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terça-feira, 7 de julho de 2020

Pedro Guedes 59

terça-feira, 7 de julho de 2020 3 Comentários
MORREU HÁ 59 ANOS O PRIMEIRO NÚMERO UM DO «GLORIOSO».



Pedro Guedes foi o primeiro guarda-redes do «Glorioso» no jogo de estreia em 1 de Janeiro de 1905. 



Faleceu às 18 horas, em 7 de Julho de 1961, com a funesta notícia a ser publicada no dia seguinte, em 8 de Julho. 



Pedro da Fonseca Guedes
Faleceu há 59 anos (7 de Julho de 1961), completados hoje, pelas seis da tarde, aos 86 anos, pois nasceu em 4 de Novembro de 1874. Iniciou-se no futebol enquanto aluno da Real Casa Pia de Lisboa. Fez parte, como defesa-direito, da célebre equipa de casapianos que derrotou, por 2-0, os ingleses do Cabo Submarino de Carcavelos em 22 de Janeiro de 1898. 


A equipa da Real Casa Pia de Lisboa em 1895. Da esquerda para a direita. Em cima (avançados): Emílio  de Carvalho (2.º) meia-ponta-direita, Silvestre Silva (3.º), avançado-centro, António Couto (4.º), meia-ponta-esquerda. Ao centro, sentados em cadeiras, (defesa-direito, guarda-redes e defesa-esquerdo): Pedro Guedes (2.º), guarda-redes, capitão (por isso é o "dono da bola") e Januário Barreto (3.º). Em baixo (médios): Daniel Queirós dos Santos (2.º), médio-centro. Estes casapianos jogaram no "Glorioso". Apenas cinco não jogaram no Clube: João Pedro (ponta-direita), Raul Carapinha (ponta-esquerdo), João Lourenço (defesa-direito), João Cambraia (médio-direito) e Bruno do Carmo (médio-esquerdo)


A equipa da Real Casa Pia de Lisboa em 1897. Da esquerda para a direita. Em cima: António Couto (2.º), Emílio Carvalho (3.º), Silvestre Silva (5.º), Januário Barreto (6.º), José Neto (7.º) e Francisco Santos (8.º); Em baixo, no centro: Pedro Guedes, capitão. Estes sete jogaram no "Glorioso". Depois temos ainda. Em cima: João Cambraia (1.º) e Raul Carapinha (4.º). Em baixo: João Pedro (1.º) e Bruno do Carmo (3.º)


Para ver o original clicar e clicar

Dos onze casapianos... 
Nove jogariam no «Glorioso». O Carcavellos Club ficaria invicto até 10 de Fevereiro de 1907 quando o Sport Lisboa os venceu, por 2-1, passando a ser designado por «Glorioso». Neste onze, quatro estiveram na vitória de 1898 (pela Casa Pia) e de 1910 (pelo Sport Lisboa): Emílio de Carvalho, António Couto, Daniel Queirós dos Santos e David José da Fonseca. Segundo Cesina Bermudes, o pai Félix Bermudes disse-lhe que quando teve conhecimento da notícia - não tinha ido à quinta Nova, em Carcavelos, nem como mirone/espectador - estupefacto mas em delírio «à Félix Bermudes», com a verve de um predestinado para a arte da escrita, teve uma tirada do tipo: Isso não é uma grande vitória é uma gloriosa vitória.   

1º nível (atrás), esquerda para a direita: David da Fonseca, Emílio de Carvalho, Cândido Rosa Rodrigues, Marcial Freitas e Costa, Fortunato Levy e, atrás, Carlos França;
2º nível: Manuel Móra;
3º nível: Daniel Queiroz dos Santos, Albano dos Santos, António Couto e José da Cruz Viegas;
4º nível (à frente): Manuel Gourlade (treinador);
Arbitro ou adepto: desconhecido. 
NOTA: Este onze (28 de Janeiro de 1906) é muito semelhante ao de 10 de Fevereiro de 1907, apenas com uma alteração como defesa-direito: Henrique Costa no lugar de José Cruz Viegas  

Foi um pintor e desenhador reconhecido no seu tempo
Embora para o meu gosto um "pouco" académico, mas a minha opinião não conta pois percebo tanto disso como de gatafunhos...


Viriato

O mais curioso é que durante anos adorei um trabalho dele, ainda eu era um catchôpo na «Capital do Universo»: Montalvão
Sem saber que era dele e muito menos que jogara futebol com o «Manto Sagrado».


