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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Haja Decoro e Noção...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020 1 Comentários
HÁ MAIS DE 40 ANOS A INCENTIVAR O ÓDIO.



E tudo começou, na segunda metade dos Anos 70, com José Maria Pedroto (treinador do FC Porto) para com Mário Wilson (era mestiço) treinador do «Glorioso» que era "o burro preto que dava coices vermelhos..." Já não se lembram?

Eu jamais esquecerei!

Alberto Miguéns

NOTA: Os media ao elogiarem os adeptos destes clubes, por que são intrépidos, aguerridos, apenas apoiam os clubes da "sua terra" e odeiam os de "outras terras" são coniventes com o ambiente que grassa no estádio do Vitória SC e nas ruas de Braga.

Useiros e vezeiros em insultarem adversários. É por só gostarem do «clube da terra» (clicar)
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domingo, 9 de outubro de 2016

Não Foi! Não Foi! Não Foi! Não Foi! Não Foi! Não Foi!

domingo, 9 de outubro de 2016 12 Comentários
PODIA TER SIDO ENGRAÇADO MÁRIO WILSON SER ISTO. MAS NÃO FOI! É LENDA!


Fui alertado pelo Benfiquista Mário Pais que a BTV continua a insistir em atribuir a Mário Wilson um facto que é mentira (ou uma não verdade para os mais susceptíveis que acham que no Benfica nunca se mente, nem os Benfiquistas fazem tal). Ele que é um espectador assíduo e atento da nossa televisão disse-me que durante dois dias foi "bombardeado" com rodapés e comentários acerca do mesmo assunto. Eu como dei uma "rapidinha" tirei esta fotografia e, ao fazer a estatística do jogo de Andebol, entre o SLB e o AA Avanca ouvi exactamente em voz dizer o que está «rodapeado», sendo uma informação que devia ser apeada e irradiada definitivamente da Gloriosa História.

Esperei algum tempo
Também sei que muitos comentadores "varreram para debaixo do tapete o assunto" em programas de conteúdo. É caso para dizer. Tão pequenos e novinhos, mas já tão «malandrecos e espertos, no politicamente correcto». Como tenho a BTV mas raramente a vejo - nem a BTV nem a televisão na sua generalidade, pois tenho mais onde Benficar e gastar o meu precioso tempo - tirei a fotografia nas gravações Meo - e deixei passar algum tempo. Numa espécie de luto.

Mário Wilson nem é o segundo treinador português a conquistar o campeonato nacional! E no Benfica sabem disso!
Eu nem gosto de fazer distinções de nacionalidades entre atletas e treinadores. Para mim enquanto estiverem no Benfica a nacionalidade deles é Benfiquês. 

Mas se querem isso...vamos a isso
Vítor Gonçalves foi o primeiro treinador português a conquistar o primeiro campeonato nacional para o Benfica e em Portugal por um português. O II campeonato da I Liga em 1935/36. O de 1934/35 foi conquistado por  Joseph Szabo (FC Porto). O segundo treinador português a sagrar-se campeão pelo SLB foi Fernando Cabrita que em 1967/68 orientou o Benfica em 14 das 26 jornadas. Mário Wilson foi o terceiro em 1975/76. Não foi o primeiro. Nem o segundo. Repito. Foi o terceiro. E quatro décadas depois de Vítor Gonçalves.

A BTV e os responsáveis do Benfica que tratam (ou deviam de tratar destes assuntos com a dignidade que merecem)
Podem dizer milhões de vezes que Mário Wilson foi o primeiro treinador português a ganhar o campeonato pelo Benfica. Até se diz que Goebbels (ministro de propaganda de Hitler) dizia a seguinte frase (que nem sei se corresponde à verdade, talvez também seja Lenda): «Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade». Podem fazer o mesmo, mas só estão a enganar os telespectadores, leitores e demais interessados no assunto que procuram verdade e rigor nas publicações do "Glorioso". Podem enganá-los ao magote. O que NUNCA conseguirão é enganar a Gloriosa História (mesmo que tentem) nem a História do Futebol Português (mesmo que queiram). Porque há documentação variada e vasta em notícias de jornais, revistas e, até, publicações do próprio Clube. Tirem o "cavalinho da chuva"!

