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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Carrega Benfica: Origem

quinta-feira, 12 de maio de 2016 10 Comentários
O TEXTO DE HOJE ATÉ NEM É SOBRE ISTO MAS PARA DESVIAR O ASSUNTO LÁ TERÁ DE SER.


Recebi ontem um comentário de um leitor relativo a um outro comentário que ainda não “teve desenvolvimentos”. Vamos ao esclarecimento:

Comentário em 11 de Maio de 2016 pelas 02:38:
Caro Migueís. Não sei se viu um comentário que fiz há cerca de um mês para saber se tem ponta de verdade aquilo que ouvi no Museu acerca da ligação do Hino do Avante pelo Benfica com o Partido Comunista. Estranho não ter respondido pois há uns tempos disse-lhe que numa visita guiada tinham dito que a acta nem teria sido feita por Cosme Damião e a este comentário respondeu com rapidez mostrando que a letra da acta coincide com a letra dele. Estranho que agora tenha ignorado o meu pedido.
                   
Leitor identificado

O meu comentário ao comentário acima publicado
Caro L.P. Esse esclarecimento não está esquecido. Tenho o comentário “guardado”. Data de 27 de Abril de 2016 (00:36). Também não é assim há tanto tempo! Pelo menos é “menos de um mês”! Como é um assunto sensível – envolve o Museu e eu não presenciei/ouvi o que me contou, embora acredite em si – só responderei depois de terminada a época, ou seja, depois da final da Taça da Liga. Mas informo-o que já tenho muita informação, que publicarei, que mostra que é falso aquilo que me diz que disseram na visita guiada. Ou seja, apesar de ainda não ter publicado, fiz o “TPC” (trabalho de casa). Está pronto a ser esclarecido, espero que seja suficiente como reconhece que foi o da tal estorieta da acta. Que o caro leitor teve a “sorte” de colocar quando eu estava a escrever acerca do tal livrinho irritante do Júlio Ricardo Serrado. Teve pontaria. Ao contrário de agora. Mas terá resposta. Aliás está feita. Em modo "rascunho". É só passar de “rascunho” para “agendada” e será editada pela meia-noite de um dia (noite) destes depois de 20 de Maio, pois terá alguma contundência em relação ao Museu. Espero é que tenha sido mesmo aquilo que contou que ouviu. Porque é grave. Se puder (e tiver pachorra) volte a confirmar o que ouviu. Embora eu não tenha que estar a duvidar de si. Obrigado. E agradeço que tenha a paciência suficiente (e compreensão) para perceber que devemos evitar ruído (até em surdina, pois mesmo muita surdina junta dá barulho ensurdecedor) enquanto os dois títulos não estiverem decididos.  


Eu depois de inaugurado o Museu fui lá três vezes
Ou seja, desde 26 de Julho de 2013. Duas a pedido de duas famílias que quiseram que fizesse uma visita guiada, até porque eu não inicio as visitas no Museu. Começo-as em Belém. Depois é que rumamos ao Museu. E uma vez, para confirmar uma questão que me foi colocada por um Benfiquista, cujas iniciais são I.C. acerca da origem do termo “Carrega Benfica”. Dizia este Benfiquista que um guia do Museu tinha dito que o termo teria início aquando da conquista do Troféu Ramon de Carranza. Questionado por esse Benfiquista disse-lhe que não. De certeza que era anterior. Embora não duvidasse da informação fui ao Museu proporcionando perceber o modo como era dita essa “invenção”. De facto foi dito isso. Mas não corresponde à verdade.  



Quer Julinho (infelizmente já falecido) quer Rogério (felizmente ainda bem activo)
Há muito que em conversa, talvez aí pelos anos 90, com eles, referiram que aquando da dificuldade em trazer da tribuna de honra do estádio das Antas o pesadíssimo troféu colocado em disputa na inauguração do estádio do FCP já aqueles futebolistas do "Glorioso" que assistiam, gritavam para os “desgraçados” que o foram buscar (depois da vitória por 8-2)... CARREGA BENFICA. E disseram-me que a expressão nem deve ter começado nesse dia (28 de Maio de 1952) mas até ser-lhe anterior.


Ainda há dias para preparar este texto
Encontrei-me com Rogério, mas ele lembra-se (continua a lembrar-se) do Carrega Benfica dessa tarde, mas já não é tão afirmativo em ser anterior a esse momento como foi “aí pelos anos 90”. A idade não perdoa a memória. E Rogério vai a caminho dos 94 anos! Uns vinte anos de intervalo nestas idades fazem muita diferença. É impossível saber quando teve início a expressão, mas que ela existia nos anos 50 não há dúvida. E também existia aquando da conquista dos troféus em Cádis como existe agora. E não é de agora. É pelo menos de 28 de Maio de 1952.

O nosso Rogério, o nosso "Pipi", em finais de Abril deste ano. "Algures" numa explanada da avenida de Roma. Com 93 anos e cinco meses. A caminho dos 100 como ele (e nós a torcer por ele) tanto ambiciona chegar. À Final Mais Valiosa! Ele que marcou um recorde (provavelmente eterno) de 15 golos em finais da Taça de Portugal, quer marcar mais uns anos! Vamos a isso!

