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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Equipamentos: Entre o Rigor e a Bagunça

sexta-feira, 13 de agosto de 2021 6 Comentários

 COM SITUAÇÕES INCOMPREENSÍVEIS.


O equipamento do Clube é sagrado pois além de ser uma marca de identidade há que honrar os Fundadores que optaram por fazer uma escolha inequívoca- camisola vermelha lisa, sem riscas, não ser bipartido, axadrezado ou outros motivos. Um único tom e em exclusivo essa tonalidade na camisola é honrar a História do Clube. Mas os calções sendo peça igualmente importante - embora secundária em relação à camisola - serão brancos, embora...

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Branca. Imaculada. Linda!

segunda-feira, 13 de julho de 2015 10 Comentários
DESDE 1997/98 O INÍCIO DE CADA TEMPORADA TRAZ UMA OUTRA EXPECTATIVA, ALÉM DAS ENTRADAS E SAÍDAS DE FUTEBOLISTAS. OS EQUIPAMENTOS.


AVISO: Texto logo acerca da Gloriosa História. Um "cheirinho" às mudanças de equipamentos.

As cores do equipamento foram escolhidas entre 13 de Dezembro de 1903, quando no Café do Gonçalves surgiu a ideia de fundar um Clube e 28 de Fevereiro de 1904, data da fundação na Farmácia Franco. Foi durante este período que se desenvolveram muitas das ideias que viriam a fazer parte da nossa tradição sustentando o Ideal. Aliás, o dia da fundação corresponde à data em que os símbolos do Clube já se encontravam praticamente definidos, ou seja, o "Glorioso" estava pronto para ser criado.

Escolha das cores
José da Cruz Viegas, defesa à direita (Right-Back) notável, nas primeiras épocas, foi o elemento que ficou com a missão de estudar as cores do equipamento. Examinou tecnicamente o assunto, recorrendo mesmo a catálogos que pediu a diversas fábricas inglesas, à procura das cores que se fixassem melhor na retina dos atletas em pleno jogo. Há outros fundadores que afirmam que também houve a preocupação de ter equipamentos que impressionassem (e cativassem) os espectadores (transeuntes) num tempo em que o futebol se jogava em terrenos públicos (abertos). Optou-se pelo vermelho, pois é a cor símbolo da alegria, colorido e vivacidade. As camisas vermelhas eram de flanela e as primeiras, pagas pelos jogadores, foram feitas no antigo Alfaiate Nunes, na Rua de Belém.

1904/05. 29 de Junho de 1905. De cima para baixo. Da esquerda para a direita. José da Cruz Viegas (o estudioso das cores e proponente do vermelho), Manuel Mora (guarda-redes), Fortunato Levy, Albano dos Santos, António Couto e Emílio de Carvalho; António Rosa Rodrigues, Silvestre Silva (capitão), Cândido Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues (presidente do Clube) e Carlos França. Fotografia de Nazaré Chagas, cedida por José da Cruz Viegas a Mário de Oliveira e Carlos Rebelo da Silva 

Importância do vermelho
A propósito da cor vermelha é interessante a frase do etólogo britânico Desmond Morris, publicada no seu livro de 1981 “A Tribo do Futebol” que na página 205 afirma: “Examinando as cores populares, o vermelho é fácil de compreender. Trata-se da mais visível de todas as cores, especialmente à distância, e tem um poderoso impacto simbólico por ser a cor do sangue, da energia, da vida, da força, do poder e da intensidade. É a cor perfeita para qualquer equipa desportiva e não se percebe a razão pela qual, em alguns países, não é ainda mais popular.”

Importância do equipamento
No primeira temporada (1904/05) o Clube apresentou-se de camisa vermelha, com colarinhos, aberturas, bolso e punhos brancos; calções brancos e meias pretas. Os calções brancos certamente “transitaram” do Grupo dos Catataus – o Belém FC que equipava todo de branco, já que não há notícias da escolha ou da compra, como aconteceu com as camisolas. As meias eram pretas mas não eram motivo de escolha porque fazia parte da tradição do futebol jogar com meias escuras, tradição que durou até meados da década de 40. Durante os primeiros anos do futebol em Portugal até se dizia que quando não se equipava com meias pretas se estava “mal aprontado”!

