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08/08/2017

Presidente Europa

08/08/2017 + 3 Comentários
HÁ 42 ANOS FALECEU MAURÍCIO VIEIRA DE BRITO. O PRESIDENTE DO BICAMPEONATO EUROPEU.


À sua gerência corresponderam os «Anos Dourados» do "Glorioso" (e do desporto em Portugal) com a valorização do Estádio (iluminação artificial e ampliação para 75 mil lugares) e a conquista do Bicampeonato Europeu.



Suceder a Bogalho não era fácil
Mas o último mandato - 1956/57 - deste notável estratego do Benfiquismo já foi em coordenação com Maurício Vieira de Brito. Bogalho até era de opinião que o Benfica não tinha condições para continuar numa escalada de gastos a nível humano (Futebol e modalidades) em detrimento da necessidade de criar melhores condições nas infraestruturas, em particular, na "Saudosa Catedral" que inaugurara, em 1 de Dezembro de 1954. Se alguém conhecia os Benfiquistas (na sua globalidade) era Bogalho. Ele sabia que a Odisseia Benfiquista que permitiu construir o Estádio era irrepetível. Havendo estádio (ao contrário do que existia em 1952 quando Bogalho foi eleito presidente) os Benfiquistas estavam preocupados com  a valorização dos plantéis do Futebol e até das modalidades. Bogalho não tinha condições pois não era rico e sabia que os Benfiquistas apoiariam em apoteose os plantéis mas não tinham capacidade financeira para poderem ter nos plantéis os atletas que desejavam para poder vencer. Jogavam todos por "amor à camisola" mas no final do mês tinham de receber o que estava contratualizado e para serem contratados eram quase todos Benfiquistas desde pequeninos mas só com dinheiro, por vezes muito dinheiro, aceitavam jogar pelo Benfica. Bogalho ria-se dizendo que encontrava sempre mais Benfiquenses, alguns até BenfiQuistos que propriamente Benfiquistas! Para os adeptos a utopia era outra, mas a realidade era assim! Bogalho até estava decidido a reduzir o esforço financeiro no seu último mandato (o quinto) mas eis que surge Maurício Vieira de Brito que, entusiasmado com a crescente grandeza do Clube, assume suceder-lhe solicitando que não desperdiçasse a oportunidade de reforçar o plantel. E assim foi. Bogalho termina em beleza com uma "dobradinha" em 1956/57. Já com Maurício Vieira eleito e na Taça de Portugal já com tomada de posse efectuada.


O presidente com a sua filha "Parrucha"

Mandato quinquenal avaliado anualmente
Em 30 de Março de 1957 foram 1773 os associados do Clube que votaram para eleger os Corpos Gerentes, cujos três Órgãos Sociais foram presididos pelo eng.º Augusto Cancella de Abreu, reconduzido para a Mesa da Assembleia Geral, pois transitava da gerência anterior; pelo dr. Manuel Reis Balsinhas, reeleito para o 4.º mandato consecutivo no Conselho Fiscal; e pelo eng.º Maurício Vieira de Brito, para a Direcção. O seu trabalho foi tão apreciado pelos benfiquistas, que seriam todos reeleitos durante mais quatro mandatos consecutivos: a 5 de Abril de 1958, por 1314 votantes; a 23 de Maio de 1959, por 845 votantes; a 30 de Abril de 1960, por 1766 votantes, e a 29 de Abril de 1961, por 2032 votantes.


Tomada de Posse tardia
Eleito em 30 de Março, véspera do decisivo jogo da derradeira jornada, em 31 de Março de 1957, para atribuição do título de campeão nacional, pois o "Glorioso" dispunha apenas de um ponto de vantagem para o FC Porto, aguarda pela conquista do título adiando a sua tomada de posse (substituindo Bogalho) em 16 de Abril de 1957. E só não foi mais tarde porque a final da Taça de Portugal estava marcada para 2 de Junho e com jogos a eliminar nunca se sabe...E havia assuntos urgentes a resolver para a temporada de 1957/58, tal como a apetrechamento das equipas das modalidades e começar a avançar com os melhoramentos na "Saudosa Catedral".

