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SEMANADA: ÚLTIMOS 7 ARTIGOS
E No Princípio Era a Bola. Depois Também.
| ● Alberto Miguéns ● quarta-feira, 8 de setembro de 2021 | ● 00:00 | 2 Comentários |
117
| ● Alberto Miguéns ● domingo, 28 de fevereiro de 2021 | ● 00:00 | 13 Comentários |
UM GRUPO DE 24 INAUDITOS JUNTARAM-SE UM DIA E FUNDARAM O NOSSO CLUBE.
| Eles Que São o Nosso Guia e Nos Desafiam Sempre a Seguir o seu Exemplo |
Uma composição gráfica no interior da Farmácia Franco com 7 dos 24 fundadores. Da esquerda para a direita: António Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Carlos França, Cosme Damião, Manuel Gourlade e Daniel dos Santos Brito
Esse dia foi há 117 anos, em 28 de Fevereiro de 1904. Com
ligações a Belém, por lá terem nascido, vivido ou trabalhado, convergiram para
um local conhecido e bem frequentado, a Farmácia Franco, na Rua Direita de
Belém.
Se Belém é
local de nascimento do Clube
Os seus fundadores têm progenitores por todo o Portugal. Esta é a homenagem de dois Benfiquistas aos 24 que um dia criaram o “Mais Belo Clube do Mundo”. Será evocada a sua origem, bem como a dos seus pais.
Com um País
como berço deles e dos seus antepassados
Em Belém, fundariam o Clube que depressa os honrou, em grandeza, portugalidade e universalismo, pois também é de todo o Portugal. O maior clube desportivo de Portugal.
(clicar em cima das imagens permitirá ver com melhor qualidade)
E PLURIBUS
UNUM
Alberto Miguéns (texto)
Victor João Carocha (pesquisa e grafismo)
116 Anos Com Assinatura
| ● Alberto Miguéns ● sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020 | ● 00:00 | 3 Comentários |
Miguéns, Alberto
E no Princípio era a Bola
| ● Alberto Miguéns ● quinta-feira, 21 de março de 2019 | ● 00:00 | 2 Comentários |
24. José Rosa Rodrigues;
24. António Rosa Rodrigues;
24. Manuel Gourlade;
23. Cândido Rosa Rodrigues;
21. Daniel dos Santos Brito;
21. Carlos França;
20. Jorge Costa Afra;
17. Eduardo Corga;
17. Raúl Empis;
17. José da Cruz Viegas;
17. Lopes;
13. Joaquim Ribeiro;
12. Duarte José Duarte;
11. Henrique Teixeira;
11. José Dias;
10. Abílio Meireles;
10. Fortunato Levy;
08. Joaquim de Almeida;
07. Armando Macedo;
05. Mário Leite;
05. Portugal;
05. Frederico Burnay;
03. José Linhares;
02. Zoheger;
02. Faísca;
01. Luís Ribeiro;
01. Romualdo;
01. Amadeu Rocha;
01. António Severino;
01. Vasconcelos;
01. Francisco Reis Gonçalves.
115 Anos: O Percurso de Vida Para 24 Idealistas
| ● Alberto Miguéns ● quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019 | ● 00:00 | 21 Comentários |

Comemoramos o colectivo. A consumação de uma Ideia que depois se transformou num Ideal generoso e de superação.

Em tempos...há dois anos
Foi possível saber que os 24 fundadores eram muito jovens, com uma média de 20 anos (clicar para o texto publicado em 28 de Fevereiro de 2017). Apesar dessa juventude, os 24 Fundadores souberam - por amor a essa Ideia original e inovadora - "fazer um team só com portugueses" juntando miúdos do bairro de Belém sedentos de vitórias com um grupo de casapianos veteranos "bons de bola".
Agora é possível perceber o seu percurso de vida
Com uma investigação notável Victor João Carocha conseguiu balizar o percurso de vida da maioria dos Fundadores. Para já passamos a conhecer o tempo que cada um viveu antes e depois do "Glorioso" nascer nesse Dia do Ideal Solidário (24 pares entre pares), sem protagonismos de um sobre os outros, com escolhas democráticas que iriam ser um dos pilares do Benfica para sustentar uma Glória Imorredoira.