Muito mais do que simples mudanças estéticas
Só os grandes clubes entram na lógica das grandes marcas, como é o caso do Benfica que veste Adidas. Daí, que tal como os colossos do futebol mundial, todos os anos haja mudança do equipamento principal – mantendo-se vermelho – e nas cores dos equipamentos alternativos. As modificações não são apenas estéticas, mas todas as temporadas há alterações estruturais, no sentido de melhorar a qualidade dos tecidos bem como a potenciação do rendimento dos futebolistas.

Não havia necessidade de “alternativos”
Durante as épocas em que os campeonatos eram Regionais, os clubes não trocavam de equipamento, já que escolhiam para a camisola arranjo de cores não existentes noutros clubes. Isto levou a que os clubes que mais tardiamente se formavam, afirmavam e subiam de divisão ou que se tornavam notados, tivessem necessidade de criarem (ou alterarem) equipamentos verdadeiramente inovadores. Havia mesmo propostas mirabolantes, que exemplificavam na perfeição a “ginástica estética” que era necessário ter para se diferenciarem uns dos outros. Não raras vezes iam modificando os equipamentos de temporada para temporada, no sentido de melhorarem o aspecto e a combinação das cores. Os clubes mais antigos, e tradicionais, por questões de identificação, tradição e orgulho nunca mudavam o equipamento.

Alberto Rio ultrapassa um adversário do SC Império, em 2 de Novembro de 1913, no campo do adversário. Em 1924 seriam estes equipamentos do clube de Palhavã a fazerem de "Manto Sagrado" frente ao Sparta de Praga. NOTA: Quem pintou a fotografia (publicada a preto-e-branco, em 9 de Novembro de 1913, na primeira página d' "O Sport Lisboa" n.º 12) aldrabou a realidade: as meias eram pretas (tal como as do SC Império), a camisola tinha gola branca e vivos brancos nas mangas e o terreno era pelado (amarelo-acastanhado)

O Benfica foi, é e será sempre encarnado ou ... vermelho
Mas, depois de 364 jogos de camisola vermelha, calção branco e meias pretas, eis que em 12 de Janeiro de 1924, na recepção ao AC Sparta, de Praga, em digressão pelo nosso País, a equipa checa entra em campo equipada de vermelho. O encontro disputou-se no recinto do Império Lisboa Clube (sucessor do SC Império), no campo de Palhavã. Sem equipamento alternativo, a nossa equipa teve de recorrer ao clube proprietário do campo e equipar “à Império”, ou seja, com camisola listada verticalmente a preto e amarelo. Pela primeira vez o Benfica não jogava de vermelho. Haviam passado vinte anos após a fundação. Houve um jornal que escreveu que surgiram "olhos humedecidos" em alguns espectadores que "estavam no jogo pelo Benfica"...

Jornal "Diário de Lisboa"; Primeira página; 12 de Janeiro de 1924


Pela primeira vez de branco
Durante a recepção ao clube sueco Helsingborgs IF o Benfica joga duas vezes de branco, num equipamento que depois "se perderia". Estreia a 27 de Dezembro de 1925, no primeiro encontro internacional, no estádio das Amoreiras, com derrota por 1-4 (imagem de cima). Depois a 3 de Janeiro de 1926, no campo alugado pelo Sporting CP, no Campo Grande, numa vitória por 3-1, quando estava previsto um onze misto com SCP e SLB, mas o Sporting CP "desistiu" (imagem de baixo).


