A criação deste Blogue, ideia de António Melo, tem como objectivo divulgar, defender o Sport Lisboa e Benfica e a sua Gloriosa história. Qualquer opinião aqui expressa vinculará apenas o seu autor, Alberto Miguéns.

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04/06/2015

O Que é Ser Treinador do Benfica

04/06/2015 + 8 Comentários API
SER TREINADOR DO BENFICA. QUANDO, COMO E PORQUÊ?


NOTA INICIAL (Feita depois de terminado o texto): O texto está muito grande. Mas penso que a primeira parte - até, Germano Campos: singela homenagem - merece ser lida porque pode explicar muito do modo como vemos (nós, Benfiquistas) os treinadores. A segunda parte é mais uma interpretação (e justificação) daqueles que considero serem os "Quatro Períodos" que marcam as 111 épocas do futebol do Clube em termos do que se pretendeu dos treinadores para o futebol, contemplando quatro mudanças de paradigma (conjunto de objectivos pretendidos).  
        
Não tinha previsto este texto para hoje mas no seguimento do texto de ontem, enquanto decorre o processo de renovação do contrato com Jorge Jesus e antevendo um texto que tenho previsto para o início da próxima semana penso que faz sentido elaborar este texto e publicá-lo hoje.

O porquê do Benfica ser conhecido durante muitos anos como um clube que "dava preferência a treinadores estrangeiros"
Quando (início da década de 70 do século XX)  comecei, como Benfiquista, a ter consciência do que se dizia do clube em relação ao futebol levei com duas ideias:
1. O Benfica tinha a tradição de só utilizar futebolistas portugueses;
2. O Benfica preferia treinadores estrangeiros evitando portugueses. Por isso, em 20 campeonatos nacionais conquistados até 1972/73, não tinha qualquer treinador português campeão. Mais tarde percebi que não era "totalmente verdade", mas era "quase verdade".

Mas ainda descobri mais
Quando me comecei a interessar em ler e investigar a Gloriosa História (depois de me inscrever como associado do Clube em 1979) deparei-me com factos que ainda adensaram mais esta "aparente" incongruência entre preferir jogadores portugueses e treinadores estrangeiros. Em termos de história comparada com os outros emblemas, o Benfica era dos clubes que mais contratava treinadores estrangeiros - Mário Wilson e Toni, eram claramente excepções, até 1993/94 - mas foi dos mais tardios a fazê-lo, apenas em 1929/30 teve um treinador estrangeiro (Artur John) embora episodicamente, mas com regularidade apenas após 1936/37 (Lipo Herczka), ou seja, na 33.ª temporada a jogar futebol. Inacreditável quando o FC Porto teve estrangeiros  logo em 1906 (Cattulo Gadda) e o Sporting CP ainda em 1921/22 (Augusto Sabbo), por exemplo. Depois estes clubes optaram muitas vezes por treinadores portugueses e o Benfica que tinha "chegado tão tarde aos treinadores estrangeiros" mostrava-se pouco inclinado para o que era português!

Foi numa conversa a propósito de outro assunto que surgiu uma ideia luminosa
Um dia fui convidado para ir à residência de um Benfiquista Ímpar que me queria agradecer uma evocação que fiz à sua figura enquanto Benfiquista, no jornal O Benfica, entretanto transformado em revista mensal na gerência de Vale Azevedo. Germano Campos é dos enormes entre todos nós. Foi delicioso falar com ele (ainda falei mais três vezes após este primeiro encontro). Já não me lembro em qual foi, mas estávamos a falar da actualidade do clube e eu afirmei algo do género: «O Artur Jorge é treinador português e jogou no Benfica mas destruiu o futebol do melhor clube português e onde ele fez história como futebolista. Ser portista assumido não ajuda» Ao que ele responde: «No meu tempo de futebolista os sócios do Benfica não queriam treinadores no futebol que não fossem antigos jogadores do Benfica. Tinham de ter provas de total fidelidade ao Clube. Os sócios quando tinham cargos como dirigentes seguiam esse princípio. Treinadores só portugueses ex-futebolistas do Clube ou se não fossem tinham de ser estrangeiros. Ex-futebolistas de outros clubes adversários do Benfica nunca! Nós dizíamos que eles, se treinassem o Benfica, arranjariam maneira de montar a equipa e engendrar tácticas de modo a prejudicá-la para perder com a equipa com a qual simpatizavam e onde tinham jogado. Nós até brincávamos com o assunto dizendo. Ouve lá se te pedissem para treinares o Sporting ou o Belenenses, quando jogasses com o Benfica querias o quê? Todos se riam e afirmavam. Queria ser goleado!» Não sei se foi este o motivo que justifica o facto da exclusividade de ex-futebolistas do "Glorioso" treinarem os plantéis até 1936/37 e depois da quase exclusividade de estrangeiros - excepto Mário Wilson e Toni (contratados) e Caiado, Cabrita e José Augusto (de recurso) até 1993/94. Mas que se ajusta à História dos treinadores do Glorioso Futebol não tenho dúvidas. E que mostra o modo apaixonado como se vivia e vive o Benfica ainda tenho menos dúvidas. Esse modo simples mas eficaz de Ser Benfiquista. Confiar no que é Benfica e desconfiar do que não é!

