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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Cádis: Eusébio Isolado Como Goleador

sexta-feira, 1 de setembro de 2017 1 Comentários
AO CONTRÁRIO DO QUE ESTÁ ESCRITO NA WIKIPÉDIA E PODE SER CONTABILIZADO NO PORTAL RSSSF.


O Glorioso Eusébio é o melhor marcador (e isolado) nas 63 edições do Troféu Ramón de Carranza, com 9 golos. O responsável pela Wikipédia (clicar) deve ter-se equivocado por ter confiado no portal rsssf.com (clicar) e o responsável por este portal preocupou-se mais em despachar a estatística que em ter prazer em saber a verdade. Penso eu de que...

Logo por aqui se percebe o desfasamento...
Entre Gento (Real Madrid CF) ter nove golos (igualando Eusébio) ou menos um (como é a realidade)

A diferença entre recolha directa (na Imprensa, neste caso no "Mundo Deportivo" publicado em 31 de Agosto de 1959
E copiar de quem copiou (e pode ter copiado mal...) publicando no rsssf.com há meia dúzia de anos


Em Espanha, como em Portugal ou no resto do Mundo
É necessário cruzar informação de vários jornais (se a estatística corresponder a jogos de um passado distante) em vez de pensar que «o que vem à rede é peixe». Não podendo colocar neste blogue todas as digitalizações ficam alguns exemplos. E há um princípio básico em caso de diferença de informação não podendo consultar periódicos até à exaustão. Os jornais desportivos são mais credíveis que os generalistas. Os jornais locais - localidade ou país - mais fidedignos que os de outras localidades ou estrangeiros. Por motivos óbvios.

Gento não tem nove, mas oito golos
E entre Di Stéfano e Puskas, há uma diferença de um golo ser atribuído a um ou a outro. Neste caso tendo de optar escolheria o "Mundo Deportivo" em detrimento do generalista ABC.

Vamos lá fazer a "anatomia do erro"
Logo em 1958 começam os problemas. A edição de estreia do Real Madrid CF em Cádis. Para o "Mundo Deportivo" Puskas marcou quatro golos e Di Stéfano não marcou. Para o "ABC", Di Stéfano marcou um golo e Puskas fez três! Porque um golo do húngaro é atribuído, pelo "ABC", ao argentino.

Mundo Deportivo



ABC





Em 1959 (segunda participação) entra Gento "ao barulho" (ou fazem-no entrar)

O  portal rsssf.com atribui-lhe dois golos na final quando apenas marcou um, como noticia o "Mundo Deportivo".

RSSSF


Mundo Deportivo
(meia-final)





Mundo Deportivo
(Final)



Depois tudo normal
Daí que para facilitar a leitura utilize o portal rsssf.com com menos informação mas mais fácil de ler. E rigorosamente igual ao que noticiaram os jornais de Espanha. 





Em vez disto
Dois melhores marcadores, ambos com nove golos, Gento e Eusébio.




Temos isto
Eusébio com nove, Gento com oito e depois Puskas com oito (ou sete) e Di Stéfano com sete (ou oito). E, claro, José Torres com seis!

MELHORES MARCADORES EM 63 EDIÇÕES DO TROFÉU RÁMON DE CARRANZA
Marcador
Clube
Golos
Sequência
T
FN
MF
Eusébio
SL BENFICA
9
5
3
1 + 1 + 2 + 1 + 3
Gento
Real Madrid CF
8
3
5
1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1
Puskas
Real Madrid CF
8
3
5
4 + 2 + 1 + 1
Di Stéfano
Real Madrid CF
7
2
5
1 + 5 + 1
José Torres
SL BENFICA
6
5
1
4 + 1 + 1
NOTAS: A vermelho - golos em finais; a verde - golos em meias-finais ou jogo do 3.º lugar;  Puskas pode ter sete golos (em vez de oito) e Di Stéfano pode ter oito golos (em vez de sete)

Benfica Rei de Cádis. Eusébio soberano de Carranza

Alberto Miguéns
Ler mais ►

Cádis 1963: Espanto e Recordes

1 Comentários
HÁ 54 ANOS O BENFICA DESLUMBROU NO SUL DE ESPANHA.



Conquistando, pela primeira vez, o prestigiado Troféu Ramón de Carranza que fez disputar, em 1 de Setembro de 1963, a final da 9.ª edição. Em 1971 (17.ª edição) foi conquistado o segundo.


O "Glorioso" participou, em 1963, pela primeira vez. E conquistou o troféu na estreia
Tirando destas contas o vencedor óbvio da primeira edição (Sevilha FC), os restantes vencedores foram o Real Madrid CF (logo na estreia, em 1958, na IV edição) e o FC Barcelona (na segunda participação, em 1961, na VII edição) depois da estreia em  1959 (finalista frente ao Real Madrid CF, numa derrota por 3-4).

Entrar a arrasar em 1963 e depois em 1964 (meias-finais)
E é de notar que o Benfica, na edição seguinte, em 1964, foi o primeiro clube a derrotar o Real Madrid CF no troféu Rámon de Carranza. Foi em 29 de Agosto, com 2-1. E o Real Madrid CF na quarta participação foi "obrigado" a jogar para o 3.º lugar. O Benfica em cinco participações foi sempre primeiro (1963 e 1971) e segundo (1964, 1965 e 1972).