O que dá mais prazer nestas descobertas
Além de resgatar para a memória colectiva, esses 24 pioneiros, ou seja, como escreveu Luís de Camões "libertá-los da morte" que tudo faz esquecer, é também perceber que quase todos tiveram uma vida biológica que lhes permitiu perceber que aquele gesto na Farmácia Franco não foi efémero, muito menos episódico. A maioria viveu para ter a noção que a fundação do Clube, teve um significado amplo e grandioso. Ao reunirem-se e fundarem o Clube iniciaram a vida do maior e mais popular clube português e um dos mais notáveis no Futebol Mundial. E perceberam ao longo das suas vidas que isso estava a ser uma realidade.
Quase todos viram o Benfica fazer o primeiro TRI
No campeonato nacional entre 1935/36 e 1937/38. Bem como a primeira «dobradinha», em 1942/43. Todos viram o Benfica ser altaneiro no futebol português, com oito títulos de campeão regional em onze temporadas (1909/10 a 1919/20). Viram o Benfica "só com portugueses" derrotar os ingleses do Carcavellos Club, em 1907, 1910 e 1911. Quase metade viu a conquista da Taça Latina (1950) e houve ainda quem visse que partindo-se de um pequeno grupo que dava para fazer treinos jogados de onze contra onze, o Clube chegou à Glória de se sagrar Bicampeão Europeu, em 1960/61 e 1961/62. Que orgulho não devem ter tido.

História do Sport Lisboa e Benfica 1904/1954; Mário de Oliveira e Rebelo da Silva; I Volume, 1.º fascículo; página 13; Lisboa, Janeiro 1954; edição dos autores
O tempo justificou na perfeição os trabalhos e canseiras de carregar barrotes e redes, regadores e cal, bandeirolas e cordas com o rectângulo de jogo definido para marcar terrenos públicos, em Belém, para poderem jogar e treinar. De modo algum foi incómodo e inadequado, face aos meios existentes, a necessidade inicial de partilhar as Gloriosas camisolas já suadas do jogo anterior, de se equiparem ao ar livre e de tomarem banhos improvisados com um balde de água fria deitado sobre as suas cabeças. Tempos difíceis, só suportáveis por Homens de rija têmpera, acima de tudo crentes naquele Ideal generoso e de superação.
Vinte e quatro indomáveis legaram a milhões um Clube com classe e irascível em nunca desistir, de não querer nunca perder ou sequer empatar. Um Clube que sabe ganhar e reconhecer a superioridade do adversário na derrota mas com isso aprende para depois os vencer na desforra (jogo seguinte).
No seu túmulo, os 24 Fundadores descansam para a eternidade, credores perenes do carinho e reconhecimento dos actuais Benfiquistas e daqueles que hão-de vir. Sabemos agora onde a maioria repousa.
Que Descansem Em Paz.
Eis o génese do Benfica. O Clube que se tornou gigante porque começou solidário. Vinte e quatro entre 24.
Carocha, Victor João
Miguéns, Alberto
Que Grande Década
| ● Em Defesa do Benfica ● segunda-feira, 7 de janeiro de 2019 | ● 20:39 | 3 Comentários |
AO QUE PARECE NÃO É A MELHOR. MAS NÃO SENDO É DAS MELHORES.
O Benfica desde 28 de Fevereiro de 1904 (até antes quando se faziam os preparativos para fundar o clube) teve gente excepcional. E ao longo do tempo, em quase 115 anos, também. Mas também apareceram uns «chico-espertos» que pensavam que eram maiores que o clube e donos dele. Depressa foram esquecidos e ridicularizados. A grandeza do Benfica está em todos. Todos é a palavra que sintetiza os que fazem o Benfica grande. Há alguns (tem havido) que por muito bom que julguem ser não passam de quem um dia vai passar à história, como associado (ficando nos registos do Clube), como dirigente ou como atleta. Todos passarão à história menos o Benfica que é um Ideal por isso Imortal. Quando se passa à história (por deixarem de ser parte activa) resta saber se passam pela porta grande, pela porta pequena ou até pelo buraco de uma fechadura.