Equipa do Glorioso em 1932/33. De cima para baixo. Da esquerda para a direita.  Francisco Albino, Manuel Oliveira, Rogério Sousa, Alberto Cardoso, António Guedes Gonçalves, Germano Campos, Vítor Silva e João Oliveira; Augusto Dinis, João Correia, Luiz Xavier e Emídio Pinho História do SL Benfica (1904 - 1954); Volume II; página 91; Mário Oliveira e Rebelo da Silva; edição de autor; 1955
Equipa de Hóquei em Campo em 1925/26. De cima para baixo. Da esquerda para a direita. José de Melo, José Prazeres, José Carlos de Sousa, Germano Campos e Ilídio Nogueira (avançados); Hipólito Silva, Mário Montalvão e José Picoto (médios); João Dias de Sousa, Fernando Adrião e Teixeira (defesas e guarda-redes) Benfica Ilustrado n.º 98; Novembro de 1965; página 10 

Germano Campos: singela homenagem
Extraordinário Benfiquista daí ser eleito em assembleia geral do Clube como "Sócio de Mérito" (31 de Agosto de 1940), 33 anos depois foi "Águia de Prata" (14 de Março de 1973) e nove anos depois a distinção suprema, a "Águia de Ouro" (26 de Março de 1982). Se os Benfiquistas decidiram foi porque sabiam dar valor a quem entre eles se distinguia "ainda mais"! Aliás é o facto de ultimamente (e decerto proximamente) procurar familiares dos 33 "Águias de Ouro" já falecidos - estão quatro entre nós - para fazer pequenas biografias de todos eles, para uma futura História do Benfica, escrevendo acerca do modo como exerceram o Benfiquismo que lhes permitiu o reconhecimento de todos, que permitiu lembrar-me da "tal conversa" que descrevo atrás e desenvolver o texto de hoje no seguimento do texto publicado ontem.

Germano Augusto Mourão da Costa Campos foi futebolista do "Glorioso" entre os anos 20 e meados dos anos 30, jogando ao mais alto nível - 1.ª categoria ou de honra - entre 27 de Março de 1927 e 3 de Fevereiro de 1936 com um total de 5 620 minutos em 52 jogos, com três a capitanear o Benfica. Sagrou-se campeão regional em 1932/33. Atleta ecléctico também foi campeão no Hóquei em Campo e foi eleito como Vogal do Departamento de Futebol no acto eleitoral de 1964 (26 de Março) chefiando o Departamento de Futebol na temporada de 1964/65 tendo como treinador Elek Schwartz, num tempo em que os mandatos eram anuais. Futebolista (anos 20/30) e Chefe do Departamento de Futebol (anos 60) são factos que ainda valorizam mais o diálogo acerca dos treinadores que teve comigo em meados dos anos 90. Alem de tudo isto é pai de uma das "Marias do Voleibol" casada com José Magalhães (Glória do Voleibol nos anos 50/60) e treinador das "Marias". E patriarca de uma família de voleibolistas. Penso que o nosso João Magalhães é bisneto de Germano Campos.

