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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

E Tudo Dortmund Levou (Parte IV)

quinta-feira, 21 de novembro de 2024 2 Comentários

COM A CONQUISTA DO BICAMPEONATO EUROPEU AS PRIORIDADES DO BENFICA MODIFICARAM-SE.



Durante as temporadas seguintes, entrando mesmo pelo início dos Anos 80, foi mais importante conquistar a "Terceira" que conquistar mais um campeonato nacional. Até ao regresso de Béla Guttmann, em 1965/66, qualquer treinador que não conseguisse, no ano de estreia, essa "terceira conquista" não teria uma segunda oportunidade.

 

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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

A "Dobradinha" em 1963/1964 (Parte III)

quarta-feira, 20 de novembro de 2024 1 Comentários

DEPOIS DE UM CAMPEONATO DE EXCELÊNCIA...


De cima para baixo. Da esquerda para a direita: Raúl (6), Cruz (4), Germano (3), Almirante Américo Tomás (Presidente da República), Coluna (5, capitão), Cavém (2) e Costa Pereira (1); Simões (8) (4-1), José Augusto (7) (1-0 e 2-0), José Torres (9) (6-2), Eusébio (10) (3-1) e Serafim (11) (5-2).

Uma Taça de Portugal irrepreensível derrotando na final, por 6-2, o FC Porto.

 

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terça-feira, 19 de novembro de 2024

A Formação de um Grande Plantel: 1963/1964 (Parte II)

terça-feira, 19 de novembro de 2024 4 Comentários

COM DISPENSAS E CONTRATAÇÕES ADEQUADAS.


Da esquerda para a direita: Perides, Pedras, Germano, Cruz, Augusto Silva, José Augusto, Eusébio, Torres, Coluna, Simões, Cavém, Serafim e Costa Pereira

Para manter o Benfica a continuar na disputa de finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

 

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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

A Época Esquecida: 1963/1964 (Parte I)

segunda-feira, 18 de novembro de 2024 2 Comentários

INJUSTAMENTE. PRINCIPALMENTE O TREINADOR QUE FOI RESPONSÁVEL POR ELA: LAJOS CZEIZLER.



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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Skovdhal 19 Anos e o SLB 6 - FCP 2

sexta-feira, 5 de julho de 2019 4 Comentários
NO DIA DO 19.º ANIVERSÁRIO DE EBBE SKOVDHAL O BENFICA CONQUISTOU A TAÇA DE PORTUGAL. HÁ 55 ANOS.



Derrotando o FC Porto por... 6-2 no Estádio Nacional, em 5 de Julho de 1964, com o treinador Lajos Czeizler a orientar o Benfica pela última vez com "dobradinha" em época (1963/64) de Bicampeonato.

E foi dispensado?
Foi! Não foi Campeão Europeu!



Final da Taça de Portugal
A conquista, há precisamente 55 anos, foi o culminar de uma temporada extraordinária em que o Benfica depois de conquistar o campeonato nacional (13.º título em 30 edições da competição) "tirou" a Taça de Portugal ao FC Porto, segundo classificado (a seis pontos do «Glorioso») no campeonato nacional aplicando-se "seis-a-dois", no Vale do J'amor, depois de dois jogos muito complicados no Nacional: empate a dois golos («Saudosa Catedral») e empate a um golo (estádio das Antas). Para "ler" esta final da Taça de Portugal, clicar para «Diário de Lisboa» (início) (meio) (fim).




Ebbe Skovdhal
O treinador dinamarquês completa hoje 74 anos, pois nasceu em 5 de Julho de 1945. A estreia dele no Benfica ocorreu em 26 de Julho de 1987. Quase há 32 anos. Como o tempo passa. Parece que foi ontem que o Benfica, no estágio de pré-temporada, em Davos, Suíça, "despachou", por 5-1, o Grasshopper CZ. Regressando a 1964, neste dia Ebbe Skovdhal comemorou, certamente em Copenhaga, o seu 19.º aniversário, como futebolista do Vanlose IF (com o "ó" traçado, mas não sei como se faz).   




Lajos Czeizler
Foi um treinador extraordinário. um gigante mal compreendido no Benfica. Vivia-se obcecado por Béla Guttmann e tudo o resto era inferior. Nasceu em Heves (centro da Hungria, então Império Áustro-húngaro), a 5 de Outubro de 1893, como Czeizler Lajos (tal como Fehér Miklós) estreando-se no «Glorioso», aos 69 anos, enfrentando o poderoso FC Barcelona, em 31 de Agosto de 1963, no Torneio Rámon de Carranza, em Cádis, com o Benfica a derrotar por 3-2 o clube catalão. Seguiu-se a ACF Fiorentina desbaratada com 7-3 e a conquista do prestigiado (e imponente) troféu. A época seria assim. De goleada em goleada, com o "acidente" na Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde um Benfica desfalcadíssimo foi copiosamente derrotado em Dortmund, por 0-5, pelo BVB 09. Nunca lhe perdoaram, mesmo sem metade dos titulares disponíveis. Nem os 6-2 da final da Taça de Portugal frente ao vice-campeão nacional, nem as 21 vitórias em 26 jogos (quatro empates e uma derrota) e 103/26 em golos, ou seja, um golo sofrido por jornada e 3,96 golos marcados por jogo, no campeonato nacional serviram para dar-lhe mais uma oportunidade. Não teve atenuantes. Não conquistou a «Terceira», estava dispensado. Um Senhor, com enorme respeito ao Benfica - ele que era um ídolo em Itália - aceitou a "desfeita" com muita classe, dizendo que treinando o Benfica e este não o querendo, o «Glorioso» ficaria como o grande marco final da sua longa carreira, não aceitando treinar mais nenhum clube do Mundo. Pouco tempo depois (três anos) adoeceu vindo a morrer de trombose num hospital de Budapeste, onde estava internado há três semanas, em 6 de Maio de 1969, quase cinco anos depois de orientar o Benfica pela última vez, em 5 de Julho de 1969, há 55 anos. Seja em 6 de Maio de 2020, seja em 5 de Outubro de 2019, Lajos Czeizler merece ser honrado neste blogue.