Viva Mário Wilson (que não tem culpa nenhuma que digam dele o que não é dele)

Alberto Miguéns

NOTA1: Para quem quiser ter a lista certificada é ver este blogue em 5 de Julho de 2016 (clicar)

NOTA2: Parece que neste blogue vamos ter que fazer nova revisão da matéria dada acerca do assunto acrescentando mais documentação a propósito do campeonato conquistado, em 1935/36, pela Glória Benfiquista - futebolistas, capitão, internacional, internacional como capitão, treinador e dirigente - Vítor Gonçalves. 


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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mário Wilson no Quarto Anel

segunda-feira, 3 de outubro de 2016 2 Comentários
FALECEU HOJE, A 15 DIAS DE COMPLETAR  87 ANOS, UMA DAS PERSONAGENS MAIS ENIGMÁTICAS LIGADAS AO FUTEBOL COM QUEM FALEI.


Mário Wilson (17 de Outubro de 1929 -  3 de Outubro de 2016)



PARTE I

Comecemos pelo final
A última vez que falei com ele, foi talvez há cinco/seis meses. Já o encontrei abatido mas respondeu-me como sempre o fizera. Com gosto em ser útil. Ele era para mim a última possibilidade. Perguntei-lhe. "Qual era o clube da simpatia de Cândido de Oliveira?" Ouvi a habitual resposta. "O clube dele era o "Futebol"»! Pronto! Continuamos na mesma, pensei cá para mim. Ainda insisti. «Mas quando jogou na equipa da Associação Académica de Coimbra treinado por "Mestre Cândido" (1956 a 1958) ele quando defrontava o Sporting CP ou o SL Benfica não mostrava uma "queda" por um deles. É que quando Cândido de Oliveira treinou o SCP os sportinguistas chamavam-lhe "melancia"?»

Mário Wilson e as suas circunstâncias
Mário Wilson continuou. «Nunca lhe notei nada. O clube dele era o Futebol. O que ele era é um grande cidadão. Era visto como exemplo de lealdade, rigor, disciplina e cidadania. Nunca tinha conhecido ninguém assim. Nunca mais vi outro cidadão igual». Pronto. Finalizámos a conversa assim. Afinal seria a última conversa entre um simples mortal e outro que a lei da morte libertou. Ele é um dos que pelo que fez no Futebol, o príncipe dos poetas Luís de Camões lhe reservou duas magníficas estrofes:

«E aqueles que por obras valerosas/ Se vão da lei da morte libertando»

Cândido de Oliveira a treinar em Coimbra. O motivo daquela que seria a última conversa entre um Benfiquista e o "Capitão"
PARTE II (para ir construído ao longo da noite)


De avançado-centro da Filial/Delegação laurentina do Benfica (GD Lourenço Marques) para o Sporting CP

Capítulo 0 (zero)
Nunca me conseguiu responder com clareza a uma das questões - esta acerca dele - que mais vezes lhe coloquei. Porque é que sendo do Benfica em criança (admirando Matos Fernandes e Guilherme Espírito Santo), jogando na Filial (depois Delegação do "Glorioso") em Lourenço Marques NUNCA jogou no Benfica? 
«Foram as circunstâncias. Em 1949, o Sporting CP interessou-se por mim que jogava no GD Lourenço Marques e pelo Juca (Sporting Clube Lourenço Marques). Viajámos juntos para Lisboa. Eu tinha de conseguir substituir o insubstituível Peyroteo. Duas épocas depois decidi mudar de vida. O meu irmão Billy - Mário Wilson era conhecido entre familiares por Corina - estava a estudar em Coimbra e eu em 1951/52 passei a jogar pela "Briosa"».


Entre os quatro violinos que resistiam um violoncelo. Pesado e lento. Jesus Correia, Travassos, Mário Wilson, Vasques e Albano
Na Imprensa circulou outra ideia. O SCP Tricampeão entre 1946/47 e 1948/49 perdeu o título para o "Glorioso" (e a Taça Latina) em 1949/50 por que Corina não soube ser Peyroteo. Começa a estar traçado o seu caminho como futebolista do SCP. E mais ficou em 1950/51 quando na digressão ao Brasil em Julho de 1951 o Sporting CP pediu autorização para integrar na comitiva dois avançados: Ben David (Atlético CP) e Patalino (CAD - "O Elvas"). Corina deixava de contar como futebolista. Já como "activo sportinguista" a história é mais complexa mas não tenho nada com isso. Por sua vez a Associação Académica de Coimbra pediu ao Sporting CP para autorizar Mário Wilson a integrar a equipa coimbrã na digressão desta à Ilha da Madeira. E assim foi!