AVISO INTERMÉDIO: O facto de ter levado mais tempo do que pensava a encontrar imagens para ilustrar um texto que ameaça ser demasiado extenso inviabilizou ter pronta a análise aos quatro períodos do que é Ser Glorioso Treinador. Conto terminá-los durante a próxima hora. Estão terminados. Espero não ser demasiado aborrecido para os leitores que devem ter muita paciência para ler tudo isto!

António Ribeiro dos Reis. Capitão-Geral que sucedeu a Cosme Damião e principal impulsionador da primeira grande mudança. Escreveu em 1936 no Boletim Oficial do SLB que chegara o tempo do Benfica deixar de ter treinadores obsequiosos e fervorosos Benfiquistas para contar com profissionais experientes a tempo inteiro com provas dadas!

Prata da Casa não! Ouro da Casa!
O Glorioso Futebol começou como amador, em 1904, e terminou como semi-amador, em 1936. Coube a Manuel Gourlade começar a orientar as equipas do "Glorioso" ainda denominado Sport Lisboa. Interessado por tudo o que dizia respeito ao futebol jogava como defesa à esquerda, em 1902, nas equipas dos Catataus que dariam origem ao "Glorioso" em 1904. Foi um dos 24 fundadores, mas...Veterano (nascido em 25 de Outubro de 1872, tinha 31 anos aquando da fundação) preferiu dar o seu lugar aos melhores e jogar na segunda equipa, orientando as duas. Sucedeu-lhe Cosme Damião quando começou a mostrar-se perante os dirigentes e os seus pares um perito em gerir equipas, formar onzes, escolher futebolistas e integrá-los nas quatro categorias. Adversário do não amadorismo para ele o Benfica era gloriosíssimo, não fazendo sentido andar atrás de jogadores. Os jogadores é que deviam de andar atrás do Benfica! O certo é que os associados do Benfica em meados dos anos 20 entenderam que não conquistar o campeonato de Lisboa desde 1919/20 começava a ser problemático para o crescimento do Clube face a outros emblemas. E venceram Cosme Damião escolhendo um dos "dois braços-direitos" do nosso Cosme: António Ribeiro dos Reis que tinha outra visão (e ambição) para o Benfica mantendo o outro "braço-direito" de Cosme Damião junto de si: Vítor Gonçalves. Três nomes com muito em comum: futebolistas de um só clube (o Benfica), capitães e "com jeito" para orientar equipas. Ribeiro dos Reis foi avançado-centro, Cosme Damião e Vítor Gonçalves foram médios-centro. Com Ribeiro dos Reis o Glorioso Futebol mudou. Passou a semi-amador, ou seja, contratar futebolistas noutros clubes assegurando-lhes uma ocupação (que queria dizer dar-lhes dinheiro para montarem um negócio). Por exemplo duas das primeiras contratações no pós-Cosme Damião foram Raul Figueiredo (Tamanqueiro), médio-centro do SC Olhanense e Vítor Silva, avançado-centro do Carcavelinhos FC. Ocupação: um carro de praça (táxi) para Raul Figueiredo e uma oficina de estofos de automóvel para Vítor Silva. Era assim o futebol em Portugal nos anos 20! 