Um dos irmãos Laudrup. o pai deles (Finn) e o cunhado deste... Ebbe Skovdhal

Há 55 anos se dissessem a Skovdhal que um dia, aos 42 anos, treinaria o clube que no dia do seu 19.º aniversário aniquilara, por 6-2, o FC Porto, ele não acreditaria. Mas, também, nem em Badajoz se soube, quanto mais em Copenhaga! Mas foi mesmo. Benfica, 6 - FC Porto, 2 nos anos 60, em dia de aniversário de um futuro treinador do Benfica, dos anos 80.
       




É assim que, enquanto o tempo corre, tempo tem, se faz BENFICA!

Alberto Miguéns

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Em Defesa de Lajos Czeizler

domingo, 4 de dezembro de 2016 6 Comentários
A FOBIA DE APRESENTAR NÚMEROS, ESTATÍSTICAS E VERBORREIA SONORA TOLDA A INFORMAÇÃO. PORQUE GERALMENTE MENTEM.


Tudo é mais grave, por ser óbvio, quando se trata de serem entidades de comunicação do próprio Clube a fazerem isso. Porque para salientar e enaltecer os feitos de uns implica ignorar o que outros fizeram. Chama-se a isso…ingratidão.

No Benfica é muito difícil “bater” recordes
Porque o Benfica é um Clube Glorioso. Grandioso. Com um passado de grandeza que é possível melhorar mas é difícil fazê-lo. E só pontualmente se consegue.

Quando Jorge Jesus estava no “Glorioso”
Bateu alguns recordes (vitórias consecutivas ou jogos consecutivos a marcar golos) e outros que lhe foram inventados à medida – até por alguns espécimes que agora o enxovalham – como o do treinador com mais títulos conquistados. Como se pudéssemos comparar o que não se pode comparar. Como comparar treinadores que têm cinco competições para conquistar (e como se as competições tivessem todas o mesmo "valor") – campeonato nacional, Taça de Portugal, competição europeia, supertaça e Taça da Liga – com treinadores que só tinham três competições para serem jogadas? Jorge Jesus só pode ser comparado com Quique Flores e Rui Vitória. O resto é falácia.

Agora com Rui Vitória
Vira o disco e toca o mesmo. Não vou entrar no jogo das comparações até porque o que me interessa em relação ao nosso treinador é o Futuro. E aí quero que Rui Vitória seja o melhor de sempre. Consiga superar Béla Guttmann que há muito que digo que nem o húngaro, nem Eusébio deviam entrar em “listas”. Serão sempre os primeiros. A não serem é estarem a ridicularizar a “Gloriosa História”! O que me vai incomodando é andarem à volta das percentagens de vitórias em relação ao jogos disputados e ignorarem sistematicamente o grande treinador – em termos de percentagem de vitórias – que foi Lajos Czeizler. Foram “só” 81 por cento: 33 vitórias em 41 jogos. Números totais?

Campeonato Nacional      26     21     4       1        103   26
Taça de Portugal                11      10     1        -          56     9
Taça CC Europeus               4       2     1        1          10     9
TOTAIS                                41     33     6       2       169    44

Uma média de quatro golos marcados por jogo. E quatro vezes mais golos que os sofridos.

RESULTADOS DO “GLORIOSO” COM LAJOS CZEIZLER (1963/64)
CAMPEONATO NACIONAL
TP/TCCE
Cl.
Adversários
Casa
Fora
Fase
Casa
Fora
2.º
FC Porto
E 2-2
E 1-1
FINAL
V 6-2
3.º
Sporting CP
E 2-2
D 1-3



4.º
Vitória SC Guimarães
V 2-1
V 4-1



5.º
GD CUF
V 2-1
V 3-0



6.º
CF “Os Belenenses”
V 5-2
E 1-1
MF
V 3-1
V 3-0
7.º
Vitória FC Setúbal
V 5-2
V 4-2



