do campeonato nacional, seis golos na final da Taça de Portugal!




Em 1963/64 a Taça de Portugal ainda seguia o modelo Campeonato de Portugal nos jogos finais da competição
Disputava-se a partir dos oitavos-de-final a duas mãos depois de terminar o campeonato nacional. Em 1963/64, o Benfica disputou onze encontros na Taça de Portugal: quatro jogos no início da época (até 13 de Outubro de 1963) e os restantes sete após a última jornada, ou seja, a partir de 19 de Abril de 1964. 


De cima para baixo. Da esquerda para a direita: Raúl (6), Cruz (4), Germano (3), Almirante Américo Tomás (Presidente da República), Coluna (5, capitão), Cavém (2) e Costa Pereira (1); Simões (8) (4-1), José Augusto (7) (1-0 e 2-0), José Torres (9) (6-2), Eusébio (10) (3-1) e Serafim (11) (5-2). Os cinco Gloriosos da linha mais avançada marcaram os seis golos! O treinador Lajos Czeizler mantinha a disposição ofensiva que vinha de Guttmann com Eusébio a ser um médio/avançado atrás do avançado-centro mas fazendo toda a largura do campo e apurara o que fizera Fernando Riera, com um "quarto-defesa" Raúl que juntando-se a Germano (a defender) e auxiliando o metrómano Coluna (a atacar) tornavam o meio-campo demolidor para quem tentava surpreender o Benfica junto à nossa grande-área e desequilibrava no meio-campo contrário facilitando o entendimento entre os avançados. Na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em Dortmund (D 0-5) com cinco ausentes por lesão, só puderam jogar seis: Cavém, Cruz, Coluna, José Augusto, Simões e Serafim. E como até o polivalente defesa Jacinto teria lugar, na realidade foram seis ausências. Com o onze titular a "música" teria sido outra. Fomos uma Banda Filarmónica na Germania. Teríamos sido isto: Talvez a melhor composição musical de sempre feita por um Ser Humano que traduz na perfeição o Benfica dos Anos 60: Tocata e Fuga em Fá(bula) só Menor (em brilho) que o Sol.


Dortmund: Atreve-te, a repetir, Benfica!

Taça de Portugal: Atreve-te a repetir Benfica.

Alberto Miguéns

A viúva do Glorioso António Ribeiro dos Reis e Ângelo Bicampeão Europeu, capitão da Reserva, um misto entre veteranos como Ângelo e Santana com jovens promessas da formação (Guerreiro e Arcanjo) e aquisições a outros clubes (como Pedras e Jorge Calado) 

NOTA: No mesmo dia 5 de Julho de 1964, o Benfica (Reserva) apurou-se para as meias-finais da «Taça Ribeiro dos Reis» após vencer, por 4-1, o SG Sacavenense (Honra), na última jornada do grupo III. Depois afastou o plantel principal do SC Olhanense (vencedor do grupo IV) com 2-1, em Beja, no campo Condessa Avilez, a 9 de Julho. Na final, o vencedor da Zona Norte (grupos I e II) não teve hipóteses. O Leixões SC (Reserva) perdeu por 0-1, em 12 de Julho de 1964, no estádio do Atlético CP, na Tapadinha/Lisboa. Um golo de Pedras após assistência de Guerreiro que utilizou a sua velocidade virtuosa para aproveitar junto à linha um passe «açucarado» de Santana a «rasgar o adversário de alto-a-baixo».



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