PERÍODO UM
Épocas
Troféus
Treinadores
N.º
Anos
TA
CR
TH
TP
CN
1
1904/05





Manuel Gourlade
2
1905/06





Manuel Gourlade
3
1906/07





Manuel Gourlade
4
1907/08





Manuel Gourlade
5
1908/09





Cosme Damião
6
1909/10

1
1


Cosme Damião
7
1910/11





Cosme Damião
8
1911/12

2
2


Cosme Damião
9
1912/13

3
3


Cosme Damião
10
1913/14

4



Cosme Damião
11
1914/15





Cosme Damião
12
1915/16

5



Cosme Damião
13
1916/17

6



Cosme Damião
14
1917/18

7



Cosme Damião
15
1918/19





Cosme Damião
16
1919/20

8
1


Cosme Damião
17
1920/21





Cosme Damião
18
1921/22
1

2


Cosme Damião
19
1922/23





Cosme Damião
20
1923/24





Cosme Damião
21
1924/25





Cosme Damião
22
1925/26





Cosme Damião
23
1926/27





António Ribeiro dos Reis
24
1927/28





António Ribeiro dos Reis
25
1928/29





António Ribeiro dos Reis
26
1929/30
1


1

Artur John
27
1930/31



2

António Ribeiro dos Reis
28
1931/32





António Ribeiro dos Reis
29
1932/33

9



António Ribeiro dos Reis
30
1933/34





António Ribeiro dos Reis
31
1934/35
2


3

Vítor Gonçalves/ R. Reis
32
1935/36
3



1
Vítor Gonçalves
NOTAS: 1. Taça do Torneio "Jogos Olímpicos Nacionais" disputada após finalizar o Campeonato Regional (AFL) seria depois substituída, em termos de calendário de competições, pela Taça de Honra de Lisboa (AFL);
2. TA - Taças/Torneios de Abertura da temporada: 1921/22 - Taça da AFL; e 1929/30; 1934/35; 1935/36 - Torneios Preparação da AFL

O primeiro grande treinador da formação em Portugal nos anos 50. Chegou a orientar o Benfica quando Otto Glória saiu indignado do Clube, em 1959, quando soube que o Benfica não iria renovar-lhe o contrato pois apostara em Béla Guttmann para 1959/60 Benfica Ilustrado n.º 2; Novembro de 1957; página 11 

Experiência comprovada
Depois de soluções encontradas "dentro de casa" Ribeiro dos Reis percebeu que o Benfica tinha de contratar treinadores com experiência e capacidade reconhecida como vencedores. Seguiram-se treinadores estrangeiros que coincidiram com o início e desenvolvimento do campeonato nacional, daí para muitos Benfiquistas (e não só) parecer que o Benfica nunca tinha tido treinadores portugueses. Teve e durante muitas temporadas, mas passam despercebidos pelo facto do futebol pré-campeonato nacional não ter visibilidade como se o Benfica e em Portugal o futebol tivesse início em 1935!


Um dos resultados mais visíveis na política desportiva do futebol do Benfica como reflexo da contratação de Lipo e Biri foi passar o futebol do Benfica a semi-profissional: ao contratar um futebolista o clube pagava-lhe um vencimento mensal e conseguia arranjar-lhe um emprego extra-futebol para complementar (e aumentar) o salário. Os jogadores treinavam de manhã duas (depois três) vezes por semana e no resto do tempo estavam no emprego.

PERÍODO DOIS
Épocas
Troféus
Treinadores
N.º
Anos
CR
CN
TP
TL
33
1936/37

2


V. Gonçalves/ Lipo Herczka
34
1937/38

3


Lipo Herczka
35
1938/39




Lipo Herczka
36
1939/40
10

4

Janos Biri
37
1940/41




Janos Biri
38
1941/42

4


Janos Biri
39
1942/43

5
5

Janos Biri
40
1943/44


6

Janos Biri
41
1944/45

6


Janos Biri
42
1945/46




Janos Biri
43
1946/47


NR

Biri/ Manuel Alexandre
44
1947/48




Lipo Herczka
45
1948/49


7

Lipo Herczka/ Ted Smith
46
1949/50

7
NR
1
Ted Smith
47
1950/51


8

Ted Smith
48
1951/52


9

Ted Smith/ Cândido Tavares
49
1952/53


10

Alberto Zozaya/ C. Técnico
50
1953/54




Conselho Técnico/ Valadas
NOTA: Conselho Técnico constituído por António Ribeiro dos Reis e Francisco Simões (teóricos) com Valadas como técnico de campo

Talvez uma proeza única, aliás duas sem paralelo. O mesmo onze vence duas Taças de Portugal consecutivas orientadas por dois treinadores diferentes! Em cima a equipa que venceu por 5-1, a Associação Académica de Coimbra, em 10 de Junho de 1951. Um anos depois, aliás 371 dias depois, em baixo a equipa que, em 15 de Junho de 1952 treinada por Cândido Tavares venceu, por 5-4, o Sporting CP. Nomes com a disposição habitual, de cima para baixo e da esquerda para a direita. Em cima (1950/51): Ted Smith (treinador), Félix, Francisco Ferreira (capitão), Moreira, Artur Santos, Fernandes e Bastos; Corona, Arsénio, José Águas, Rogério Carvalho e Rosário. Em baixo (1951/52): Félix, Fernandes, Moreira, Cândido Tavares (treinador), Francisco Ferreira (capitão), Artur Santos e Bastos; Angelino Fontes (massagista), Corona, Arsénio, José Águas, Rogério Carvalho e Rosário. Não acredito que haja no Mundo do Futebol uma situação idêntica (o mesmo onze conquistar duas Taças nacionais em épocas distintas) muito menos com dois treinadores diferentes!