Quando Maurício Vieira de Brito foi eleito o Benfica estava a uma vitória de conquistar o título. Foi eleito na véspera dessa última jornada tomando posse duas semanas depois

Estudante de agronomia fez-se associado do Benfica
Maurício Vieira de Brito nasceu na antiga colónia africana de Angola, em Novo Redondo (actual Sumbe) em 6 de Março de 1919. Quando veio estudar para Lisboa inscreveu-se, aos 17 anos, como associado (menor) do Benfica, sendo admitido em 23 de Novembro de 1936 com o n.º 10 049. Após terminar os estudos regressou a Angola, deixando Portugal. Regressaria já com 35 anos a associado do Clube, em 3 de Maio de 1954, com o n.º 19 267, tendo como ocupação a gerência da firma do pai Mário Cunha Lda., especializada em negócios na colónia africana de Angola.
A acção do eng.º Maurício Vieira de Brito em prol do engrandecimento do Clube faria dele um dos nossos mais destacados associados, sendo agraciado a 22 de Março de 1958 como “Sócio Benemérito” e em 22 de Junho de 1960 foi-lhe concedida a distinção suprema, como “Águia de Ouro”, pelos relevantes serviços prestados ao “Glorioso”. O presidente da Direcção detinha características que lhe permitiam estar entre os melhores - sabia escolher criteriosamente os seus colaboradores e depois respeitar com humildade as opiniões alheias. 

Foi eleito presidente do "Glorioso" com 38 anos. Pelos actuais Estatutos não podia. Tinha de esperar pelos 43 anos. Lá para 1962. Já o ininterrupto não seria problema!


Terceiro Anel num estádio iluminado
Há muito que entre os nossos dirigentes havia a percepção de que a criação das “Taças Europeias” eram um factor de expansão desportiva e financeira para os clubes intervenientes, daí a necessidade de haver condições que permitissem recolher esses potenciais benefícios. Muito por acção directa do eng.º Maurício Vieira de Brito, com parte do financiamento a ser por si suportado, foram efectuados grandes melhoramentos no estádio. Após a construção das quatro “torres de Iluminação” (a campanha dos azulejos ajudou e estes deviam ter sido preservados aquando da demolição do anterior!) o Benfica inaugurou a 9 de Junho de 1958, num empate a um golo com a equipa do clube brasileiro CR Flamengo, do Rio de Janeiro, a iluminação artificial no Estádio – pela primeira vez o Clube podia realizar jogos nocturnos com regularidade. A 29 de Maio de 1960, na 26.ª e última jornada do campeonato nacional da I Divisão, na derrota por 1-2 com o CF “Os Belenenses”, as bancadas do “Terceiro Anel” foram utilizadas pela primeira vez (ainda sem estarem concluídas nos extremos), registando-se neste encontro de celebração do título de campeão nacional em 1959/60, uma assistência de aproximadamente 60 mil pessoas, a maior até aí registada em recintos desportivos portugueses. A inauguração oficial do “Terceiro Anel”, que aumentou a lotação do Estádio para 75 mil pessoas, seria formalizada já na época seguinte, em 5 de Outubro de 1960, no encontro da 2.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, com os escoceses do Hearts of Mildothian FC, que vencemos por 3-0, na arrancada para a caminhada que nos consagraria internacionalmente com o título de “Campeão Europeu”.




Glória Europeia
Foi nesta Gerência que o Benfica se tornou no melhor clube europeu, conquistando a Taça dos Clubes Campeões Europeus (TCCE) em 1961 ao vencer na Suiça, em Berna, no Estádio Wankdorf, por 3-2 o FC Barcelona, que eliminara o Pentacampeão (e único) europeu, Real Madrid CF. O nosso Clube há muito que dominava o futebol português. O “Glorioso” estabelecera uma política de contratação de futebolistas experientes e abnegados, mas com margem de progressão notável que permitiria a hegemonia benfiquista no futebol na década de 60. Ainda com o treinador Otto Glória conseguimos a terceira “dobradinha” do nosso futebol em 1956/57, e em 1958/59 conquistámos a Taça de Portugal, após V 1-0 com o FC Porto, só não conseguindo repetir a “dobradinha” porque no campeonato nacional conseguimos a proeza de ficar empatados a 41 pontos com o campeão FC Porto, perdendo o Nacional apenas por...um golo, numa última jornada inglória (V 7-1 com a CUF) enquanto os portistas venciam por 3-0 o SCU Torreense, em Torres Vedras, num jogo com muitas estórias...e dois futebolistas dos visitados expulsos. E o FCP marcou dois golos nesses últimos cinco minutos!
No Verão de 1959 foi contratado o treinador Béla Gutmann que conseguiu a glória ao conquistar a TCCE, após vitória no Nacional em 1959/60. Em 1961 o Benfica juntou o Bicampeonato nacional ao título europeu. Foi ainda na gerência do eng.º Maurício Vieira de Brito que o Benfica contratou na província ultramarina de Moçambique, em Dezembro de 1960, um menino de 18 anos, Eusébio que se revelaria na década de 60 o maior prodígio do futebol mundial a par de Pelé.