Novamente de branco
Durante as comemorações das “Bodas de Prata” (25.º aniversário) do Clube, o Benfica convidou para um encontro amigável, no nosso campo das Amoreiras, a equipa de futebol da sua delegação mais consagrada - o Lusitano FC, de Vila Real de Santo António, campeão do Algarve. Assim, em 31 de Março de 1929, o Benfica teve necessidade de comprar umas camisolas brancas, algo de improviso, de pouca qualidade – malha leve e gola estreita - sem emblema, dando à delegação a primazia de equipar de vermelho. Ao 523.º jogo, o Benfica fazia o quarto encontro sem o tradicional equipamento vermelho e equipava de branco, pela terceira vez.

1928/29. 31 de Março de 1929. De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Jaime Carvalho, António Pinho, Artur Travaços, João de Oliveira, António Coelho, Jesus Crespo, Jorge Tavares, Ralf Bailão, Eugénio Salvador e Vítor Hugo (capitão); Pedro Silva, Mário Rodrigues, Luís Costa e Fernando Adrião

Aquisição do primeiro alternativo
Quando o SC Salgueiros foi promovido no final da temporada de 1942/43 à I Divisão, o Benfica confrontava-se, pela primeira vez, em competições oficiais com a necessidade de adquirir um equipamento alternativo para receber na época seguinte – 1943/44 - no nosso estádio do Campo Grande, em 6 de Fevereiro de 1944, o simpático emblema portuense, na 11.ª jornada, ou seja no 2.º jogo da segunda volta, correspondendo ao 1125.º jogo da nossa principal equipa de futebol. Optou-se por uma camisola branca, com vivos vermelhos nas mangas e na gola, esta de atilhos, mantendo-se os calções brancos e meias pretas. A utilização de equipamentos brancos era usual para todos os clubes, por ser uma cor neutra e a mais barata. Exceptuavam-se os clubes, raros, que equipavam de branco! Esses optavam por equipamentos alternativos negros. Tudo uma questão de simplicidade e sentido prático. O branco satisfazia os preceitos, sendo muito raro, os clubes utilizarem equipamentos alternativos.

O primeiro alternativo "oficial" (no terceiro jogo depois de 1924 e 1929, desde a estreia em 1 de Janeiro de 1905, sem equipamento vermelho) no estádio do Campo Grande, em 6 de Fevereiro de 1944.

Ligeiras mudanças estéticas nas camisolas brancas
O “Glorioso” passou a equipar em alternativa de camisola branca, optando durante alguns jogos da década de 40 por jogar de calção vermelho, utilizados depois muito esporadicamente durante os anos seguintes. As camisolas brancas (de algodão) tinham vivos vermelhos nas mangas e golas vermelhas, ainda que em diferentes formatos e composições estéticas em termos de abertura no pescoço – formato, com ou sem colarinhos. Entre 1948 e 1953, em seis encontros, utilizou-se ainda uma camisola de seda completamente branca.

Guilherme Espírito Santo em 6 de Fevereiro de 1944 na estreia do primeiro alternativo "oficial" na recepção ao SC Salgueiros, para o campeonato nacional. Como tinha lógica. O clube visitado é que mudava o equipamento, pois o visitado viajava com o seu equipamento. Quem recebia tinha "em casa" a solução para não ser confundido em campo. Na actualidade, com a facilidade dos contactos entre clubes, tudo mudou...

De meias pretas a vermelhas
O Benfica só em 20 de Janeiro de 1946, ao jogo n.º 1215, quase 42 anos depois da fundação, passou a usar habitualmente meias vermelhas com o tradicional conjunto formado por camisola vermelha e calção branco. A tradição, que assim, existe há 69 épocas (em 111)!

Um alternativo branco (nos anos 50) no seguimento do utilizado nos anos 40 mas com meias vermelhas

Anos 90 e século XXI
Com o advento da comercialização de equipamentos – fornecimento das equipas e venda aos adeptos – passou a ser frequente alterar as cores do equipamento alternativo. Passaram a existir várias tonalidades, texturas, estéticas e combinações.