Treinadores consagrados
Com a eleição de Ferreira Bogalho como presidente da Direcção o Benfica vai mudar radicalmente o futebol em Portugal. Passa a ser a sua vanguarda como tinha sido nos anos 10 do século XX com Cosme Damião exigindo amadorismo responsável. Nos anos 50 o Benfica assume o profissionalismo com Otto Glória a exigir disponibilidade total aos futebolistas. Acabam-se os empregos extra-futebol e as desculpas para faltar a treinos ou desconcentração nos jogos. Os futebolistas passavam a ter profissão. Qual? Futebolistas e não empregados nisto ou naquilo! Foi o início do período dourado do Benfica e do futebol português com o 3.º lugar no Mundial de 1966, tendo como seleccionador... Otto Glória. Se Béla Guttmann foi Bicampeão Europeu foi Otto Glória a criar os alicerces, entre 1954/55 e 1958/59, para o húngaro brilhar intensamente entre 1959/60 e 1961/62.  

PERÍODO TRÊS
Épocas
Troféus
Treinadores
N.º
Anos
TH
ST
CN
TP
CE
51
1954/55


8
11

Otto Glória
52
1955/56





Otto Glória
53
1956/57


9
12

Otto Glória
54
1957/58





Otto Glória
55
1958/59



13

Otto Glória/ Valdivielso
56
1959/60


10


Béla Guttmann
57
1960/61


11

1
Béla Guttmann
58
1961/62



14
2
Béla Guttmann/ Caiado
59
1962/63
3

12


Fernando Riera
60
1963/64


13
15

Lajos Czeizler
61
1964/65
4

14


Elek Schwartz/ Caiado
62
1965/66





Béla Guttmann/ Cabrita
63
1966/67
5

15


Fernando Riera
64
1967/68
6

16


Riera/Cabrita/O. Glória
65
1968/69
7

17
16

Otto Glória
66
1969/70



17

O. Glória/ José Augusto
67
1970/71


18


Jimmy Hagan
68
1971/72
8

19
18

Jimmy Hagan
69
1972/73
9

20


Jimmy Hagan
70
1973/74
10




Jimmy Hagan/ Cabrita
71
1974/75
11

21


Milorad Pavic
72
1975/76


22


Mário Wilson
73
1976/77


23


John Mortimore
74
1977/78
12




John Mortimore
75
1978/79
13




John Mortimore
76
1979/80
14


19

Mário Wilson
77
1980/81

1
24
20

Lajos Baroti
78
1981/82
15




Lajos Baroti
79
1982/83


25
21

Eriksson
80
1983/84
16

26


Eriksson
81
1984/85



22

Pal Csernai
82
1985/86
17
2

23

John Mortimore
83
1986/87


27
24

John Mortimore
84
1987/88
18




Ebbe Skovdahl/ Toni
85
1988/89


28


Toni
86
1989/90

3



Eriksson
87
1990/91


29


Eriksson
88
1991/92





Eriksson
89
1992/93



25

Tomislav Ivic/ Toni
90
1993/94


30


Toni

Três Glórias do Benfica: Eriksson (um treinador reoganizador e visionário de excelência), Toni (futebolista, treinador adjunto, treinador principal e Benfiquista de sempre para sempre) e Eusébio (sem cargos e adjectivos "apenas" Eusébio)

À procura de soluções
Nos anos 90 o Benfica passou a ter uma política que eu ainda não consigo perceber que lógica teve (talvez por ser um período muito contemporâneo), pois parecem-me soluções avulsas de ocasião. Com Jorge Jesus isso mudou. Treinador experiente estabilizou, finalmente, o futebol do "Glorioso". Mas como este texto já vai muito longo deixo para a próxima semana mais considerações acerca do que é ser mau ou bom treinador.