Formação de futebolistas imparável
O nosso clube continuava a ter igualmente uma “Escola de Jogadores” de grande nível, superiormente orientada pelo treinador José Valdivielso, que obteve entre 1957 e 1961, um conjunto notável de resultados: Tetracampeonato nacional de Juniores, entre 1957 e 1960; Tricampeão regional de Principiantes (actual Juvenis), entre 1958 e 1960; e Bicampeonato regional de Aspirantes (actual Esperanças) em 1956/57 e 1957/58, dois escalões onde ainda não se disputavam competições de âmbito nacional.

O melhor treinador de Hóquei Patins do Benfica "salvou" uns contos de réis pois o presidente queria "comprar" meia selecção nacional com destaque para Velasco e Fernando Adrião. Foi também com Maurício Vieira de Brito que o Benfica teve o seu melhor treinador de Basquetebol de sempre. O inovador Teotónio Lima (estudioso trouxe para Portugal os "bloqueios". e ainda havia Guttmann no Futenol. E Ângelo Pintado no Andebol. Os melhores tinham de estar no Melhor. Logo os melhores de sempre. Ah. E o professor Nuno Barros no Voleibol!


Campeoníssimo no Desporto
O “Glorioso” continuava a expandir-se no movimento desportivo português, aumentando para 26 as modalidades praticadas, com a introdução no Clube de três novos desportos - em 1957, o Badminton e o Pugilismo (Boxe) e em 1958, a Caça Submarina. Entretanto no Andebol, a variante de sete (praticada desde 1953) ocupava cada vez mais atletas e o interesse do público, em detrimento do histórico “Andebol de Onze”. No “Glorioso” havia ainda a preocupação em alargar a prática desportiva às senhoras, criando em 1961 uma equipa feminina de Basquetebol, que se juntou às equipas femininas de Ténis de Mesa (desde 1940), Tiro com Arco (desde 1948), Ténis de Campo (desde 1950), Voleibol (desde 1951) e Patinagem Artística (desde 1953). Isto para além da prática da Ginástica (desde 1933) e da Natação (desde 1955).
O nosso domínio ecléctico continuava muito forte, com conquistas nacionais de elevado gabarito, com campeonatos em: Atletismo (corta-mato em 1957 e 1958 – 5.º título consecutivo); Basquetebol (dobradinha em 1961); Caça Submarina (1959); Hóquei em Patins (1960 e 1961); Luta (1957, 1958, 1959 e 1961); Râguebi (1960 e 1961, neste ano com “dobradinha” na Taça de Portugal); Ténis (1958 e 1959); Ténis de Mesa - masculino, em 1958, 1959 (com Taça de Portugal) e 1960 - e feminino (“dobradinha” em 1961); e Xadrez (1961).

Da esquerda para a direita: Costa Pereira, Artur Santos, Coluna, José Augusto, Cavém, Ângelo, Cruz, Santana, Neto, José Águas e Mário João


Expansão associativa
O Benfica crescia em todo o Portugal, que na época ia do Minho a Timor, aquém e além-mar, sendo cada vez mais a expressão da portucalidade e um factor de união entre portugueses, independentemente da etnia, religião ou ideologia: contávamos em 1961 com 53 Filiais, Delegações e “Casas do Benfica”. O crescente sucesso desportivo, a ampliação da "Saudosa Catedral" e a melhoria das condições de acesso aos jogos, possibilitou nova “explosão associativa” com o Clube a ultrapassar pela primeira vez os 50 mil sócios a 13 de Dezembro de 1960, permitindo em 31 de Dezembro de 1961 registar também pela primeira vez em quotização um valor acima dos seis mil contos: 6 392 833$00 (31 887 euros) correspondendo já a 54 989 associados, em 31 de Dezembro de 1961.