Para se ser rigoroso
Não se inventa. Se não sabemos, perguntamos. Pode ser que haja alguém que saiba mais do que nós. De certeza que num Clube tão grandioso e glorioso como o Benfica há sempre alguém que pode acrescentar mais informação. E principalmente mais verdade. Não há necessidade de inventar invenções que já foram inventadas!

Carrega Benfica!

Alberto Miguéns
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Benfica e a Evolução do Futebol

segunda-feira, 7 de setembro de 2015 5 Comentários
O MODO COMO SE TREINOU NO BENFICA AO LONGO DO TEMPO (DESDE 1904) SEMPRE ME INTERESSOU.


Rogério Jonet foi precioso. No início dos anos 90 a contar-me a Gloriosa História, vivida e construída por ele, nos anos 10, entre 1913 e 1921 

Por isso nunca perdia a oportunidade quando tinha tempo, estando na presença de uma Gloriosa Glória (e esta mostrava disposição para isso) questionar acerca do modo como “entre os rapazes do seu tempo” preparavam o jogo seguinte…geralmente ao domingo ou nalgum dia feriado.

Ontem...
Domingo andando a arrumar uns papéis dei com vários apontamentos de conversas com Rogério Jonet, Albino, Rogério Carvalho e Artur Santos, abarcando um período de 60 anos do Glorioso Futebol, entre a primeira década do século XX e o final da década de 50! Entre Cosme Damião e Otto Glória.

Do Foot-Ball ao Futebol
Entre 1904 e 2015 quase tudo mudou no futebol menos essência do jogo. Tal como entre 26 de Outubro de 1863 (criação do Futebol, em Londres) e 7 de Setembro de 2015. Colocar mais vezes a bola dentro da baliza (goal ou objectivo, inglês/português) que o adversário. Tudo mudou, na globalidade para melhor: piso dos campos, bancadas para os espectadores, equipamentos, chuteiras e bolas, iluminação, alimentação dos futebolistas, tácticas, falatório (fio de jogo, ideia de jogo, desenho táctico, etecetra e tal, mais que tudo o futebolês levado ao exagero, principalmente às segundas-feiras) e principalmente, os treinos para vencer. São estes o motivo do texto de hoje.

Querer saber mais
Se tudo mudou os treinos então mudaram e voltaram a mudar várias vezes. Em Portugal tiveram quatro mudanças radicais ajustando-se ao modo como os futebolistas podiam jogar: de amador para semi-amador (os clubes davam uma quantia em dinheiro para o futebolista se “estabelecer”), depois para semi-profissional (o clube conseguia um emprego permitindo ao futebolista aumentar o ordenado somado ao pago pelo clube) e finalmente para profissional.

O Pai do Benfiquismo: Cosme Damião

Como eram os treinos no início do Clube (ou quase)
Porque a informação que consegui é para meados dos anos 10 quando o treinador do Benfica era o incontornável Cosme Damião.

Rogério Jonet dixit
No tempo de Cosme Damião (anos 10 e 20) não havia treinos obrigatórios mas os futebolistas eram aconselhados «sempre que pudessem a passarem pelo campo, ao final da tarde (entre a Primavera e o Outono. De Inverno em dias solarengos desde que não fosse já escuro...) para fazerem umas corridas, darem uns pontapés na bola e fazerem uns chutos à baliza». Não havia treinos obrigatórios é uma forma de dizer. Havia em domingos sem jogos calendarizados. Não havendo jogo de determinada categoria, os treinos realizar-se-iam nos horários em que o campo estivesse livre de jogos das outras categorias. Por exemplo, se a 2.ª e a 3.ª categoria jogassem nesse domingo frente a adversários de outros clubes Cosme Damião marcava um treino entre futebolistas da 1.ª e da 4.ª categoria. Durante todo o ano eram aconselhados a fazerem 30/45 minutos de ginástica depois e antes de se deitarem, respectivamente, de manhã e à noite. Quando havia jogos ao domingo era proibido qualquer exercício ao sábado (o campo estava mesmo fechado para jogos com bola) e os jogadores aconselhados a terem precaução com entorses e pancadas nas pernas. No Benfica dizia-se que se alguém queria singrar no futebol devia «ir o maior número de vezes ao campo durante a semana, deixando conversas, discussões e os maus hábitos nas tascas e tabernas».

Quem foi Rogério Jonet?
Um guarda-redes das categorias inferiores (nunca se estreou na 1.ª categoria). Jogou entre 1913 e 1921 convivendo de perto com Cosme Damião, como futebolista ou associado. Para mais informações podem sempre ler um texto neste blogue publicado em 4 de Março de 1914 (clicar)

UM(S) DIA(S) DESTE(S) HAVERÁ MAIS…

Albino dixit
Com Ribeiro dos Reis (anos 30)…

Rogério de Carvalho dixit
No tempo dele (1942/43 a 1953/54) entre Janos Biri e antes da chegada de Otto Glória…

Artur Santos dixit
Com Otto Glória...