Critérios de utilização
Mas, mais importante do que a cor dos equipamentos alternativos (um não equipamento), é fundamental o Benfica manter a coerência na utilização dos equipamentos. Sabendo que o Benfica apenas tem um equipamento – camisola vermelha, calção branco e meias vermelhas - os “alternativos” são sempre uma situação de recurso, face aos equipamentos adversários e aos regulamentos das competições.

O “alternativo” é um não equipamento
Os equipamentos alternativos não sendo “um equipamento” podem ser de qualquer cor, se bem que por uma questão de identificação e rivalidade devem ser evitadas duas tonalidades – o verde e o azul. Importante é a utilização restrita do “não equipamento”. Apenas em jogos particulares, mormente no início das temporadas, para divulgação – e venda - dos novos equipamentos e estabelecer acordos restritos (só o indispensável) em jogos oficiais.

Imagem roubada do excelente blogue de Francisco Nascimento (clicar)

Em 1997/98 a época da mudança
O "Glorioso" em 1997/98 teve, pela primeira vez, três conjuntos: o equipamento (vermelho) e dois "não equipamentos" alternativos (o tradicional, branco e um inovador, preto). Pensei que o Benfica passasse a fazer disso norma. Sempre três conjuntos: vermelho, branco e outro (que deveria alterar-se todas as temporadas). Infelizmente deixou-se "cair" o branco mas o Benfica devia ter sempre três equipamentos. Além disso, seja branco ou outra cor, o Benfica só quando for impossível utilizar o equipamento deveria optar pelo(s) alternativo(s). Vermelho é que é! Sempre! Poucos clubes devem ter tão bem documentado o porquê da sua cor identitária. E esta (vermelho) é tão forte, está tão presente no coração Benfiquista que deve ser respeitada. Sem cedências.

Se só os equipamentos contassem - o vermelho e o branco - a época de 2015/16 já estava ganha!


Alberto Miguéns

PLANO PARA AS EDIÇÕES DURANTE  JULHO
(provisório como é evidente)
De 13 a 31 de Julho de 2015 (Sempre pela meia-noite)
Terça-feira (de 13 para 14): Sinto-me tão portista!;
Quarta-feira (de 14 para 15): Uma modalidade por semana: Basquetebol;
Quinta-feira (de 15 para 16): Mentiras Oficializadas by SLB
Sexta-feira (de 16 para 17): Os primeiros jogos 111 jogos (um por cada época);
Sábado (de 17 para 18): O "Glorioso" no Canadá;
Domingo (de 18 para 19): O "Glorioso" frente ao PSG;
Segunda-feira (de 19 para 20): A estreia em 2015/16;
Terça-feira (de 20 para 21): O Mais Belo e Inigualável 138;
Quarta-feira (de 21 para 22): Uma modalidade por semana: Hóquei em Patins;
Quinta-feira (de 22 para 23): Primeiro balanço da pré-época;
Sexta-feira (de 23 para 24): O "Glorioso" nos EUA;
Sábado (de 24 para 25): O "Glorioso" frente à AC Fiorentina;
Domingo (de 25 para 26): Dois jogos? Que jogos?;
Segunda-feira (de 26 para 27): O "Glorioso" frente aos Nova Iorque Red Bull;
Terça-feira (de 27 para 28): O "Glorioso" no México;
Quarta-feira (de 28 para 29): O "Glorioso" frente ao CF América;
Quinta-feira (de 29 para 30): E depois do estádio Azteca?;
Sexta-feira (de 30 para 31): Uma modalidade por semana: Futsal;
Sábado (de 31 para 1): Já cá faltava eu!;
Domingo (de 1 para 2): O "Glorioso" no Troféu Eusébio Cup;
Segunda-feira (de 2 para 3): Terminou a Pré-época!;
Terça-feira (de 3 para 4): Benfica tão brilhante que se vê no escuro;
Quarta-feira (de 4 para 5): Uma modalidade por semana: Andebol

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Equipamentos: Bom Senso, Bom Gosto e Respeito

terça-feira, 3 de outubro de 2017 6 Comentários
O BENFICA FOI SEMPRE MUITO RESPEITADOR DAS TRADIÇÕES DO CLUBE. POUCOS CLUBES TINHAM/TÊM REGULAMENTO GERAL APROVADO PELOS ASSOCIADOS.