Cultura Benfiquista
O “Glorioso” há muito que excedia apenas a actividade desportiva, havendo por isso a necessidade de criar uma Secção Cultural em 1955, ainda na gerência anterior, mas que em 1957 permitiria a concretização de um sonho de alguns anos: o Coral (depois denominado Orfeão) que continua na actualidade, passados 60 anos, a levar com dignidade o nome do Benfica a muitas manifestações musicais e culturais, em várias localidades da lusofonia.


Um Órfreão magnífico que vai ser decisivo para não deixar cair no esquecimento o Hino do Benfica, pois ninguém se atrevia a interpretá-lo com à vontade. A sua preservação até ao 25 de Abril de 1974 muito se ficou a dever ao nosso Órfeão.


Foi também lançado, em Outubro de 1957, em formato de revista um suplemento mensal do jornal, com o nome de “O Benfica Ilustrado”, que se manteria até ao n.º 108 em Setembro de 1966!
Há ainda a registar a autonomia em 1958 da Secção da Iniciação Desportiva, criada em 1954/55 como subsecção dependente da Ginástica, que continuava o trabalho notável de proporcionar aos mais jovens - filhos dos associados - a pratica de inúmeros desportos durante cada época, sendo em grande parte responsável pela reactivação da Natação no Clube (em 1955) e pelo desenvolvimento da Patinagem Artística (após 1957), tendo a dirigi.la um dos maiores pedagogos desportivos portugueses, o professor José Esteves.
O fervor clubista permitiu desenvolver culturalmente inúmeras iniciativas, com destaque para a organização de um “Grupo Cénico” que se estrearia com uma peça teatral, no Clube Estefânia, em 25 de Maio de 1960.


O primeiro grande revés logo em 1958
Quando nenceu as primeiras eleições, em 1957, a ideia era construir logo dois grandes plantéis. Um em Hóquei em Patins e uma grande equipa de Ciclismo capaz de voltar a vencer a Volta a Portugal, o que já não acontecia desde a espectacular vitória de José Martins em 1947. Já tinham passado dez anos, embora apenas oito edições, pois em 1953 e 1954 a competição estival não se realizou. E não se importava de pagar do bolso dele, com o dinheiro feito a vender café e óleo de palma nas quase 50 roças no norte de Angola. No Hóquei em Patins desenganaram-no com a contratação do treinador Torcato Ferreira que dizia ter a solução num grupo de jovens hoquistas de enorme valia liderados por Livramento. No Ciclismo nada feito. Para vencer a Volta em 1958 nada melhor que contratar o vencedor de...1957! Pois! Assim ficou assente que o Clube assumiria os encargos com os "aguadeiros" e ele com o campeoníssimo Ribeiro da Silva que passava as temporadas em França e no Luxemburgo para depois correr a Volta a Portugal, com vitórias em 1955 e 1957, em representação do Académico FC (Porto). Quando tudo parecia estar acertado eis que Ribeiro da Silva tem um  bárbaro acidente de motorizada, em 9 de Abril de 1957, próximo da sua residência, em Lordelo. O sonho ficava adiado até...1965 quando o "Fiat 500" Peixoto Alves arrasou a concorrência, sucedendo a José Maria Nicolau (1931 e 1934) e José Martins.

