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26/02/2014

Glória Eterna Coluna (4)

26/02/2014 + 0 Comentários
OPINIÃO

Mário Coluna aos 20 anos. Não tem nada que saber. Em baixo, o segundo a contar da esquerda ao lado do capitão, Fernando Caiado (num tempo em que a UEFA ainda não tinha "inventado" as braçadeiras para identificar os capitães



Mário Coluna foi um desses privilegiados que nascem para o futebol, graças ao talento inato, ao temperamento infatigável e a uma condição física naturalmente robusta, qualidades que soube ainda acrescentar essa raro condão de simpatia pessoal e conquista de um prestígio que fez dele titular indiscutível na nossa equipa de honra. Um futebolista digno das tradições do Clube e da gloriosa camisola rubra. Um jogador à Benfica!

Estreia na Selecção Nacional
Depois de ser, na 1.ª temporada (1954/55) vestido de "águia vermelha" pedra basilar, nas equipas do Benfica que conquistaram tudo: campeonato nacional e Taça de Portugal, estreou-se na 81.ª selecção nacional, em 4 de Maio de 1955, no II Escócia-Portugal, disputado em Glasgow, no Estádio Hampden Park, na derrota por 0-3 de Portugal.

Segunda temporada (1955/56)
Com a gloriosa camisola do Benfica a sua segunda época - 1955/56 - esteve longe do fulgor da primeira, com o "Glorioso" sem conquistar qualquer título nacional.


Um Nacional desastrado ou nem tanto
Um 2.º lugar no campeonato nacional (em igualdade pontual com o campeão, mas desvantagem no confronto directo - D 0-3 e E 1-1) não deslustram o melhor futebol praticado em Portugal. Mas no Benfica é preciso ganhar para conquistar. E tal não aconteceu. Coluna foi um dos quatro totalistas (2340 minutos em 26 jornadas) com Costa Pereira, Artur Santos e José Águas.


Sem hipóteses
Na Taça de Portugal o "Glorioso" tombou logo na segunda eliminatória, correspondente aos oitavos-de-final, surpreendentemente afastado pelo 3.º classificado no campeonato nacional, que ficara a seis penosos pontos (correspondentes a três vitórias ou seis empates) do Benfica.

E a Taça Latina no final da época
Com um campeão nacional sem prestígio internacional a preferir uma digressão ao Brasil na ânsia de copiar a do "Glorioso" na temporada anterior o Benfica seguiu rumo a Itália para representar Portugal na Taça Latina. Depois de eliminado pelo campeão italiano (AC Milan, com Coluna a marcar um golo) o "Glorioso" assegurou o 3.º lugar após... 132 minutos, no segundo jogo mais longo - depois dos 146 minutos na finalíssima da Taça Latina em 1950 - da gloriosa história do Benfica!

1955/56
Competições
Jogos
Golos
Adversários
Golos
TOTAIS
32
15


Campeonato Nacional
26
11


Taça de Portugal
1
-


Taça Latina
2
1


Particulares internacionais
1
-


Particulares nacionais
2
3


NOTA: A vermelho troféus (e/ou) títulos conquistados

Alberto Miguéns

NOTA: Em Defesa do Benfica declara luto pelo falecimento de Coluna, com um fumo negro sobre o rosto do EDB. E em homenagem ao Eterno Capitão o EDB evocará de hora a hora durante as próximas 18 horas o percurso desportivo de um futebolista inigualável.
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