Onde estão bem descritos os procedimentos do "Glorioso". Não faz sentido o seu incumprimento. Se há que fazer alterações que seja convocada uma Assembleia Geral como é procedimento quando são alterados/refeitos os Estatutos. O Benfica tem Estatutos desde 1912 (antes havia normas manuscritas) e Regulamento Geral desde 1941. O Regulamento Geral não é mais que definir com pormenor (na prática) os artigos dos Estatutos que são mais teóricos.

Sou inflexível na questão de dois símbolos: nome/sigla e emblema pois são o rosto do Clube. Podem ser redesenhados, mas não podem ser descaracterizados, nem perder o significado que tinham originalmente. É trair os fundadores e pioneiros. Por mais de uma vez já se insurgi, neste blogue, contra o actual emblema que não está de acordo com o Regulamento Geral. O último foi aprovado em assembleia geral com início em 19 de Fevereiro de 1968. Hoje não vou voltar ao assunto.  Reservo o texto de hoje para o outro dos três símbolos: o equipamento.


Cores vermelho/branco para o escudo do emblema e para os equipamentos, com o vermelho na camisola e branco nos calções. As meias eram pretas como as de todos os clubes que existiam, o que não é de estranhar pois fossem de que cor fossem no final dos jogos estavam pretas, tal a lama e pó de terra batida que eram o piso dos campos no final do século XIX e início do século XX.


O vermelho/branco foram alvo de estudo aprofundado e longa maturação. Segundo os fundadores foram três os motivos, um mais simbólico e dois mais práticos, dois mais "internos" e um mais exterior:

1. São cores que simbolizam a alegria, garrido e vivacidade;
2. Permitem fixar com mais facilidade na retina dos futebolistas, no campo em pleno jogo, onde está um colega;
3. Tornam-se atractivos para os espectadores - até transeuntes - se nos lembrarmos que o "Glorioso" jogava em terrenos públicos, nas Terras do Desembargador, às Salésias, onde se cruzavam pessoas em passeios dominicais. Mesmo ao longe quem não repararia em «Onze Gloriosos» num vermelho em movimento!



Entre 1904/05 e 1942/43 foram episódicos os jogos (três: 1924, 1929 e 1931) em que o Benfica teve que improvisar um "equipamento alternativo". Mas com a promoção do SC Salgueiros ao campeonato nacional, em 1943/44, o "Glorioso" foi obrigado a adquirir um equipamento alternativo que duraria décadas: camisola branca com vivos encarnados nas mangas e gola encarnada com "atilhos"; calções brancos; e meias pretas. Este equipamento foi estreado em 6 de Fevereiro de 1944, na 11.ª jornada, na recepção ao SC Salgueiros. Os calções (brancos) e as meias (pretas) eram comuns ao "Equipamento" e à alternativa ao "Equipamento". 



Depois, finalmente, as meias vermelhas, em 14 de Janeiro de 1945. Mais uma vez frente ao SC Salgueiros, em 1944/45, na 8.ª jornada (V 11-3) na recepção ao popular clube portuense, no Campo Grande. 


Este equipamento ou melhor, este modelo (ainda utilizado em final dos Anos 50):


A grande mudança que tornaria o equipamento "definitivo" foi em 20 de Janeiro de 1946, na 7.ª jornada do campeonato nacional, no recinto do Sporting CP, frente a este clube, quando o Benfica trocou as meias pretas (que vinham de 1904) pelas meias vermelhas (utilizadas com o equipamento branco desde 14 de Janeiro de 1945). Eis uma foto desse jogo e do jogo anterior (13 de Janeiro de 1946) em que o Benfica utilizou calção vermelho com a camisola branca utilizando meias vermelhas. A variante (calção vermelho em vez de branco) no "alternativo".