Depois é uma História Comum com quase duas décadas (1951/52 a 1967/68) - de futebolista (avançado-centro inábil a bom defesa-central) a capitão exemplar - tanto que passou de "Corina" a "Capitão" - do pelado de Santa Cruz ao relvado do Calhabé. Academista de corpo inteiro foi adversário de valor dos futebolistas do Benfica embora frequentemente batido pelo poder infinitamente maior que as equipas do Benfica apresentavam em campo, mesmo no Calhabé. Consta até que a sua estreia no campeonato nacional pela "Briosa" foi na 3.ª jornada, no campeonato nacional de 1951/52, em Coimbra. Não jogou nadinha, perdido em campo, segundo o jornalista de "A Bola", Cândido Oliveira. A linha avançado do Benfica desbaratou a defesa da "Briosa". Rosário, Arsénio (1-0 e 2-0), Mascarenhas (3-0), Batalha e Corona trataram-lhes da "saúde". Aos doutores e engenheiros!



Em Outubro nasceu (17), em Outubro viu brilhar o "Manto Sagrado" no Calhabé (7) e em Outubro morreu (3).



De capitão a treinador alcançando aquela que ainda é o melhor classificação da "Briosa". O segundo lugar em 1966/67, a três pontos do 15.º título do "Glorioso". Depois seguiram-se muitos outros clubes como treinador, desaguisados com José Maria Pedroto - substituiu-o em Coimbra (1964/65), no Boavista FC (1976/77) e na selecção nacional (1978, embora com Juca pelo meio como interino).  



Capítulo 1975/76 Benfica I
No Verão de 1975 é escolhido como 18.º treinador do Benfica (25.º se contarmos com as situações de emergência, nas quais Mário Wilson se iria tornar "perito" algumas temporadas depois, nos anos 90). Em 1975/76 o "Glorioso" conquista o segundo título consecutivo - em 1976/77 seria TRI com Mortimore - depois de Pavic ter elevado a fasquia em 1974/75. O Benfica inicia a temporada com uma "mega digressão" - Alemanha, Espanha, Austrália, Indonésia e França - entre 3 de Agosto e 6 de Setembro. Um mês a preparar uma temporada que para os Benfiquistas não correu bem. Conquistou-se o título? Pois, mas isso era normal e habitual. Desde 1959/60 até 1975/76, em 17 temporadas o Benfica foi campeão...13 vezes! Treze em 17! 76 por cento dos títulos! Mesmo assim um título "apertado" com apenas dois pontos de vantagem para o Boavista FC treinado por...Pedroto! E com um jogo de "nervos" na penúltima jornada no estádio do Sporting CP devido ao "aperto" provocado pela proximidade pontual do 2.º classificado. O jogo da esperança, num Dérbi de Lisboa, em casa do SCP, para os boavisteiros! O pior foi a eliminação logo no jogo de estreia na Taça de Portugal (0-1 frente ao Sporting CP já no prolongamento, a cinco minutos de "trazer" a eliminatória para a "Saudosa Catedral"). E na Taça dos Clubes Campeões Europeus, esta sim "a mais que tudo para os Benfiquistas" nos anos 60 e 70? Arrasados em Munique, com 1-5 - zero-a-zero ao intervalo - frente ao FC Bayern. O que se disse. Falta de "condição física" para aguentar o poder...físico alemão. O caminho estava traçado. Deixaria o SLB no final da época! 