PERÍODO QUATRO

Épocas
Troféus
Treinadores
N.º
Anos
TH
ST
CN
TP
TL
CE
91
1994/95






Artur Jorge
92
1995/96



26


A. Jorge/ Mário Wilson
93
1996/97






Paulo Autuori/Manuel José
94
1997/98






M. José/ Wilson/ Souness
95
1998/99






Graeme Souness/Shéu
96
1999/00






Jupp Heynckes
97
2000/01






Heynckes/ Mourinho/ Toni
98
2001/02






Toni/ Jesualdo Ferreira
99
2002/03






Jesualdo / Camacho
100
2003/04



27


Jose António Camacho
101
2004/05


31



Giovanni Trapattoni
102
2005/06

4




Ronald Koeman
103
2006/07






Fernando Santos
104
2007/08






Santos/ Camacho/ Chalana
105
2008/09




1

Quique Flores
106
2009/10


32

2

Jorge Jesus
107
2010/11




3

Jorge Jesus
108
2011/12




4

Jorge Jesus
109
2012/13






Jorge Jesus
110
2013/14


33
28
5

Jorge Jesus
111
2014/15

5
34

6

Jorge Jesus
112
2015/16









AVISO FINAL: Enquanto estava a ultimar a composição das imagens fazendo as respectivas legendas fui surpreendido (22:25 horas) com notícias da mudança técnica (Rui Vitória no lugar de Jorge Jesus) mas tal facto não me faz alterar uma virgula no texto que já estava feito e que publico:

Futuro imediato
Ainda não se sabe se Jorge Jesus continua ou não. Penso que o melhor para o Benfica é a continuidade da dupla Luís Filipe Vieira/ Jorge Jesus que parece ter encontrado o rumo certo.
Desde 2004/05 (Apito Dourado) que me parece ser mais fácil ao Benfica obter conquistas sustentadas (não episódicas) no campeonato nacional. Seja com que dirigentes ou treinadores for, parece-me mais fácil. Já se percebeu que o FC Porto não consegue manobrar como o fazia antes de se saber das escutas telefónicas. O seu mentor (Pinto da Costa) está muito mais debilitado - além da idade pesar cada vez mais - não pode ter intervenção directa nas "questões da arbitragem" pois apontam-lhe de imediato o Youtube. Para evitar isso necessita de terceiros, o que não é o mesmo. Aliás é totalmente diferente. Ser Pinto da Costa a falar punha os subservientes em sentido. Com os outros fazem "orelhas moucas"! Então o que tem de melhor a dupla Luís Filipe Vieira/ Jorge Jesus em relação a outras no Benfica? Tem o facto de terem feito o caminho, aberto o rasgo, para agora poderem continuá-lo. Tenho para mim que, se Jorge Jesus continuar no Clube, o Benfica arrisca-se a conquistar três ou quatro campeonatos nacionais consecutivos. E só não serão mais porque entretanto Pinto da Costa (com um Tetra do Benfica) será obrigado a sair do FC Porto pela "porta pequena"! Mas reservo fundamentar, mais e melhor, esta opinião para o início da próxima semana onde tenho previsto fazer um texto acerca de "Ser bom ou mau treinador".

A Gloriosa História é linda, fantástica e exemplar! Por ser transparente e vencedora!

Alberto Miguéns

PLANO PARA AS EDIÇÕES ATÉ MEADOS DESTE MÊS
(provisório como é evidente)
De 5 a 16 de Junho de 2015 (Sempre à meia-noite)
Sexta-feira (de 4 para 5): Mais vale tarde que nunca!;
Sábado (de 5 para 6): Dérbi de Lisboa em Futsal;
Domingo (de 6 para 7): Jogo de Tricampeonato;
Segunda-feira (de 7 para 8): Ser bom ou mau treinador;
Terça-feira (de 8 para 9): Sinto-me tão portista!;
Quarta-feira (de 9 para 10): Os 86 vencedores da Taça da Liga;
Quinta-feira (de 10 para 11): Rola e enrola;
Sexta-feira (de 11 para 12): Já cá faltava eu!;
Sábado (de 12 para 13): Mentiras Oficializadas by SLB;
Domingo (de 13 para 14): O Mais Belo e Inigualável 138;
Segunda-feira (de 14 para 15): Benfica tão brilhante que se vê no escuro;
Terça-feira (de 15 para 16): Os 337 campeões nacionais
8 comentários
comentários
  1. Anónimo4/6/15 03:24