No jogo anterior à estreia das meias vermelhas com calção branco e camisola vermelha (em cima com o Sporting CP) que definiu o equipamento do "Glorioso" para o futuro, a filial - Sport Lisboa e Elvas - equipava à Benfica: camisola vermelha, calção branco e meias pretas. Jogo em 13 de Janeiro de 1946.

Ao contrário do nome/sigla e emblema aceito que o Benfica possa ter três equipamentos, sendo dois alternativos ao EQUIPAMENTO (camisola vermelha, calção branco e meias vermelhas). Mas deveriam ser os associados a decidir. Tal como é necessário rever os Estatutos também há que rever o Regulamento Geral.


E a utilização dos "NÃO EQUIPAMENTOS" devia estar regulamentada. Para jogos em competições oficiais o equipamento devia sempre o vermelho/branco/vermelhas ou branco/branco ou vermelho/brancas ou vermelhas. 


O "terceiro" (que muda de temporada para temporada) devia estar reservado para jogos particulares, principalmente para os da pré-época. Aliás o período onde são novidade (por isso mais vendáveis) e não me afectam a retina como nos jogos "a doer". Excepto se o jogo for o Dérbi ou um Clássico ou uma final de troféu/torneio. Neste caso é como se fosse uma competição oficial. Para evitar situações destas:


Mesmo assim há cores que deviam ser banidas: cinzento, castanho e tons em esverdeado e azulado. Nem é necessário justificar.


Se o cinzento (da camisola às meias) já é mau então as meias brancas com camisola cinzenta e calção cinzento escuro são horríveis. Arrepiam.


Veja-se a diferença (Renato sanches não entra nestas "contas") entre um jogo com o CS Marítimo em 2015/16 e o de 2017/18:


Em termos de normas estatutárias houve sempre a preocupação de explicar o significado global do emblema omitindo o equipamento. Em 1941 foi incluído o equipamento (ainda antes da necessidade de ter um "alternativo" para usar com outros clubes que equipassem com camisola vermelha).





Depois seguem-se os "Estatutos mais modernos" que remetiam para o Regulamento Geral (aprovado, em 1968, com as especificações e pormenores)





Até que chegaram os Estatutos actuais que deram uma "machadada" em muita da tradição e coerência que vinha do passado, mesmo recente.


Termino com uma fase de Justino Pinheiro Machado (dirigente do Benfica, Águia de Ouro em 12 de Outubro de 1976 e presidente da FPF, entre 1963 e 1966): «Se os outros clubes não levassem muito dinheiro nós até devíamos pagar-lhes para jogarmos sempre de encarnado!»

Alberto Miguéns

NOTA (ÀS 12:47 como comentário aos comentários): Não está em causa as mudanças. O que está em questão é não serem os associados a assumi-las. Os sócios até têm poder para alterar o nome do Clube, tal como qualquer dos símbolos. Por maioria podem fazê-lo. O que não é correcto é alguém decidir fazer alterações que estão relacionadas com os pilares fundamentais do Benfica e do Benfiquismo à revelia dos seus associados. Eu (e qualquer um de nós) até podemos ter opiniões contrárias à maioria dos associados. Estes - a maioria - é que têm poder para mudar o que os associados no passado decidiram, muitas vezes, modicando o que outros anteriormente haviam decidido. Chama-se evolução na continuidade. Modernização.  

NOTA (FORA DO TEXTO): Não temos que receber lições do Sporting CP que consegue ter três equipamentos. Se eles podem ter três equipamentos em cada temporada, nós temos de poder "muito mais".



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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Tenho Meia-inveja do Sporting CP!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017 4 Comentários
CONSEGUEM TER TRÊS EQUIPAMENTOS POR TEMPORADA MAS DEPOIS USAM FREQUENTEMENTE OS MAIS SPORTING.