Capítulo 1979/80 Benfica II
Depois das três temporadas com Mortimore, Mário Wilson estava de regresso. Em 1979/80 para recuperar o título de campeão nacional depois do Bi de Pedroto/Pinto da Costa, entre 1977/78 e 1978/79. Não só tal não foi conseguido como o Benfica classificou-se num impensável 3.º lugar o que já não ocorria desde 1961/62 mas este em época do Bicampeonato Europeu. Ele que tinha proferido a frase (a propósito se estava confiante neste seu regresso):
 «Um treinador no Benfica arrisca-se a ser campeão». A temporada corre mal - o Benfica até é incrivelmente eliminado na Taça UEFA pelo FC Aris Salónica logo na primeira eliminatória - com Pedroto a avisar que um jogo particular da selecção nacional (Mário Wilson era seleccionador nacional), em Vigo, a meio das duas mãos só podia trazer problemas (o FCP recusou ceder jogadores)...e acertou. Mas 1979/80 termina em apoteose. O Benfica conquista a Taça de Portugal depois de derrotar o arrogante FC Porto. Este com o campeonato perdido para o Sporting CP e a Taça de Portugal para o Benfica entra em convulsão com a "dupla" Pedroto/Pinto da Costa a sair do clube portista em colisão com o presidente Américo de Sá, apresentado pela "dupla" como "amigo" do centralismo e do Benfica! Mário Wilson vai deixando uma aura de gentileza, mesmo nobreza que sensibiliza os Benfiquistas. E, claro, Mário Wilson é envolvido neste turbilhão entre Benfica/FC Porto que ainda nos dias de hoje vai fazendo "agenda"! 


Capítulo 1995/96 Benfica III
Com Artur Jorge a ser afastado no início da temporada de 1995/96, na 3.ª jornada, após dois empates na "Saudosa Catedral" para o campeonato nacional eis que Mário Wilson regressa pela terceira vez ao Benfica. Na primeira edição do campeonato com a vitória a corresponder a três pontos, o SLB é segundo classificado a onze pontos do Bicampeão que seria Penta em 1998/99. Mais uma campanha europeia - Taça UEFA - a esbarrar no FC Bayern: 1-4 em Munique e 1-3 na "Saudosa Catedral", num agregado de 2-7. A campanha na Taça de Portugal é "dramática" mas bem sucedida. Nos oitavos-de-final o Benfica teve necessidade de trazer o SC Farense para segundo jogo. Nos quartos-de-final (Vitória SC Guimarães) e meias-finais (UD Leiria) só derrota os adversários nos prolongamentos mesmo a jogar no "Colosso da Luz". Na final uma estrondosa vitória, por 3-1, no Dérbi de Lisboa.



Apêndice 25 de Janeiro de 1997 Benfica IV
Entre a saída de Paulo Autuori (20 de Janeiro) e a entrada de Manuel José (27 de Janeiro) o presidente Manuel Damásio recorreu a Mário Wilson para orientar os treinos e formar a equipa que defrontou o CF "Os Belenenses", na 17.ª jornada, na "Saudosa Catedral" numa derrota por 1-2 que ainda estilhaçou mais a temporada que colocaria o "Glorioso" em 3.º lugar, mais perto do 4.º lugar (SC Braga) que do 2.º classificado (Sporting CP).



Sub-capítulo início de 1997 Benfica V
Num período de indefinição directiva, com eleições antecipadas marcadas para 31 de Outubro de 1997, o presidente demissionário Manuel Damásio depois do afastamento do treinador Manuel José não quis comprometer-se com nenhum treinador deixando para o vencedor do acto eleitoral essa decisão. Seria Vale Azevedo ou Luís Tadeu a escolher o treinador. Coube a Mário Wilson fazer esse período de transição. O nosso Wilson nunca dizia que não ao Benfica. Foram sete jogos: quatro para o campeonato nacional, um para a Taça de Portugal (V 4-2), um para a Taça UEFA (E 0-0, na 2.ª mão, com o SC Bastia e eliminação) e um jogo particular, na Figueira da Foz, frente à equipa da Associação Naval 1.º de Maio. O último encontro que orientou do "Glorioso" já teve um "espectador especial" na bancada, em Chaves, o recém presidente eleito Vale Azevedo, numa vitória por 1-0, com um golo de Calado. 



Nomes e números do nosso Mário Wilson
Um campeonato nacional (1975/76) e duas Taças de Portugal (1979/80 e 1995/96). Jogos (169), Vitórias (112), Empates (29), Derrotas (28), Golos Marcados (402) e Golos sofridos (148). 13.º treinador a orientar mais jogos do "Glorioso". Até sempre Mário Wilson.

Cuida de nós aí pelo Quarto Anel

Alberto Miguéns
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