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domingo, 10 de junho de 2018

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domingo, 10 de junho de 2018 5 Comentários
MAS APENAS UM AGRADECIMENTO À FILHA MAIS VELHA DO CAPITÃO JOSÉ ÁGUAS.


Que completa dia 16 deste mês, 62 anos, pois nasceu em 16 de Junho de 1956. Ei-la com menos de dois anos:


Ao final de mais de 40 anos
Falei - telefonei - com «Lena d'Água» no final da semana passada para preparar um texto a editar neste blogue dia 13 de Junho, dia de Santo António. Falei com José Águas uma dúzia de vezes e com o filho/irmão Rui Águas meia dúzia. 


Curiosamente dos "Águas" o primeiro que vi foi a Helena
Pois nunca vi José Águas jogar e Rui Águas só muito mais tarde. A Helena Águas vi-a num espectáculo - ela pelo telefone ainda se recordava desse dia, não de mim (claro!) mas eu recordo-me dela. Foi num espectáculo do grupo musical a que então pertencia, os «Beatnicks" no Ginásio do Liceu Nacional de Queluz. Em finais de 1976, 1977 ou início de 1978. Eu ainda não era associado do "Glorioso". 


Helena Águas era muito diferente do que depois foi
Tinha uma postura "hippie" com o grupo «Beatnicks» do qual era líder Ramiro Martins (viola-baixo), aquele que seria o seu único marido e pai da sua filha Sara. Casaram-se, em 20 de Setembro de 1975, ele com 21 anos e ela com 19 anos. A primeira vez que a vi estava muito diferente das "outras vezes seguintes", numa longa túnica 'florida'.


Uma das mais belas canções
Quando a oiço lembro-me sempre de Ramiro que morreu extremamente novo, talvez com 44 anos, em 1998.



Era de noite, lembro-me bem como se fosse agora e aqui
O frio cortava como navalha e a malta muda e sem se mexer
como as pedras da calçada
Tinhamos vindo ainda há pouco da casa do João na avenida
Tudo bem alto, ninguém sonhava então que ia entrar num beco sem saída

Ele era meu amigo desde os dias de escola
Gostava de brincar comigo aos índios e aos cowboys
E eu sonhava poder vir a ser a sua companheira
Mas o meu herói quis outra heroína 
O meu herói quis outra heroína

Estava deitado sobre o meu colo como Jesus ao colo de Maria
Fechou os olhos e eu tive medo de o perder naquela noite fria
A morte veio, e sem dizer nada ele partiu com ela na montada
E eu fiquei rouca de gritar por dentro mas já de nada serviu o lamento

Ele era tão bonito e tocava viola
No grupo lá do bairro que ensaiava na garagem do Zé
A gente costumava ir juntos ver o Sol nascer na praia
Mas o meu herói quis outra heroína 
O meu herói quis outra heroína


No grupo a "Salada de Frutas" ou em a "Banda Atlântida"
O guitarrista chegou a equipar «à José Águas".


Em cima e no centro, na Praça de Touros do Campo Pequeno. Em baixo, no "Rock Rendez-Vous" com Zé Carrapa (guitarra-solo) e Guilherme Inês (bateria)



Vi depois muitos outros, com mais rigor...apenas alguns, espectáculos
Mas nunca falei com ela...até dia 1 de Junho de 2018 com início às 17:25.

Obrigado Lena d'Água pela preciosa - e fundamental - ajuda! Viva o Benfica!

Alberto Miguéns
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