Os azulejos com o cartaz feito por Pedro Guedes na «Casa dos Cantoneiros» na estrada nacional n.º 359 - variante 3, entre Montalvão e Nisa  

E lembro-me deste cartaz (por causa do "peixão" que me intimidava)
Pois vivi na Figueira da Foz, entre os três e os seis anos e meio! No «Mercado da Figueira» e alguns já esfarrapados junto ao «Casino»!



Criou inúmeras colecções de selos para os CTT
Como esta série acerca da História de Portugal. Em 1949: «Emissão Comemorativa da Fundação da Dinastia de Aviz». Era, essencialmente, um retratista.



Talvez um "auto-retrato" gloriosíssimo
De perfil.



Obrigado, Pedro Guedes!

Alberto Miguéns

NOTA: Agradecimento ao casapiano Helder Tavares que me emprestou um catálogo da exposição, em Dezembro de 2001 (centenário da SNBA), acerca de Pedro Guedes, na Sociedade Nacional de Belas Artes (é dele o símbolo da SNBA) tal como o emblema do Casa Pia AC.




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segunda-feira, 8 de julho de 2019

De Pedro Guedes a Hassan ou Alex Pinto

segunda-feira, 8 de julho de 2019 1 Comentários
OU SEJA DESDE O INÍCIO... QUASE ATÉ AGORA TODOS COM REFERÊNCIAS A 8 DE JULHO.

Uma das séries de selos mais "delambida" em Portugal durante a década de 30 da autoria do Glorioso Pedro Guedes. São 18 selos desde 4 centavos (um cruzado) a 5$00 (cinco mil réis, 500 centavos, 50 tostões, cinco escudos ou duas c'roas, conforme a geração a falar de dinheiro). O da ilustração é o de 50 centavos ou 500 réis ou cinco tostões ou meio-escudo, este é inventado agora!  
A mítica moeda de um cruzado que dava para comprar o bilhete mais barato para ver um jogo do «Glorioso» para o campeonato de Lisboa, em 1912/13 (quando se conhece o primeiro talão de um bilhete)  

Pedro Guedes foi o primeiro guarda-redes do «Glorioso» no jogo de estreia em 1 de Janeiro de 1905. Faleceu às 18 horas, em 7 de Julho de 1961 com a funesta notícia a ser publicada no dia seguinte, em 8 de Julho. Hassan jogou duas temporadas, em 1995/96 e 1996/97. Nasceu em 8 de Julho de 1965. Alex Pinto estreou-se em 10 de Julho de 2018. Nasceu em 8 de Julho de 1998.


Pedro Guedes
Faleceu há 58 anos, completados ontem, aos 86 anos pois nasceu em 4 de Novembro de 1874. Iniciou-se no futebol enquanto aluno da Real Casa Pia de Lisboa. Fez parte, como defesa-direito, da célebre equipa de casapianos que derrotou, por 2-0, os ingleses do Cabo Submarino de Carcavelos em 22 de Janeiro de 1898. Dos onze casapianos... nove jogariam no «Glorioso». O Carcavellos Club ficaria invicto até 10 de Fevereiro de 1907 quando o Sport Lisboa os venceu, por 2-1, passando a ser designado por «Glorioso». Neste onze, quatro estiveram na vitória de 1898 (pela Casa Pia) e de 1910 (pelo Sport Lisboa): Emílio de Carvalho, António Couto, Daniel Queirós dos Santos e David José da Fonseca. Segundo Cesina Bermudes, o pai Félix Bermudes disse-lhe que quando teve conhecimento da notícia - não tinha ido à quinta Nova, em Carcavelos, nem como mirone/espectador - estupefacto mas em delírio «à Félix Bermudes», com a verve de um predestinado para a arte da escrita, teve uma tirada do tipo: Isso não é uma grande vitória é uma gloriosa vitória.   