    Caro Miguéns,

    o que lhe parece Rui Vitória para treinador do nosso Clube ? Tenho presentes as suas palavras acerca dele numa "final" de juniores que perdemos com o Sporting de Paulo Bento. E isto num post alusivo a declarações cobardes e pequenas do mesmo Rui Vitória, em Paços de Ferreira, depois de ser goleado por nós (0-5 ou 1-5).

    Pessoalmente sou completamente contra o regresso de Rui Vitória, e além da menor competência técnica, a minha opinião formou-se muito também com esse seu post, por isso tenho curiosidade em saber a sua perspectiva.

    Finalmente, sendo António Melo amigo do Marco Silva (benfiquista ?), não gostaria ele que o novo treinador do Sport Lisboa e Benfica fosse Marco Silva ? A minha opção iria por aí.

    Obrigado e um abraço.

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    Respostas
    1. Também prefiro Marco Silva a Rui Vitória. Vamos esperar pois ainda não está confirmado qual o treinador do Benfica para 2015/16. Sabe-se que não será Jorge Jesus!

      Se for Rui Vitória temo que o Benfica volte a praticar um futebol débil, sem rasgo e arrojo. Se for Rui Vitória espero estar enganado e desejo que ele consiga surpreender-me. Vamos esperar.

      Gloriosas Saudações Benfiquistas

      Alberto Miguéns

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  2. Anónimo4/6/15 05:54

    Luís Filipe Vieira devia de se demitir .

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  3. Anónimo4/6/15 08:35

    Já agora faz um post a falar da historias dos treinadores que passaram pelo Porto, se faz favor. Mas faz com insenção.

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    Respostas
    1. Aqui é tudo feito com isenção. Isso podia ser feito mas em relação ao Benfica. Com o FCP que se preocupem os portistas.

      Mas poder, podia. Treinadores que o FCP contratava nos anos 60 e 70 por ter inveja do sucesso deles no SLB, etc. Até dava uma posta engraçada...

      Alberto Miguéns

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  4. RUI VITÓ O QUE??? MAS VOCES DEVEM TER SAUDADES DE VOLTAR Á LEI DA SECA !! MAS QUE PALHAÇADA É ESTA ?? SE O JORGE JESUS SAI PARA O SPORTING.. É SINAL QUE SAI O MARCO SILVA!!!! SE O MARCO SILVA SAI , ESTAO Á ESPERA DO QUE???? É TAO CERTO COMO 1 + 1 = 2 , JA SEI QUE VÁ PARA O PORTO , E DEPOIS NÓS ANDAMOS MAIS UNS 10 ANOS ou 20 ANOS , SERÁ QUE NAO APRENDEM COM OS ERROS DO PASSADO!!???? ... ESTOU MESMO LIXADO DA VIDA!! NEM PARECE QUE FUI BICAMPEAO!!!!!MARCO SILVA JAAAA!!! NAO QUERO MAIS UM FERNANDO SANTOS MAS SERÁ QUE NAO APRENDEM COM OS ERROS!! JA QUE O JESUS QUER IR , QUE VÁ .. MAS TER O MARCO SILVA DISPONIVEL E NAO FICAR COM ELE É O MESMO QUE TER O MOURINHO E NAO O APROVEITAR!!! AH É VERDADE ISSO JÁ ACONTECEU !!!!!

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  5. "O Sporting tem dinheiro. Nós temos dedicação. No imediato o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro."
    Cosme Damião

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  6. Faltou dar os parabéns ao Alberto por este lúcido e informado artigo. Notável clarividência como sempre. Sempre vendo para além do efémero.

    Ontem foi uma noite em que para a maior parte dos Benfiquistas as coisas se precipitaram de forma surpreendente. Com mágoa.

    Mas o Benfica nunca teve indispensáveis. Nem Eusébio nem Cosme, nem Coluna, nem José Águas. Ninguém.

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