OS CLUBES QUE PARTICIPARAM NAS NOVE EDIÇÕES DO TROFÉU, ENTRE 1955 e 1963
Clube
R
P
T
J
V
E
D
GM
GS
SL BENFICA
POR
100
1
1
2
2
-
-
10
5
Real Madrid CF
ESP
100
3
3
6
6
-
-
23
10
Sevilha FC
ESP
83
4
3
6
5
-
1
14
9
FC Barcelona
ESP
71
4
2
8
5
1
2
21
15
Real Saragoça
ESP
67
1
-
2
1
1
-
5
3
Athletic Club (Bilbau)
ESP
50
2
-
4
2
-
2
5
9
Wiener SC
ÁUS
50
1
-
2
1
-
1
4
5
AS Roma
ITÁ
50
1
-
2
-
-
2
1
3
AC Milan
ITÁ
50
1
-
2
1
-
1
6
8
Stade de Reims
FRA
50
1
-
2
1
-
1
5
3
CA River Plate
ARG
50
1
-
2
1
-
1
1
2
CA Peñarol
URU
50
1
-
2
1
-
1
3
3
FC Inter Milão
ITÁ
50
1
-
2
1
-
1
3
4
ACF Fiorentina
ITÁ
50
1
-
2
1
-
1
6
9
Atlético CP
POR
00
1
-
1
-
-
1
1
2
CF "Os Belenenses"
POR
00
1
-
1
-
-
1
3
4
Racing Club Paris
FRA
00
1
-
1
-
-
1
1
2
Standard Club Liége
BÉL
00
1
-
2
-
-
2
5
7
Eintracht Francforte
RFA
00
1
-
2
-
-
2
2
6
CA San Lorenzo (Almagro)
ARG
00
1
-
2
-
-
2
2
4
Valência CF
ESP
00
1
-
2
-
-
2
3
7
Clube Atlético Madrid
ESP
00
2
-
3
-
-
3
2
6
NOTA: R - Rendimento (percentagem com base no seguinte: 3 pontos por vitória; 2 pontos por vitória no desempate; 1 ponto por empate com derrota no desempate); P - Participações; T - Troféus conquistados (o que realmente conta)


Como era habitual a 9.ª edição, em 1963, foi gigante em clubes participantes
Grandes emblemas do Futebol Mundial em presença e confronto. Foi uma edição escolhida para "europeizar" Cádis com vencedores das três competições europeias que caminhavam ainda nas primeiras edições. A iniciar 1963/64 depois de 1962/63 em grande. O FC Barcelona conquistou a Taça de Espanha e era Bi-vencedor do torneio de Cádis. O SL Benfica era Tri-finalista na Taça dos Clubes Campeões Europeus e Campeão Nacional.



Meias-finais
Ambos os jogos resolvidos "à justa" por 3-2. O Benfica repetiu o resultado de Berna, frente ao FC Barcelona. A ACF Fiorentina necessitou de prolongamento frente ao Valência CF para afastar, por 3-2. E eis uma final Benfica- ACF Fiorentina. Em Cádis, no Sul de Espanha.



Terceiro lugar
O poderoso FC Barcelona (então castelhenizado como CF Barcelona) "despachou", por 4-1, o Valência CF.



Final
Ainda na actualidade histórica. Vitória por 7-3, com 3-3 aos 90 minutos e depois 3-0, em 30 minutos! A meia-hora de prolongamento "mais louca" na Gloriosa História.




Repito o que disse para a edição em 1971. A Supertaça portuguesa ou a Taça da Liga
«Ao pé» deste torneio, entre os anos 60 a a década de 80, é brincadeira!

Recordes, recordes e mais recordes
É a final (em 63) com mais golos...dez! E é a final em que o vencedor marcou mais golos...sete! E José Torres com quatro golos ainda é o futebolista que marcou mais vezes no jogo decisivo. E apenas Di Stéfano, na meia-final, em 1959, na 5.ª edição (Real Madrid CF, 6 - AC Milan, 3) o superou com cinco. Mas numa meia-final. O mágico Di Stéfano numa final nunca fez mais que um golo, embora duas vezes (1958 e 1959). Até 2001 (47.ª edição) o Benfica, com quatro golos, detinha a maior diferença de golos num jogo (e logo numa final) em Cádis. Só o Real Bétis (Sevilha), 6 - Málaga CF, 1, ultrapassou com cinco golos a marca do "Glorioso".



O Benfica é assim!

Alberto Miguéns

NOTA FINAL: Ao contrário daquilo que está escrito na Wikipédia (clicar) e pode ser contabilizado na RSSSF.com (clicar).

Eusébio com 9 golos é o melhor marcador em toda a história do torneio, ou seja, nas 63 edições, entre 1955 e 2017. Segue-se Gento (Real Madrid CF) com oito golos, Puskas e Di Stéfano têm sete ou oito. Isto porque há publicações espanholas que atribuem o mesmo golo a um ou ao outro. Mas seja como for um deles terá sete e o outro oito. Como hoje já há texto e números que chegam, a justificação desta correcção (com digitalizações de jornais de Espanha) fica para "segundas núpcias", ou seja, para a comemoração da conquista do "Primeiro", em 1 de Setembro, mas lá para o meio-dia! 
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