Nunca mais voltou a haver uma época com a qualidade desta em equipamentos: 1997/98. Em 60 jogos, cinquenta e um a vermelho (quatro com calções também vermelhos), cinco encontros todos de branco e quatro com a camisola preta - dois com calções brancos e dois com calções vermelhos

Ser "Mais Sporting" quer dizer ter pouco respeito pela tradição. Aí vence - também - o Benfica. E só ficámos a ganhar com um passado exemplar de respeito pelos valores e pelo Ideal criado pelos Fundadores e Pioneiros. O mais tradicional e bonito conjunto (embora equipamento verde em relvado verde seja pouco aconselhável, daí em Inglaterra praticamente não existirem) é o que usam menos. Resta-lhes os jogos na Taça de Portugal. 


Eu percebo (entendo) que aquando da ida ao Brasil - que nem foi "bem" o Sporting CP (ver NOTA FINAL) - tenham optado por levar as camisolas da equipa de râguebi que eram mais finas por isso melhores para jogarem num clima mais quente. Antes disso já tinham jogado "à metralha" como se comprova e prova (clicar):


Bonito e agradável? Esta mania de meter cegos a fazer crónicas de jogos de futebol - que vêem outro jogo diferente dos espectadores - já vem de longe!
Mas o doutor Salazar Carreira tinha assim tanto poder que obrigou a fazer desse o equipamento do Futebol. Um coxo a futebolar que andava entretido a jogar râguebi, fazer umas corridas e "mandar umas postas de pescada" na revista Stadium e no jornal "Os Sports"?



É que eu até tenho mais amigos sportinguistas que Benfiquistas e não conheço UM que diga que o "equipamento metralha" é melhor que o "bipartido". Então porque não mudam? Em vez de andarem a inventar quatro campeonatos nacionais da I Divisão deviam era alterar as prioridades do uso de que equipamento principal. Querem ver que ainda tenho de me inscrever como sócio do grande clube dos irmãos Rosa Rodrigues, António Couto, Queiroz dos Santos, José Cruz Viegas, Francisco Santos e Januário Barreto? Para levar a proposta a uma assembleia geral! É melhor não, que um dia ainda chego a presidente da Direcção do Benfica!



Há quem diga - já houve aqui um comentário acerca deste assunto - que o Benfica não tem quota de mercado para poder exigir três equipamentos à poderosa ADIDAS. Como não domino o assunto e nada me pode levar a acreditar que quem o disse neste blogue não saiba mais do que eu - aceito! Mas...para mim o grande problema é que quem dirige o Benfica, não é a Direcção eleita pelos associados, mas sim uma Comissão Executiva presidida por um sportinguista (Domingos Soares de Oliveira) e logo dois - o engenheiro José Simão e o eng.º Miguel Pereira - quadros importantes do marquetingue, "falidores da TBZ", são também sportinguistas. Por isso, para mim, o facto de não termos três equipamentos - O equipamento (vermelho) e dois alternativos (um branco) e outro inventado pelos criativos adidas, deve-se mais a isto:



O azar deles é se um dia os Benfiquistas se lembram de fazer umas FP - 28 de Fevereiro! Acabam a miar!

Alberto Miguéns

NOTA FINAL: Para a maior parte da Imprensa da época até devia ser considerado um Misto Português pois o SCP foi reforçado - e bem reforçado - com seis futebolistas melhores que os do Sporting CP, ou não tivessem estado nos Jogos Olímpicos de 1928: António Roquete e Gustavo Teixeira (dois do Casa Pia AC), Armando Martins e João dos Santos (ambos do Vitória FC Setúbal), Carlos Alves (do Carcavelinhos FC) e Liberto dos Santos (do União FC). No último encontro da digressão chegaram a jogar cinco em simultâneo. E não ficou por aqui. No início dos anos 50 voltaram a repetir a "gracinha"! Três anos consecutivos. O SLB foi sempre ao estrangeiro, mesmo ao Brasil, de peito aberto. Sem medo! Só com os nossos Gloriosos e chegou! Um dia este blogue voltará a este tema.

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