8.º
Leixões SC
V 7-0
V 5-1



9.º
Ass. Académica Coimbra
V 3-0
V 5-1



10.º
Varzim SC
V 8-0
V 2-0



11.º
Lusitano GC Évora
V 2-0
V 3-1
QF
V 3-1
V 8-1
12.º
Seixal FC
V 10-0
V 3-2



13.º
SC Olhanense
V 8-1
V 3-0



14.º
FC Barreirense
V 8-0
V 4-2



15.º
SC Salgueiros
II DIVISÃO/ ZN
1/8
V 3-1
E 1-1
13.º
SC Vianense
II DIVISÃO/ ZN
1/16
V 9-0
V 8-1
6.º
Luso FC Barreiro
II DIVISÃO/ ZS
1/32
V 6-1
V 6-0
7.º
Distillery FC Belfast
IRL. NORTE
1/16
V 5-0
E 3-3
4.º
BVB Dortmund
R. F. ALEMÃ
1/8
V 2-1
D 0-5
NOTA: Classificações obtidas pelos clubes em 1963/64

Lajos Czeizler foi uma máquina trituradora
Começou a brilhar naquilo que se chama pré-época na actualidade.

Conquista do Troféu Ramón de Carranza
O Benfica depois de se afirmar na Europa foi convidado para disputar o 9.º troféu Ramón de Carranza. Nas meias-finais o “Glorioso” eliminou no sul de Espanha o poderoso FC Barcelona (V 3-2) e na final esmagou, com uma vitória por 7-3, a AFC Fiorentina que eliminou o Valência CF. Um “cartel” de luxo: SL Benfica (Bicampeão Europeu em 1961 e 1962), CF Barcelona (vencedor das duas edições iniciais da Taça das Cidades Com Feiras, em 1958 e 1960 e finalista vencido na Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1961), ACF Fiorentina (vencedor da primeira edição da Taça dos Clubes Vencedores das Taças, em 1960/61) e Valência CF (detentor das últimas duas edições da Taça da Cidades Com Feiras, em 1962 e 1963). Esta passagem pelo “Glorioso” pelo Sul de Espanha ainda no final dos anos 80 era uma referência. Ouvi-o eu em Sevilha e Cádis. Quem quiser saber mais (clicar).



No final da primeira volta do campeonato nacional
O Benfica tentava – e conseguiu – o segundo título consecutivo mas o FC Porto procurava desesperadamente regressar ao título de campeão nacional que lhe fugia há quatro temporadas, desde 1958/59. Ao final de 13 jornadas apenas dois pontos separavam os dois clubes. Dois empates. Embora o SLB tivesse mais dez golos marcados. Lajos Czeizler soube tirar o máximo proveito da célebre frase de Béla Guttmann, que encerrava mais ou menos esta ideia: Com Eusébio em dia bom, mesmo em 3.4.3 o Benfica joga com doze, porque ele é o quarto médio e o quarto avançado ao mesmo tempo.




Ir ao estádio do Restelo
Esmagar o Sporting CP com uma vitória, por 5-0, num troféu que deve ser em termos de valor real (material) o mais valioso do espólio infinito do Clube. A Taça de Ouro da Imprensa. Quem quiser saber mais (clicar). O mesmo SCP que dois meses depois conquistou a Taça dos Clubes Vencedores das Taças.




Esmagar o vice-campeão na Final da Taça de Portugal
No melhor resultado de sempre quando se encontraram no jogo decisivo o campeão e o segundo classificado do campeonato nacional. Seis-a-dois! Sem espinhas! Quem quiser saber mais (clicar).



Faltou a “Terceira”
Mas ela já vem a faltar desde a final de Wembley, em 1962/63, frente ao AC Milan. Mas o que os Benfiquistas queriam era ser novamente Campeões Europeus. E Lajos Czeizler (no jogo decisivo, em Dortmund, infeliz por não poder colocar em campo, Costa Pereira, Germano, Eusébio e José Torres, por exemplo) não foi. Logo…Adeus!

No Benfica não se escolhe…exclui-se
Não aprendem. Irra. A Gloriosa História é-o por isso mesmo. Por ser categórica. Feita com cifras de excelência. São 113 temporadas (1904/05 – 2016/17) a grande parte delas com glória e a terminarem em êxtase. O Benfica não nasceu, cresceu e foi grande ontem ou anteontem! São mais de Cem Anos de Glória.

Tenham juízo
Se puderem!


Czeizler?!
No total da temporada (1963/64) em 54 jogos, o "Glorioso" conseguiu 42 vitórias e seis empates (seis derrotas) marcando 205 golos (64 sofridos). Em 24 jogos marcámos quatro ou mais golos, incluindo cinco jogos com oito golos, um com nove e outro com dez. Em 54 jogos só ficámos sem marcar em...três! Três em 54! Lajos Czeizler? Perdoa-lhes que eles não sabem o que dizem. Dos ignorantes será o reino dos Céus!



Obrigado Lajos Czeizler

Alberto Miguéns

NOTA: Se contabilizarmos as épocas com três ou mais competições oficiais as melhores temporadas "estatísticas" são de Béla Guttmann (82.9 por cento de vitórias - 34 em 41 jogos - em 1960/61) e de Jimmy Hagan (83.3 por cento de vitórias - 30 em 36 jogos - em 1972/73) 
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