ESPERO EM BREVE FALAR COM AS SEGUINTES GLÓRIAS
Já o devia ter feito. Mas sabe-se como é. Estão aqui mais próximos, são mais novos, fica para depois. Mas o tempo é inexorável. Nunca para. E a um ano segue-se outro. E ficamos todos mais velhos um ano. E mais uns anos a seguir…

José Augusto dixit
Com Béla Guttmann e seguintes até Jimmy Hagan....

Toni dixit
Com Jimmy Hagan e seguintes

Pietra dixit
Com Jorge Jesus

Em breve, neste blogue, perto de si!

Alberto Miguéns

PLANO PARA AS EDIÇÕES DURANTE  SETEMBRO
(provisório como é evidente)
De 8 a 23 de Setembro de 2015 (Sempre pela meia-noite)
Terça-feira (de 7 para 8): Treinos? Albino dixit;
Quarta-feira (de 8 para 9): Uma modalidade por semana: Râguebi;
Quinta-feira (de 9 para 10): E o "Glorioso" na 4.ª jornada?;
Sexta-feira (de 10 para 11): O Benfica e o CF "Os Belenenses";
Sábado (de 11 para 12): E depois da Quarta?;
Domingo (de 12 para 13): Cuidado com eles;
Segunda-feira (de 13 para 14): Desde que Luisão chegou…;
Terça-feira (de 14 para 15): O Benfica e o FC Astana;
Quarta-feira (de 15 para 16): Que estreia na Liga dos Campeões 2015/16?;
Quinta-feira (de 16 para 17): Uma modalidade por semana: Pólo Aquático;
Sexta-feira (de 17 para 18): E o "Glorioso" na 4.ª jornada?;
Sábado (de 18 para 19): O Benfica e o CF "Os Belenenses";
Domingo (de 19 para 20): O “Clássico de Portugal”;
Segunda-feira (de 20 para 21): E depois de Contumil?;
Terça-feira (de 21 para 22): Mentiras Oficiais Made in SLB;
Quarta-feira (de 22 para 23): Benfica tão brilhante que se vê no escuro
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terça-feira, 4 de março de 2014

Rogério Jonet & Álvaro Gaspar

terça-feira, 4 de março de 2014 0 Comentários
HISTÓRIA


Enquanto preparo o texto de amanhã como está previsto desde 1 de Março, reproduzo a entrevista do jornalista Manuel Arons de Carvalho a Rogério Jonet para a (verdadeira) Bíblia do Clube, o Semanário "O Benfica". Eu acompanhei o jornalista a casa do sócio n.º 1 do SLB na segunda semana de Dezembro de 1993, para publicação em 15 de Dezembro, na página 7, com a finalidade de poder fornecer elementos da sua carreira futebolística que ajudassem a esclarecer e enriquecessem o seu passado como guarda-redes da 4.ª categoria no anos 10 e auxiliassem o Arons a fazer a entrevista.

A entrevista (e a conversa) com Rogério Jonet
Ao longo da entrevista fui também conversando com o então sócio n.º 1 procurando conhecer outros pormenores para lá do que interessava publicar pelo Arons. Fiquei a saber que Rogério Jonet conhecera Cosme Damião e Álvaro Gaspar, entre outros. E percebi que tinha interesse voltar a falar com ele. Assim o fiz, por duas vezes: uma ainda em Dezembro de 1993 e outra no início de 1994, bem antes do 90.ª aniversário do Clube, pois lembro-me de colaborar num documentário pedido pelo presidente da Direcção, Manuel Damásio e esse curto filme de 15 minutos - exibido em 28 de Fevereiro de 1994 - ter uma passagem com informação dos anos 10 aproveitando as histórias contadas por Rogério Jonet.

4.ª categoria campeã invicta: 12 vitórias em 12 jornadas e 54/3 em golos. 54 marcados e 3 sofridos, estes três golos nos dois jogos com o Ateneu CL: V 7-1 e V 5-2. O Sporting CP foi derrotado por 11-0 e teve falta de comparência na 2.ª volta! De cima para baixo. Da esquerda para a direita. António Brás, A. Caeiro, José Maria Bastos, Rogério Jonet, Ramiro Vito e Monteiro e Costa; Caetano Santos, José Tavares Bastos, Vítor Gonçalves (capitão), Jesus Munõz Crespo e Alberto Loureiro. Vítor Gonçalves foi internacional por Portugal na 1.ª e 2.ª selecções nacionais (1921 e 1922, nesta capitão). Jesus Muñoz Crespo foi goleador - 122 golos - na 1.ª categoria, onde jogou 12 temporadas entre 1916/17 e 1928/29. Foi o 3.º Águia de Ouro, mas o primeiro futebolista a receber o "Galardão Supremo do Benfiquismo", em 29 de Julho de 1928, por uma vida de futebolista dedicada ao Clube, durante 14 temporadas, entre 1914/15 e 1927/28. Inédito até então! Rogério Jonet chegou a ser o sócio n.º 1 do SLB, em 1993 e 1994.  (Foto digitalizada da página 330 do 1.º volume da História do SLB: 1904-1954, de Mário de Oliveira e Rebelo da Silva)
A minha homenagem (recordando) Rogério Jonet



Alberto Miguéns
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