Eis a "Gloriosa" de 1906/07
1º nível (atrás), esquerda para a direita: David da Fonseca, Emílio de Carvalho, Cândido Rosa Rodrigues, Marcial Freitas e Costa, Fortunato Levy e, atrás, Carlos França;
2º nível: Manuel Móra;
3º nível: Daniel Queiroz dos Santos, Albano dos Santos, António Couto e José da Cruz Viegas;
4º nível (à frente): Manuel Gourlade (treinador);
Arbitro ou adepto: desconhecido. 
NOTA: Este onze (28 de Janeiro de 1906) é muito semelhante ao de 10 de Fevereiro de 1907, apenas com uma alteração como defesa-direito: Henrique Costa no lugar de José Cruz Viegas  

Regressando a 1904/05


Pedro Guedes foi o n.º 1 dos Gloriosos primeiros onze futebolistas e... seguintes pois foi o guarda-redes no primeiro jogo (1 de Janeiro de 1905) com António Couto como capitão. Na tabela dos actuais 1 171 (Florentino) Gloriosos Futebolistas Pedro Guedes é o 0001 

Em 4 de Novembro de 2019 ou 7 de Julho de 2020
PEDRO da Fonseca GUEDES merece ter o devido destaque neste blogue, ele que entre muitos cartazes, desenhos, selos, ex-libris e emblemas (conhecidos de muitos de nós, mas nem sonhamos que são da autoria de Pedro Guedes) desenhou o emblema, por sugestão de António Ribeiro dos Reis, do clube da sua querida Casa Pia de Lisboa, o Casa Pia Atlético Clube que será adversário da Equipa B do «Glorioso» - 11 de Janeiro e 10 de Maio de 2020, no estádio Pina Manique - no segundo escalão do futebol português.



Hassan
Nasceu há 54 anos que comemorará hoje. Foi uma das 14 contratações do Benfica em 1995/96, além da utilização de mais nove ex-juniores ou juniores durante os 63 jogos dessa temporada. O avançado Hassan foi uma das transferências para o Benfica que gerou mais expectativa pois conseguiu ser o melhor marcador do campeonato nacional, na temporada anterior (1994/95) pelo SC Farense, com 21 golos, em 31 jogos numa edição da competição com 34 jornadas.   



Nunca saberemos a real valia desses futebolistas
De certezas só tenho duas:

1. O treinador Artur Jorge era mais fraco que Toni e só estava mais conceituado porque enquanto treinador do FC Porto tinha uma passadeira que Pinto da Costa e seus capangas (instalados e a manobrar em tudo quanto era sítio no «Futeluso») lhe estendiam como uma carpete dourada facilitando-lhe a vidinha. Artur Jorge que foi, quando era futebolista do Benfica o meu maior "ídolo de final da infância/início da adolescência", só superado por Eusébio mas este estava a terminar a carreira;

2. Os responsáveis do Benfica, com destaque para Manuel Damásio e restantes dirigentes (da Direcção) eleitos em 7 de Janeiro de 1994 (tomada de posse a 10) foram de uma incompetência inqualificável, por inépcia e inacção - em termos de decisões no Futebol muito pior que Vale Azevedo que só foi eleito presidente pelos sócios do Benfica porque a anterior Direcção destruiu a estrutura do Futebol - pois pensavam (se é que pensavam!) que "quem é dirigente do Benfica arrisca-se a ganhar"! Pois arrisca, só que Pinto da Costa, em 7 de Janeiro de 1994, tinha 56 anos e dez dias de vida, além de dezenas de "amigos", praticamente da mesma idade ou um pouco mais velhos e manhosos, bem colocados no «Futeluso» e uns milhares no beija-mão, incluindo presidentes de clubes de Lisboa e arredores.



Alex Pinto
Comemora hoje 21 anos. Em 2019/20 está emprestado pelo «Glorioso» ao primodivisionário Gil Vicente FC depois de ser o defesa-direito titular - titularíssimo - da Equipa B do Sport Lisboa e Benfica em 2018/19. Estreou-se com o «Manto Sagrado» ao intervalo do jogo (substituindo André Almeida), no estádio do Bonfim, frente ao FK Napredak (Sérvia) numa vitória por 3-0, resultado ao intervalo.



Está difícil conseguir estabilizar um outro defesa-direito no «Glorioso Plantel»
E ainda dizem que André Almeida é limitado, não joga nada, é "curto". Olhem se jogasse! O «concorrente ao seu lugar» aquele que "luta" por ele para ter lugar no onze titular do «Glorioso» é o Almeida André!

O Benfica atravessa o tempo. É como a Luz. Vem da profundeza do tempo rumo ao Futuro

Alberto Miguéns

NOTA (para amanhã, talvez pelo meio dia): De Benfica, Portugal, Europa Para o Mundo

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