O Benfica teve décadas excepcionais em 115 anos, mas esta entre 1959/60 e 1968/69...
2. Na Taça de Portugal três conquistas em quatro finais (uma perdida), com mais três eliminações em meias-finais, duas nos quartos-de-final e um afastamento nos oitavos-de-final. Foram 30 por cento dos troféus conquistados, 40 por cento das finais jogadas e presença em 70 por cento das meias-finais;
3. Na Taça dos Clubes Campeões Europeus, o Benfica em oito temporadas (1960/61 a 1967/68), regista cinco presenças em finais com três consecutivas e um Bicampeonato Europeu, ou seja, em 63 por cento das temporadas. O «Glorioso» é considerado o melhor clube europeu da década de 60 e recebeu o troféu ADIDAS em 1968 referente ao melhor clube europeu dessa temporada.
E há ainda o eclectismo
Triunfos em Ciclismo (Volta a Portugal em Bicicleta) com três vencedores: 1965: Peixoto Alves, 1966 - Francisco Valada; e 1968 - Américo Silva), campeão em Andebol (1961/62), Atletismo (Plantel Masculino com títulos em corta-mato e pista e Feminino com títulos em corta-mato), Basquetebol (Pentacampeonato: 1960/61 a 1964/65 e seis Taças de Portugal em dez temporadas), Hóquei em Patins (seis campeonatos nacionais (2 + 1 + 3), incluindo um TRI e dois Campeonatos Metropolitanos, não havendo disputa da Taça de Portugal, mais uma Taça das Nações em Montreux: 1961/62), Voleibol (Marias) com os quatro primeiros campeonatos nacionais dos nove consecutivos, Ténis de Mesa (sete campeonatos nacionais masculinos e femininos e cinco Taças de Portugal idem e em pares-mistos), Râguebi (um TRI no campeonato nacional e três Taças de Portugal), Badminton, Xadrez, Bilhar, Corridas em Patins, Tiro com Arco e à Bala, Caça Submarina, Pugilismo, Luta livre e greco-romana, Halterofilismo, Hóquei em Campo, etecetra, etecetra e etecetra, pois o Benfica tinha 32 modalidades em competição, tantos foram os títulos entre seniores e equipas de formação em todas as modalidades. Só na Formação em Futebol: Juniores com sete Distritais e três Nacionais; Principiantes (Juvenis) com três Nacionais e dois Distritais em sete temporadas de uma década que nas três épocas iniciais não teve competições. Uma Cidade Desportiva com um Estádio para 75 mil pessoas, quatro campos de futebol, campos de ténis, pavilhão, Sede com rinque na avenida Gomes Pereira, salão para assembleias gerais, e salões para jogar Bilhar e Ténis de Mesa, além da Secretaria, na Baixa de Lisboa, com Sala de Troféus monumental, além de mais um salão de Bilhar/Ténis de Mesa. Os anos 60 foram de ouro! Sem dívidas! Sem dúvidas. Só certezas! Com Benfiquistas com classe, a todos os níveis. Os parolos ficavam à porta!
Época
|
Campeonato
Nacional
|
Taça
Portugal
|
Competições
Europeias
|
|
1959/60
|
10
|
1/2
|
TCCE
|
NP
|
1960/61
|
11
|
1/8 *
|
TCCE
|
1
|
1961/62
|
3.º
|
14
|
TCCE
|
2
|
1962/63
|
12
|
1/2
|
TCCE
|
FINAL
|
1963/64
|
13
|
15
|
TCCE
|
1/8
|
1964/65
|
14
|
FINAL
|
TCCE
|
FINAL
|
1965/66
|
2.º
|
1/4
|
TCCE
|
1/4
|
1966/67
|
15
|
1/4
|
TCcF
|
1/8
|
1967/68
|
16
|
1/2
|
TCCE
|
FINAL
|
1968/69
|
17
|
16
|
TCCE
|
1/4
|
TOTAIS
|
8 em
10
80
%
|
3 em
10
30
%
|
Bicampeonato Europeu 1960/61 e
1961/62
Cinco finais da TCCE em 10 (50 %)
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