Relatório e Contas da Direcção. Parecer Fiscal do SLB; 1962; página 51

Tudo se precipitou
Em 15 de Março de 1961 com os massacres da União das Populações de Angola (UPA) e com o Governo português a perceber que estava instalada a insegurança na principal (por ser a que fornecia maior riqueza à Metrópole e aos colonos) estes são convocados ao Ministério do Ultramar, dirigido por Adriano Moreira, para contribuírem para o "esforço" de Guerra no sentido de complementarem a acção do Estado Novo. Este enviava soldados de Portugal e criaria condições logísticas para dar segurança aos colonos brancos e às populações indígenas que eram a sua mão-de-obra mas os "africanistas" que eram dos portugueses mais ricos teriam de dar melhores condições de vida aos trabalhadores que dependiam dos patrões. Não fazia sentido viver da riqueza criada em Angola e depois gastá.la em Lisboa ou noutra qualquer região. Havia que canalizar grande parte das verbas para ter o apoio da população local em vez da sua hostilidade. Em 16 de Janeiro de 1962 é convocada uma reunião dos Órgãos Sociais em que o presidente Maurício Vieira de Brito coloca o problema e renuncia a uma candidatura para um sexto mandato. Pediu, no entanto, que todos se recandidatassem tendo por presidente o advogado Fezas Vital (o seu vice-presidente no última mandato). Maurício continuaria o seu apoio embora com um mecenato mais comedido. 
Após cinco gerências, o eng.º Maurício Vieira de Brito deixou os cargos directivos a 31 de Março de 1962, dando posse ao seu vice-presidente Fezas Vital, em 16 de Abril de 1962, precisamente cinco anos depois de ser empossado como presidente do "Glorioso", tendo a equipa principal de futebol garantido praticamente o apuramento, após derrotar por 3-1 na 1.ª mão das meias-finais, o clube inglês Tottenham Hotspur FC, para a final da TCCE que viríamos a conquistar no final da temporada, bem como a Taça de Portugal.


O que (para ele) ficou por fazer
A "Cidade Desportiva". O grande sonho era concluir o Terceiro Anel bem como dotar o Clube de instalações para a prática de várias modalidades, incluindo um mini-estádio com pista de atletismo e ciclismo (precisamente onde hoje está localizada a "Catedral"). De notar que o Andebol era jogado por onze andebolistas em campo pelado (tal como o Hóquei em Campo). Estava programada, além da piscina olímpica (50 metros) exterior um pavilhão por baixo do Terceiro Anel que iria ser feito (e pago) em 1965 pelo seu irmão, Adolfo Vieira de Brito. Outro Benemérito do Clube. Com tanta vontade em fazer do Benfica um gigante mundial no desporto Maurício Vieira de Brito teria «estoirado» o resto da fortuna no Benfica! Digo eu! Que nada posso provar!


Uma gerência que terminou em 1962 mas que se prolongou os seus efeitos benéficos durante os anos 60
Em Maio de 1962, estava consolidada uma das gerências mais brilhantes e extraordinárias da nossa gloriosa história, muito contribuindo para isso a acção benemérita de Maurício Vieira de Brito, que viria a falecer aos 56 anos, a 8 de Agosto de 1975. Há precisamente 42 anos assinalados hoje! Em 2017. 


Maurício Vieira de Brito é daqueles que conquistaram a imortalidade. Tudo deu ao Benfica. Nada levou, a não ser gratidão dos Benfiquistas (o melhor que pode haver) e perceber que deixou o Clube a num patamar definitivamente como melhor e maior clube português.



Escrever acerca destes Benfiquistas de valor de excelência é Benficar com prazer redobrado. Obrigado Maurício Vieira de Brito.

Alberto Miguéns
3 comentários
comentários
  1. Um belo pedaço da História do Benfica, ministrada por quem sabe!!!
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    Havia dois Mários Cunhas em Angola; Maio Cunha rico e o Mário Cunha pobre. A história é simples de contar;
    Caiu na conta do pobre (por engano) uma larga pipa de massa. O Homem não se fez rogado e desatou a fazer negócios de tal forma que, antes de se dar pelo engano, já o pobre era também rico.

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  2. Nem Mais, Obrigado, por nos (me) ensinar sempre qualquer coisa nova, E PLURIBUS UNUM.

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  3. Um gigante entre os presidentes. Mesmo sendo injusto quatro presidentes estão para mim acima dos restantes: Ferreira Bogalho, Félix Bermudes, Maurício Vieira de Brito e Duarte Borges Coutinho.

    Excelente e muito justa evocação. O Senhor Maurício Vieira de Brito foi um Homem e Benfiquista excepcional.

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